Como se portar no local de trabalho - Parte 01

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Rodrigo Ribeiro

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Nov 24, 2009, 10:44:14 AM11/24/09
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Como se portar no local de trabalho - Parte 01

Olá, pessoal. A partir desta semana vou deixar um pouco a parte técnica de lado e comentar alguns aspectos e dicas de como se portar no local de trabalho, algo que é fundamental para um bom profissional da área de informática, assim como para qualquer área.

A idéia é mostrar algumas dicas que possam auxiliar aqueles que estão iniciando no mercado de trabalho e que ainda têm algumas dúvidas sobre como se portar em certas situações, além de fazer uma boa reciclagem para aqueles que já estão no mercado há algum tempo - relembrar é bom e, muitas vezes, necessário.

Infelizmente, a área de computação não é conhecida por ter os profissionais mais "amigáveis". Com certeza posso afirmar que já presenciei situações e comportamentos lamentáveis durante a minha carreira. E parece até que isso se "espalha" para outras áreas que trabalham com o meio digital.

Como tenho certa experiência em várias empresas, como colaborador, consultor externo, e outras modalidades de trabalho, sei o que é liderar uma equipe e também como conduzir um processo de seleção e de desligamento de um profissional. Por isso recomendo a todos que estão lendo este artigo e que trabalham em empresas, sejam elas agências de publicidade, provedores de conteúdo, produtoras, repartições públicas e outras, que fiquem atentos ao principal aspecto relacionado ao comportamento no local de trabalho: o bom senso. Isso quer dizer que cada local, independente da liberdade ou informalidade, requer um nível de profissionalismo básico e comportamento adequado para garantir o bom relacionamento e a convivência saudável com as demais pessoas da empresa, parceiros, clientes e outros.

Dito isso, vou apresentar algumas sugestões de como se portar em certas situações, focando no profissional da área de informática. O conteúdo deste artigo foi baseado em um texto publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 10/01/2009 na página Ce2 do caderno de Empregos. Vou dividir as sugestões em tópicos e quebrá-las em alguns artigos, ao invés de apresentar todo o conteúdo de uma vez só.

1. Sobre o relacionamento com as pessoas

a) Seja honesto em qualquer situação

Isso quer dizer que, muitas vezes, é preciso saber dividir igualmente certos recursos, saber balancear e dosar as atitudes de acordo com o contexto e sempre falar a verdade. Além disso, ser honesto implica que não se deve omitir certas informações ou se ausentar. O sistema parou de funcionar por que você pisou na bola e cometeu um erro? Seja honesto, assuma a culpa e esteja preparado para as conseqüências por pior que elas sejam. Pela minha experiência digo que a honestidade é um atributo que às vezes é difícil de se encontrar e funciona como uma via de duas mãos: se você quer que as pessoas sejam honestas com você, é preciso antes que você seja honesto com elas.

b) Nunca faça algo que você não possa assumir em público

Ah, esse remete ao clássico comportamento de omissão. Ainda mais com ferramentas como a internet que dão uma falsa sensação de anonimato. Se você quer ser um bom profissional, é preciso assumir o que fez e junto com isso carregar as responsabilidade e implicações dos seus atos. Aqui temos os famosos casos do "eu não mexi, parou de funcionar sozinho" ou do "já estava assim quando cheguei" que indiretamente estão mascarando o fato de a pessoa querer ser esquivar para evitar problemas.

c) Seja humilde, tolerante e flexível com colegas e chefia

Esse é outro item que é muito comum na área de computação, inclusive já abordado por mim em uma das colunas anteriores chamada de Humildade do Colunista.

Como a área de computação envolve muitos conceitos, métodos, técnicas e outros procedimentos complexos de se entender, muitos profissionais adotam uma postura arrogante perante aqueles que não conhecem tanto quanto eles. Isso traz muitos problemas de relacionamento que prejudicam não só as pessoas envolvidas, ao ponto de evitarem contato, como também a empresa de um modo geral. Porém, mudar esta arrogância é algo que não é fácil e não sai do dia para a noite: é preciso, gradualmente, adotar posturas mais humildes e avaliar como foi o tratamento das pessoas em certas situações.

Outro ponto importante aqui é a questão da tolerância e da flexibilidade. Todos somos humanos (assim espero) e erramos. Digo mais: erramos muito e vamos continuar errando. Por isso é preciso saber dosar ações corretivas e também entender o contexto, situação, argumentos, circunstâncias e recursos antes de condenar ou absolver. Por exemplo, é preciso ser tolerante quanto à qualidade de um programa se o responsável pelo seu desenvolvimento foi obrigado a trabalhar em um prazo considerado inadequado ou mesmo insuficiente para a execução de tal tarefa.

d) Ser ético pode significar, muitas vezes, perder dinheiro, status e benefícios

Ética. Essa palavra cada vez mais vem ganhando espaço na área de computação. Infelizmente ainda vejo pessoas que não têm a menor noção de como ser ético ou mesmo o que significa isso. Não sou especialista em ética, mas recomendo o ótimo artigo sobre isso escrito para o  iMasters pelo Thiago França, cujo título é Ética de um Gerente de Projetos.

Eu sei, eu sei, a ética as vezes é a última coisa a ser pensada, principalmente quando se fala em dinheiro, status e benefícios. Cansei de encontrar pessoas que não ligam para princípios morais quando se fala em mexer no bolso ou mesmo atrapalhar algo que já foi conquistado. Aqui não tem muito jeito: ser ético pode atrapalhar muitas coisas e gerar inclusive perdas materiais ou não, mas para aqueles que têm consciência nada vale mais a pena do que colocar a cabeça no travesseiro à noite e dormir tranqüilo.

e) Dê crédito a quem merece.

Nem sonhe em aceitar elogios pelo trabalho de outra pessoa. Cedo ou tarde será reconhecido o autor da idéia e você ficará com fama de mau-caráter.

Outro ponto comum na área de computação, principalmente quando se fala de software. Hoje em dia praticamente todas as soluções não são esforços individuais, mais sim a soma destes esforços que faz a roda girar. Isso quer dizer que se você utilizou algum software livre para a sua solução, você tem que reconhecer o esforço da comunidade. Alguém lhe ajudou a configurar o servidor em um ambiente que você não conhecia? Agradeça e diga que foi um trabalho em conjunto. Às vezes é comum ter uma pessoa apenas apresentando um resultado de um projeto e a audiência esquece que, por trás da pessoa falando, houve uma equipe que contribuiu para o resultado.

Mais um exemplo: utilizou um tutorial no Photoshop para criar aquela imagem na propaganda? Poste um comentário agradecendo o autor e comente com seus colegas onde aprendeu tal técnica. Colocou uma notícia no seu blog sobre algo legal? Não esqueça a fonte ou pelo menos citar como fez para obter o material. Foi o estagiário que teve aquela idéia genial? Faça questão de comentar com a equipe e com o cliente que o "pulo do gato" foi obra de um profissional que está começando na carreira.

f) Pontualidade vale ouro

Se você sempre se atrasar, será considerado indigno de confiança e pode perder boas oportunidades de negócio.

Aqui temos um conceito básico que muitas vezes é ignorado pelo brasileiro e é genuinamente reconhecido e admirado no povo britânico e oriental: a pontualidade. Sem entrar em detalhes do motivo de atrasos (trânsito, sono em excesso, problemas pessoais, etc) a pontualidade é algo que realmente marca o profissional, vide o exemplo que comentei na coluna Diário de um DBA.

Sei que existem situações e ocasiões onde o atraso não pode ser evitado. Mas a recorrência deste tipo de comportamento é péssima não só para a imagem do profissional, mas também para a empresa que este representa. Obviamente existem muitos fatores a serem considerados, mas a pontualidade é algo realmente básico e que muitas vezes separa um profissional relaxado de um profissional comprometido.

g) Respeite a privacidade do vizinho

É proibido mexer na mesa, nos pertences e documentos de trabalho dos outros. Devolva logo o que pedir emprestado.

Aqui temos embutido o conceito de intimidade. Com certeza existem ambientes mais informais onde é permitida certa invasão de privacidade. Porém existem limites a serem seguidos e que devem ser respeitados. Já presenciei situações onde aquele pacote de chocolate guardado para uma ocasião especial foi sistematicamente descoberto e usurpado por colegas de trabalho que achavam tudo engraçado. Com certeza isso pode gerar problemas internos, mesmo que a vítima leve na brincadeira tal ação. Cabe ressaltar novamente: o ambiente empresarial é diferente da sua casa. Certas brincadeiras e liberdades têm que ficar do lado de fora da porta da recepção e não dentro do departamento.

h) Faça o que disse e prometeu

Quebrar promessas é algo imperdoável.

As duas frases acima remetem ao conceito de comprometimento. É fácil falar que vai fazer chover e que isso é algo que você domina perfeitamente. Porém não se esqueça de que quando uma promessa é feita gera-se expectativa em quem recebeu a promessa. Quando uma promessa é quebrada essa expectativa é frustrada e se torna algo imperdoável, manchando a confiança e a capacidade do profissional. Aqui faço uma observação pessoal: eu, Mauro Pichiliani, já quebrei promessas e vou continuar a quebrá-las no futuro, pois, como disse anteriormente, todos erramos. Por isso procure sempre se lembrar dos riscos que vão junto à promessa e sempre procure adotar uma atitude mais pragmática quando expuser o que está prometendo.

Infelizmente muitas promessas são quebradas devido a fatores que estão fora do controle de quem fez a promessa, mas isso não diminui a culpa ou responsabilidade, pois este tipo de risco deve ser mencionado e devidamente priorizado. Por exemplo: após prometer que a manutenção iria ocorrer sem transtornos, o sistema parou de funcionar porque o Service Pack mudou o comportamento de uma funcionalidade de uma forma inesperada? Este tipo de situação possui várias saídas como, por exemplo, o teste do Service Pack em um ambiente controlado.

2. Sobre conversas ao telefone

a) Dê toda a atenção à pessoa que ligou

Nada de mascar chiclete, comer ou fazer qualquer tipo de barulho. A pessoa do outro lado da linha pode achar que você não está lhe dando a devida atenção.

Quando alguém liga para a empresa esta pessoa quer ser bem atendida e falar com quem pode resolver seu problema e ouvir o que ela tem a dizer. Por isso é imprescindível saber dar a devida atenção e procurar garantir o correto entendimento do que a pessoa está falando. Para quem recebe: seja compreensivo e procure ajudar a pessoa, mesmo que esta ajuda seja o encaminhamento da ligação para outra pessoa. Para quem liga: evite ir direto ao assunto e não se esqueça da saudação, cordialidade e educação ao telefone.

b) Em hipótese nenhuma chame o cliente de "querido(a)", "meu bem", "benzinho"

Aqui temos o aspecto do nível de intimidade no relacionamento entre o cliente e o profissional. Procure deixar tratamentos íntimos, piadas ou alcunhas para ambientes mais informais como o happy hour depois do expediente. Já presenciei situações onde o tratamento incorreto de pessoas no telefone, no caso um cliente, foram responsáveis pelo cancelamento de contratos e perdas significativas para a empresa. Tudo devido à falta de tratamento correto e à forma de comunicação entre quem está falando e quem está ouvindo.

c) Ao atender a telefonemas alheios, anote o recado

Escreva o nome da pessoa que ligou, o número do telefone, o assunto e a hora. Com letra legível, é claro.

Aqui temos a questão da organização. Quem ligou quer falar com alguém e esse alguém deve, de alguma forma, ser notificado desta ligação. Muitas vezes oportunidades são perdidas, problemas são agravados ou situações desconfortáveis são geradas pela falta de comunicação entre partes e com certeza quem está no meio da transmissão, ou seja, quem anota e passa o recado, pode ser responsabilizado de alguma maneira pelo problema gerado pela falta de comunicação entre as partes interessadas.

d) Evite, ao máximo, atender ao telefone durante uma reunião

A não ser que a ligação seja extremamente importante. Isso também vale para telefones fixos e celulares, que devem ser desligados ou colocados em modo silencioso antes de o encontro começar.

A dica acima parece básica, mas é comum uma reunião ser interrompida por um toque de celular escandaloso e que mostra a personalidade e o gosto do dono do aparelho. Evite utilizar toques muito altos, escandalosos, incoerentes com o ambiente e que possam não apenas quebrar a concentração dos participantes da reunião, como também indicar que você precisa de um som ou música nada discreta para receber ligações.

e) Não faça ligações pessoais demoradas

Principalmente se for namorar. Nem pense em brigar com filhos ou parentes pelo telefone. Todos estão sujeitos a ter de atender a um telefonema com alguém ao lado. Quando for inevitável, procure fazer com discrição. Nada de gestos, caretas ou comentários tapando o bocal do telefone. Pega mal e mostra que você não está dando à devida atenção e debochando do interlocutor.

Aqui vale a observação da discrição. O ambiente de trabalho deve ser utilizado em primeiro lugar para trabalhar, mas também pode-se ocasionalmente utilizar seus recursos para fins pessoais. Porém cabe aqui observar que a discrição e a brevidade devem pautar as comunicações, e os relacionamentos pessoais que não estão envolvidos diretamente com o trabalho devem ser deixados de lado temporariamente, salvo as exceções relacionadas a emergências e situações fora de controle que requeiram total atenção.

Comunicações que tomem um rumo hostil, como brigas, discussões acaloradas e pelejas, devem ser sumariamente deixadas para depois, pois basta levantar um pouco o tom de voz em uma ligação para que todos que estão em volta parem o que estão fazendo e fiquem "atentos" ao que se está falando no telefone e parem de se concentrar em suas tarefas. Se tal situação for inevitável, recomenda-se procurar um lugar isolado para continuar com a conversa como, por exemplo, uma sala de reunião vazia ou o banheiro.

g) Retorne ligações

Mesmo que você não conheça quem deixou o recado.

Novamente temos a questão do comprometimento. Se algum ligou para você, independente de quem seja ou qual for o assunto, é sua obrigação retornar a ligação, nem que for para dizer um local ou hora específico para tratar de um assunto. A comunicação é um fator crucial no ambiente de trabalho e nenhum profissional deve se dar ao luxo de ignorar um recado não atendido, seja qual for o motivo.

Na próxima semana falaremos um pouco mais sobre o assunto. Até lá!



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Atenciosamente,

Rodrigo Ribeiro

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Rodrigo Ribeiro

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Dec 15, 2009, 10:29:56 AM12/15/09
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Veja o artigo anterior

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Olá, pessoal. Na coluna desta semana continuarei a explorar e apresentar alguns aspectos relevantes à conduta e ao comportamento no local de trabalho. Lembrando que estas dicas são essenciais para qualquer convivência produtiva em um local de trabalho, especialmente para profissionais da área de informática e computação.

Novamente, o conteúdo desta coluna foi baseado em um artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 10/01/2009, na página Ce2 do caderno de Empregos. As dicas são apresentadas de acordo com a separação em tópicos, que cobrem várias atividades e situações encontradas no dia a dia do ambiente de trabalho.

03. Uso do e-mail

a) O mais importante é nunca, mas nunca mesmo, escrever algo que possa causar constrangimento a você ou a outras pessoas depois. Evite intimidades e só escreva em um e-mail aquilo que você falaria pessoalmente.

Ah, o famoso caso do e-mail. Muitas pessoas são tomadas por fortes emoções e sentimentos quando escrevem e-mails, principalmente em situações onde há alguma discussão ou disputa. Isso tem até nome da área de informática: flame wars, que geralmente são causados por trolls. No ambiente empresarial deve-se evitar ao máximo escrever tudo que vem à cabeça diretamente, sem ao menos ponderar os efeitos que tal mensagem pode causar. Por isso, evite escrever e-mails que visam apontar defeitos ou evidenciar a culpa de alguém quando estiver com a cabeça quente. A técnica de respirar fundo, deixar a cabeça esfriar e pedir ajuda antes de mandar aquele e-mail que causará impacto pode fazer a diferencia na comunicação entre as partes envolvidas.

b) Verifique sempre a gramática e a ortografia do texto antes de enviá-lo. Nada pior do que um texto cheio de erros.

Aqui a tecnologia está a nosso favor: hoje em dia a maioria dos programas de e-mail (mesmo aqueles on-line) possui recursos para auxiliar a correção da gramática do texto. Procure ler a mensagem com calma, palavra por palavra e sempre utilizar a norma culta e formal de escrita. E lembre-se: o e-mail pode ser utilizado como um documento formal para comprovar atitudes, justificar ações ou mesmo influenciar tomadas de decisões que gerem repercussões.

c) Seja breve, claro e objetivo. Hoje em dia, ninguém tem tempo para ler texto extensos demais ou ficar pensando em palavras fora de contexto.

Aqui a dica é optar pela simplicidade e ir direto ao assunto. Geralmente as pessoas têm que ler uma quantidade considerável de e-mails no dia a dia e ficar enchendo lingüiça com detalhes técnicos inúteis não ajudam na comunicação. Se for o casso, separe os destinatários da mensagem em dois grupos: aqueles que precisam saber que o servidor X foi configurado com a opção Y de acordo com o modelo W e aqueles que apenas precisam saber que o processo de manutenção ocorreu com sucesso. Evite também colocar uma assinatura de e-mail demasiadamente excessiva, com flores, ícones, mensagens e outras perfumarias. Mantenha o básico: seu nome, cargo na empresa e forma de contato adicional ao endereço de e-mail.

d) Nada de mandar correntes, piadas (obscenas ou não) e pegadinhas por e-mail para quem você não conhece.

A dica acima parece básica, mas muita gente ainda encaminha este tipo de material no e-mail da empresa. Vale aqui dizer que assuntos profissionais devem ser separados de assuntos pessoais e isso geralmente implica na criação de um e-mail particular para enviar este tipo de conteúdo. Além disso, redobre a atenção no campo de destinatário e cópia oculta, pois um e-mail enviado para a pessoa errada por ser um passaporte direto para aquela conversa na sala do RH.

04. Relacionamento com superiores

a) Procure ter um perfil claro da forma de ser e de trabalhar do seu superior. Converse com quem já foi subordinado a ele. Essas informações ajudarão a guiar suas atitudes e reações.

O relacionamento entre um profissional e o seu superior pode ser uma maravilha ou um verdadeiro inferno na Terra. Como será a convivência depende das duas partes, mas não custa nada entender como cada um trabalha, suas personalidades, atitudes e reações. Sabe que o chefe não gosta de marcar uma reunião sem tópicos definidos? Não faça isso nunca. Desconfia que o funcionário esteja com algum problema para respeitar os horários de trabalho? Chame para uma reunião particular e procure entender e resolver o problema.

b) Por mais que ele (o chefe) permita uma relação de proximidade, imponha (sutilmente, claro) limites. Quando surgirem problemas, tanto você quanto ele podem adotar um tom pessoal demais na discussão, o que pode ser um erro, já que a corda sempre cede para o lado mais fraco. Ou seja, o seu.

Aqui temos novamente a questão do relacionamento profissional versus o relacionamento pessoal. No ambiente de trabalho é aconselhável sempre procurar manter certa distância profissional de certos assuntos, que podem ser tratados em detalhes durante o happy hour ou fora do horário. Muitas vezes perde-se tempo demais discutindo e conversando sobre assuntos pessoais, o que acaba tomando tempo precioso. Isso não quer dizer que deve-se apenas falar de trabalho, mais sim que deve-se saber qual é o limite do que deve-se falar ou não durante o trabalho.

c) Caso tenham afinidades ou amigos em comum, não há mal algum em fazer comentários pessoais. Mas seja discreto e tome cuidado para não parecer inconveniente nem puxa-saco. Se o chefe fizer a linha tirano, seja polido. Tentar uma intimidade forçada é uma humilhante perda de tempo.

Muitas vezes o tratamento com o chefe ou o funcionário é algo falso e só ocorre porque há algum interesse por trás. Porém este tipo de atitude não dura muito e é péssimo para a carreira, pois impede a construção de um relacionamento profissional sólido, sem contar os danos que tal atitude causa à empresa e ao trabalho. Por isso, opte pela discrição e pela imparcialidade sempre que possível, respeitando a hierarquia e o seu local no quatro de funcionários. Se não for com a cara do chefe mesmo, procure ter o mínimo de contato necessário para a conclusão das atividades do trabalho.

d) Reconheça seus erros, mas não exagere no arrependimento nem na culpa. A fala correta é "não foi um erro intencional, isso não vai ocorrer de novo e vou remediar o acontecido".

Assumir o que foi feito ou deixou de ser feito faz parte do profissionalismo, uma qualidade crucial para quem trabalha na área de computação. Infelizmente já presenciei situações onde alguém preferiu justificar o sério problema ocorrido colocando ênfase no ambiente, nas circunstâncias, nos comportamentos das pessoas ao invés de admitir o erro. Este tipo de comportamento mostra que a pessoa faz quase tudo para se safar e evitar uma punição por um problema que é de sua responsabilidade. Mais uma vez, optar pelo caminho da sinceridade sempre é a melhor solução, mesmo que isso gere um desligamento da empresa ou uma punição mais severa. Isso quer dizer que admitir o erro, e também a culpa, demonstra responsabilidade e é o primeiro passo no sentido de consertar o problema.

e) Procure evitar ao máximo deixar o seu chefe no escuro, ou seja, desfavorecê-lo ou colocá-lo em situações ruins. Este tipo de atitude dá a impressão de que você não está o suportando e que quer prejudicá-lo.

Aqui tem-se a questão da união da equipe. Por mais que você odeie o chefe, não aceite suas decisões ou não compartilhe suas opiniões, jamais deve prejudicá-lo ou desfavorecê-lo, especialmente na frente de clientes. Afinal de contas, todos pertencem à mesma empresa, e desavenças pessoais devem ser resolvidas pelos caminhos adequados, e não por atitudes que possam prejudicar a empresa. O relacionamento entre subordinado e superior nem sempre é fácil, requer tempo para que entre nos eixos e normalmente envolve a mudança de alguns hábitos por ambas as partes. Contudo, sempre há a possibilidade de se abandonar a chefia ou o subordinado e procurar outra pessoa para se trabalhar quando a situação se torna insustentável.

05. Processo de desligamento da empresa

a) Ao ser demitido

Receba a notícia com dignidade. Perder a cabeça com reações de pânico ou raiva não resolvem a situação. Procure saber o motivo da demissão. Se perceber a chance de reverter a situação (o que é raro), argumente. Senão, reflita sobre as razões da sua dispensa para melhorar seu desempenho no futuro. Comente a demissão com, no máximo, um ou dois colegas íntimos. Cuidado com observações levianas, que podem atrapalhar uma indicação. Recolha suas coisas o mais rápido possível e discretamente.

Essa é clássica: após ser desligado da empresa, o funcionário imediatamente reúne seus colegas de trabalho, comunica a notícia e espera que todos fiquem do lado dele, entendendo que ele está sendo prejudicado injustamente e que a empresa sugou tudo dele enquanto podia. E o pior: ele incita os demais colegas a se amotinarem visando prejudicar a empresa da pior formar possível.

Quem é desligado de uma empresa com certeza está sobre forte influência emocional, por mais que tal desligamento seja previsto e esperado. Isso quer dizer que o profissional pode ter as mais variadas reações: desde a completa revolta e hostilidade até o estado de choque e palidez. Geralmente o profissional de RH, ou quem quer que seja responsável pela notificação do desligamento, deve compreender a situação e procurar transmitir a mensagem de desligamento da forma mais pacífica e serena possível para justamente evitar reações emocionais descontroladas. Porém nem sempre é assim.

b) Demissão de um colega

Só se manifeste quando ele puxar o assunto. Diga o quanto lamenta e faça um comentário construtivo, como "você é um bom profissional, logo se recolocará". Seja solidário, mas não exatamente para criar um clima de "motim" na equipe.

Aqueles que ficaram devem tomar muito cuidado na compreensão e no entendimento de que o funcionário desligado está querendo. O correto é ser solidário, mas não ao ponto de prejudicar alguém ou gerar um clima de desconforto com os demais funcionários que continuam a trabalhar na empresa.

c) Ao pedir demissão

Comunique sua decisão à chefia com antecedência. Deixe claro que está saindo, mas não crie confusões e um clima que prejudique quem fica. Diga ao empregador e aos colegas o quanto foi bom trabalhar com eles e, se fizerem festa de despedida, escreva uma carta de agradecimento. Evite falar mal do antigo empregador, pois você pode precisar dele no futuro.

Se a decisão de desligamento da empresa partiu do funcionário deve-se tomar alguns cuidados para que o clima e o ambiente de trabalho não fiquem comprometidos. Deixe claro seus motivos e por que este foi o momento escolhido para tal desligamento. Faça o máximo para transmitir o conhecimento que só você detém, transfira suas responsabilidades e obrigações e evite esconder algo ou levar para casa algo da empresa sem permissão.

Já vi situações onde um desenvolvedor copiou todos os códigos fontes do sistema quando soube que foi demitido e saiu ameaçando a empresa. Este tipo de atitude só prejudica o profissional e, por mais que ele esteja indignado, jamais deveria ter feito a empresa ou alguém de refém. Isso pode gerar sérias complicações jurídicas além de manchar a reputação do profissional ao ponto do mercado reconhecer tal atitude e bloquear novas tentativas de recolocação.

Continuaremos com mais alguns tópicos importantes na próxima semana. Até lá!


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Rodrigo Ribeiro

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Dec 15, 2009, 10:32:32 AM12/15/09
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Leia os artigos anteriores:

Como se portar no local de trabalho - Parte 01

*

Olá, pessoal! Veremos hoje a terceira parte dessa série de artigos que aborda o comportamento de profissionais da área de informação. Lembrando que estas dicas são sugestões e que devem sempre ser consideradas de acordo com o contexto da empresa e do bom senso. Novamente citando a referência, o conteúdo destes artigos foi baseado em um texto publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 10/01/2009, na página Ce2 do caderno de Empregos. Vamos lá:

6. Maldade e fofocas

a) Afaste-se das fofocas e maledicências. Só o fato de prestar atenção nelas já pode lhe dar a fama de fofoqueiro...

Toda empresa tem fofoca. Em algumas esta prática fica mais clara, em outras é mais difícil de detectar sua ocorrência. Por isso a dica aqui é procurar evitar e se distanciar deste tipo de conversa sempre que possível. Lembre-se: fofoca é falar mal de uma pessoa sem fundamento ou supor algo sem fatos concretos. Geralmente algumas pessoas são especialistas nisso e ao menor sinal de alguma coisa diferente ou fora do normal já começam a fofocar.

b) Não seja inconveniente, aparecendo em outros setores da empresa sem ligar antes ou só para fazer um "tricô" rápido.

Procure deixar o tipo de conversa informal, ou fofoca, para fora do trabalho. E também procure não dar atenção a comentários maldosos que visam prejudicar as pessoas. Como regra, sempre ouça os dois lados da história antes de concluir ou assumir algo e sempre aja considerando as circunstâncias e contextos.

c) Caso tenha uma grande amizade no trabalho, seja discreto.

Evite comentar na frente de outros colegas os programas que você e o amigo(a) fizeram no final de semana, pois isso desperta ciúme e compromete a imparcialidade de qualquer decisão ou trabalho que você tenha ou faça em relação ao seu amigo. Amizades com colegas de trabalho são ótimas e devem ser cultivadas no dia a dia do mundo corporativo. Porém existem limites que devem ser seguidos, especialmente se as amizades interferirem no trabalho ou se por algum motivo tornarem o relacionamento com as demais pessoas da empresa algo que incomode e atrapalhe.

d) Amigos, amigos, negócios à parte.

Deixe bem claro que é adepto do ditado "amigos, amigos: negócios a parte" e evite trabalhar em parceria com um grande amigo a ponto que isso prejudique a carreira dos dois na empresa. Além de dar impressão de protecionismo, a relação pode comprometer o serviço e dificultar a solução de problemas.

Muitas novas empresas surgem a partir de amizades entre colegas de trabalho que decidem abrir o próprio negócio. Nada de errado nisso, a não ser quando recursos da empresa são utilizados para suportar atividades paralelas que não são relacionadas ao foco principal e que potencialmente podem se tornar um concorrente da empresa. A idéia aqui é saber definir a linha entre começar um negócio próprio ou seguir trabalhando como colaborador da empresa sem prejudicar ninguém.

e) Seja humilde

Quando comentar com qualquer um na empresa os seus resultados positivos, prêmios e novos projetos que lhe foram confiados aja com humildade e procure não assumir um tom ou ar de superior. Aqui temos o famoso caso do ego, ou seja, as pessoas que adoram ficar exibindo suas conquistas pessoais no ambiente de trabalho. Já cansei de encontrar ambientes onde profissionais se gabam de ter certificações Microsoft, Oracle, Cisco, Linux, etc ao ponto de se sentirem melhor que os outros profissionais. Quem tem este tipo de título ou status deve ter em mente que outras pessoas não acham agradável ficar ouvindo a cada instante que este ou aquele título faz dele um profissional melhor e mais qualificado.

f) Alguém que você não gosta

Caso trabalhe com alguém de quem não gosta, troque cumprimentos, mantenha distância e evite comentar a antipatia que sente. Isso reduz atritos e evita que os outros reparem a incompatibilidade e façam fofocas. O relacionamento entre pessoas é algo que nem sempre pode tomar o rumo desejado. Em diversas situações temos que trabalhar ou mesmo colaborar com pessoas que não temos afinidade e não gostamos. Nestas situações devemos agir como profissionais, evitando atritos e focando no trabalho sem dar atenção aos aspectos negativos da pessoa com a qual estamos trabalhando. Este tipo de situação geralmente não é agradável e recomenda-se seguir uma linha impessoal e estritamente profissional para tornar o trabalho menos desagradável e fazer com que ele acabe mais rápido.

7. Como se portar em uma reunião


a) Para a reunião começar mal, basta chegar atrasado. Além de irritar quem chegou na hora, sua imagem fica péssima.

O primeiro passo para uma reunião dar errado e não ser produtiva é a falta de comprometimento com o horário da mesma. É desagradável ficar aguardando uma pessoa ou equipe para poder começar a reunião, pois isso atrapalha o cronograma das demais pessoas envolvidas e também prejudica o andamento da discussão. Além disso, se chegar atrasado evite gastar muito tempo tentando se explicar: diga o motivo do atraso e não entre em detalhes, a não ser que façam a questão de uma justificativa mais detalhada.

b) Ler e pesquisar sobre o assunto em pauta vai deixá-lo em vantagem sobre aqueles que não se prepararam.

A preparação pré-reunião pode fazer a diferença entre uma contribuição fundamental e o simplesmente ficar boiando e deixar a reunião passar batida. Geralmente esta preparação inclui a montagem de uma apresentação, o estudo de abordagens, soluções, oportunidades e pontos relevantes que precisam ser discutidos com os demais integrantes. Mostrar que você está preparado é ótimo para a sua carreira, pois deixa claro para os demais que você leva a sério a oportunidade de se reunir para discutir o assunto da reunião ao invés de ser aquele profissional que só está na reunião porque foi obrigado.

c) Entrar em uma reunião mudo e sair calado não é a melhor estratégia para seu chefe notá-lo.

Saber se destacar em uma reunião é algo fundamental para a sua carreira a longo prazo. Porém deve-se fazer isso apenas quando você pode contribuir com algo que agregue e que sirva ao propósito da reunião. Já participei de reuniões onde pessoas possuíam idéias fantásticas, mas ficaram caladas por um ou outro motivo. Saber participar de uma reunião ativamente é uma habilidade que deve ser adquirida e praticada constantemente quando se tem algo importante a acrescentar.

d) Fale sobre suas idéias e, quando achar que deve discordar, não se acanhe. Apenas faça isso sem causar constrangimento e sem ofender os colegas.

Novamente temos aqui a questão da exposição das idéias. Se você acha que pode contribuir de alguma maneira espere pelo momento ideal da reunião e apresente suas idéias, sempre de forma clara, sucinta e sem rodeios. Ao fazer um comentário, apresentar uma idéia ou sugestão, seja claro e objetivo. Resuma ao máximo o que tem a dizer para não tornar a reunião longa.

Isso me lembra o que um antigo chefe meu disse sobre as idéias em reuniões:

"Em uma reunião sugira idéias que 1) aumentem o lucro; ou 2) reduzam o custo; e 3) que não sejam ilegais ou que prejudiquem alguém ou algum recurso".

Isso quer dizer que, antes de apresentar sua idéia, você tem que pensar bem sobre ela e verificar se realmente ela vale a pena ser apresentada. Também é preciso estar preparado para receber críticas, opiniões e mudanças no que vocês propôs de acordo com o feedback dos demais participantes da reunião. Não se sinta menosprezado se a sua idéia for rejeitada, pois muitas vezes na nossa cabeça a idéia é perfeita, mas na realidade nem sempre é assim.

Quando for discordar de alguém procure utilizar um tom de voz que não indique hostilidade. Explique seus argumentos, preocupações e motivos pela qual discorda sem deixar nada oculto e sem ataques pessoais.

e) O chefe deve ser o primeiro e o último a falar. Ou seja, é ele que abre e fecha e reunião.

Esta é uma dica de conveniência. Geralmente o profissional superior é quem comanda o show e ele deve ter a palavra de início de fim. Note que isso não quer dizer que ele tem razão sobre tudo que foi discutido ou apresentado na reunião.

f) Olhe para os outros quando estiverem falando para mostrar interesse. Não baixe os olhos para a mesa.

Não passe a reunião inteira imaginando cenários hipotéticos ou distante do que está sendo discutido. Se você está ali é para contribuir de alguma forma e atitudes dissimuladas ou evasivas só vão prejudicar a sua imagem ao ponto de você ser excluído do próximo encontro.

h) É importante manter a postura durante uma reunião.

Evite ficar andando de um lado para outro na sala enquanto estiver expondo uma opinião ou uma apresentação. Os participantes vão achá-lo um exibicionista.

Existem muitas dicas sobre a apresentação de um trabalho ou idéia em uma reunião. Aqui a idéia é simplificar e não ficar se exibindo à toa. Vá direto ao ponto e deixe as perguntas e detalhes técnicos para o momento adequado.

8. Relacionamentos pessoais e íntimos no trabalho

a) Você e um(a) colega se apaixonaram.

Se a empresa não proíbe o namoro entre funcionários e vocês são desimpedidos, não esconda, pois os colegas desconfiam, descobrem e fofocam. Não existe fofoca mais rápida de se espalhar do que um relacionamento escondido entre duas pessoas da empresa que foi descoberto. A famosa "rádio-peão" é especialista em transmitir este tipo de notícia de ouvido em ouvido. Por isso sempre seja sincero e evite esconder relacionamentos sempre que possível. Caso contrário, esteja preparado para a avalanche de olhares, conversinhas que são interrompidas com a sua chegada e risadinhas espontâneas.

b) Evite os apelidos carinhosos e telefonemas melosos.

Dentro da empresa, nada de "fofo", "lindinha" e "neném". O tratamento e a cordialidade despendida entre os colegas de trabalho deve ser sempre pautada pelo relacionamento profissional. Guarde as gentilezas excessivas e os tratamentos carinhosos para situações íntimas fora da empresa, especialmente se estiver na presença de clientes, fornecedores ou parceiros que não sabem do seu relacionamento.

c) Bilhetinhos e e-mails amorosos, que possam cair em mãos erradas, também estão fora de cogitação.

Neste caso a utilização de recursos de comunicação da empresa pode dar origem a uma história digna de um romance de Eça de Queiroz. Quanto mais se evitar trocar mensagens amorosas dentro da empresa maior será a chance de se manter um relacionamento discreto e que não atrapalhe a careira dos envolvidos

d) Não fiquem sozinhos.

Não constranja os colegas nem cause falatório criando situações para ficar a sós com seu amado ou amada. Se vocês querem ficar a sós procurem o local e hora adequadas para isso e que seja fora da empresa. Um simples ato de carinho pode ser interpretado de várias formas por quem não conhece ou aprova o relacionamento dentro da empresa.

e) Brigas e discussões

Se brigar com ela ou ele, deixe a cara fechada e a reconciliação fora da empresa. Seu romance não é novela para ser acompanhado capítulo a capítulo. Certas pessoas fazem questão de deixar claro como anda o seu relacionamento pessoal, geralmente comunicando a todos cada evento relevante. E o pior é que as outras pessoas muitas vezes sentem um prazer intenso em acompanhar estes fatos. Mais uma vez, a idéia aqui é ser profissional e evitar fornecer assuntos que incendeiam a curiosidade dos outros.

f) "Você não liga mais para mim"

Não policie os horários da sua parceira(o) e muito menos crie empecilhos para que ele(a) almoce com colegas ou superiores sob o argumento "você não liga mais para mim". Isso pode prejudicar a carreira dele ou dela. Estar em um relacionamento íntimo com alguém do trabalho não significa que este alguém terá tratamento especial. Isso é fácil de falar na teoria mais difícil de fazer na prática, pois queremos sempre dar o melhor para as pessoas que gostamos. Por isso vale a pena sempre ponderar certas atitudes e, em casos extremos, avaliar se o tratamento correto foi parcial com a ajuda de algum colega próximo.

g) Você e o chefe se apaixonaram.

Em muitas empresas trata-se de um amor proibido. Vocês podem tentar escondê-lo por um tempo, mas correm sérios riscos. Do ponto de vista ético, o melhor a fazer é pedir, rapidamente, uma transferência de departamento, já que o romance pode comprometer o trabalho. Se não for possível uma transferência, a saída mais correta é um dos dois pedir demissão. Durante o período de impasse, ajam com absoluta discrição. Os fofoqueiros de plantão adoram comentar sobre situações como essa.

Como diria uma personalidade do mundo dos podcasts: "Você já pegou um pedaço de chocolate, jogou num formigueiro e ficou olhando?". É mais ou menos isso o que acontece quando alguém descobre um relacionamento íntimo oculto entre um funcionário e o seu superior.

h) Paixão por alguém casado.

Casos assim são de nitroglicerina pura. Se o romance se tornar público, amor, trabalho e família viram um grande imbróglio e isso é péssimo para a carreira. Aqui apenas uma frase: evite agir por impulso e pense nas conseqüências dos seus atos.

i) Separação.

Se decidir sair de casa, comunique, sem revelar detalhes, a mudança de endereço e o novo telefone para a secretária do setor ou responsável por esta tarefa. E avise seu chefe sobre sua separação. Evite comentar o assunto em voz alta e não transforme seu drama em tema de debate no fumódromo. Se não conseguir disfarçar o sofrimento, seja sincero e diga que está passando por uma fase difícil e complicada sem entrar em detalhes pessoais

Mudanças na vida pessoal de um funcionário devem ser comunicadas ao seu superior, porém apenas as mudanças relevantes e que foram significativas. Isso quer dizer que o ambiente de trabalho deve estar ciente de certos eventos da vida do funcionário ao ponto de compreender e aceitar certas situações, como atrasos ocasionais, desmotivação, problemas de saúde e outros.




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