Revista Veja - Páginas Amarelas
Entrevista com o ex-ministro da Educação, Paulo Renato Souza
Contra o corporativismo
Monica Weinberg
"É preciso premiar o esforço e o talento para tornar a carreira de
professor atraente. O bom ensino depende disso"
Criar um sistema capaz de atrair os melhores alunos para a carreira de
professor é imperativo para um ensino de alto nível. Daí a relevância
da aprovação, na semana passada, de um projeto concebido pelo
economista Paulo Renato Souza, 64 anos, secretário estadual da
Educação em São Paulo. Trata-se de um plano de carreira para os
professores inteiramente baseado na meritocracia, conceito ainda raro
nas escolas brasileiras e repudiado pelos sindicatos, seus principais
adversários. "Os sindicalistas são um freio de mão para o bom ensino",
resume o ex-ministro da Educação no governo Fernando Henrique, que
reconhece avanços na implantação dos rankings no Brasil e da cobrança
de resultados com base neles, mas adverte: "É preciso discutir a
educação com mais objetividade e menos ideologia".
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