Por Redação [Sexta-Feira, 9 de Outubro de 2009 às 10:58hs]
Elliot
Madison, de 41 anos, foi detido na cidade onde se realizavam as
manifestações de protesto durante a reunião do G20, e a polícia
efectuou buscas na sua residência em Nova Iorque. Este ativista foi
preso num hotel de Pitsburgh enquanto ouvia as movimentações da polícia
e alertava os manifestantes, através do Twitter, para se dirigirem onde
não houvesse presença policial.
O porta voz da histórica
organização de direitos civis ACLU na Pensilvânia, diz que o FBI está
"intimidando" os ativistas e que esta ação "faz parte de uma guerra
maior contra os manifestantes". E sublinhou o espanto da ACLU pelas
acusações: "A polícia dizia 'saiam daqui' e os manifestantes faziam
isso. Alguém os estava a ajudar a não ir para onde estava a polícia. Em
vez de dizerem 'obrigado, estão a ajudar as pessoas a dispersar',
acusam-nas agora de estar a cometer um crime", diz Vic Walczak.
"Se
isto se passasse na China, estaríamos aqui aos gritos a dizer que era
uma violação dos direitos humanos. Mas como é neste país, transforma-se
de repente num crime. Há aqui um problema grave", acrescenta o
porta-voz da ACLU. Madison foi libertado sob fiança, mas em sua casa
foram apreendidos livros e material informático que o ativista quer ver
devolvido.
As organizações cívicas que organizaram os
protestos do G20 comparam a acção do FBI à prisão de 2000 iranianos por
usarem a internet para fazer oposição ao regime, ou ao caso do cidadão
da Guatemala que usou o twitter para apelar ao levantamento de
depósitos num banco envolvido num escândalo de corrupção. Foi preso e
enfrenta uma acusação que o pode condenar a cinco anos de cadeia.
Por Esquerda.net.
Redação