Wagner M. Andrade
unread,May 18, 2012, 1:57:25 PM5/18/12Sign in to reply to author
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Coloco aqui pra vocês, uma daquelas pérolas que guardo com muito carinho dos nossos companheiros de jornada. É um estudo feito pelo Douglas Campos Frasão. Ele postou no facebook uns 20 dias atrás, salvei e consegui ler somente agora, depois entro lá e dou um "curtir" rsrsrs. Ele colocou um pouco de sua alma neste texto, talvez seja por isso que me tocou também na alma. Então vamos a mensagem:
“Deixe-me
compartilhar com vocês a história da vida de alguém.
Era um homem que:
Faliu no negócio com 31 anos de idade.
Foi derrotado numa eleição para o Legislativo com 32
anos.
Faliu outra vez no negócio aos 34 anos.
Superou a morte de sua namorada aos 35.
Teve um colapso nervoso quando tinha 36 anos.
Perdeu uma eleição com a idade de 38.
Perdeu nas eleições para o Congresso aos 43, 46 e 48.
Perdeu uma disputa para o Senado com a idade de 55.
Fracassou na tentativa de tornar-se vice-presidente aos
56 anos.
Perdeu uma disputa senatorial aos 58 anos.”
Depois de agradável colóquio aqui neste grupo sobre as
maravilhas do documento 140 e as excelências do 160, resolvi reler o documento
160 do LU e, ao meditar no trecho abaixo, imediatamente relembrei o que havia
lido alhures na minha adolescência, no livro “Poder Sem Limites” de Anthony
Robbins (sim, é um livro de P.N.L) a respeito do homem acima descrito. O trecho
ao qual me refiro do livro de Urantia no documento 160 é o seguinte:
160:4.13 “A vida, contudo, transformar-se-á em uma
carga existencial, a menos que aprendais como fracassar airosamente. Existe na
derrota uma arte que as almas nobres sempre adquirem; deveis saber como perder
sem perder a alegria; não deveis ter temor ao desapontamento. Nunca hesiteis em
admitir o fracasso. Não tenteis disfarçar o fracasso por baixo de sorrisos
justificativos ou, mesmo, de decepção ou de otimismo irradiantes. Soa bem
clamarmos pelo sucesso, sempre; mas os resultados finais podem ser
consternadores. Tal técnica leva diretamente à criação de um mundo de
irrealidade e ao choque inevitável da desilusão final”.
Aqueles de nós que cresceram em meio a traumas que
esmagaram a auto-estima e o amor próprio, trazendo para a vida adulta os
desafios de antanho, no mínimo se sentem agradavelmente surpresos com a
afirmativa do LU acima. Eu pelo menos me senti. Nunca me foi ensinada quando
mais precisei a sabedoria dessa realidade que é o ‘crescimento em sabedoria
através do fracasso’. Essa ‘arte’ como o Livro traz é vital para a sedimentação
de uma personalidade saudável, que sabe rir dos próprios erros, que não tem
medo de fracassar porque o fracasso é um aprendizado tanto quanto o sucesso. Ou
mais (?). E sobretudo, a pessoa que cresce nessa arte não tem medo de tentar,
não tem medo de arriscar, não tem medo de colocar a cara a tapa para a vida e
pagar o preço para vencer, a si mesma e aos desafios, porque sabe que .
160:4.14 “O êxito pode gerar coragem e proporcionar
autoconfiança, mas a sabedoria advém somente das experiências de ajustamento
aos resultados dos fracassos. Os homens que preferem as ilusões otimistas à
realidade nunca se tornam sábios. Somente aqueles que enfrentam de frente os
fatos, ajustando-os aos ideais, podem alcançar a sabedoria. A sabedoria inclui
tanto os fatos, quanto o ideal e, por conseguinte, salva os seus devotos dos
dois extremos estéreis da filosofia — o do homem cujo idealismo exclui os
fatos; e o do materialista que é desprovido de abertura espiritual. As almas
tímidas, que só mantêm a luta pela vida com a ajuda de falsas ilusões
continuadas de sucesso, estão fadadas a sofrer fracassos e a experimentar a
derrota quando, finalmente, acordarem do mundo de sonhos da sua própria
imaginação”.
Eu vi aqui palavras que cresceram aos meus olhos:
ajustamento, enfrentar os fatos, ajustar os fatos aos ideais... Quem pilota
sabe que o curso tem de ser permanentemente ajustado para que o desiderato
final seja atingido. Por isso o bom piloto não dispensa a orientação de um
navegador. Esse ajuste, essa adaptação evolutiva, traz experiência e se a
experiência for bem aplicada, advém a sabedoria prática.
Todavia, o mais fascinante nessa experiência é que o
nosso destino final não é aleatório. Temos um pré-destino (ou seja, um alvo
final previamente designado) sabiamente escolhido por Ele mesmo, o autor da
Vida em pessoa, sendo ele mesmo nosso alvo maior, nosso escopo! Por isso,
podemos concordar com o que o LU traz:
160:4.15 “E, nesse afã de encarar os insucessos, e de
ajustamento à derrota, é que a visualização de longa distância, na religião,
exerce a sua suprema influência. O malogro é simplesmente um episódio
educacional — um experimento cultural na aquisição da sabedoria — , na
experiência do homem que busca a Deus e que embarcou na aventura eterna da
exploração de um universo. Para tais homens a derrota não é senão um novo
instrumento para a realização de níveis mais elevados de realidade no
universo”.
Essa aventura eterna da exploração pressupõe que
quedas, desacertos, malogros e demais desafios ocorram sim, porque daí surge o
aprendizado necessário como alicerce para a construção de novas experiências,
em novos níveis, em cada vez mais refinadas zonas espaço-tempo dimensionais por
enquanto só imaginadas, e ainda assim tão parcamente. Mas até que esse destino
possa ser atingido, a caminhada em si já é um somatório de oportunidades para
rápidos ‘encontros’ com o Destino Inicial/Final/Inicial de todos nós, ainda que
tudo aparentemente seja fracasso e miséria. Por isso o Livro de Urantia
arremata:
160:4.16 “A carreira de um homem que busca a Deus pode
ser um grande êxito à luz da eternidade, ainda que toda a empresa da vida
temporal possa parecer um completo malogro, cada fracasso na vida deve ser
colhido como um complemento para se alcançar a cultura da sabedoria e do espírito.
Não cometais o erro de confundir conhecimento, cultura e sabedoria. Eles estão
relacionados entre si na vida, mas representam valores espirituais bastante
diferentes: a sabedoria sempre domina o conhecimento e sempre glorifica a
cultura”.
Pois bem: conhecimento+experiência(de sucessos e
principalmente fracassos)=sabedoria. Penso que o conhecimento seja estático, a
sabedoria dinâmica. O conhecimento é potencial, a sabedoria é ato. E mais do
que isso, a sabedoria é quem manda! Rsrsrs. Ela deve dominar o conhecimento, e
não o contrário. E só ela pode glorificar a cultura. O conhecimento, se o faz,
faz sem autoridade moral... E a sabedoria só vem da maturidade oriunda de uma
experiência que alberga conhecimentos do sucesso e do fracasso.
Voltando um pouco no texto do documento 160, Rodam, o
alexandrino, faz importantes e fulcrais questionamentos :
“160:3.1 O esforço na direção da maturidade exige
trabalho; e trabalho requer energia.
De onde viria o poder para realizar tudo isso?
As coisas materiais poderiam ser visualizadas como algo
garantido e, sobre isso o Mestre disse bem: “Nem só de pão vive o homem”.
Garantida a posse de um corpo normal e com saúde
razoavelmente boa, devemos em seguida procurar pelas atrações que atuarão como
estímulo para despertar as forças espirituais adormecidas do homem. Jesus
ensinou que Deus vive no homem;
então, como podemos induzir os homens a liberar esses
poderes, de divindade e de infinitude, de dentro das suas almas?
Como induzirmos os homens a liberar o Deus de dentro de
si, para que possa Ele refrescar as nossas próprias almas; e para que,
manifestando-se fora de nós, possa Ele, assim, servir ao propósito de iluminar,
elevar e abençoar outras incontáveis almas?
Como posso eu, da melhor maneira, despertar tais poderes
latentes, adormecidos nas vossas almas, para o bem?
De uma coisa estou seguro: a excitação emocional não é
o estímulo espiritual ideal. A excitação não aumenta a energia; antes exaure os
poderes, tanto da mente, quanto do corpo.
De onde vem então a energia para fazer as grandes
coisas?
Vede o vosso Mestre. Ainda agora, está longe nas
montanhas, enchendo — se de energias, enquanto nós estamos aqui, gastando
energia. O segredo de toda essa questão está guardado na comunhão espiritual,
na adoração. Do ponto de vista humano, é uma questão de combinação entre
meditação e relaxamento. A meditação faz o contato da mente com o espírito; o
relaxamento determina a capacidade de receptividade espiritual. E esse
intercâmbio, de força por fraqueza, de coragem por medo, da vontade de Deus
pela vontade da mente do ego, constitui em si a adoração. Pelo menos, esse é o
modo pelo qual o filósofo a vê”.
É curioso isso: as pessoas confundem excitação
emocional com estímulo espiritual. Mas por sua própria natureza (e Rodam já
havia analisado isso antes) emoções e sentimentos se manifestam em gangorra que
acabam por quedar a pessoa que vive em função deles, fazendo o contrário do que
se deveria que é fazer os sentimentos e emoções viverem em função do todo maior
que é a pessoa. Vemos isso nas religiões mais diversas, sobretudo as mais
populares. Contudo, Rodam afirma que “O segredo de toda essa questão está
guardado na comunhão espiritual, na adoração. Do ponto de vista humano, é uma
questão de combinação entre meditação e relaxamento. A meditação faz o contato
da mente com o espírito; o relaxamento determina a capacidade de receptividade
espiritual”.
O recolhimento em si para comunhão individual com o Pai
que habita em nós desperta em ondas cada vez maiores e melhores, que trazem à
tona a força espiritual necessária para ajustar a realidade ao ideal, para
reajustar o curso, para recomeçar de novo pela 9.999 vez uma forma nova de não
se fazer a lâmpada. E essa é a força desejável para se ir em frente. Como
diriam os publicitários agora: JUST DO IT!
Ah, lembram-se do fracassado do início dessas linhas?
Anthony Robbins conclui a história dele assim:
“Foi eleito presidente dos Estados Unidos aos 60 anos.
O nome do homem era Abraham Lincoln. Poderia ele ter se
tornado presidente se tivesse visto suas perdas nas
eleições como
fracassos?”
Pensem nisso. Bom final de semana e um grande beijo, no
Bem, no Belo e no Verdadeiro que há em vocês.
D.’.