Uma reportagem do jornal espanhol El Mundo afirma que o furto dos
quadros de Picasso e Portinari do Museu de Arte de São Paulo (Masp)
expõe condições de segurança "nefastas" do museu.
A reportagem repercute a ação criminosa em que ladrões levaram do
museu as pinturas Retrato de Suzanne Bloch, da chamada 'fase azul' de
Pablo Picasso, e O lavrador de café, de Portinari.
Para o El Mundo, o furto "volta a colocar em evidência as nefastas
condições de segurança nos museus latino-americanos, brasileiros e em
especiual o museu de São Paulo".
"Uma questão que é, em realidade, extensão do grave problema que
representam no país as ações criminosas."
A reportagem lembra que em outubro o Masp já havia sido alvo de uma
tentativa de furto. Em novembro, uma coleção de moedas raras do Museu
do Ipiranga foi roubada, sublinha o jornal.
Outros jornais
O episódio também foi parar nas páginas de outros jornais europeus,
americanos e sul-americanos.
O argentino La Nación diz que "todos os olhares estão postos no
sistema de segurança do museu, sobre cujo funcionamento houve
contradições nos primeiros interrogatórios dos vigilantes".
"O Masp, um impressionante edifício modernista inaugurado em 1968,
está localizado em pleno centro financeiro da cidade, na Avenida
Paulista, uma das áreas mais vigiadas do país", diz o diário
argentino.
Já o britânico The Guardian destaca que a ação foi planejada "em
detalhes de minuto", e que a polícia não descarta a possibilidade de
ter havido colaboração de pessoas do próprio museu.