Micronacionalistas do mundo,
Há não muito tempo atrás, spheniscum magellanicum silvícolas, pagãos e cruéis povoaram um belo arquipélago a sudeste da América do Sul. Canibais, o único alimento que os acalenta além da carne dos semelhantes é o elemento natural que abundava nas Ilhas Malvinas: o lítio. Sedentos pela iguaria, exterminaram os nativos e devastaram o território malvino.
Exterminado seu próprio lítio, os spheniscum magellanicum fundaram uma organização nacional dedicada a explorar o lítio de todo o mundo. Com chacinas, chantagem e espionagem, infiltraram-se mundo afora no intuito de desestabilizar os Estados Nacionais decentes. Onde não encontravam lítio, roubavam dinheiro para comprar lítio; seu grande líder, um spheniscus magellanicus baiano, homoafetivo, flamenguista e temperamental, exigia cada vez mais lítio para si, sob o preço da inativação e depressão eternas. As infelizes aves, então, lançaram mão da mais suja das estratégias: a mentira.
Cansados do jugo do mal e cientes da sua obrigação moral de proteger os povos de bem, Nações protetoras do espírito micronacional, da justiça e da honestidade levaram suas frotas marítimas até a origem do problema, invadiram as Ilhas Malvinas com soldados e tanques de guerra, caças aéreos e grandes navios. Nenhum mentiroso foi poupado; todos foram exterminados. O grande líder e seu marido foram presos e condenados ao exílio em uma gaiola dentro de uma casa de prostituição de mulheres na cidade brasileira de São Paulo. Notícias dão conta que os dois planejam dar fim nas próprias vidas em breve.
NEMO ME IMPUNE LACESSIT.
Manchot-Roi, 01 de abril de 2011.
Magno Império de Ludônia - Império Alemão