De plástico ou natural? O velho debate ambientalista tem novos contornos. O que conta agora são as iluminações que poupam energia
A tendência não é nova, mas o munícipio fez questão de anunciar que o abeto norueguês, aceso desde 3 de Dezembro, também fica para a história como "o mais verde de sempre", graças às lâmpadas LED que substituíram as antigas, usadas até ao ano passado. De tal forma, que, caso o tempo ajude, algumas das lâmpadas se acenderão graças aos 363 painéis solares instalados no topo do Rockefeller Center.
Sobre a opção ecológica, o mayor da cidade, Michael Bloomberg, veio a público dizer que não era por acaso: "Esperamos que a liderança verde inspire os cidadãos a tomarem decisão cada vez mais verdes"
Por cá, os exemplos são mais discretos. Mas também existem.
As luzes que enfeitam as principais artérias de Lisboa custaram mais de um milhão de euros, mas usa fibra óptica para poupar energia. Foram instaladas, 2,3 milhões de lâmpadas, todas de baixo consumo energético. Não passam os 330 quilowatts por hora, declarou ao DN, em Novembro o administrador da empresa de Castro Iluminações, Jorge Castro, responsável pelo equipamento. À faceta ecológica junta-se outra. No Largo de Camões, ao Chiado, as luzes mudam de cor quando as pessoas lhes tocarem com a mão.
A árvore que o Presidente da República acendeu em Belém não fala de ecologia. Nem a da Zon, com 1,6 milhões de lâmpadas, estacionada junto ao Parque Eduardo VII, em Lisboa, que este ano teve de reduzir altura para não perturbar o tráfego aéreo na área. Mas tem uma componente verde, graças à parceria com a EDP. A empresa de energia nacional, que tem um painel de luz ao lado do pinheiro, contabiliza as emissões de CO2 e compensa no final com a compra de certificados de carbono.
Em Setúbal, a árvore de Natal no Parque Urbano de Albarquel. cujas luzes serão acesas na sexta-feira, foi construída com materiais reciclados. Preparada por jovens e crianças de nove instituições da cidade, é feita com recurso a garrafões de plástico, embalagens, cápsulas de café e outros materiais recicláveis. Digna da Casa Branca.
http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1441705