*[Enwl-eng] Informações e análises para navegar em um mundo fragmentado

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Feb 6, 2026, 2:18:21 PM (5 days ago) Feb 6
to "ENWL-uni"

From: Instituto Igarapé <con...@igarape.org.br>
Date: вт, 3 февр. 2026 г. в 21:16
Subject: Informações e análises para navegar em um mundo fragmentado

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Olá, Sviatoslav,

Davos costuma ser um termômetro de tendências globais e, em 2026, o Fórum Econômico Mundial deixou claro que não estamos vivendo apenas um período de ajustes, mas uma ruptura nas relações internacionais. Em meio a discursos, debates e encontros com lideranças de diferentes países, tornou-se evidente que o mundo está mais fragmentado, os riscos se sobrepõem e o fortalecimento do diálogo deixou de ser uma escolha para se tornar uma condição para a paz e a estabilidade do planeta.

É para esse cenário que preparamos a newsletter de hoje: reunimos análises, informações e leituras essenciais para entender e ajudar a navegar pelo momento complexo que vivemos.

Você encontra nesta edição:

‘As regras globais estão mudando mais rápido do que as instituições conseguem acompanhar’: análise de Robert Muggah

 

Robert Muggah, cofundador e chefe de inovação do Instituto Igarapé, analisa a semana no Fórum Econômico Mundial em um contexto em que as regras globais mudam mais rápido do que as instituições conseguem responder. Em Davos, destacaram-se o afastamento dos Estados Unidos do multilateralismo, a centralidade da China e a adoção de alianças pragmáticas por países que buscam sobreviver em um mundo cada vez mais fragmentado, com destaque especial para as potências médias.

 

A mensagem de Donald Trump reforçou uma nova lógica geoeconômica, marcada pela cooperação condicional e pela pressão econômica, um dos principais riscos apontados no Relatório de Riscos Globais do WEF, do qual Muggah foi consultor. Inteligência artificial, clima, natureza e minerais críticos também estiveram no centro das discussões. Apesar da fragmentação, uma transição já está em curso, com novas coalizões emergindo.

 

Confira a análise completa:

Filme Becoming Nature Positive é lançado em Davos com participação de Ilona Szabó

 

Ilona Szabó participou do lançamento do documentário Becoming Nature Positive, iniciativa da Nature Positive Initiative em coprodução com a Open Planet Studios, apresentado no Climate Hub Davos durante o Fórum Econômico Mundial. O filme dialoga diretamente com os debates do livro A Era da Natureza, lançado na COP30. Nele, Ilona assina o capítulo 2, onde reforça a urgência de reconhecer o valor da natureza, enfrentar economias predatórias e mobilizar governos, empresas privadas e sociedade em torno de soluções que protejam e regenerem.

 

Mais do que um documentário, Becoming Nature Positive propõe recolocar a natureza no centro das decisões econômicas, políticas e sociais como condição essencial para um futuro seguro, justo e sustentável.

Minerais críticos e terras raras da Amazônia entram no radar global: nova publicação do Instituto Igarapé

 

O Instituto Igarapé lançou uma nova publicação que analisa como a Amazônia vem se consolidando como uma fronteira estratégica de minerais críticos para a transição energética, sistemas de defesa e novas tecnologias. Em um contexto de intensificação da competição geopolítica e de maior sensibilidade das cadeias globais de suprimento, esses recursos passaram a ocupar lugar central nas estratégias de segurança globais.

 

O boletim examina os riscos desse cenário, do desmatamento e da poluição à expansão da ilegalidade e dos conflitos territoriais, e aponta escolhas de governança que se impõem ao Brasil e à região para evitar o aprofundamento de fragilidades institucionais e socioambientais.

Com participação de Robert Muggah, Relatório de Riscos Globais do WEF aponta principais ameaças

 

A 21ª edição do Relatório de Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial revela um cenário de crises interconectadas, em que riscos globais se reforçam mutuamente. Conflitos geoeconômicos aparecem como o principal risco de curto prazo, enquanto a desigualdade se destaca como fator central de amplificação dessas ameaças. Metade dos líderes e especialistas consultados projeta um cenário turbulento ou tempestuoso nos próximos dois anos.

 

Robert Muggah, cofundador e chefe de inovação do Instituto Igarapé, é um dos consultores do relatório, que também aponta para uma reconfiguração da ordem global, marcada pelo declínio da liderança dos Estados Unidos e pela ausência de um arranjo multipolar consolidado. Apesar dos riscos, o documento ressalta que os futuros não são predeterminados e que as escolhas feitas agora serão decisivas.

Lições latino-americanas para o enfrentamento aos crimes ambientais e à lavagem de dinheiro

 

O Instituto Igarapé lança uma coletânea de artigos que aborda a crise climática a partir da destruição das florestas e da expansão do crime ambiental. A publicação analisa como atividades ilegais, do desmatamento ao garimpo e ao tráfico de madeira, alimentam a lavagem de ativos ambientais e aceleram o risco de colapso da Amazônia.

 

O material destaca a urgência de fortalecer mecanismos de prevenção, detecção e investigação desses fluxos financeiros ilícitos e reúne iniciativas com resultados concretos, apresentadas no III Encontro Regional “Estratégias de enfrentamento a crimes ambientais e à lavagem de dinheiro associada”, realizado pelo Instituto Igarapé com apoio do Gafilat, em novembro de 2024.

Como reescrever o multilateralismo em um mundo em disputa?

 

Em coluna para a Folha de S.Paulo, Ilona Szabó analisa os principais achados do Relatório de Riscos Globais 2026, que aponta os conflitos geoeconômicos como a maior ameaça à estabilidade global no curto prazo. A análise destaca a urgência de reinventar o multilateralismo em um mundo multipolar e o papel do Brasil na construção de pontes e no fortalecimento da cooperação internacional.

EUA rasgaram o livro de regras globais na Venezuela

Acordamos em 4 de janeiro em um novo mundo, e isso deve ficar muito claro e podemos extrair algumas mensagens. A primeira é de que entramos em um admirável mundo novo, de esferas de influência, onde Estados fortes reafirmam seu poder. No caso, os EUA exercerem sua Doutrina Monroe (ou “Donroe”). A segunda mensagem é que, apesar de a ação representar uma ruptura com o passado recente, faz parte de uma longa linha de intervenções dos EUA. A terceira é de que ninguém vai perder o sono com a saída de Maduro. A tragédia humanitária, a migração forçada, o sofrimento econômico, o desrespeito aos direitos humanos e políticos deveriam ter mobilizado as lideranças regionais há mais tempo. A questão é a forma como foi feito. O precedente de que “a força faz o direito” rejeita a construção do multilateralismo.

Obrigad@ pela leitura!

Apresentado por Instituto Igarapé
Rio de Janeiro - Brasil

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От: Svet Zabelin <svet...@gmail.com>
Date: вт, 3 февр. 2026 г. в 21:20
Subject: Fwd: Informações e análises para navegar em um mundo fragmentado

 
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