ROMA - O Dalai Lama pediu, nesta quarta-feira, que a China agisse para evitar o derretimento das geleiras do Tibete, dizendo que a crise ambiental é mais urgente do que uma solução política sobre o futuro do Tibete. Durante uma cúpula sobre a fome mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) em Roma, na Itália, o líder budista exilado advertiu que os rios alimentados pelas geleiras do Tibete e as montanhas cobertas de neve poderiam desaparecer entre 15 e 20 anos. Ele pediu que a China estudasse o problema junto a especialistas tibetanos.
| Reuters |
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| Dalai Lama fala em conferência na Itália |
"Uma solução política (para o Tibete) pode levar tempo, mas tudo bem, podemos esperar", disse o Dalai a jornalistas.
"Mas danos à ecologia, ano a ano, continuam acontecendo, então realmente precisamos de estudos sérios e precisamos ter um plano de proteção ambiental. Isso é muito, muito importante".
O platô Qinghai-Tibete é a fonte de muitos rios da Ásia, incluindo o Yang-tsé e o Mekong.
Depois da reunião Dalai Lama participou de uma coletiva de imprensa e após falar aos jornalistas, foi presenteado com um cachecol da equipe de futebol espanhola Barcelona.
Exílio
O líder espiritual tibetano de 74 anos e ganhador do Prêmio Nobel da Paz está há 50 anos na Índia, onde lidera um governo em exílio. Sua busca para expandir a ética pelo mundo foi interrompida por uma séria de doenças, incluindo duas crises de exaustão. A idade avançada de Dalai Lama levanta preocupações sobre quem irá governar o exílio tibetano e lutar pela causa da liberdade após sua morte.
A convenção em Roma também teve a presença de Richard Gere, que é budista e ativista no movimento pela libertação do Tibete.
Pequim considera Dalai Lama um separatista, dizendo que ele realmente quer uma nação tibetana. Por anos, diálogos entre enviados da China e de Dalai Lama terminaram em um impasse não resolvido.