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Acordo na avalia��o custa pelo menos 20 milh�es
por PEDRO SOUSA TAVARES Hoje
Conclus�o do actual ciclo de avalia��o vai permitir a subida de escal�o, j�
em Janeiro, a pelo menos 10 mil docentes. E se cair a categoria de 'titular'
deixam de haver barreiras ao acesso aos sal�rios mais altos.
A decis�o de avaliar todos os professores at� Dezembro ter� efeitos no
or�amento do Minist�rio da Educa��o. As progress�es na carreira v�o custar
pelo menos 20 milh�es de euros em aumentos salariais j� em 2010. Se a isto a
nova ministra da Educa��o juntar o fim da categoria de titular,
generalizando o acesso aos escal�es salariais mais altos, o impacto
financeiro ainda ser� maior.
Com a garantia de que "todos os professores ser�o avaliados"- depois de se
confirmar a classifica��o dos 30 mil que n�o entregaram objectivos
individuais - , a porta da progress�o na carreira volta a abrir-se para
muitos docentes. E a aus�ncia de consequ�ncias negativos neste ciclo -
concedida pela anterior equipa ministerial - significa que ningu�m ficar�
preso por uma eventual nota negativa.
De acordo com estimativas recolhidas pelo DN junto de sindicatos e
independentes, um n�mero entre os 8 e os 12 mil professores poder� pedir a
mudan�a de escal�o logo em Janeiro, por j� reunir os anos necess�rios para a
subida. "N�o h� d�vidas de que o Minist�rio da Educa��o ter� de abrir os
cord�es � bolsa", disse ao DN Carlos Chagas, da Federa��o Nacional de Ensino
e Investiga��o (Sindep/Fenei).
Admitindo que ser�o 10 mil a progredir, com uma estimativa modesta de 100
euros adicionais por m�s para cada um, as mudan�as de escal�o v�o custar
pelo menos mais 14 milh�es de euros em sal�rios ao Minist�rio ao longo de
2010.
Isto, sem contabilizar os professores que venham entretanto a reunir o tempo
de perman�ncia necess�rio. O que at� se tornou mais f�cil depois de a equipa
de Maria de Lurdes Rodrigues, numa das �ltimas tentativas de se entender com
os professores, ter reduzido de seis para quatro o tempo de perman�ncia
entre a maioria dos escal�es, num diploma publicado j� em Setembro deste
ano.
Por outro lado, muitos j� est�o nessas condi��es h� v�rios meses. O que
significa que, por lei, ter�o de receber retroactivos relativos a esse tempo
de espera. Valores que facilmente elevar�o para perto dos 20 milh�es os
encargos adicionais do Minist�rio.
Mas o verdadeiro aumento poder� decorrer de outra medida que o PS admitiu
ontem, ao viabilizar o projecto de resolu��o apresentado pelo PSD no
Parlamento: o fim da divis�o entre professores e titulares (ver texto ao
lado). Uma separa��o que d� a estes �ltimos o acesso exclusivo aos escal�es
mais bem pagos. Para os sindicatos, a concretizar-se a "carreira �nica", a
barreira salarial de desaparecer. At� porque esta foi uma das grandes causas
de descontentamento: "N�o h� d�vidas de que a divis�o na carreira se ficou a
dever sobretudo a raz�es economicistas", afirmou Lucinda Manuela, da
Federa��o Nacional da Educa��o (FNE). " E h� muitos milhares que est�o
parados no topo da carreira de professor sem poder progredir".
Actualmente, o m�ximo a que pode aspirar quem est� na categoria de
"professor" � ao �ndice 245 (6.� escal�o), que representa 2227,93 euros
brutos de sal�rio. No �ndice 299, o primeiro exclusivo dos "titulares, o
valor � 500 euros superior (ver caixa).
O DN contactou ontem o Minist�rio da Educa��o, ao qual pediu uma estimativa
oficial sobre os professores que poder�o progredir na carreira j� em
Janeiro. Mas n�o obteve resposta em tempo �til.
--
�Se os pais soubessem o que se passa nas escola p�blicas iriam para a rua
manifestar-se com os professores.�
(Medina Carreira)
Eu apoio o Elviro!
N�o aos objectivos individuais. � uma trabalheira para os definir al�m da
sua avalia��o ser potencialmente perigosa.
A avalia��o deve ser unicamente baseada na auto-avalia��o. Com dois "bons"
seguidos pode-se e deve-se chegar ao topo da carreira.
Deixar de haver divis�o entre "titulares" e "n�o titulares" � uma medida
premente. Sugiro como alternativa a separa��o entre os que se notabilizam
por trabalhar em prol da escola e da comunidade estudantil e os outros que
n�o fazem a ponta de um corno.
Como sou solid�rio sugiro tamb�m lutar pelos outros explorados: - m�dicos
devem come�ar a carreira como especialistas e n�o ter de passar por
internatos gerais e de especialidades. For�as armadas, nada de oficiais,
oficiais superiores e oficiais generais, come�a tudo por major-general. Nas
empresas que dividem os seus profissionais entre "juniores" ... e s�niores"
promover formas de luta para que essa "arteficialidade" deixe de existir.
Quando esta palha�ada for implementada n�o ser� apenas a Ecola P�blica a
ganhar, mas tamb�m Portugal.
Vivo o Elviro
P.S. N�o esquecer que o Elviro � assumidamente "anarca", como tal todas as
suas propostas v�o no sentido da destrui��o do Estado.
-
> Eu apoio o Elviro!
>
> N�o aos objectivos individuais. � uma trabalheira para os definir al�m da
> sua avalia��o ser potencialmente perigosa.
> A avalia��o deve ser unicamente baseada na auto-avalia��o. Com dois "bons"
> seguidos pode-se e deve-se chegar ao topo da carreira.
> Deixar de haver divis�o entre "titulares" e "n�o titulares" � uma medida
> premente. Sugiro como alternativa a separa��o entre os que se notabilizam
> por trabalhar em prol da escola e da comunidade estudantil e os outros que
> n�o fazem a ponta de um corno.
-
Continuas a chorar sobre o leite derramado, se mudasses volunt�riamente,
uma linha que fosse, � que ficaria admirado.
> Como sou solid�rio sugiro tamb�m lutar pelos outros explorados: - m�dicos
> devem come�ar a carreira como especialistas e n�o ter de passar por
> internatos gerais e de especialidades. For�as armadas, nada de oficiais,
> oficiais superiores e oficiais generais, come�a tudo por major-general.
> Nas empresas que dividem os seus profissionais entre "juniores" ... e
> s�niores" promover formas de luta para que essa "arteficialidade" deixe de
> existir.
> Quando esta palha�ada for implementada n�o ser� apenas a Ecola P�blica a
> ganhar, mas tamb�m Portugal.
- n�o confundas experi�ncia, habilita��es, saber, etc, com relat�rios,
relat�riozinhos, relat�rizitos, grelhas, grelhazinhas, grelhazitas e outras
coisas comezinhas para agradar a uma avaliadora que pretende mandar para
baixo do tapete que foi para a escola PARA DAR AULAS e n�o para trepar no
trabalho e no partido, � custa de colegas que t�m as mesmas habilita��es,
qui�� mais at�.
> Vivo o Elviro
- VIVA VIVA E POR MUITOS ANOS!!!!
> P.S. N�o esquecer que o Elviro � assumidamente "anarca", como tal todas as
> suas propostas v�o no sentido da destrui��o do Estado.
>�
- The ordinary man is an anarchist. He wants to do as he likes. He may want
his neighbor to be governed, but he himself doesn't want to be governed. He
is mortally afraid of government officials and policemen - George Bernard
Shaw
It is in the nature of tyranny to deride the will of the people as the voice
of the mob, and to denounce the cry for freedom as the roar of anarchy.
William Safire
"Elviro Pereira" <elviro_...@hotmail.com> escreveu na mensagem
news:he9e14$ajq$1...@news.datemas.de...
Mas a divis�o na carreira foi feita com base em esperi�ncias, em viv�ncias,
em saberes, em habilita��es e em compromissos com a *escola*.
E isso n�o consegues negar.
- como bem sabes a divis�o na carreira era t�o injusta que criava
professores titulares com menos experi�ncias, viv�ncias, saberes,
habilita��es e compromissos com a *escola* que professores n�o titulares,
tudo dependendo de aleatoriedades extra-curriculares
N�o vale a pena insistires Elviro. H� coisa que nem a martelo se conseguem
meter na cabe�a das pessoas, apesar das suas claras evid�ncias.
- outro ilustre tamb�m escreveu que os anarcas eram os �ltimos combatentes
pela liberdade, talvez o B. Shaw.
> - como bem sabes a divis�o na carreira era t�o injusta que criava
> professores titulares com menos experi�ncias, viv�ncias, saberes,
> habilita��es e compromissos com a *escola* que professores n�o titulares,
> tudo dependendo de aleatoriedades extra-curriculares
Claro que esse argumento seria invariavelmente avan�ado, independente de qualquer proposta de promo��o por
m�rito.
Mas aproveitando o tema, gostaria que me explicassem ao certo como � que a considera��o de que todos os
professores s�o igualmente competentes e empenhados � uma medida justa e capaz de incentivar a melhoria da
qualidade de ensino.
Rui Maciel
� exactamente �quilo ao que tu chamas "aleatoriedades extra-curriculares"
que eu refiro como compromissos. A escola para funcionar precisa de quem se
empenhe nessas fun��es extra-curriculares.
Se disseres que n�o deveria ser assim, eu concordaria contigo, mas sendo
como � n�o h� alternativas.
- n�o vi por aqui algu�m a dizer que todos os professores s�o igualmente
competentes e empenhados, ou a defender que n�o deveriam ser avaliados - o
que sempre se discutiu foi o modo como era feita a avalia��o, como se
criavam arbitrariamente duas classes de professores, a falta de di�logo,
prepot�ncia, calunias, ofensas, falta de apoio e condi��es, etc., da parte
da ministra.
queriam era mama, estes chulos destes professores, mas vão mesmo ser
avaliados!
os professores em portugal são demasiado bem pagos para o que
produzem...
<E se fosses bricar com a pilinha do S�crates?!...
<
Isso � pr� C�ncio
O Portugal Arco-�ris parece que n�o est� a ver bem a realidade, mas eu
esclare�o-o: a defini��o de objectivos foi um pr�-forma que n�o serviu
para nada. Acha realmente que a avalia��o foi feita de acordo com os
objectivos definidos? Deixe-me rir.
> A avalia��o deve ser unicamente baseada na auto-avalia��o. Com dois
> "bons" seguidos pode-se e deve-se chegar ao topo da carreira.
Uma grande parte dos professores, a �nica coisa que teve de fazer foi
"objectivos + auto-avalia��o" ou simplesmente "auto-avalia��o" (no caso
em que as direc��es definiram os objectivos). A auto-avalia��o foi
tamb�m um pr�-forma. Basicamente, a avalia��o foi feita pela Direc��o
atrav�s de uma grelhas em que colocaram cruzinhas. Ou seja, a
"avalia��o" deu menos trabalho ao professor do que quando tinha de fazer
um relat�rio cr�tico. Ao menos nesse caso, se o relat�rio fosse bem
feito, poderia servir como momento de auto-reflex�o e levar a uma
melhoria. E contudo, os professores obtiveram BOM na mesma.
> Deixar de haver divis�o entre "titulares" e "n�o titulares" � uma medida
> premente. Sugiro como alternativa a separa��o entre os que se
> notabilizam por trabalhar em prol da escola e da comunidade estudantil e
> os outros que n�o fazem a ponta de um corno.
> Como sou solid�rio sugiro tamb�m lutar pelos outros explorados: -
(...)
O resto n�o s�o argumentos, mas tretas.