Elviro Pereira
unread,Apr 15, 2013, 10:40:07 AM4/15/13You do not have permission to delete messages in this group
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Recado de Lagarde no dia em que a Moody's diz que bancos portugueses vão
precisar de mais capital
É um recado que atinge em cheio os ministros das Finanças da zona euro e da
União Europeia que começam amanhã, em Dublin, a discutir matérias sensíveis
e mesmo fundamentais para o futuro da moeda única, com a união bancária à
cabeça. E que acerta em cheio também nos países periféricos da zona euro,
como Portugal, Espanha, Itália, Chipre e, agora, também a Eslovénia. Mais do
que isso, acontece no dia em que a Moody's diz que os bancos portugueses,
nomeadamente o BCP, BPI e Banif, que já recorreram aos 12 mil milhões de
euros da troika, vão precisar de mais capital. Christine Lagarde,
directora-geral do FMI, foi curta e grossa na mensagem: a zona euro deve
preocupar-se em limpar o seu sistema financeiro e não ter medo de fechar
bancos. O discurso foi feito no Clube Económico de Nova Iorque, mas as suas
palavras vão atingir com força uma zona euro que anda a empurrar graves
problemas com a barriga há demasiado tempo. "Em particular na periferia,
muitos bancos ainda estão numa fase precoce de reparação - sem capital
suficiente e com demasiados maus créditos nos seus balanços", atirou
Lagarde.
JUROS BARATOS, CRÉDITOS CAROS
A directora-geral do FMI, sem papas na língua, o que não é muito habitual na
linguagem de altos responsáveis, afirmou também que a política monetária
está a "girar as rodas", o que significa que as "baixas taxas de juro não se
estão a traduzir em crédito barato para as pessoas que dele precisam".
CANALIZAÇÃO ENTUPIDA
A directora-geral do FMI considerou também que a "canalização está entupida"
e lembrou que por toda a "periferia europeia o crédito contraiu 5% desde o
começo da crise, atingindo pequenas e médias empresas com particular
impacto". Num recado dirigido à Alemanha de Angela Merkel, Christine
Lagarde sublinhou que a zona euro precisa de soluções políticas colectivas,
como uma "recapitalização directa pelo Mecanismo Europeu de Estabilização de
bancos em dificuldades que criem implicações sistémicas". "Para além disso,
a zona euro precisa de uma união bancária real para fortalecer as fundações
da união monetária", declarou a directora-geral do FMI.
À ESPERA DE BERLIM
Acontece que a união bancária, prevista para arrancar em Março de 2014,
continua envolta em muita neblina exactamente por falta de vontade política
de Berlim em dar os passos necessários para a sua concretização. União essa
que países da periferia como Portugal, Itália e Espanha, sonham para separar
a crise da banca e do sistema financeiro das dívidas soberanas. Algo
fundamental para os países poderem financiar-se nos mercados sem terem que
pagar juros leoninos e insuportáveis.
- ao contrário do que Rui "Austero" Maciel teimava, a Moody's diz que os
bancos portugueses, nomeadamente o BCP, BPI e Banif, que já recorreram aos
12 mil milhões de euros da troika, vão precisar de mais capital e agora
Lagarde avisa...
Convém estar atento, perceber o que eles dizem e , SOBRETUDO, o que querem
dizer .