Janer Cristaldo
Este jornal - http://www.baguete.com.br - mudou de perfil há algumas
semanas. Com a mudança, deixaram de ser linkadas as crônicas já
publicadas. Para minha grata surpresa, recebi dezenas de emails
reclamando: onde estão as crônicas anteriores? Bom, agora estão lá ao
pé da coluna, no lugar de sempre. É reconfortante constatar que os
leitores querem ler as demais crônicas. Nos velhos tempo do
jornal-papel, a crônica ficava perdida em arquivos ou bibliotecas.
Hoje, está ao alcance de um click. Assim sendo, não fica em jejum o
leitor que quiser curtir um pouco mais o que pensa o cronista.
Pode também desancá-lo hoje, por crônicas passadas. É o que faz um
leitor, que se apresenta como médico e psiquiatra. Condena meu
reacionarismo, ao comentar artigo que escrevi sobre o famigerado Fórum
Social de Porto Alegre. A crônica foi escrita ano passado, o que muito
honra. Nada alegra mais quem escreve ver alguém reportar-se a artigos
passados. Para o leitor, "o saldo do Fórum é positivo, não sei se para
o o mundo, mas para Porto Alegre certamente (...) Apenas para
exemplificar o que digo, no domingo fui levar minha filha ao Mac
Donald's..."
Pausa para considerações. Médico que leva filha a Mac Donald's, a meu
ver, deveria ser expulso de sua ordem. Poucas coisas são mais funestas
à saúde que os sanduíches dos Macs. Pior ainda, psiquiatra. É de
supor-se que um psiquiatra seja um pedagogo. Ora, habituar filhos em
tais antros nada tem de educativo. É fazer crer à criança que é normal
esta perversão da gastronomia que se chama fast food. Mas continua o
médico e psiquiatra:
"...e - enquanto deglutia aquele pasteurizado clone de hamburguer
característico daquele local - ouvi uma conversa 'estranha' que vinha
da mesa ao lado, onde estavam seis jovens na faixa dos 18-20 anos.
Discutiam questões sociais e políticas, mostravam preocupação com a
realidade social, econômica e e política do Brasil e do mundo,
demonstravam conhecimento de causa baseada em leituras e estudos,
muito diferente do papo alienado que se houve (sic!) normalmente no
Mac Donald's".
Aqui, o defensor dos fóruns sociais mundiais se trai. Além de grafar
"houve" por "ouve", afirma que "houvia" papos alienados normalmente
nos Macs. Isto é, era assíduo freqüentador dos ditos. Se já é grave um
médico levar a filha a freqüentar tais ambientes, imagine-se o próprio
a freqüentá-los. Você consultaria tal médico? Eu, não. Freqüentadores
de Macs demonstrando "conhecimento de causa baseada em leituras e
estudos"? Perdão, leitores: não consigo conceber freqüentadores de
Macs com leituras e estudos. Quem tem leitura e estudos tem
refinamento. Não freqüenta fast food. Mas o defensor dos fóruns
sociais continua:
"Estranhei aquilo e pensei com meus botões: 'Ué? Jovens pensantes no
Mac Donald's? Será que estou alucinando ou entrei no lugar errado?'.
Só depois de alguns minutos me dei conta que aquilo era expressão e
resultado do Fórum Social Mundial. Só por isso já terá valido à pena a
realização do Fórum. Se nossa juventude tiver reaprendido a pensar por
conta própria e não-alienada, o Fórum Social Mundial já terá
justificado a sua existência, e Porto Alegre é uma cidade privilegiada
por hospedá-lo".
Este singular médico e psiquiatra quer nos fazer crer que
freqüentadores de Macs são jovens que reaprenderam a pensar por conta
própria e não-alienada. Jovens pensantes, até pode ser. Afinal, quem
sabe somar o preço de um sanduíche ao de uma coca, não deixa de ser um
ser pensante. O Neanderthal também era. Daí a jovens que reaprenderam
"a pensar por conta própria e não-alienada", vai uma grande distância.
Vejo os Mac Donald's como um atentado a todas as normas de boa
civilização. (E lanchonetes, também, bem entendido. Mas contra estas
ninguém fala, já que não têm grife ianque). Uma única vez na vida
entrei em um deles. Estava chovendo, eu me abrigara sob a marquise, a
água da calçada começou a subir. Para não encharcar os pés, entrei.
Não fosse a chuva, jamais entraria. Entendo que alguém, com pressa,
apele a um sanduíche rápido dos ditos. Já tive de trabalhar, com um
sanduíche numa mão, a outra digitando. Isto acontece em jornalismo. O
que não se admite, entre civilizados, é freqüentar Macs. Sei, os
americanos adoram. Eu não sou americano e tenho meus conceitos de
civilização. Certa vez, a uma colega de magistério que viajava à
Espanha, recomendei os mais aconchegantes restaurantes de Madri. Na
volta, perguntei o que achara deles. Não soube dizer-me, só comera em
Mac Donald's. Cortei sumariamente relações. Quem vai a Madri e busca
Mac Donald's pertence a uma raça com a qual nada tenho a ver.
Um defensor do Fórum Social Mundial ver expressões do dito Fórum em
jovens que discutem num Mac é, a meu ver, algo como o diretor de um
seminário louvar seus pupilos que discutem a castidade num bordel. Mas
nesta Porto Alegre em que, no melhor estilo cubano ou albanês, nas
ruas só existe propaganda dos candidatos do PT, tudo pode acontecer.
Até mesmo contestar as razões do lobo na toca do próprio lobo.
> O
>que não se admite, entre civilizados, é freqüentar Macs. Sei, os
>americanos adoram. Eu não sou americano e tenho meus conceitos de
>civilização. Certa vez, a uma colega de magistério que viajava à
>Espanha, recomendei os mais aconchegantes restaurantes de Madri. Na
>volta, perguntei o que achara deles. Não soube dizer-me, só comera em
>Mac Donald's. Cortei sumariamente relações. Quem vai a Madri e busca
>Mac Donald's pertence a uma raça com a qual nada tenho a ver.
>
Vê-se que nunca precisaste de um banheiro limpo em Vienna depois das 6
da tarde... :)
Lise
>
Quando li o título da mensagem, pensei que falavas do
MacIntosh, o popular computador amigável da Apple
Computers. Mas, não, a crônica trata do infame vendedor
de entupidores de artérias, cuja razão social é McDonald's,
e não Mac Donald's. É evidente que isto não prejudicou o
conteúdo (?...) do artigo, mas seja mais cuidadoso da
próxima vez.
---Fausto
> ... Certa vez, a uma colega de magistério que viajava à
>Espanha, recomendei os mais aconchegantes restaurantes de Madri. Na
>volta, perguntei o que achara deles. Não soube dizer-me, só comera em
>Mac Donald's. Cortei sumariamente relações. Quem vai a Madri e busca
>Mac Donald's pertence a uma raça com a qual nada tenho a ver.
>...
Depende, Cristaldo. Se vc. ta' meio apitado de grana e/ou sem
tempo para frescuras ao meio dia, os veggieburguers do mcd na
maioria das cidades europeias por que passei quebraram um galhao.
Outra opcao seria entrar num supermercado, comprar pao, queijo,
garrafinhas de vinho e dar uma de farofeiro em logradouros
publicos do velho continente. E deixar que o jantar se torne a
principal refeicao do dia.
-BobLaranja.
Lise Sedrez <lse...@stanford.edu> wrote in message news:<3D58275E...@stanford.edu>...
Os únicos lugares em que a gente conseguiu se virar sem o maldito foi
Bruxelas e Lisboa. O primeiro por ter (bons) restaurantes em profusão e o
segundo por permitir mais jogo de cintura na hora da escolha/pagamento.
B.
"Lise Sedrez" <lse...@stanford.edu> wrote in message
news:3D58275E...@stanford.edu...
Les voilà:
Cafè Landtmann, Cafè Eiles, Cafè Sperl, Cafè Schwarzenberg (meu
predileto), Cafè Hawelka, Cafè Bräunerhof, Cafè Museum, Cafè Central,
etc, etc, etc. Além do ambiente soberbo, banheiros belíssimos e
jornais do mundo todo à vontade. Num destes cafés, encontrei nada
menos que ... 300 jornais.
Sem falar que foram os cafés freqüentados por Freud, Trotski, Klimmt,
Kloester e por aí vai. Isto também conta.
Janer
Lise Sedrez <lse...@stanford.edu> wrote in message news:<3D58275E...@stanford.edu>...
> Oi Janer,
>
>
nada melhor que um natal ou révéillon regados com um bom vinho, bons
queijos e bons pâtés num quarto de hotel. Como detesto multidões,
muitas vezes pratiquei esta gastronomia. Nada a ver com a ambiência
infame dos Macs.
Por outro lado, nas ruas sempre se encontra excelente restauração, sem
precisar entrar entrar naqueles antros. Você já comeu um merguez, em
Paris, naquelas tendinhas de árabes? Ou uma andouillete, numa feira?
Chego a deixar um almoço de lado para degustar um merguez na rua.
Janer
bobla...@vegetarians.com (-BobLaranja.) wrote in message news:<3d589cd4...@news.newsguy.com>...
Nao vou comecar a brigar com o Cristaldo, mesmo porque concordo (em parte)
com o comentario dele desta semana. Soh fico pensando se sou eu o unico pai
neste ng. Adolesscentes tem vontade propria, e criancas tambem. Vou dizer o
que para eles ? "O pai nao leva voces neste lugar horroroso porque ele tem
consciencia que isto eh pessimo pra saude de voces". Tah doido ?
E alem do mais que tipo de comida que se come em restaurantes e que nao faz
mal ? Tirante a comida de Lothlorien, nunca provei nada fora de casa que
fosse ao mesmo tempo agradavel ao paladar e bom para a saude.
Riba
"-BobLaranja." <bobla...@vegetarians.com> wrote in message
Henri
"Jose Ferreira Neto" <jo...@kems.net> wrote in message
news:ajbedr$19rh4l$1...@ID-77813.news.dfncis.de...
Não, eu estou convencida de que o McDonald's (ou os banheiros do
McDonald's) tem uma razão de ser, mesmo em Madri ou Viena. Já se
falássemos da EuroDisney... :)
Lise
PS. Klimt, o pintor, ou Klimmt, o ex-ministro de transporte alemão?
Bruno Carneiro da Cunha schrieb:
>
> A coisa se estende ao dia inteiro em Amsterdã. Temperados com a leva de
> ingleses que assola a cidade continuamente, todos os
> restaurantes/lanchonetes já mostram o "No Public Lavatory" na fachada. Dos
> banheiros públicos não se consegue chegar nem perto.
Até aqui em Ilmenau sempre teve plaquinha de "cobramos uma taxa de quem não
é cliente" em todos os restaurantes. Era meio marco, mas de graça nunca foi.
Embora os banheiros públicos sejam até razoáveis (já cansei de usar). Se bem
que homem tem uma senhora vantagem.
O pior banheiro que eu já vi na Europa --e só entrei porque não tinha outro
jeito-- foi na sala de embarque do --pasmem!-- Aeroporto Internacional de
Sófia. Daquele tipo: será que eu consigo manter a respiração presa até sair
daqui? Mais um dos fatores que fez daquela minha primeira e última viagem
com a Balkan Airlines.
Mas falando em Amsterdam, Bruno, você chegou a travar conhecimento com um
mictório a céu aberto, na avenida principal? É mais ou menos só uma chapa
em espiral, lugar para um só, e quem está de fora lhe vê do ombro prá cima e
da canela prá baixo. Eu achei esse o máximo.
JL
Jose Ferreira Neto wrote:
>
> E alem do mais que tipo de comida que se come em restaurantes e que nao faz
> mal ? Tirante a comida de Lothlorien, nunca provei nada fora de casa que
> fosse ao mesmo tempo agradavel ao paladar e bom para a saude.
>
Ah, não, tem sim. No Rio tem um monte de buffett (sp?) de saladas,
comida a quilo, que são baratos, legais para levar crianças, gostosos e
fazem bem para a saúde. Montes de mercados para uma fruta no meio do
dia, sem contar com as maravilhosas casas de suco, que no centro do Rio
existem em cada esquina. Nisto estou de acordo com o Janer: ninguém é
obrigado a entrar num McDonald's para comer.
Lise
Janer schrieb:
>
> Seminaristas no Bordel
>
> Janer Cristaldo
>
> cri...@baguete.com.br
>
> Este jornal - http://www.baguete.com.br - mudou de perfil há algumas
> semanas. Com a mudança, deixaram de ser linkadas as crônicas já
> publicadas. Para minha grata surpresa, recebi dezenas de emails
> reclamando: onde estão as crônicas anteriores? Bom, agora estão lá ao
> pé da coluna, no lugar de sempre. É reconfortante constatar que os
> leitores querem ler as demais crônicas. Nos velhos tempo do
> jornal-papel, a crônica ficava perdida em arquivos ou bibliotecas.
> Hoje, está ao alcance de um click. Assim sendo, não fica em jejum o
> leitor que quiser curtir um pouco mais o que pensa o cronista.
"O escritor brasileiro está mais próximo de uma cortesã, que se sente
profissionalmente obrigada a agradar ao cliente."[1]
Meus parabéns ao sucesso da Marquesa de Santos da internet.
JL
Se passarem por Vitória, ES, com pouca grana e muita fome, vão ao
Bicho Guloso ou ao Chateau. Eles tem sanduíches que são verdadeiras
refeições na faixa de 3,00 a 4,00 reais. Contam com saladas e carne de
frango (s/ colesterol), alguns feitos naqueles pães sírios. Se me
perguntarem pela higiene, eles são preparados na sua frente, ao
contrário dos bons restaurantes nas grandes cidades.
Não é uma opção de gourmets refinados como o colega Janer, pero se
tens um paladar refinado demais, vais ficar insatisfeito a maior parte
do tempo, mesmo que estejas com muita prata.
Frescura faz mal à saúde da alma.
Meus respeitos,
HCB
cristal...@hotmail.com (Janer) wrote in message news:<9b5644ca.02081...@posting.google.com>...
>O pior banheiro que eu já vi na Europa --e só entrei porque não tinha outro
>jeito-- foi na sala de embarque do --pasmem!-- Aeroporto Internacional de
>Sófia. Daquele tipo: será que eu consigo manter a respiração presa até sair
>daqui? Mais um dos fatores que fez daquela minha primeira e última viagem
>com a Balkan Airlines.
Bem JL, para os saudosistas nesta materia recomendo o
E haja estomago. Eca...:-(... Aviso: Nao acessem imediatamente
antes ou logo apos as refeicoes.
-BobLaranja.
Na Bélgica não tivemos muitos problemas com isto. Todos eram bastante
corteses. Inclusive um hotel em Brugge que deixou a nós todos (viajávamos em
quatro) usarmos as dependências.
> O pior banheiro que eu já vi na Europa --e só entrei porque não tinha
outro
> jeito-- foi na sala de embarque do --pasmem!-- Aeroporto Internacional de
> Sófia. Daquele tipo: será que eu consigo manter a respiração presa até
sair
> daqui? Mais um dos fatores que fez daquela minha primeira e última viagem
> com a Balkan Airlines.
>
> Mas falando em Amsterdam, Bruno, você chegou a travar conhecimento com um
> mictório a céu aberto, na avenida principal? É mais ou menos só uma chapa
> em espiral, lugar para um só, e quem está de fora lhe vê do ombro prá cima
e
> da canela prá baixo. Eu achei esse o máximo.
O canal principal? Deve ser o Singer :-)
Mas esses mictórios estão espalhados por toda a cidade. Há um na frente do
restaurante mais caro da cidade, que por azar faz divisa com o distrito da
luz vermelha. Nunca consegui nem chegar perto, tamanho o bodum. Há outro
perto da casa de Anne Frank, às margens do Prinsesgracht, e, para o
desespero dos ativistas, do lado do Homomonumento!
Amsterdã é em muitos aspectos a cidade mais civilizada que já conheci -- mas
não tenho muito para comparar -- a ponto de casos como o seguinte parecem
folclóricos. Num dos passeios de barco, paramos à frente da prefeitura, e
vimos um sujeito já com uma certa idade por duas latas de cerveja numa mesa
na outra margem do canal. Como ficamos parados lá uns cinco minutos, vimos
todo o ritual, o sujeito virando a primeira lata, levantando-se, andando uns
cinco metros na direção oposta à de uma moça a ler um livro, arriando as
calças na frente da prefeitura e regando o Amstel. Quando notou que estava
sendo observado, não se fez de rogado e nos acenou com uma das mãos.
Terminou o que tinha que fazer e foi sentar-se tranqüilamente a beber sua
outra lata.
Pra tu veres como são as coisas, por aqui o coitado já estava sendo preso e
processado por dano à propriedade e atentado ao pudor. Em Amsterdã, já a
meio caminho de ser uma cidade nórdica, ninguém se importa com a vida dos
outros. Exceto os incautos turistas.
B.
Pois eh, parece que com tanta gente chegando do leste europeu a cidade ja
nao eh tao civilizada assim. Na ultima vez que estive por lah vi uma cena
que jamais tinha visto antes, mesmo no Brasil. Um sujeito terminou de comer
uma coisa qualquer no onibus, esperou a conducao parar no ponto, e com a
mais lavada cara de pau do mundo, atirou a embalagem porta afora (quase que
acertava uma mulher que estava no ponto).
Sem duvida eh o povo mais prestativo e gentil com o turista que ja vi nas
minhas andancas, mas tipos como esses terminam manchando o bom nome da
cidade.
Riba
"Bruno Carneiro da Cunha" <bcu...@nospam.ameritech.net> wrote in message
> Ah, não, tem sim. No Rio tem um monte de buffett (sp?) de saladas,
> comida a quilo, que são baratos, legais para levar crianças, gostosos e
> fazem bem para a saúde.
Parece que a praga do consumismo americano caiu com toda a forca por aqui
(no Kuwait). Tem mais fast food por metro quadrado do que posto de gasolina
(que para falar a verdade sao raros)
Saladas ? soh se for no Chicken Chicka (argh). Nossa opcao eh mesmo comer a
excelente comida que a dona da pensao prepara para a gente. Mesmo com o
preco do alface (mais de 5 dolares por uma planta).
Mas se algum dia passar pela Chapada, nao deixe de visitar um dos paraisos
da nossa Bahia. Lah tem a melhor comida natural que ja experimentei nesta
encarnacao (http://www.webserve.co.uk/lothlorien/portugues/)
Riba
Pra te falar a verdade nao tenho esses principios. Nao gosto do McDonalds
porque acho a comida de lah uma bosta, mas nao vou jamais pensar em nao
levar meus filhos por lah, no caso de eles me pedirem (ainda mais que eles
vivem me pedindo para ir a esse tipo de lugares, assim como tambem Pizza
Hut, Burger King,.. e por ai vai). Eh claro que procuro fazer a cabeca deles
para optar por uma comida mais saudavel, mas nao obrigo a eles a comerem a
minha comida. Por exemplo, aqui em casa nao entra carne de mamifero, mas se
um dia eles me disserem que querem experimentar, nao sou eu quem vai
proibir.
Me preocupo mesmo eh em ensinar a eles a respeitar as ideias das outras
pessoas, sejam elas consumidoras de McChicken ou nao. Se souber que meu
medico esta indo ao McDonalds nao ficarei nada preocupado, me preocuparei
sim se souber que ele faz pouco caso do que seus pacientes estao a pensar.
Um abraco,
Riba
"Henri" <henri...@ozemail.com.au> wrote in message
news:Ayc69.12535$Cq.5...@ozemail.com.au...
Uma propaganda enganosa é a dos óleos vegetais que colocam em suas latas
"isento de colesterol". Enganosa, não por estarem mentindo, já que realmente
óleo vegetal algum contem colesterol, mas por lhe induzirem a pensar que o
seu uso não seria contra-indicado para quem tem problemas de colesterol
alto. Um prato de batata fritas em óleo vegetal é muito mais nocivo para
esses pacientes que uma carne vermelha magra grelhada.
R.
"Hélio C. Bortolon" <helio.c....@bol.com.br> escreveu na mensagem
news:1617ef3d.02081...@posting.google.com...
(...)
> Tirante a comida de Lothlorien,
Pao de viagem ?
Como está por lá sem Galadriel ?
Pippin
vamos por partes. Não vejo cara de pau nenhuma em entrar naqueles
cafés para usar o banheiro. Afinal, se a gente paga um dólar para
deixar casacos, dá mais ou menos no mesmo que entrar em um banheiro
público. E, uma vez lá, por que não um café (se não quiser gastar
muito) e uma pausa na vida? O bom desses bares é que, pelo preço de um
cafezinho, você pode ficar horas lendo ou escrevendo. E descansando,
bem entendido. Qual era a função original dos cafés em Paris? Eram
refúgios de estudantes pobres, que não tinham calefação em seus
studios. Para estudar, desciam aos cafés. Daí a tradição francesa de
permitir que você fique horas sentado tomando apenas um café. Tradição
que está sumindo aos poucos, é verdade, mas ainda existe.
Não tenho nada contra ricos e belos e tenho muita pena de quem anda
com duas ou três crianças a reboque. Mas que se vai fazer? Verdade que
me senti um pouco deslocado no Sacher, aquele café parece cenário de
Sissi. Mas o mesmo não diria do Museum ou do Hawelka e mesmo do
Central. O brasileiro, acostumado às biroscas da vida, sente-se
intimidado ante ambientes suntuosos. "Dominus, non sum dignus". (Aqui
em São Paulo, até as padarias suprem a função de bar). Enfim, o que
quero dizer é que, em Viena, é muito mais fácil encontrar um bom café
que um Mac. Diga-se de passagem, não vi nenhum Mac por lá. Atenção:
não estou negando que os tenha. É que tenho um olhar seletivo: Mac,
nem enxergo.
Mas, veja bem, minha restrição é uma questão de princípios. Uma vez,
aquela em que a chuva me empurrou a um Mac, degustei um sanduíche
deles. Não deixa de ter sabor. O que me afasta desses restaurantes é o
ambiente clean, as mesas sem toalhas, os copos de plástico. E a
ausência de álcool. Não há espaço para a leitura. E, pelo menos para
mim, é muito mais agradável ler em bares que em bibliotecas. Minha
idéia de paraíso é uma terrasse em Paris (ou em Madri, Roma ou Viena,
enfim) numa manhã de inverno com sol, uma cerveja gelada e um monte de
jornais e livros. Sou adepto de Buñuel, quando dizia que os bares são
locais de recolhimento.
Claro que, numa emergência, por que não um sanduíche rápido? Mas
refeição para mim é um dos bons momentos da vida. Gosto de vagar, de
leitura ou conversa, de vinho ou cerveja para acompanhar. Gosto de
garçons me caitituando, de pessoas sem pressa em volta. Almoço e janta
são momentos de confraternização. O que mais recrimino nos Macs, acho,
é a pressa. Não concebo comer correndo. Na Europa, fala-se agora do
movimento do slow food. Bom, acho que sou um precursor. E,
particularmente quando viajo, quero ócio e vagar. Não sou exatamente
um gastrônomo. Entre um café ou restaurante de boa comida e ambiente
desagradável, prefiro um de comida apenas razoável e boa ambiência.
Para mim, estão em primeiro lugar os ambientes, não a restauração.
Mas os Macs, pelo que tenho visto, suprem uma função. Existe aquele
turista monoglota, que tem medo de enfrentar um cardápio e garçons em
outra línguas. No Mac, ele sabe de cara o que pedir e quanto custa.
Por um certo temor ao desconhecido, ele opta pelo sanduíche. Além do
mais, não são caros.
Não pertenço à estirpe dos Bovés da vida. Reconheço o direito à
existência dos Macs e considero que são mais higiênicos que as
lanchonetes infectas do Brasil, contra as quais ninguém protesta,
porque não têm grife ianque. Pelo que ouço, são garantia de banheiros
limpos.
Aqui, já protestei contra essa mania das esquerdinhas de depredarem
Macs. Ano passado, aqui no Brasil, fecharam pelo menos uns 30 Macs,
sem que ninguém os depredasse. Se fecharam, é porque não tiveram
clientela. Que o mercado decida.
Abraço,
Janer
Lise Sedrez <lse...@stanford.edu> wrote in message news:<3D5959BB...@stanford.edu>...
Mas nao vou cuspir no prato, digo, hamburguer, que comi. McDonald's me salvou de mais de uma
situacao constrangedora, na Europa e aqui. Nao vou desmerecer o teu psiquiatra so porque leva os
filhos no McDonald's.
Se bem que se era em PoA, me parece meio estranho. Sempre achei que o Mc nunca ia fazer sucesso no
sul, com aqueles X-tudos enormes das biroscas gauchas...e banheiros limpos!
Lise
Esse tipo de coisa acaba acontecendo em qualquer lugar, pelo visto. O que me
impressionou foi o comportamento médio, anos-luz mais gentil que o normal
americano. Ainda no campo anedótico, essa passagem ficou marcada para mim:
no lado Sul do Dam, a praça central da cidade, há um semáforo para carros,
pedestres, bicicletas e bondes, um destes que testam a paciência de qualquer
um. Pois bem, ia passando um carro quando o sinal fechou. O carro continuou
e uma das ciclistas, sem perceber, começou a atravessar a rua. O motorista
freiou com tudo que pôde e, graças à pouca velocidade em que andava,
conseguiu parar a centímetros da ciclista, que já estava petrificada. Olhei
tudo aquilo e esperei a tempestade de insultos e reclamações que se
seguiria, como em qualquer lugar do mundo. E, sabe o que os dois fizeram?
Trocaram um sorriso, e seguiram suas vidas. Ao que me parece a cortesia,
como regra geral, não é exclusiva aos turistas.
Bruno
P.S.: Já ia esquecendo: além dos danos à propriedade pública e atentado ao
pudor, o pobre do mijão iria também responder por beber substância
alcoólicas em público.
"Jose Ferreira Neto" <jo...@kems.net> wrote in message
news:ajdgus$1ahpgv$1...@ID-77813.news.dfncis.de...
Embora sumindo aos poucos também, essa tradição existe igualmente em
diversas cidades portuguesas, sobretudo em Coimbra e Porto. Eu próprio
posso dizer que fiz o meu curso no café...
(...)
> Enfim, o que
> quero dizer é que, em Viena, é muito mais fácil encontrar um bom
café
> que um Mac.
Em Viena existem milhares de cafés. Não há rua que não tenha pelo
menos um. Duma forma geral, são espaços muito aconchegantes, sobretudo
os pequenos cafés de bairro, onde se respira uma atmosfera... (como
dizer?) familiar. Estão mais próximos duma sala de estar do que de um
estabelecimento comercial.
No Café Central (o tal café onde se reuniam Klimt, Kokoschka,
Schönberg e outros) é servido aquele que é talvez um dos melhores
cafés (bebida) do mundo. É caro, mas vale a pena experimentar bebê-lo
pelo menos uma vez.
> Diga-se de passagem, não vi nenhum Mac por lá. Atenção:
> não estou negando que os tenha. É que tenho um olhar seletivo: Mac,
> nem enxergo.
(...)
Há, pelo menos, um MacDonalds numa pequena rua perpendicular à
Kärtnerstrasse, que é a rua que liga a Catedral de Santo Estêvão à
Ópera, bem no centro da cidade.
A dois passos desse Mac, numa pracinha muito antiga, fica um dos mais
famosos cafés da cidade: o Kleines Café. É um dos mais vienenses cafés
de Viena.
Não há razão para comer em Macs na Áustria. Lá, os restaurantes são
quase todos baratos e servem boa comida (nítidas influências da
gastronomia húngara).
Fernando de Sousa Ribeiro
Porto, Portugal
> ...Você já comeu um merguez, em
>Paris, naquelas tendinhas de árabes? Ou uma andouillete, numa feira?
>Chego a deixar um almoço de lado para degustar um merguez na rua.
Confesso que nao sei o que sao merguez ou andouillete, Cristaldo,
mas se nao levam carne, devo ter comido, visto que sou um glutao
inveterado quando o assunto e' guloseimas em via publica. Nestas
andancas turisticas o programa era sempre acordar cedo, tomar
cafe' no hotel e sair gastando sola de sapato ate' a exaustao. O
almoco era feito de e com o que pintasse na hora. O jantar, este
sim, era sempre mais reforcado.
Falando em quitutes, notei que os camelo^s do centro de Lisboa
vendem castanhas assadas na hora, sobre brasas de
carvao...mineral. Fica a pergunta: esse carvao nao emite residuos
de petroleo durante sua queima que possam contaminar o alimento?
Achei estranho e passei batido.
-BobLaranja
> Falando em quitutes, notei que os camelo^s do centro de Lisboa
> vendem castanhas assadas na hora, sobre brasas de
> carvao...mineral. Fica a pergunta: esse carvao nao emite residuos
> de petroleo durante sua queima que possam contaminar o alimento?
> Achei estranho e passei batido.
Carvão mineral, Bob? Tens certeza? Carvão mineral é difícil
pacas de colocar para arder (é muito compacto, ao contrário
do carvão vegetal, que é poroso). Mas, caso seja mesmo
mineral, sim, há a possibilidade de resíduos do alcatrão de
hulha contaminarem o alimento com produtos voláteis e
altamente cancerígenos como o antraceno e o fenantreno.
Fizeste bem em passar longe.
PS: Petróleo não tem nada a ver com isto.
---Fausto
- Churros com doce de leite, no trailer da Barra
- cocada branca, Dona Maria, ali na saída do São COnrado
- Churros com doce de leite, no Balneário Camboriú (mas já não são
como há dez anos atrás)
- cachorro quente no Central Park, do seu Allonzo, logo atrás do
Metropolitan
- crepe de marron glace (ou Nutella), Torino, atrás do castelo do
Valentino
- churros com doce de leite, em Caxias do Sul, na frente do Hospital
Pompéia.
- Frittelle al zabaione, Veneza, calle que dá para o Rialto, ao lado
do mercado (não lembro o nome), mas só fazem no período da quaresma.
- Camarão ao bafo, praia de Cachoeira do Bom Jesus, Florianópolis,
opuco depois de canasvieras.
- Churros com doce de leite, em Itajaí, ao lado da igreja.
- sorvete de creme com amarenata, nelle zattere em Veneza.
- Wurstel com queijo derretido em viena, na frente da "praça do povo".
_ (Roberto está insistindo que eu acrescente seu voto por um gyro na
margem esquerda do Sena em paris. Primeiro, não conheço a cidade o
suficiente para isto; segundo, achei o gyro gorduroso e mal cheiroso.
Mas vá lá.)
- Churros com doce de leite, qualquer lugar, desde que seja mu-mu.
Faltou a água de coco e caipirinha da dona Neuma, na praia do porto da
Barra, Salvador, mas acho que bebida não conta. Mas ela também fazia um
queijo coalho com orégano no palito, que era uma coisa. Mas aí eu tenho
que lembrar do biju lá no alto de olinda, com coco ralado e queijo. E da
rapadura da feira dos paraíbas, no campo de sao cristóvao no rio. Ai-ai.
Notem que não há NADA digno de nota de Palo Alto, California. Amargo
exílio...
Mas aceito acréscimos (e dicas!) na lista. Vale comida de banquinha de
rua ou pequenas biroscas.
Lise
Voce dever ter visitado Lisboa no inverno porque vender castanha no verao e
meio dificil. Em muitos lugares as castanhas sao assadas com carvalho, de
todas maneiras se voce e meio neurotico com o que faz mal a saude ou nao
lembre-se que viver tambem mata.
ĄRic!
Ou seja sua comida de rua preferida sao os Churros com doce de leite, o
resto e apenas um complemento.
¡Ric!
Você fala de cafés em Viena que "estão mais próximos duma sala de
estar do que de um estabelecimento comercial". Aí é que reside o
encanto dos mesmos. O café é uma sala de estar onde estranhos se
encontram e confraternizam - ou não confraternizam - se paqueram - ou
não se paqueram. Lá nos espera uma equipe solícita de garçons e
cozinheiros, prontos a satisfazer nossos mínimos desejos.
Era Kafka quem deplorava a inexistência de casas onde uma pessoa podia
entrar quando bem lhe aprouvesse e sair na hora que lhe desse na
telha. Ora, essas casas existem. Os cafés e restaurantes são um dos
melhores achados do Ocidente. Já viajei por países onde eles não
existem - ou, se existem, mulher não entra. Não faço mais tais
viagens. Volto ainda a Buñuel, que justificava porque não ia à Índia:
"que vou fazer em Calcutá às três da tarde?"
Quanto a freqüentar um Mac em Viena, é uma heresia que deveria ser
castigada com a eterna condenação a eternamente comer em Macs.
Janer
"Fernando de Sousa Ribeiro" <s_ri...@portugalmail.pt> wrote in message news:<1029373994.514061@spynews2>...
¡Ric!
"Janer" <cristal...@hotmail.com> escribió en el mensaje
news:9b5644ca.0208...@posting.google.com...
> Coimbra, Porto - meu caro Fernando - e Madri e Santiago de Compostela
> e Barcelona e Berlim e Munique e Roma, enfim, em praticamente toda a
> Europa os cafés são locais de estudo e de trabalho.
> Janer
>
>
>
>
"Lise Sedrez" <lse...@stanford.edu> escribió en el mensaje news:3D5BDF98...@stanford.edu...Bidu! :)
e falando em doce de leite, sou um verdadeiro "provador" de doce de leite pelo mundo afora. Logicamente todos paises dizem que a "invençao" e deles.Gostei do doce de leite da Argentina, Uruguai, Peru e ainda tenho aqui em casa um vidro (pela metade) do "arequipe" colombiano que por sinal e uma verdadeira delicia.Na europa nenhum me convenceu (ainda). Ja provaram o sorvete de doce de leite do Hagen Dazs?
e
On Thu, 15 Aug 2002 12:42:11 +0200, "¡Ric!" <r...@bcn.net> wrote:
>
>"-BobLaranja." <bobla...@vegetarians.com> escribió en el mensaje
>news:3d5b30d9...@news.newsguy.com...
>> On 13 Aug 2002 08:07:05 -0700, cristal...@hotmail.com (Janer)
>> wrote:
>>
>> Falando em quitutes, notei que os camelo^s do centro de Lisboa
>> vendem castanhas assadas na hora, sobre brasas de
>> carvao...mineral. Fica a pergunta: esse carvao nao emite residuos
>> de petroleo durante sua queima que possam contaminar o alimento?
>> Achei estranho e passei batido.
>>
>> -BobLaranja
>>
>
>Voce dever ter visitado Lisboa no inverno porque vender castanha no verao e
>meio dificil. Em muitos lugares as castanhas sao assadas com carvalho, de
>todas maneiras se voce e meio neurotico com o que faz mal a saude ou nao
>lembre-se que viver tambem mata.
>
>¡Ric!
Bem, moc,ada, so' sei que nao era carvao vegetal. Vamos entao
pedir ajuda aos nossos amigos portugueses, algum engenheiro de
minas ou ainda algum psiquiatra de plantao para o esclarecimento
destas terriveis duvidas...:-):
1 - As castanhas vendidas por ambulantes no centro de Lisboa, em
abril, sao ou nao assadas com carvao mineral?
2 - Qual a diferenca de aparencia entre carvao de eucalipto e o
de carvalho?
3 - O carvalho, madeira nobre, e' comumente usado para assar
castanhas em Portugal?
4 - Qual e' a temperatura de combustao da hulha?
5 - Existe alguma relacao entre hulha e petroleo?
6 - E' sinal de neurose evitar o consumo de alimentos
cancerigenos?
Soc.culture.* as vezes tb. pode ser sinonimo de cultura, hehe...
E desde ja' agradeco.
-BobLaranja.
>Hmmm, Bob, depois desta tua mensagem (e a do Janer),
>fiquei lembrando quais as melhores "comidas de rua".
Bem Lise, existem inumeras comidas deliciosas na rua (minhas
preferidas sao as frutas como abacaxi, melancia, banana prata, e
agua de coco, vendidas por R$ 0,50 o pedaco) mas a PIOR de todas
aqui em SP e' o famigerado churrasco grego temperado com fumaca
preta de onibus cuja bomba injetora se encontra desregulada, nas
imediacoes da Sao Joao com a Ipiranga...:-)))
-BobLaranja.
Não sei se perguntaste de gozação, mas aqui vai a minha
modesta contribuição:
> 2 - Qual a diferenca de aparencia entre carvao de eucalipto
> e o de carvalho?
Eu me arriscaria a dizer que o carvão feito a partir de
carvalho é mais denso, mas ambos devem ter a mesma
aparência exterior a uma primeira vista.
> 4 - Qual e' a temperatura de combustao da hulha?
Para lá de 1000 C. A hulha é usada na fabricação do aço,
e o ponto de fusão do ferro é cerca de 1500 C se não me
falha a memória. Naturalmente que no processo de
fabricação de aço ar é injetado no conversor, aumentando
assim a temperatura de queima da hulha.
> 5 - Existe alguma relacao entre hulha e petroleo?
*Quimicamente*, carvão mineral e petróleo são primos-irmãos.
A única diferença é que o carvão é mais rico em carbono (C)
do que o petróleo, que por sua vez é mais rico em hidrogênio
do que o carvão. Pode-se fabricar "petróleo" a partir da
hidrogenação de carvão finamente pulverizado, num processo
conhecido como Fischer-Tropsch. Foi assim que a Alemanha
"produziu" muito do seu petróleo usado durante a Segunda Guerra
Mundial. Nos anos do embargo econômico devido à política de
apartheid, quando era impossível para a África do Sul estabelecer
contratos de fornecimento de petróleo com os países árabes,
várias plantas de hidrogenação de carvão foram construídas neste
país (a África do Sul tem carvão à beça). Eram conhecidas como
SASOL, South African Synthetic Oil (ou algo assim). Era isso ou
comprar direta e diariamente no mercado spot de Rotterdam, a
preços bem mais altos e numa forma de suprimento mais irregular.
> 6 - E' sinal de neurose evitar o consumo de alimentos
> cancerigenos?
Se for, então eu também sou neurótico.
---Fausto
"Lise Sedrez" <lse...@stanford.edu> escribió en el mensaje news:3D5BE990...@stanford.edu...
¡Ric! wrote:
e falando em doce de leite, sou um verdadeiro "provador" de doce de leite pelo mundo afora. Logicamente todos paises dizem que a "invençao" e deles.Gostei do doce de leite da Argentina, Uruguai, Peru e ainda tenho aqui em casa um vidro (pela metade) do "arequipe" colombiano que por sinal e uma verdadeira delicia.Na europa nenhum me convenceu (ainda). Ja provaram o sorvete de doce de leite do Hagen Dazs?Eles não tem a MENOR idéia do que seja doce de leite. O da hagen Das (sp?) é só o creme caramel, com um mínimo de leite e tanto açúcar. Comi o arequipe colombiano e tens razão, é maravilhoso. Eles usam em como recheio em um tipo de pastel doce, ou como os nossos casadinhos.
lise
Pois o sorvete de Doce de Leite do Hagen Daz (que tem a sua fabrica europeia na França e delicioso).¡Ric!
A agua de coco gosto de toma-la na praia, em SP nao vejo ambiente.
¡Ric!
"-BobLaranja." <bobla...@vegetarians.com> escribió en el mensaje
news:3d5be920...@news.newsguy.com...
Aquele churrasquinho de gato está espalhado por toda a cidade. Quando
costumava passar pelo Largo 13 estavam eles lá, todos cheios.
Quanto à comida de rua, aqui vai minha lista:
- Tapioca com queijo, Alto da Sé, Olinda.
- Pastel de Pizza, Feira do Grajaú (sic), São Paulo.
- Rundvleeskroket da Febo (de lekkerste!), Amsterdã.
- Risólis de queijo, IFUSP, São Paulo -- eu era louco por isso!
- Queijo coalho assado na brasa, Alto da Sé, Olinda.
- Samosa vegetariana com Chutney, qualquer birosca da Devon St. (bairro
indiano), Chicago
- Polish Sausage, de preferência apimentada, na frente do Metropolitam
Museum, NYC.
- Claro, os pastéis de nata. Demos azar com os originais pastéis de Belém. O
que comemos no Mosteiro de São Vicente de Fora estavam melhores, Lisboa.
- Baclava, <esqueci o nome da loja!>, Chicago.
E vamos parar senão eu choro na hora do jantar.
B.
As castanhas em Portugal só são vendidas assadas na rua durante o
Outono e o Inverno, ou seja, entre os meses de Outubro e Abril. Neste
momento (Agosto), os castanheiros estão em flor. Em Setembro a flor dá
lugar ao fruto e em Outubro o fruto (ouriço) está maduro e cai,
abrindo-se e soltando as castanhas do seu interior. Portanto, só a
partir de Outubro é que existem castanhas em abundância para serem
consumidas.
Eu nunca me perguntei sobre a qualidade do carvão que os vendedores
usam para assar as castanhas. Mas acho que é mesmo carvão mineral,
mais precisamente antracite, que é o o tipo de carvão mais compacto,
mais rico em carbono e mais difícil de acender. Mas uma vez aceso, ele
muito dificilmente se apaga, mesmo que apanhe chuva. Como no Outono e
no Inverno chove muito em Portugal, essa deve ser a razão do uso da
antracite para assar as castanhas na rua.
Em termos de resíduos, a antracite é o carvão mineral mais puro em
carbono e por isso é o que emite menos resíduos. No entanto, alguns
deve emitir. O uso da antracite na preparação de alimentos é secular
em Portugal, que teve minas desse carvão até se terem esgotado as suas
jazidas há algumas dezenas de anos. Não parece que o seu uso tenha
sido considerado alguma vez prejudicial para a saúde pública. Ainda
menos prejudicial será para quem consumir muito ocasionalmente algumas
castanhas acabadas de assar. A verdade é que não há castanhas mais
saborosas do que as desses vendedores ambulantes. Muito mais perigosos
certamente, do que os eventuais resíduos deixados pela antracite nas
castanhas, serão os resíduos emitidos a toda a hora pelos escapes dos
veículos automóveis e pelo tabaco.
Lembro dos picolés de quinta categoria, também vendido por ambulantes.
Pediamos o picolé assim: "ei moço, qual são as "cores" que voce tem? O
picolé de uva, por exemplo, que era tingido de azul avermelhado, virava gelo
branco depois de algumas chupadas. Haviam os sabores "creme holandes",
"milho verde", "coco torrado", "creme de ovos"...
Alguns deles vendiam junto uns pirulitos na forma de cone, avermelhados, de
um caramelo especializado em arrancar obturações dentarias.
Na praia também havia as limonadas e mates de formula secreta, deliciosas,
servidas por negrões que carregavam dois pesados tanques nas costas, como
burros de carga, enquanto gritavam para toda praia ouvir: olha o mate
gelado!! Limonada!!!
Também haviam os vendedores de sorvetes kibon, kicrocante, chicabon e picolé
de nata (o da vaquinha), que eram otimos e muito apreciado pela molecada. Na
praia também tinha os sorvetes Rico, que eram bons também. Já em SP rolava o
Gellato. Saudades do hot dog do Genial, Via Onze...
Mas falando em mac donald. Para quem gosta de hamburguer, ainda existem
excelente lanchonetes estilo anos 50, na California, pricipalmente em LA,
onde são servidos hamburguers e milk shakes deliciosos. Tem uma otima na
Melrose Boulevard.
Tivemos otimas lanchonetes no Rio, o Bob's e Gordon, nos anos 60 e 70, eram
excelentes, mas tinham aquela coisa de "Drive In", "Drive Through", e coisas
de lanchonete americana dos anos 50, onde as pessoas chegavam que cadillac
conversivel, coisa que criou a fama do mac Donalds.
O mac donalds começou como uma cadeia de excelentes lanchonetes, na
California, nos anos 50. Depois eles expandiram a cadeia no mundo todo, e a
coisa deixou de ser o que era. Até os anos 80, o mac donalds ainda era
legalzinho. Havia um unico mac donalds no Brasil, no Rio (Hilario Gouveia,
Copacabana). Depois rolou as franchises promiscuas, e a coisa se expalhou
pelo Brasil, diminuindo o tamanho do sanduiche e perdendo toda a qualidade.
O mac donald hoje é um sanduiche plastificado para trouxas de shopping.
O mac donalds de hoje, frequentado por Janer Cristaldo, é uma tentativa de
vender a sensação de estar numa legitima lanchote "mac donalds",igual
aquelas dos anos 50, que aparece no filme do John Travolta. Porém, trata-se
de uma falsificação barata orientada ao mundo brega cafona bundão, que
compra disco do Michael Jackson e Xitãozinho e Xororo'.
On 8/15/02 3:45 AM, in article ajg0ms$nfi$1...@reader2.wnet, <r...@bcn.net>
wrote:
Quindim, quindim, quindim
"Lise Sedrez" <lse...@stanford.edu> wrote in message
news:3D5B5B38...@stanford.edu...
Lise Sedrez schrieb:
> Mas aceito acréscimos (e dicas!) na lista. Vale comida de banquinha de
> rua ou pequenas biroscas.
Ainda não encontrei nada que bata uma baiana de acarajé, qualquer uma!,
das ruas de Salvador.
JL
Eu como as castanhas feitas no carvao de carvalho (que nao e nada caro,
olhando os preços no supermercado) tambem existem muitos que usam o carvao
vegetal. Eu nunca ouvi que usassem carvao mineral (Vou perguntar quando
chegar a epoca das castanhas).
A verdade e que as castanhas da rua sao deliciosas, vendem a duzia 0,50
cents de Euro. Se fazem mal a saude, seguramente o Ministerio de Saude ja
tinha alertado sobre assunto (contando que os vendedores ambulantes nao tem
nenhuma força politica).
¡Ric!
"Fernando de Sousa Ribeiro" <s_ri...@portugalmail.pt> escribió en el
mensaje news:1029457918.75337@spynews...
Agora, bão mesmo, é o mamoeiro do pasto do Vartinho. Não tem coisa
melhor, debaixo de um sol apocaliptico, do que passa a cavalo e pegar
um bem maduro, e abrir ali mesmo - está fresquinho por dentro, doce e
cheio de sumo. Sem falar nas mangas da beira da estrada e das
jaboticabeiras do varjão do ribeirão do Piau. Será que isso também
está na categoria de comida de "rua"?
Max
Lise Sedrez <lse...@stanford.edu> wrote in message news:<3D5C3564...@stanford.edu>...
Todos esqueceram o churrasquinho grego dos "Quiosques" de Paris hehehehe
Bão memo, são os churrasquinhos de queijo curado com lombinho de porco ou
carne bovina e petiscos do oeste de MG que tem os melhores
mais saborosos e variados sandubas do Brasil.
Já que mencionaram locais deixa eu dar ao menos um...
Restaurante do Alemão na Washington Luis que liga o Rio a região serrana. Os
croquetes mais deliciosos do mundo mesmo porque só lá os vi. Já fiquei horas
imaginando como conseguem manter a crosta dura contendo um recheio de uma pasta
de carne... Acho que usam uma tripa dessas que servem para montar salcinhas ou
linguiças... Um mistério...
Na minha querida Teresópolis comida de rua é festa... Anos almoçando besteira
na rua... Desde a pensão até a esfiha do chinês... Descia do meu escritório e
dava um peteleco na bússula do apetite... Sanduiche de salame, pastel de vento,
o Kibi com o cebolão no meio??? Não... hoje tô cheio da fome, vou no PF que é
dia de cozido... Quer saber... Vou comer um filet a francesa no Alpino mesmo...
Me dêem uma máquina do tempo por favor...
Sponsored by www.ideas2show.com (Dou you have some good idea?)
===========================================================
Co-patrocinado pela Pagina do Canali54:
http://www.geocities.com/joao_canali/homepagedojoao.html
É por isto que só saío a noite armado. Matar sequestrador, estrupador
para mim basta que se interessem por mim.
news:<3D5B5B38...@stanford.edu>...
> Hmmm, Bob, depois desta tua mensagem (e a do Janer), fiquei lembrando
> quais as melhores "comidas de rua". Como eu sou vidrada em doces, minha
> lista ficou desequilibrada. Mas seriam:
a melhor é aquela entrada por trás, nossa... aquele susto, e você só
sente sua calça se abaixada (ou saía levantada) e o pinto entrando.
>
> - Churros com doce de leite, no trailer da Barra
... no banco de trás do sequestrador, em todo lugar é gostoso.
> - cachorro quente no Central Park, do seu Allonzo, logo atrás do
> Metropolitan
... ou por aquele seu amigo, dentro do World Trade Center durante os
ataques de 11 de Setembro. Nossa, foi bom demais. Sobrevivi para falar
sobre o assunto.
Como já disse, sou protegido por forças ocultas...
> - churros com doce de leite, em Caxias do Sul, na frente do Hospital
> Pompéia.
> - Churros com doce de leite, em Itajaí, ao lado da igreja.
... ou por aquele médico, padre ou empregado pedofilo; que adora
bundinha de criança. Mas aí não é comida de rua, e sim comida de
infancia.
>
> Mas aceito acréscimos (e dicas!) na lista. Vale comida de banquinha de
> rua ou pequenas biroscas.
... biroscas, fura bolo, queima rosca... tudo a mesma coisa.
>
> Lise
>
>
> -BobLaranja. wrote:
BobLaranja também é entendido no assunto. Experiencia pessoal com ele.
... o melhor leite é o dos churros japoneses, apesar do pau ser curto.
>
> Gostei do doce de leite da Argentina, Uruguai, Peru e ainda tenho aqui
> em casa um vidro (pela metade) do "arequipe" colombiano que por sinal e
> uma verdadeira delicia.
os homens latinos são os melhores do mundo mesmo.
>
> Na europa nenhum me convenceu (ainda). Ja provaram o sorvete de doce de
> leite do Hagen Dazs?
é que os europeus não trepam tão bem quanto os brasileiros, mas toda
comida é boa, em especia as comidas de rua.
>
> ?Ric!
> "Lise Sedrez" <lse...@stanford.edu> escribi?en el mensaje
> news:3D5BDF98...@stanford.edu...
> Bidu! :)
>
>
>
> --
BobLaranja, Lise Sedrez e Ric provaram da fruta e agora vivem em
pecado.
Em Belo Horizonte, o melhor restaurante é aquele da savassi, o
Margarita (ou Margarena, nunca lembro o nome corretamente), que fica
na esquina das ruas Pernambuco e Inconfidentes, não tenho certeza, mas
o endereço é este. Eles tem o melhor rodízio de Pizza da cidade, e é
vizinho do McDonald's da Savassi, um forte concorente.
É por isto que nunca vou ao McDonald's, em Belo Horizonte literalmente
não vale a pena gastar R$ 5,00 no Mac e ficar insatisfeito com o
serviço e com a comida enquanto se pode gastar os mesmos R$ 5,00 e
ficar umas duas horas comendo a vontade. Como dizem por estas bandas,
bão demais sô.
Mc Donald's só é tradição dem Belo Horizonte quando o assunto é
sorvete. Muito bom, gosto do misto, mas o inteiramente chocolate
também é bom. Não se tem nada para fazer em B.H. e por isto, sempre é
bom pagar R$ 1,00 e ficar conversando fiado no centro econômico do
Estado de Minas Gerais, que literalmente falando fica entre as
avenidas Getulio Vargas e Cristovão Colombo.
Em Curitiba, já no Estado do Paraná, que também conheço bem, não tem
nada. O comercio lá é muito fraco, deixa a desejar porque é muito
atrasado. Os paranaenses nunca saem de casa, e é foda conviver com um
povo que não faz nada além de estudar e trabalhar. Provavelmente, se
estiverem fazendo uma pesquisa de mercado com estes "posts"
intitulados "comidas de rua", recomendo investirem e irem para
curitiba com algo realmente delicioso.
Curitiba pode ser a galinha dos ovos de ouros para quem tem tradição e
cosinha bem. Se começarem a vender na rua XV (rua das flores, para os
turistas) o melhor sorvete, churros, ou sei lá o que, do mundo, vocês
irão ganhar muito dinheiro e, com isto, montar um negocio maior,
visando os supermecados, pois os paranaenses tem o péssimo habito de
só comprar em supermecado grande que tenha estacionamento próprio e
gratuito.
João Luiz <nao.fu...@org.net.com> wrote in message news:<3D5CF4D0...@org.net.com>...
"BobMorango Aí, sou gostosa, uí, rode mais, ah !, continue, me chama de
bicha, ah !, mais, assim, ah ! Tesão" <3porq...@leandrotr.zzn.com>
escribió en el mensaje
news:cfd0012f.02081...@posting.google.com...
E a próposito, do que vale ser pentacampeão no futebol se é também
pentacampeão em mortalidade infantil, prostituição, desnutrição.... em
nordestino do caralho !!!! vai se fuder, sou do sul, minha terra tem o
cêu azul.
pentac...@webtv.net (Cabra Da Peste) wrote in message news:<20426-3D5...@storefull-2212.public.lawson.webtv.net>...
Sem mais, muitos cumprimentos, Susana :)
"^ L e A n D r O t R ^" <leandr...@bluewin.ch> wrote in message
news:d2406332.02081...@posting.google.com...
"Susana Relvas" <nab...@tecnico.pt> wrote in message
news:3d602ea7$1...@news.kullen.rwth-aachen.de...
Sou brasileiro, e como você mesmo disse, estou teclando do Brasil
(caso não conheça pessoalmente, recomendo não querer conhecer, exeto
pelo leste da região sul cidades como Curitiba PR, Florianopolis SC,
cidades históricas como Ouro Preto MG, entre algumas outras poucas
preciosidades em meio a um monte de lugares banais e feios existentes
no país).
No Brasil, as pessoas gostam de ser hipocritas que nem você, leitor
deste news group, e acham que é necessario ser mentiroso para se ser
também respeitador. Como bom brasileiro, faço uso do registro
línguistico padrão em norma não culta de uma tal língua chamada
"português brasileiro" que só existe oficialmente nos programas da
microsoft, coisa de nerd burro.
As pessoas falam errado no Brasil.
Também escrevi errado, corrigindo a frase correta é "sou do sul minha
terra tem um céu azul", e não "sou do sul minha terra tem o cêu asul",
foram três erros gramaticais fatais em uma unica frase.
"Susana Relvas" <nab...@tecnico.pt> wrote in message news:<3d602ea7$1...@news.kullen.rwth-aachen.de>...
1) Se realmente coloca o Brasil no nível tão baixo, porque é que em vez de
contribuir para essa posição dando uma idea horrível da sua pessoa que,
inconscientemente as pessoas podem associar aos brasileiros em geral (para
quem não conheça um ou outro e generalizando), não tenta introduzir ideias
interessantes que, pelo menos, tenham alguma ponta por onde pegar para
discutir:
2) Esta é para si e para todos... Vamos a ver se alguém estava com
atenção... Já li a sua resposta há umas boas horas e nenhuma das respostas
até agora fez reparo a uma coisa... A sua alegação a erros está errada, pois
no primeiro post você escreveu:
> > > nordestino do caralho !!!! vai se fuder, sou do sul, minha terra tem o
> > > cêu azul.
(o calão foi de propósito inserido de forma a ver se se envergonha do baixo
nível)
e quando você vem corrigir afirma que escreveu:
> "sou do sul minha terra tem o cêu asul"
Será que essa cabeça está a funcionar bem? É que começo a duvidar se é você,
se é a educação básica brasileira ou se é a afeição aos referidos (por si)
programas (e não só) com o inexistente (mas aplicado) português
brasileiro...
Susana :)
,
"Susana Relvas" <nab...@tecnico.pt> wrote in message
news:3d62adfe$1...@news.kullen.rwth-aachen.de...
A educação do Brasil não é bem um aparthaet, mas imagine o seguinte.
Tem boas escolas publicas no Brasil, boas universidades publicas
dentre as quais se destacam os doutores reconhecidos
internacionalmente, principalmente os das univerdidades federais do
sul e do sudeste. Mas que não quer ou não consegue estudar em uma boa
istituição de ensino gratuito, pode optar por estudar numa boa
particular que muitas vezes é até melhor que as publicas. Por exemplo,
em Belo Horizonte tem a UFMG que chega em alguns cursos ser pior que a
PUC-Minas e a Milton Campos, que tem a maior facudade de Direito do
país. Belo Horizonte tem o Estadual Central que é bom, mas não se pode
comparar com o Santo Antonio é um ótimo colégio, sendo o segundo
melhor do país segundo pesquisas. E em qualquer pesquisa, o Santo
Antonio sempre se destaca, mas é destes colégios onde só estuda gente
neurotica, que lê verozmente e gosta de estudar e fazer muitos
exercicios de exatas.
Só adiantando, o Brasil não é nenhuma merda. Mas não é um país que
cuida de sua população, e pessoalmente acho que é este mesmo o caminho
a ser seguido.
"Susana Relvas" <nab...@tecnico.pt> wrote in message news:<3d62adfe$1...@news.kullen.rwth-aachen.de>...