Coordenador do Sindjus/DF nega o pedido de 856 filiados para debate sobre a utilização da urna eletrônica nas próximas eleições

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Eugênia Lacerda

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Feb 26, 2015, 5:16:02 PM2/26/15
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Coordenador do Sindjus/DF nega o pedido de 856 filiados para debate sobre a utilização da urna eletrônica nas próximas eleições

Os grupos Renova Sindjus e MMJ – Movimento Mudança Já  protocolaram, em 09/02/2015, um abaixo-assinado contendo 856 assinaturas solicitando à direção do Sindjus/DF que convocasse uma assembleia para a discussão sobre a utilização de urnas eletrônicas nas próximas eleições do Sindicato.
Os fundamentos foram os artigos 6º, alínea e, e 14, caput, do estatuto e a solicitação era que a diretoria convocasse uma assembléia-geral extraordinária, nos termos do artigo 14 (quatorze), parágrafo único, para deliberar sobre:
1) utilização de urnas eletrônicas da Justiça Eleitoral na eleição para direção do Sindjus-DF, que realizar-se-á em 2015;
2) votação do referido pleito eleitoral em um dia apenas;
3) apuração em local central de Brasília, de fácil acesso, preferencialmente no Ginásio Nilson Nelson.
Atualmente, os TREs emprestam as urnas eletrônicas para eleições de sindicatos, associações, diretorias de escolas, conforme Resolução nº 6889/2010 e, amparado nesta resolução e no estatuto do sindicato, o Renova Sindjus e o MMJ apresentou a demanda de 856 filiados para análise por parte da diretoria do Sindjus/DF.
O objetivo dos dois grupos é garantir a lisura no processo eleitoral que decidirá qual será a nova diretoria para os próximos três anos.  Acreditamos que a urna eletrônica é mais segura que a urna de lona. Há vários relatos de que, na eleição anterior, as urnas de lona, que são itinerantes, não passaram em diversos locais ou passaram por pouco tempo. Coincidentemente ou não, isso ocorreu onde era sabido ser um local em que os servidores não apoiavam a direção. Caso seja adotada a urna eletrônica, isso não acontecerá porque essa é fixa.
Outro benefício da urna eletrônica é que não é necessário dois dias de votação, o que diminui a possibilidade de fraude, pois não teríamos urnas de lona passando a noite na sede do sindicato. É possível garantir também maior agilidade na apuração. Vale lembrar que, nas eleições anteriores, a apuração durou mais de 12 horas.
Apesar de todos os benefícios, a atual direção do Sindjus, preferiu garantir a manutenção de um processo eleitoral mais propenso às fraudes. Em resposta, o Coordenador Cledo Vieira respondeu que particularmente não tem nada contra nenhum dos pedidos formulados, porém a diretoria encontra-se empenhada na aprovação dos PLs 7920 e 7919.
Ora, os grupos não fizeram uma consulta sobre a opinião particular do coordenador. O requerimento foi feito à diretoria do sindicato e não a um coordenador específico. Esperava-se, portanto que fosse apresentada uma resposta da diretoria, que, conforme o estatuto deve se reunir semanalmente, (artigo 25, alínia f). Além disso, estar empenhada na aprovação dos PLs não prejudica a realização de assembleias e reuniões de diretoria. Pelo contrário, a realizar assembleias, reuniões, debates demonstram o comprometimento com a democratização das decisões, o que contribui para aprimorar a relação de confiança e, consequentemente, maior envolvimento da categoria.
O Coordenador ainda alega que é de conhecimento do requerente a quantidade de filiados ao sindicato sem mencioná-la no documento. No entanto, a filiação a um sindicato é algo que pode mudar. Desta forma, seria plausível que o ofício apresentasse o número atual de filiados, prezando pela transparência, que deveria ser um princípio norteador de qualquer direção sindical. No entanto, mais uma vez, a diretoria mostra que não é transparente, pois é um direito dos filiados terem acesso a essas informações.
Como se não bastasse, o coordenador alega o cumprimento do estatuto para que o debate não ocorra em assembleia, mas a diretoria do sindicato não convocou o Congresso do Sindjus em 2014, conforme dispositivo estatutário. Por conseqüência, temas importantes como a desfiliação da CUT não pode acontecer. Por fim, ao apresentar uma resposta com cunho pessoal, demonstram que não se reuniram para responder aos 856 filiados que apresentaram uma demanda à atual diretoria, o que também configura um desrespeito ao estatuto, que prevê que as reuniões devem ocorrer semanalmente. Fica explícito, portanto, que o estatuto é usado quando é conveniente.
Está claro que o problema não é o cumprimento dos requisitos, pois nas eleições anteriores, o mesmo abaixo-assinado foi feito e protocolado, mas a atual direção do Sinjdus, que não tem interesse na utilização das urnas eletrônicas, respondeu que não havia prazo suficiente para adotar os procedimentos necessários, mesmo o abaixo-assinado tendo cumprido todos os requisitos do estatuto.
Vale ressaltar que, uma direção sindical democrática não precisaria de abaixo-assinado que a obrigasse a realizar assembleias para debater temas importantes para a categoria. Se a atual direção fosse democrática e transparente agiria de outra forma, mas como não é, apela para o estatuto para que a discussão não ocorra.
A ação da atual direção deixa claro que não tem interesse na utilização das urnas eletrônicas. Que não querem a rapidez na apuração, não querem urnas fixas e não querem que a eleição seja em apenas um dia. Isso só demonstra o quanto essa direção é antidemocrática e não prima pela transparência.
O Renova Sindjus e o MMJ reafirmam aqui o compromisso com a aprovação dos projetos de lei que recompõe as perdas inflacionárias do Judiciário e do Ministério Público. Ressalta a importância de continuarmos na luta por melhores condições de trabalho e pela defesa dos nossos direitos. No entanto, entendemos que isso não inviabiliza a atuação democrática e transparente de uma direção sindical.

Veja a resposta do Coordenador aqui:

Por reposição salarial, servidores do Judiciário Federal e MPU fazem manifestação no Congresso Nacional

Enquanto magistrados e procuradores receberam aumento, salário de servidores segue congelado

Nesta terça-feira (24/02), servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União realizaram um apagão com luto pela justiça, culminando com um ato em frente ao Congresso Nacional. A manifestação, chamada pelo Sindjus/DF, contou com a participação de dirigentes da Fenajufe e de sindicatos filiados. Estiveram presentes os coordenadores da Fenajufe, Cledo Vieira, Edmilton Gomes, Eugênia Lacerda, Roberto Ponciano e Saulo Gomes.

O Sindjus realizou o ato de luto pela justiça com guarda-chuvas, bateria de escola de samba, carreta, mensages telefônicas e muitas faixas. A motivação para o ato demonstra a indignação dos servidores do judiciário e MPU, que durante todo este início de ano estão cada vez mais revoltados com o reajuste dos magistrados e procuradores.

Mesmo com o clima alternando entre sol forte e pancadas de chuva, a manifestação permaneceu firme. Alguns servidores tomaram uma parte do espelho d’água do Congresso Nacional carregando as suas faixas de protesto e indignação e prontamente chegaram seguranças e muitos policiais militares, polícia federal e legislativa, impedindo que os demais manifestantes se aproximassem da entrada principal, inclusive utilizando spray de pimenta nos servidores.

Crescem cada vez mais as manifestações de impaciência com a atitude do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que fazem jogo de cena com os servidores enquanto magistrados e procuradores já garantiram seus reajustes. A Fenajufe, os sindicatos filiados e toda a categoria exigem que Lewandowski e Janot cobrem efetivamente da presidenta Dilma Rousseff que respeite os projetos de Lei 7919/14 e 7920/14, com respectivas propostas orçamentárias enviadas pelo STF e PGR, e sinalize positivamente aos deputados e senadores no sentido de aprovar o reajuste salarial dos servidores.

Os manifestantes reivindicam a inclusão, no Anexo V da LOA, da previsão orçamentária para a reposição salarial dos servidores, garantindo a aprovação dos PLs 7919/14 e 7920/14. Eles cobram dos deputados e senadores o cumprimento da liminar proferida em outubro de 2014 pela ministra do STF, Rosa Weber, que resolveu “assegurar que as propostas orçamentárias originais encaminhadas pelo Poder Judiciário, incluído o Conselho Nacional de Justiça, pelo Ministério Público da União e pelo Conselho Nacional do Ministério Público, sejam apreciadas pelo Congresso Nacional como parte integrante do projeto de lei orçamentária anual de 2015”.

A LOA seria votada nesta terça, mas o relator-geral do Orçamento de 2015, senador Romero Jucá (PMDB-RR), ampliou para a próxima sexta-feira (27/02), o prazo para apresentação de emendas à proposta de lei orçamentária pelos novos parlamentares. Estas emendas, segundo a assessoria parlamentar da Fenajufe, não podem contemplar gastos com pessoal e são limitadas a 10 milhões por parlamentar. A nova data de votação ainda não está definida e os dirigentes da Fenajufe e sindicatos filiados seguem o trabalho em busca de apoio no Congresso pela inclusão dos recursos na LOA.

O coordenador da Fenajufe, Edmilton Gomes, repudia as atitudes do presidente do STF, que não tem dado o tratamento ao judiciário como poder a República, e afirma que “Lewandowski precisa se impor para que o judiciário possa ser respeitado”. Ele também parabeniza as ações do Sindjus e a mobilização da categoria.

Para a coordenadora da Fenajufe, Eugênia Lacerda, “enquanto magistrados e procuradores ganham reajuste, auxílio-moradia e gratificação por acúmulo de função, servidores são ignorados e ainda estão sem nada. Os servidores estão de parabéns por demonstrar sua indignação. Somente a mobilização da categoria pode superar a enrolação da cúpula do PJU e do MPU e o autoritarismo da Presidente Dilma que corta o orçamento, desrespeita os servidores e a Constituição Federal.”

O coordenador da Fenajufe, Cledo Vieira, parabeniza a direção do Sindjus e o comando de mobilização pelo excelente ato. “Este ato demonstra a disposição dos servidores em continuar cobrando de Lewandowski e Janot o mesmo tratamento que foi dado aos magistrados e procuradores. É inadmissível falar em metas para o judiciário – juízes, procuradores e servidores – e conceder reajuste salarial apenas para juízes e procuradores. A questão dos reajustes dos PLs 7920 e 7919 é nossa prioridade, sem descuidar das outras pautas junto com os SPFs.



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Eugênia

Carlos Corrêa Gonçalves - TSE

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Feb 27, 2015, 8:49:11 AM2/27/15
to grupo-pro-su...@googlegroups.com
Eugênia,

O que podemos concluir é que este sindicato se comporta como a grande maioria dos políticos governistas: como uma máfia, pura e simplesmente.
Não tem como agir judicialmente para que o assunto seja levado a assembléia? Nestas condições, melhor nem ter eleições. Pra quê, sabendo que serão fraudadas?

Carlos

Cicero Almeida

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Feb 27, 2015, 10:12:52 AM2/27/15
to grupo-pro-su...@googlegroups.com
Não é só o SINDJUS, na verdade grande parte dos sindicatos CUtistas, senão todos eles, têm compromissos com o projeto político Petralha e seu líder mor, o apedeuta amante de cabritas, Lulla. Vejam o que está acontecendo no DF, com o SINPRO, e alguns estados onde foram eleitos governadores inconvenientes ao PT... 

Nos próximos dois anos, vamos ver esta cambada de sindicalistas petralhas usando os sindicatos para mover as massas de incautos na tentativa de direcionar o fluxo (e o foco) das manifestações e insatisfações contra governadores de oposição... A atuação desta cambada será com vista a ofuscar possíveis manifestações pelo impeachment da governanta terrorista que podem vir a ocorrer conforme a inflação aumente e apurações de corrupção avancem (dia 15/03 já tem manifestação). 

Após dois anos de mandato, quando se suspeita que o PMDB possa vir romper com o PT, o vice assumirá sem necessidade de novas eleições. A petralhada sabe disto e está preocupada... Porque será? Assim, nestes dois anos, vamos ver a movimentação da corriola de sindicalistas, de BlackIdiotas e do Exército do MST (Lulla já o convocou em discurso há poucos dias) para criar temor no cidadão que vai querer ir para a rua se manifestar contra o "governo" desastrado e corrupto desta máfia que desgoverna o país e drena recursos do estado para o PT pelo mensalão, petrolão, eletrolão, BNDSsão e outros "ãos" ainda encobertos... 
 

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"Imaginar é mais importante que saber, pois o conhecimento é limitado, enquanto a imaginação abarca o universo. (Albert Einstein)"

Ney Mar Telló

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Feb 28, 2015, 10:13:46 AM2/28/15
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Tenho outra leitura: ELES NÃO ACREDITAM NA ARAPUCA ELETRÔNICA. Eu nunca acreditei. Papai Noel não existe.
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