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Veja atira em genro de Lula e acerta em José Serra

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Nov 29, 2009, 6:56:11 AM11/29/09
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A revista Veja tirou da gaveta um dossi� mofado, desses conseguidos no
submundo do jornalismo, que j� deveria ter pelo menos desde setembro
de 2008, pois nesta �poca, durante as campanha eleitoral de 2008, j�
houve vazamento, por�m o alvo principal n�o era o genro de Lula,
Marcelo Sato. O alvo era o candidato a prefeito de Blumenau, o
deputado D�cio Lima (PT/SC). Sato era apenas seu assessor parlamentar.

Como o dossi� era xinfrim, a Veja havia engavetado, � espera de
conseguir algo mais convincente, ou para usar em momento de
"entresafra".

Mas a semana est� fatal para os DEMos, com o �ltimo governador que
restou do partido, Jos� Roberto Arruda, atolado na corrup��o do DF.

No outro front, a segunda fase da opera��o Castelo de Areia, atingiu
em cheio o governo tucano de Jos� Serra (PSDB/SP), aparecendo na
documenta��o periciada, cifras em d�lar encaminhadas ao Pal�cio dos
Bandeirantes, ao homem forte do governador Serra Aloysio Nunes
Ferreira, e outros tucanos de alta plumagem.

Ent�o, diante desse quadro desesperador para demo-tucanos, a revista
Veja, soltou o dossi� fraquinho (mas carregando nas tintas) contra o
genro de Lula, para diluir as den�ncias contra Arruda e Serra.

O mal de quem est� desesperado � que comete erros, e a Veja nos
brindou com nitroglicerina pura contra Jos� Serra

O foco da revista Veja foi um conhecido do genro do Presidente: Jo�o
Quimio Nojiri, teve pris�o tempor�ria decretada junto com outras 31
pessoas na Opera��o Influenza da Pol�cia Federal em junho do ano
passado.

A Veja apresenta Jo�o Quimio Nojiri, como parte de uma quadrilha de
empres�rios de Santa Catarina e de S�o Paulo apontados como
respons�veis por desfalques milion�rios contra os cofres p�blicos.

Mas quem � afinal Jo�o Quimio Nojiri?

Ele � engenheiro e dono da empresa B�sico Engenharia e Constru��es,
uma das contratadas pelo governo tucano de S�o Paulo para aprofundar a
calha do Rio Tiet�, obra cuja finalidade � reduzir as desastrosas
enchentes na marginal. � uma obra de anos e de custo bilion�rio.

Em 2003 a empresa ganhou outro servi�o: elaborou para a Secretaria de
Estado dos Transportes Metropolitanos estudo de viabilidade para
tornar o Rio Tiet� naveg�vel na �rea urbana de S�o Paulo (era para ter
35Km de transporte urbano fluvial de passageiros em 2004, Ligando a
Penha � Lapa, mas o choque de gest�o demo-tucano n�o tirou do papel
at� hoje).

A partir de 2005 criou o Instituto Navega S�o Paulo, ONG que promove
passeios de barcos no Rio Tiet� para estudantes. No "site" do
instituto aparece a logamarca da SABESP (empresa estatal de �gua e
esgoto do governo de Jos� Serra) sugerindo alguma parceria. No "site"
da SABESP Nojiri � citado.

Ou seja, se Jo�o Quimio Nojiri � m� companhia para o genro do
Presidente, ele � m� companhia para os tucanos de S�o Paulo, governado
por Jos� Serra, onde det�m contratos bastante polpudos.

Se o modus operandi de Nojiri � tudo o que a Veja diz, como ser� a
atua��o dele junto ao governo paulista e � SABESP?

A verdade sobre a opera��o Influenza que a revista Veja escondeu

20/06/2008 - A Pol�cia Federal cumpre mandados de pris�o de 24
pessoas, e busca e apreens�o em Santa Catarina e S�o Paulo, ap�s
intercepta��o telef�nica. O motivo era crimes financeiros cometidos a
partir do Porto de Itaja�. O ex-superintendente do Porto de Itaja�
Wilson Rebelo (ligado ao PMDB catarinense) seria o chefe de um dos
esquemas.

S�cios da empresa Agrenco do Brasil S/A, que atua no com�rcio exterior
de gr�os, foram acusados de desvio de dinheiro usando notas frias de
cargas que nunca existiram.
Jo�o Quimio Nojiri foi acusado de atuar ilegalmente em favor de Chico
Ramos (s�cio-controlador da Agrenco).


20/09/2008 - A imprensa divulga vazamento da investiga��o, divulgando
que o genro Marcelo Sato e o deputado D�cio Lima (PT/SC), n�o s�o
alvos do inqu�rito, mas aparecem em di�logos com empres�rio sob
suspeita (Chico Ramos). Era campanha eleitoral para a prefeitura de
Blumenau, e o alvo da imprensa era D�cio Lima, e n�o o genro Marcelo
Sato, assessor parlamentar de D�cio.
O deputado D�cio Lima defende-se das acusa��es da imprensa, alegando
que � fun��o de deputado trazer investimentos (e empregos) para seu
estado, por isso conversa e procura atender pleitos leg�timos e
legais, como os que Chico Ramos lhe fez.
� um argumento respeit�vel se, se as conversas foram republicanas.
Assim como quando a Varig estava quebrando, todos do Rio Grande do Sul
e do governo fizeram o poss�vel para tentar para salv�-la, sem que
isso possa ser confundido com lobby no mau sentido.

17/3/2009 - MPF/SC denuncia 31 investigados na Opera��o Influenza. Nem
o genro de Lula, nem o deputado D�cio Lima foram denunciados.
Jo�o Quimio Nojiri estava entre os 31 denunciados.

17/06/2009 - A Justi�a Federal (JF) rejeitou a den�ncia do Minist�rio
P�blico Federal (MPF) contra todas as 31 pessoas acusadas em fun��o da
denominada Opera��o Influenza. A ju�za Ana Cristina Kr�mer, da 1� Vara
Federal Criminal de Florian�polis, considerou nulas todas as provas
obtidas mediante intercepta��o telef�nica, ainda que autorizada pela
JF. Segundo a ju�za, mesmo essas intercepta��es sofreram influ�ncia de
uma intercepta��o autorizada ilegalmente por juiz do Estado de Santa
Catarina e que acabou sendo anulada em decis�o j� definitiva.
A decis�o tamb�m considera que n�o t�m utilidade v�rios documentos
apreendidos, mas preserva a validade de algumas provas. A investiga��o
n�o foi anulada e pode prosseguir, "desde que produzidas novas provas
independentes, desvinculadas das grava��es decorrentes da
intercepta��o telef�nica ora anulada", observou a ju�za. Os bens e
valores apreendidos devem ser liberados. O MPF denunciou 31 pessoas,
supostamente envolvidas em crimes contra o sistema financeiro e
fraudes no Porto de Itaja�. Cabe recurso.

Analisando, foi mais uma "reporcagem" da revista Veja

Quando a gente vota no presidente Lula, � em Lula que votamos, e n�o
em genro, ou seja l� que parente for. Como o pr�prio Presidente diz,
todos s�o iguais perante perante a lei, como qualquer brasileiro, e o
�nico jeito de n�o ser incomodado pela Pol�cia Federal � andando na
linha, dentro da lei.

Quem age fora da lei, que se entenda com a justi�a. Por isso ningu�m
precisa defender nenhum parente de Lula, se n�o for honesto, nem
passar a "m�o na cabe�a" de crimes, se fosse ou for verdade que houve
algum crime.

Mas tamb�m n�o podemos cair nos golpes da Veja como um patinho.

A reportagem, se esmiu�ada com aten��o, percebe-se que mais confunde
do que esclarece. Ele � feita para pr�-condenar. A revista est� se
lixando para buscar a verdade factual. N�o ajuda a esclarecer os
fatos.

Se a revista teve acesso ao processo, ela pin�ou meticulosamente
apenas os trechos de di�logos que deixam mal o genro do Presidente. Um
di�logo antes n�o publicado pode esclarecer e mudar completamente o
entendimento da hist�ria.

Al�m disso, o Minist�rio P�blico investigou at� apresentar a den�ncia
em mar�o de 2009, e n�o denunciou Marcelo Sato. A revista n�o explica
o motivo. Se os di�logos provassem corrup��o no contexto em que a
revista afirma, o Minist�rio P�blico tamb�m estaria se corrompendo ao
n�o denunci�-lo.

Por tudo isso, parece tratar-se de mais uma "reporcagem" da Veja,
feita de m�-f�, para tentar arranhar a imagem do presidente Lula, e
para desviar a aten��o da corrup��o dos governadores Arruda e Serra.

Mal sabe a Veja, que os mandatos de busca e apreens�o feitos na casa e
empresas do empres�rio que ela demoniza, podem ter levado � novas
investiga��es, e em breve pode levar � opera��o "Esgoto do Tiet�".

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