Comunicado acerca das Ações Injustificadas da Itália

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Jorge

unread,
Jan 16, 2012, 9:00:06 AM1/16/12
to Nova Imprensa
Paris, 13 de Janeiro de 2012


Caríssimos Concidadãos,

Foi com choque e consternação que li ontem à noite o comunicado de
retirada da embaixada italiana da nossa micronação e a, para todos
efeitos, expulsão do embaixador francês lá, principalmente pelas
razões que apresentam.

Como sabem, tive o cuidado de me afastar de todos os meus cargos junto
da Casa Real, exatamente para poder gozar plenamente do meu direito de
livre expressão e pensamento acerca das relações intermicronacionais.

Sempre foi público e notório que não partilho dos epítetos com que as
micronações membras da UIGT (Alemanha, Pathros e Itália) se decoram,
tendo já diversos vislumbres do modus operandi.

Parece, no entanto, claro para quem acompanha a questão que ao invés
da Itália manter relações diplomáticas normais com França, decidiu
investir a sua atenção e ações na minha pessoa, cidadão individual,
primeiro-ministro, sem dúvida, mas sem qualquer responsabilidades
oficiais face a questões diplomáticas (situação constitucional da qual
a Itáia também subscreve no seu texto fundamental). A Chancelaria
italiana renega pois a razoável relação que sempre manteve com a
Chancelaria francesa e decide criar uma situação que não existe.

Na sua ação impensada, a chancelaria italiana quer vergar toda uma
micronação em torno das opiniões de um dos seus cidadãos. Eu sei que
não sou a França, mas tal não é aparentemente claro para todos.

Eu estou na França porque sei que a França é um microEstado de direito
democrático, onde as opiniões dos seus cidadãos são limitadas apenas
pela lei. Penso que não descumpri lei alguma, mas estou à inteira
disposição das instâncias judiciais da França e apenas destas.

Não é justo nem adequado que um microEstado retire a sua embaixada de
outro, pelas palavras de um cidadão. Não há balanço nem equidade
nisto, nem no senso comum nem no direito internacional. Não há estas
coisas principalmente porque os diplomatas franceses, entre os quais
não me incluo há já algum tempo, nunca deram qualquer razão à Itália
para uma tal ação. Pelo que conheço da história diplomática francesa,
muito pelo contrário.

Não me sinto culpado por absolutamente nada; sempre pensei como penso
agora, e não há nada que me faça deixar de pensar da forma que o faço.
Fosse diplomata, não o expressaria, mas não o sou, pelo que não vejo
qualquer problema em o fazer.

Com os meus melhores cumprimentos a todos,

Jorge Filipe Fénix Roberto Guerreiro Halliwell Quinta-Nova Saxe
Coburgo Gotha de Bragança e Feitos
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