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Apadrinhado do CorrupTasso é condenado por rombo de 7,5 bilhões no BNB

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Jan 21, 2008, 7:37:29 AM1/21/08
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Apadrinhado de Tasso Jereissati condenado por rombo de 7,5 bilhões no
BNB

O ex-presidente do Banco do Nordeste (BNB), Byron Queiroz, aliado do
ex-presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati, foi
condenado a 13 anos de reclusão, além de multa, por ter fraudado a
contabilidade
do banco, rolado dívidas não pagas e liberado novos empréstimos para
estas empresas. Entre os principais beneficiários do esquema montado
por
Byron, que deixou um rombo de quase R$ 7,5 bilhões (em valores não
atualizados) no BNB, estão empresas do grupo Jereissati e da família
do líder do
DEM (ex-PFL) no Senado, José Agripino Maia.

A sentença foi proferida pelo juiz da 12ª Vara Federal, José Donato
de Araújo Neto. Além de Byron, que presidiu o banco entre 1995 e
2003,
outros cinco diretores do BNB também foram condenados pelos crimes de
gestão
fraudulenta de instituição e falsificação de vários balanços do
banco. Foram isentos apenas da pena por formação de quadrilha.

As ilegalidades de Byron vierem à tona através de uma auditoria do
Tribunal de Contas da União e foram investigadas, superficialmente,
pela CPI criada na Câmara dos Deputados para apurar desvios nos
recursos
do Finor (Fundo de Investimentos do Nordeste), operados pelo BNB.

Byron montou uma engenharia no banco para perdoar dívidas,
refinanciar e conceder novos empréstimos para empresários amigos que
não pagavam o
banco há anos. A maioria das negociações era implementada com a
posição
contrária do Comitê de Avaliação de Crédito da Direção ? COMAC. Após
realizar as operações, os empréstimos e refinanciamentos eram
apontados no balanço como créditos a receber e não créditos
duvidosos.

Esse é o caso da empresa Mossoró Agroindustrial S.A (MAISA), de
propriedade do senador José Agripino Maia (DEM). Agripino recebeu
recursos do BNB e não pagou. A dívida total do senador ainda é um
mistério,
pois nunca houve uma investigação séria sobre o assunto. Alguns
números
citados na imprensa apontam para a cifra de R$ 50 milhões em valores
atualizados. Até 1999, MAISA devia R$ 4.266.853,27. Agripino
reconhece um débito
de apenas R$ 2 milhões e o contesta na Justiça.

No entanto, a questão mais grave foi levantada por uma auditoria do
TCU, que afirma que vários órgãos do banco foram contrários às
operações
de refinanciamento e novos empréstimo para a empresa de Agripino em
virtude do "elevado nível de endividamento do grupo junto ao BNB e o
fato de
que, em passado recente, os interesses do BNB estiveram abalados por
descumprimento por parte do grupo EIT (integrante do grupo MAISA) em
não honrar compromissos contratuais pactuados, fato, inclusive, que
resultou no impedimento do cliente".


Não é só este líder da oposição que está enrolado com Byron. O TCU
contesta também uma operação de empréstimo efetuada para empresa
Refrescos Cearenses S.A, de propriedade de Tasso Jereissati, que
estaria acima
dos limites possíveis do banco. Tasso também está ligado, mesmo que
indiretamente, a outras intervenções.


Um delas, levantada pelo TCU e denunciada pela revista "IstoÉ",
envolve a Fiotex Industrial S/A indústria de fios de algodão de
Fortaleza, que
Byron chegou a ser consultor. A Fiotex devia R$ 5,1 milhões e mesmo
sem
pagar um centavo foi agraciada com uma bolada de US$ 3 milhões. Pouco
tempo
depois, sem consultar a direção do banco, a Fiotex recebeu mais R$
2,5
milhões para capital de giro. Até 2002, tal empresa devia R$ 45
milhões ao
banco. A Fiotex pertence a Francisco de Assis Machado Neto, suplente
do
senador Jereissati.

Byron gostava mesmo de Tasso. Era fiel e agradecido pelos cargos que
conseguiu no governo do Ceará e no próprio BNB. Pode ser mera
coincidência, mas isso pode ter incentivado o ex-presidente do banco
a perdoar uma dívida de uma empresa do grupo Edson Queiroz, a
Monteiro
Refrigerantes S/A, cuja maior acionista é a sogra do senador tucano.
Segundo a "IstoÉ", a dívida da empresa com o BNB era de R$ 19,9
milhões. "Desse total, mais de R$ 17 milhões era dinheiro público do
FNE. Em
setembro de 1997, sob uma forte pressão de Byron, a dívida foi dada
como quitada depois de uma estranha negociação entre devedor e
instituição
financeira. A empresa pagou, apenas, R$ 3,9 milhões. O perdão da
maior parte da dívida não teve pareceres técnicos nem foi submetido
aos
advogados do banco", afirma a revista. "A amizade de Byron com o
Grupo Edson Queiroz também levou o presidente do BNB a perdoar uma
dívida
de R$ 3 milhões da empresa Luna Aqüicultura Ltda., que pertence ao
ex-
deputado".


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