teste
unread,May 21, 2013, 5:57:53 PM5/21/13You do not have permission to delete messages in this group
Either email addresses are anonymous for this group or you need the view member email addresses permission to view the original message
to
Num ranking da competitividade que compara oito economias europeias com um
n�vel de vida inferior � m�dia europeia (quatro do Leste e quatro do Sul),
Portugal surge �numa posi��o interm�dia�, a par da Espanha e da It�lia, mas
afastado da Pol�nia, da Rep�blica Checa e da Eslov�quia, as mais atractivas,
e longe da Gr�cia, com a pior classifica��o.
Esta � uma das conclus�es do estudo O Campeonato da Competitividade: O caso
de Portugal, que foi divulgado nesta ter�a-feira. Desenvolvido pela CGD em
colabora��o com a Augusto Mateus & Associados, aponta para �a posi��o
fr�gil� de Portugal em termos de investimento e de endividamento, face aos
seus concorrentes directos na cena global�.
�A relev�ncia do crescimento econ�mico em rela��o � competitividade da
economia e das empresas portuguesas � um tema central que deve polarizar
toda a discuss�o p�blica. N�o h� competitividade sem investimento, n�o h�
emprego sem investimento. O cerne dos problemas est� precisamente na falta
de investimento.� Esta foi uma das mensagens deixadas aos decisores e �
banca [que deve envolver-se �no financiamento das PME�] pelo economista Rui
Moreira de Carvalho, respons�vel pelo gabinete de estudos econ�micos da CGD,
e por Gon�alo Caetano, parceiro da Augusto Mateus & Associados, que tem
colaborado com o banco p�blico no desenvolvimento de v�rios projectos sobre
a economia portuguesa.
Classificado como uma "nota tem�tica", o trabalho revela que os quatro
pa�ses da Europa do Sul perdem para os do Leste, com Portugal a registar a
pen�ltima posi��o (s� acima da Gr�cia) em termos de investimento. A an�lise,
que envolve o per�odo entre 2008 e o in�cio de 2013, abrangeu oito pa�ses:
quatro �economias do alargamento de 2004�, do Leste europeu � a Pol�nia, a
Rep�blica Checa, a Eslov�quia e a Hungria �, e quatro do Sul � a Espanha, a
Gr�cia, a It�lia e Portugal. Os dados (suportados em 48 indicadores) est�o
agrupados em seis par�metros: evolu��o do PIB, emprego, investimento,
globaliza��o, endividamento, estrat�gia para 2020.
O estudo, divulgado na presen�a do presidente da CGD, Jos� Matos, n�o s� �d�
pistas aos decisores para tomarem medidas para ultrapassarem as debilidades
da economia portuguesa, mas tamb�m exp�e as oportunidades de melhoria da
competitividade nos v�rios dom�nios analisados�.
O economista e professor do ISEG Gon�alo Caetano frisou, na sua exposi��o,
que neste estudo comparativo a produtividade do trabalho tem vindo a
aumentar, mais porque o emprego tem baixado e n�o tanto porque o VAB tenha
aumentado.� E salientou: �Estamos a ganhar o campeonato da competitividade
ao n�vel do custo.�
O indicador mais favor�vel a Portugal � o do crescimento econ�mico, ainda
que os respons�veis pelo relat�rio tenham alertado para o fraco potencial de
crescimento do PIB, nomeadamente pela falta de competitividade. A evolu��o
em termos reais do PIB mostra que Portugal ocupa a quarta posi��o entre as
oito economias analisadas, � frente da Hungria, da It�lia, da Rep�blica
Checa e da Gr�cia, ficando a par da Espanha. A Pol�nia e a Eslov�quia
revelam os crescimentos mais elevados. Pela positiva, Portugal destaca-se,
ao lado da Eslov�quia, no �contributo da procura externa l�quida para o
crescimento do PIB� e, pela negativa, �apresenta, depois da Gr�cia, o
segundo pior desempenho� em termos de procura interna.
�Portugal ajustou muito bem em termos de com�rcio externo�, observou Rui
Moreira de Carvalho, notando que o pa�s est� "a criar valor nas exporta��es
com uma nova tipologia do produto exportado�. �� no primado da
competitividade e de saber fazer melhor que podemos criar compet�ncias para
o crescimento econ�mico�, ressalvou o respons�vel do Gabinete de Estudos da
CGD. E Gon�alo Caetano relevou que �os pre�os de exporta��o sobem mais
rapidamente do que os da importa��o, o que n�o � suficiente para que os
transaccion�veis ganhem rendibilidade.�
No que respeita ao emprego, Portugal colocou-se de novo a meio do ranking,
atr�s dos checos, dos polacos e italianos, e mostrando o melhor desempenho
em termos de trabalho feminino. J� a taxa de desemprego dos portugueses � a
terceira pior, s� ultrapassada pela da Espanha e da Gr�cia.
�A evolu��o desde 2008 das remunera��es por trabalhador em termos reais
acompanha o dinamismo do mercado de trabalho.� Assim, da an�lise comparativa
sobressai que Rep�blica Checa foi o terceito pa�s da UE onde os sal�rios
mais cresceram e, �inversamente, a maior queda da UE a 27 foi na Gr�cia
(onde o sal�rio m�nimo � cerca do dobro do praticado na Rep�blica Checa,
Hungria Eslov�quia e Pol�nia), surgindo a Hungria com a terceira maior queda
e Portugal com a s�tima.�
Em termos de investimento, a vari�vel mais importante para promover a
competitividade e �que deveria preocupar os decisores�, Portugal aparece no
ranking dos oito pa�ses na pen�ltima posi��o, acima da Gr�cia. E assinala o
melhor desempenho na evolu��o do �ndice de pre�os residencial, o que prova,
diz Gon�alo Caetano, �que n�o existe uma bolha imobili�ria em Portugal�.
O estudo associa a Portugal �o pior� sentimento econ�mico, �o pior
contributo do investimento para a varia��o do PIB e da pior evolu��o da
intensidade de capital, a par da It�lia, bem como da segunda pior evolu��o
da forma��o bruta de capital fixo, seja total, seja em equipamento, depois
da Gr�cia.�
No par�metro �globaliza��o�, o pa�s �ocupa a quinta posi��o, melhor que a
Gr�cia, a It�lia e a Espanha�. J� pela positiva, evidencia �o melhor
desempenho quanto aos termos de troca e ao investimento directo no
estrangeiro� e pela negativa destaca-se com a terceira pior rendibilidade
dos transaccion�veis (acima da Hungria e da It�lia), e com a terceira pior
varia��o da quota de mercado nas exporta��es mundiais (acima da Gr�cia e
It�lia) e a terceira pior balan�a, a par da Rep�blica Checa (acima da Gr�cia
e da Pol�nia).
Entre as oito economias seleccionadas pela CGD neste estudo, Portugal n�o se
diferencia pela positiva em nenhum dos oito indicadores do endividamento,
onde, no geral, ocupa a pen�ltima posi��o, superando apenas a Gr�cia, e
sobressaindo mesmo com �o pior desempenho na posi��o l�quida de investimento
internacional, a par da Hungria, e na d�vida do sector privado (120% do
PIB).�
Na evolu��o da taxa de rendibilidade das Obriga��es do Tesouro, s� a Gr�cia
� pior que Portugal. Na compara��o dos indicadores que medem os progressos
na realiza��o das metas inscritas na Estrat�gia Europa 20120, os dados (de
2010 e de 2011) d�o a seguinte indica��o: no ranking dos oito pa�ses,
Portugal aparece na terceira melhor posi��o, s� ultrapassado pela Rep�blica
Checa e pela Eslov�quia, e com �o melhor desempenho em termos de energias
renov�veis e o segundo melhor desempenho no emprego e no investimento em
I&D, depois da Rep�blica Checa�. Pela negativa, tem, depois de Espanha, �o
segundo pior desempenho na emiss�o de gases com efeito de estufa e na taxa
de abandono escolar.�
Publico.pt