| UFCG: hora de refletir sobre a expansão já realizada |

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marioaraujofilho

não lida,
4 de nov. de 2009, 07:50:2904/11/2009
para Universidade - Informação & Debate
JORNAL DA PARAÍBA
04/11/2009

Serra Branca pode ganhar polo universitário da UFCG

Por: REBECA CASEMIRO

A população das cidades da região do Cariri polarizadas por Serra
Branca poderão ser contempladas com um polo educacional da
Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), numa extensão do campus
de Sumé. O assunto foi discutido numa reunião realizada ontem, entre o
reitor Thompson Mariz, o prefeito de Serra Branca, Eduardo Torreão,
vereadores, deputados estaduais e lideranças políticas da região.

O prefeito de Serra Branca, Eduardo Torreão, avaliou a reunião como
positiva, assegurando que todos estão confiantes na realização desse
projeto. Segundo ele, o reitor se mostrou muito receptivo ao projeto.
“Nossa cidade tem condições de sediar esse polo e é um anseio dos
jovens não só de Serra Branca, mas dos municípios vizinhos que têm que
se deslocar pra longe para ter curso superior. Além disso, nossa
posição geográfica estratégica faz com que avancemos nesse pleito”,
comentou.

Somente no município de Serra Branca são 180 jovens universitários,
que precisam estudar em outras cidades como Sumé, Campina Grande ou
Monteiro. O reitor da UFCG, professor Thompson Mariz, afirmou ser a
favor da criação do polo universitário na cidade, lembrando que a
expansão da universidade buscando o desenvolvimento regional faz parte
da sua bandeira de trabalho. “Precisamos dessa provocação da sociedade
e desse estudo para agregar esse projeto dentro do plano de expansão
da UFCG”, esclareceu.

Thompson garantiu que ainda esta semana estará enviando um memorando
ao diretor do campus da UFCG em Sumé, professor Márcio Caniello, para
que ele dê início aos estudos de viabilização da criação do novo polo
e também das vocações da região, que definirão que cursos podem ser
implantados na cidade. O prefeito de Serra Branca também se
comprometeu em criar uma comissão, juntamente com os prefeitos dos
municípios que podem ser beneficiados com o polo, para realizar
audiências públicas com a comunidade para saber qual demanda dos
jovens da região.

O reitor Thompson Mariz pediu o compromisso de todos que fazem a
bancada paraibana para que, de maneira suprapartidária, se unam para
viabilizar o projeto. “É preciso que os deputados também pressionem o
MEC para garantir vagas, porque não adianta a prefeitura doar o
terreno, os políticos conseguirem os recursos e a universidade aprovar
os projetos se não vamos ter como contratar professores”, ressaltou.

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CORREIO DA PARAÍBA
04/11/2009

Reitor recebe pedido de campus em Serra Branca

Prefeito garantiu a doação de um terreno para construção do centro

Giovannia Brito

O reitor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Thompson
Mariz, recebeu, ontem, o pedido de instalação de cursos da instituição
na cidade de Serra Branca, no Cariri paraibano. O pedido foi feito por
deputados que têm atuação na região, o prefeito da cidade, Eduardo
Torreão, e vereadores.

Eles reivindicam que o campus de Sumé passe a ter atuação no município
vizinho, Serra Branca, com a implantação de cursos que atendam à
demanda da classe estudantil do Cariri. O prefeito garantiu a doação
de um terreno para construção do centro. As lideranças presentes
informaram que já contam com o apoio de alguns deputados da bancada
federal, a exemplo de Rômulo Gouveia, que garantiu destinar emenda no
valor de R$ 1,5 milhão para implantação dos cursos, para a estrutura
física do centro.

O reitor Thompson Mariz disse que vai fazer um estudo para saber da
viabilidade técnica da instalação da UFCG em Serra Branca, garantindo
dar atenção especial ao pleito das lideranças. O pleito foi
encaminhado ao diretor do campus de Sumé, Márcio Caniello, para que
ele possa fazer as primeiras análises.

As lideranças querem agora empenho da bancada federal da Paraíba junto
ao Ministério da Educação e Cultura (MEC) para a que haja garantia da
liberação das vagas dos docentes.

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COMENTÁRIO.

É legítima a demanda por cursos superiores, oriunda de qualquer
comunidade do Estado da Paraíba, através das suas lideranças.

Compete à administração universitária receber a reivindicação e
submetê-la a análise por quem de direito no âmbito da Universidade -
preliminarmente a qualquer compromisso.

E por que? Porque se trata - acreditamos - de decisão técnica, e cujo
componente político deve levar em conta as condições objetivas para
adotá-la.

Vários colegas professores e membros da comunidade acadêmica em geral,
consideram que a prioridade agora é a UFCG avaliar o que foi feito até
o presente em termos de expansão, fortalecer o que vem dando certo e
corrigir o que for necessário.

E isso antes de partir para novas iniciativas fora da agenda
estabelecida pela UFCG (basicamente seu plano de expansão e o programa
REUNI) e que possam vir a agravar os problemas já existentes.

O que, evidentemente, não interessa à Universidade nem à sociedade
paraibana.

Mário de Sousa Araújo Filho
Membro da Câmara de Ensino da UFCG

Lauro Pires Xavier Neto

não lida,
7 de nov. de 2009, 13:48:5907/11/2009
para infod...@googlegroups.com
A meritocracia tucana já deu certo em algum lugar? Quem souber que nos avise
http://www.cnte.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2436&Itemid=85
CNTE Informa 506
As “páginas amarelas” da revista Veja, edição nº 2136, de 28 de outubro de 2009,
publicaram entrevista com o atual secretário da educação de São Paulo, Paulo Renato
Souza, sob o título “Contra o corporativismo”. O ex-ministro de FHC utilizou-se da
velha tática tucana de acusar os trabalhadores em educação - mais especificamente seus
Sindicatos - para se escusar do vexame em que as administrações do PSDB estão
expostas, no caso de São Paulo e nos 8 anos à frente da União, em matéria de educação
básica. Em resumo, para o Secretário, hoje, a educação paulista mantém resultados
pífios de avaliação porque os professores são desatualizados, acomodados, faltosos e
não admitem ser avaliados. Só por isso!

O primeiro fato interessante desse episódio refere-se à fonte da informação. A
mencionada revista semanal transformou-se num dos principais porta-vozes do combalido
neoliberalismo, junto com outros veículos de comunicação da “grande mídia”. Embora
alardeiem o contrário, os interesses desses veículos fundam-se na defesa de classe a
que pertencem seus proprietários. E, como bem sabemos, distribuição de renda via
acesso qualificado à educação pública nunca foi prioridade das elites econômicas do
país. Isso explica a ênfase que o periódico deu à tese ultrapassada do ex-ministro e
atual secretário de educação, que faltou com a verdade ao afirmar que a meritocracia
com o viés neoliberal - isso porque existem várias formas de se avaliar o mérito - é
unanimidade entre os especialistas em educação do mundo todo.

Não é preciso ser um grande entendedor de educação para saber que seu desenvolvimento
se faz com profissionais bem formados, estimulados e reconhecidos socialmente; com
boas condições de trabalho; com infraestrutura compatível às demandas dos níveis,
etapas e modalidades de ensino; com gestão democrática que priorize a participação
direta da comunidade escolar nas decisões da escola e dos sistemas de ensino; e com
financiamento compatível para sustentar essas premissas e outras políticas
complementares ao ensino regular. Entre estas últimas, que são essenciais do ponto de
vista social, destacam-se o amparo à infância e à juventude; a sustentabilidade às
famílias para manterem seus filhos na escola; a saúde bucal, oftalmológica e a
prevenção às doenças relacionadas à higiene e às DST/AIDS; além da violência que se
relaciona diretamente ao uso e ao tráfico de drogas.

Porém, para o secretário Paulo Renato, a ‘culpa’ das mazelas educacionais de SP está
no corporativismo sindical. Trata-se, sob a lógica do compromisso social, de uma visão
medíocre sobre a abrangência das políticas públicas, típica de quem não consegue ou
não quer - por conveniência - enxergar as coisas sob uma ordem sistêmica, tal como se
deu na gestão em que foi Ministro de Estado e que optou pelas políticas fragmentadas,
desconexas e restritivas de direitos.

Em sua entrevista, o secretário Paulo Renato deixou cair a máscara e expressou o
projeto de educação que defende para a classe trabalhadora e seus filhos (principais
usuários da escola pública). Ele traduziu com clareza o conceito das políticas que seu
partido tem implementado há quatro gestões no governo do Estado. E nós perguntamos: a
população paulista, os redatores e os leitores de Veja estão satisfeitos com os
resultados da educação pública estadual? A política de bônus e de gratificações, as
cartilhas que "ensinam" os/as professores/as a lecionar, a punição às faltas dos
profissionais (professores e funcionários) por motivos de doença ou para atividade
sindical, as provinhas para medir a capacidade dos educadores, tudo isso, que se pauta
nos princípios da meritocracia, pura e simples, surtiram efeito até agora?

Para a CNTE, a educação de São Paulo ganharia mais se investisse, de fato, em seus
profissionais. Mas, ao contrário, as sucessivas gestões públicas optaram por
achincalhar os educadores. A atual, de José Serra, não aplica a Lei do piso salarial,
uma vez que não concede 1/3 da jornada para hora-atividade do professor. A violência
assola as escolas públicas e os profissionais também são vítimas constantes de
agressões e mortes. A saúde física e mental dos educadores está cada vez mais
comprometida pelas péssimas condições de trabalho. Os aposentados têm seus proventos
aviltados com as políticas de prêmios que rompem com o princípio constitucional da
paridade. Esse é o retrato da educação pública em São Paulo. E é justo não lutar
contra essa situação?

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