Opa! Peraí! Deixa eu defender a universidade! rsrsrsOlha Valter, eu não sei como é o seu ambiente acadêmico, mas eu aproveitei tanto e aprendi tanto nos meus quatro anos de universidade que seria um absurdo tentar me encaixar no seu discurso. Sei que vc tem razão em muitas coisas, mas acho que é um pouco culpa nossa, estudantes, também. A pressão é tanta por conta do mercado, que quando começamos a estagiar, todo o nosso estudo fica pra segundo plano: a pesquisa, o contato com os professores, os eventos da faculdade...quando começa a aquele debate interessante na sala temos que sair correndo pra almoçar porque o chefe espera.Há alguns meses fiz a experiência de largar esses 'escrágios' e me dedicar ao ambiente acadêmico. Nossa! Aprendi tanto. Pude me focar naquilo que realmente gosto, conhecer as pessoas que estudam a minha área e me 'encontrar' dentro da comunicação. Se o mercado me exigir outra coisa depois, eu tenho certeza que esse não vai ser um tempo perdido, pela carga de conhecimento que estou carregando. Eu me sinto bem por poder participar de certas discussões, não só na sala, mas poder oferecer mais daquilo que penso e sou capaz de fazer e que não se restringe a técnica de escrever um lead ou um release. Isso aí eu tenho certeza que vou aprender na prática sim, em poucos dias até, mas tenho certeza que essa prática não será a mesma se eu puder contribuir com os meus questionamentos e criatividade. E aí, vc vai me desculpar, mas eu não aprendi com a prática não. Foi lendo, estudando e debatendo na universidade, sim! Aliás, um ano de estágio é que não me acrescentou quase nada, mas quatro anos de universidade, meu Deus!No fim, tudo se resume a algo bem simples e que a Jaque disse muito bem: não existe prática sem teoria, nem teoria sem prática. (Aliás Jaque, adorei a sua colocação, realmente temos muito o que conversar!). Se vc não se sente chamado a área acadêmica, a aprofundar os estudos, tenha ao menos a consciência de que isso é importante (e eu até acredito que seja uma vocação). Na verdade, eu sei que você tem pois é uma pessoa sensacional. Só achei o seu discurso meio generalista, sem necessidade. Como se estudar não servisse pra nada, pois no fim é o mercado que nos consome. Eu não sei, não cheguei lá ainda, mas estou longe de acreditar que a formação acadêmica é tempo perdido. Ai de mim se não estivesse na tão amada e odiada UFES...Abraços!2009/5/29 Mariana Assis <marian...@gmail.com>Cibele Lana
Oi Jaque,
concordo com vc em tudo que vc disse!
Como diz a expressão popular: o buraco é mais embaixo!
Eu acho preocupante ver o pessoal que trabalha comigo, lá na pós tbm, são poucos os que sabem pensar mesmo, a maioria só executa o que lhe é pedido, não consegue criar, inovar.
Acho que esta discussão poderia tomar várias direções como o método de ensino usado hoje no Brasil, as formas de avaliação, o vestibular, os currículos dos cursos superiores e também do ensino médio... não sei se estou divagando demais.
Eu vejo que hoje, no Brasil, somente as universidades públicas se preocupam em formar uma cabeça pensante. As faculdades particulares, salvas raras exceções, formam pessoas para fazer, executar e não para pensar.
E pensando também no nível do ensino fundamental e médio da maioria da população, como vc ensina a "pensar" uma pessoa que não consegue escrever uma única oração com sentido do início ao fim?
It's hard work that we have :D
Obrigada pelo e-mail
Bjs
Mari2009/5/29 Jaqueline de Moraes Fiorelli <jaqu...@uol.com.br>
Mari, um curso superior deveria dar conta de formar cabeças pensantes para a vida profissional, por isso não dá pra separar teoria da práxis. E o estudo num curso de quatro anos deveria ser o começo de uma longa caminhada. O problema é que a "ficha cai" só quando os alunos terminam a faculdade e caem na vida. Ou quando vão trabalhar, mesmo ainda durante o curso, e não vêem utilidade alguma nas questões teóricas com que se deparam.Pelo que eu sei, enquanto estão cursando, a maioria dos alunos pouco aproveita a faculdade, por muitas razões..., mesmo qdo estão diante de um professor que é comprometido (e, muitas vezes, "malhado" por ser exigente). E isso é decorrente de um ensino fundamental e médio que, muitas vezes, não ensina o aluno a pensar. Existe um contexto altamente desanimador em muitas instituições superiores, que contamina professores e alunos.E Sócrates estava certíssimo quando disse: "O que sei é que nada sei".Beijos,Jaque----- Original Message -----From: Mariana AssisSent: Friday, May 29, 2009 5:04 PMSubject: [fratmidia] Re: Jornalista ou Jornaleiro?Valter,
qual a diferença pra vc entre jornalista e jornaleiro?
Jornaleiro seria o cara que entrega o jornal?
Desculpe ai a pergunta se for mto ignorante. Sabe como é, sou loira rs
Vc questionou sobre a faculdade. Para que 4 anos, obrigatoriedade de diploma... questões assim.
Faculdade é um grande enigma para mim. Eu vejo as pessoas ao meu redor dizendo que não serviu pra nada, tudo que faz hoje não aprendeu na faculdade, no mundo real é muito diferente da teoria.
Fico me perguntando, se não seria o caso de termos um sistema parecido com as faculdades de medicina, nos quais os alunos ficam dois anos na Residência. Eles aprendem na prática, são supervisionados.
Porque não sei na sua área, mas na minha... estagiário e trainee servem pra fazer serviços que não exigem muita capacitação técnica como monitoração de logs de sistemas, tradução de interfaces (idiomas), análises, relatórios, planilhas...
Coisas que qualquer pessoa esperta que não tenha feito faculdade conseguiria fazer.
No meu ponto de vista, faculdade serve como porta de entrada para o mundo que achamos que queremos conhecer mais. Entramos com uma idéia do que talvez vamos fazer daqui X anos.
Saimos com a sensação de que não sabemos nada. Porque quanto mais sabemos, mais nos damos conta de que não sabemos nada!
O que vc acha?
Abs,
Mari
2009/5/29 V@LT€R <val...@gmail.com>
Pessoal,
Meu TCC é sobre os estudantes de jornalismo que estão se formando, suas motivações, sonhos e conclusões a respeito da formação, tendo como foco a pessoa e não simplesmente uma discussão profissional.
Fiz um blog-diario para o pessoal ir acompanhando o processo de criação e SE POSSIVEL, deixar alguma impressão, ideia e etc..
se puderem.. dêem uma entrada lá
http://documentariojornaleiros.wordpress.com
abraço
Valter Hugo Muniz
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val...@gmail.com (email/msn)
Skype: valterhugomuniz
Cel:+55 11 8187-3620
Blog: http://vartzlife.wordpress.com
Jornalista ou Jornaleiro?
29/05/2009 by vartzEntrei na faculdade achando que ia gostar, afinal de contas, eu gosto de ler e escrever, não?
Ou quem sabe tinha o sonho de fazer, por meio das palavras, uma grande revolução social.
Jornalismo não é para os outros?
Aí, no passar dos quatro anos, fui convencido pela Escola de Frankfurt que a comunicação é refém das mudanças tecnológicas que dizimam toda forma legitima de revolução. A arte é pop e a imparcialidade a maior das mentiras que um jornalista pode defender.
Aos poucos, uma sede de ALGO MAIS, se instaura. Jornalismo é só isso?
Ou o cansaço de leituras extremamente teóricas e pouco concretas.
Como vou ser ético, dar voz aos valores, se na verdade sou adestrado para ser um apertador de botões? Ninguém vai me exigir moral ou ética e sim, EFICIÊNCIA.
Educadores com idéias velhas, sem respostas concretas às minhas exigências. O mundo precisa de uma revolução armada? Quais as alternativas que temos? jornalistas ou jornaleiros?
Irei me formar e tudo o que me fizeram acreditar vai ser perdido em comentários: “Isso que você aprendeu na faculdade não serve aqui”. “Aqui é fazer e não divagar”.
Esse é o mundo que se apresenta para mim! Olho para trás e me pergunto? Para que a tal faculdade? Obrigatoriedade do diploma? É preciso quatro anos? O que é jornalismo para mim?
Ainda não respondi essas perguntas, mas se ainda sonho com a transformação, chamo-me jornalista, mas se estou pronto a me render as vozes das empresas, que só querem usurpar meu talento, de maneira acrítica: sou um jornaleiro.
E você? Jornalista ou jornaleiro?
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www.cibelelana.com
Cel: 27 9311-4663
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Cibele Lana
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