Como parei de escrever códigos incríveis!

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Gerson Dias

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Jun 13, 2012, 10:41:02 AM6/13/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Bom dia pessoal,

O que acham deste post que vi hoje? http://jhovgaard.net/how-i-stopped-writing-awesome-code

Basicamente ele diz que antes ele usava todas as técnicas que conhecemos e que isso não necessariamente garantiria a felicidade de seus clientes, que estavam interessados somente no resultado que eles viam no navegador.... Então ele parou de escrever testes unitários, usar um container, nhibernate, asp.net mvc, e passou a fazer somente testes com um selenium da vida e a programar "mais rápido" (tendo mais "produtividade").


O que acham?


att,


Gerson Afonso Dias

Mário Meyrelles

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Jun 13, 2012, 10:43:04 AM6/13/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Eu ouço este tipo de discurso todos os dias na agência onde trabalho. E mentiras repetidas muitas vezes acabam se tornando verdades. Concordo e foco hoje muito mais na entrega do que na parte invisível do sistema. Mesmo com dor no coração.

2012/6/13 Gerson Dias <gerson....@gmail.com>

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Bruno Belizário

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Jun 13, 2012, 10:48:43 AM6/13/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Vai de cada um. Mais uma vez vou usar minha analogia do dentista.. supondo que tenho um tratamento a fazer, chego no consultório e falo pro dentista: "Pode fazer o procedimento, mas que não doa, ok?"

Implicitamente estou aceitando que o serviço tem grandes chances de ficar uma porcaria. E aceitar ou não fazer desta forma vai do nível de profissionalismo do dentista.

Era isso.. não espero que ninguém concorde, mas é o que eu penso ;)

2012/6/13 Mário Meyrelles <mariome...@gmail.com>

Juan Lopes

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Jun 13, 2012, 10:48:53 AM6/13/12
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Flame desnecessário da parte dele.

Basicamente o que ele diz: 
se você escreve aplicações extremamente pequenas e que ninguém vai dar manutenção, não se preocupe com qualidade.

O que o desenvolvedor "average" (como ele mesmo diz) entende: 
não se preocupe com qualidade.

The post is targeted to the "average" developer (those we often forget), who's responsible for developing the smaller applications, not necessary visible to the public, but extremely important for the right companies.
 
I do use TDD, I do use interfaces and IOCs, I do use complex ORMs and big frameworks, but only, and only when I really need it (I kinda try to reduce the noise in my apps). Like said in the comments: It's a question about choosing the right tools for the job.

2012/6/13 Mário Meyrelles <mariome...@gmail.com>

Gustavo Cruz

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Jun 13, 2012, 10:49:30 AM6/13/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Acho que tudo depende do tamanho do buraco.

Dispensa teste unitários, elaboração de arquitetura, boas práticas, design patterns, etc para uma aplicação de grande porte para você ver o tamanho do problema que você vai arrumar depois....




2012/6/13 Mário Meyrelles <mariome...@gmail.com>

Renato Cantarino

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Jun 13, 2012, 10:53:07 AM6/13/12
to dotnetar...@googlegroups.com
average = avarento
Att,
Renato Cantarino



Chander Valle

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Jun 13, 2012, 10:58:21 AM6/13/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Medir a produtividade é complicado, não pq vc deixa de fazer algumas coisas que vc será mais produtivo ... pra mim apenas uma falsa verdade.. :p .........



Em quarta-feira, 13 de junho de 2012 11h49min30s UTC-3, Gustavo Cruz escreveu:
Acho que tudo depende do tamanho do buraco.
Dispensa teste unitários, elaboração de arquitetura, boas práticas, design patterns, etc para uma aplicação de grande porte para você ver o tamanho do problema que você vai arrumar depois....




2012/6/13 Mário Meyrelles <mariome...@gmail.com>
Eu ouço este tipo de discurso todos os dias na agência onde trabalho. E mentiras repetidas muitas vezes acabam se tornando verdades. Concordo e foco hoje muito mais na entrega do que na parte invisível do sistema. Mesmo com dor no coração.

2012/6/13 Gerson Dias <gerson....@gmail.com>
Bom dia pessoal,

O que acham deste post que vi hoje? http://jhovgaard.net/how-i-stopped-writing-awesome-code

Basicamente ele diz que antes ele usava todas as técnicas que conhecemos e que isso não necessariamente garantiria a felicidade de seus clientes, que estavam interessados somente no resultado que eles viam no navegador.... Então ele parou de escrever testes unitários, usar um container, nhibernate, asp.net mvc, e passou a fazer somente testes com um selenium da vida e a programar "mais rápido" (tendo mais "produtividade").


O que acham?


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Gerson Afonso Dias

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Fábio Nascimento

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Jun 13, 2012, 11:46:50 AM6/13/12
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Senhores,

Quando vejo esse tipo de texto vem sempre na minha cabeça a palavra depende (Eu odiava essa palavra) e logo vem em seguinte esse artigo [1] que me tirou completamente a minha grande dúvida de quando usar uma coisa e quando não usar.


Att.:
Fábio Nascimento | 

"O estudo da ciência da computação não consegue transformar qualquer um em um excelente programador, da mesma forma que o estudo de tintas e pinceis não transforma qualquer um em um excelente pintor." – Eric S. Raymond




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Rodrigo Magalhães dos Santos

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Jun 13, 2012, 11:50:49 AM6/13/12
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Conheci uma empresa que atuava em diversos projetos de importância razoável, mas escopo relativamente pequeno e muito bem definido. Eles costumavam aplicar diversas boas práticas de forma rigorosa e consistente, com resultados cada vez melhores.

Um dia ela entrou em um projeto de características totalmente opostas. Escopo aberto, mal definido, requisitos dinâmicos etc. Mantiveram a mentalidade original e obtiveram um fracasso retumbante, que abalou a empresa inteira.

Entendo que esse tipo de decisão deve ser baseado nas características do projeto, dos stakeholders etc etc e quem defende que há um único jeito certo de fazer as coisas provavelmente está deixando de considerar muitos pontos relevantes.

Nicolas Tarzia

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Jun 13, 2012, 12:20:17 PM6/13/12
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Questão de "programar mais rapido", pode até ter fundamento, afinal ele está deixando muitas coisas de lado. 
Agora deixar apenas o Selenium como testes, dizer que nunca usa IoC/Interfaces, porque perde tempo para passar para outros programadores. É muito drastico. Acho que precisa analisar o contexto total da aplicação.
Nao estou em momento algum dizendo que ele está certo ou errado.
Acredito que esta realidade e o momento que ele quis expressar isso, digo isso porque, quando será que ele adotou essa pratica? Qual o retorno de problemas que ele está tendo? Pelo que eu entendi ele desenvolve de 20 a 30 projetos por ano. Será que ele dá manutenção a estes projetos?

E ele soltou um update hoje, falando que para projetos grandes isso realmente nao funciona.
Essa é uma questão complicada, pq há um tempo atrás veio uma discussao ou podcast nao me lembro, com relação a "tenho um projetinho". 

Agora ele está certo, que independente de Testes unitarios, IoC/Interfaces, qualquer ferramenta está vulneravel a falhas.

Ja vi códigos em 3 camadas totalmente falho, como também ja vi todo código no formulario e nao ter problema nenhum e vice-versa.


Ele vai ter que repensar o conceito de testes, caso chegar uma aplicação Windows para ele.




2012/6/13 Rodrigo Magalhães dos Santos <rmagal...@gmail.com>
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Nícolas Tarzia ViWorks T: +55.12.92141859 | con...@nicolastarzia.com http://www.nicolastarzia.com
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Mário Meyrelles

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Jun 13, 2012, 12:49:45 PM6/13/12
to dotnetar...@googlegroups.com
É, realmente fica aí a dúvida: até quando podemos dizer que um projeto é pequeno ou grande? Até quando podemos escolher com sucesso o quanto vamos abdicar de boas práticas para entregar o projeto?



2012/6/13 Nicolas Tarzia <admini...@nicolastarzia.com>

Gerson Dias

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Jun 13, 2012, 1:44:38 PM6/13/12
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Mário, acho que exatamente aí entra a mão de um bom PO... Tudo tem que ser minimamente planejado, um projeto deve estar atrelado à um objetivo e ter o "porque" existir e qual o papel do software terá para o objetivo. Aí acho que podemos levar em conta o "+ rápido" ou o "+ consistente"

2012/6/13 Mário Meyrelles <mariome...@gmail.com>

Acaz Souza Pereira

unread,
Jun 13, 2012, 2:46:39 PM6/13/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Acredito que é por isso que programar é "arte". É subjetivo. Não tem como saber exatamente, terás que usar o bom senso.

Mas parece que as pessoas confundem os projetos que atuam, o mercado está sempre com novidades e junto um marketing enorme sobre essas novidades, no qual geralmente grande parte dos desenvolvedores não precisam pra resolver os atuais problemas que se tem, desenvolvedores são muito focados na parte da engenharia/técnica em vez de focar na solução. O código é meio e não fim.
[Acaz Souza Pereira]

MSN/GTalk: acaz...@gmail.com
Skype: acazsouza
Cel:  (31) 8706-4103

twitter.com/acazsouza

acazsouza.com.br

Leo D

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Jun 13, 2012, 2:52:36 PM6/13/12
to dotnetar...@googlegroups.com
 
Genial, eu assino embaixo.
 
Penso que é parecido com isso:
 
[]’s
 
---
--

Denis Ferrari

unread,
Jun 14, 2012, 4:54:19 PM6/14/12
to dotnetar...@googlegroups.com
"Acredito que é por isso que programar é "arte". É subjetivo. Não tem como saber exatamente, terás que usar o bom senso."
+1

Abraços!

Denis Ferrari 
www.heroisdati.com

Denis Ferrari

unread,
Jun 14, 2012, 4:57:27 PM6/14/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Desenvolvimento "acelerado" não é sustentável no médio e longo prazo para projetos que serão suportados pelo time de desenvolvimento.

Abraços!

Denis Ferrari 
www.heroisdati.com



--

Rodrigo Magalhães dos Santos

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Jun 14, 2012, 10:01:35 PM6/14/12
to dotnetar...@googlegroups.com
O que você consideraria como "ser sustentável"?

Conheço um punhado de empresas que estão no mercado há mais de 20 anos e que contrariam essa tese. Os programadores estão mantendo código em linguagens proprietárias ou em C# traduzido do Delphi que foi traduzido do Clipper e estão ganhando dinheiro até hoje. Os desenvolvedores sofrem um stress razoável mas, excetuando-se alguns casos raros, aonde é que não se trabalha sob pressão?




On Thursday, June 14, 2012 5:57:27 PM UTC-3, Denis Ferrari wrote:
Desenvolvimento "acelerado" não é sustentável no médio e longo prazo para projetos que serão suportados pelo time de desenvolvimento.

Abraços!

Denis Ferrari 
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Em 13 de junho de 2012 15:52, Leo D <leon...@gmail.com> escreveu:
 
Genial, eu assino embaixo.
 
Penso que é parecido com isso:
 
[]’s
 
---
 
 
 
Sent: Wednesday, June 13, 2012 11:41 AM
Subject: [dotnetarchitects] Como parei de escrever códigos incríveis!
 
Bom dia pessoal,
 
 
Basicamente ele diz que antes ele usava todas as técnicas que conhecemos e que isso não necessariamente garantiria a felicidade de seus clientes, que estavam interessados somente no resultado que eles viam no navegador.... Então ele parou de escrever testes unitários, usar um container, nhibernate, asp.net mvc, e passou a fazer somente testes com um selenium da vida e a programar "mais rápido" (tendo mais "produtividade").
 
 
O que acham?
 
 
att,
 
 
Gerson Afonso Dias
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Juan Lopes

unread,
Jun 14, 2012, 10:02:34 PM6/14/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Eu não trabalho sobre pressão.

2012/6/14 Rodrigo Magalhães dos Santos <rmagal...@gmail.com>
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Bruno Gross

unread,
Jun 14, 2012, 10:44:30 PM6/14/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Não fale essas blasfêmias cara! Quase todo mundo aqui tem emprego perfeito com empresas que valorizam a carreira Y. Ninguém sofre pressão.

#sarcasmoOff

Ps: eu adoro trabalhar sob pressão. Me motiva!

Sent from my iPhone
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Denis Ferrari

unread,
Jun 15, 2012, 6:28:36 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Oi Rodrigo,

Eu não trabalho sobre pressão. Não porque trabalho com clientes/projetos perfeitos, mas sim porque não tenho medo de mudar o código do projeto quando necessário.

Projetos de software precisam responder a mudanças rapidamente para atender necessidades de mercado. Se você não escreve código que aceite  mudanças, você perde oportunidades, simples assim.

Todas as "boas práticas" que discutimos aqui, como POO, TDD, etc... são para facilitar alterações futuras no código com o mínimo de stress possível. Abandonar essas práticas buscando velocidade no início do projeto não é sustentável no médio/longo prazo.

Abraços!

Denis Ferrari 
www.heroisdati.com



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Renato Cantarino

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Jun 15, 2012, 8:33:32 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Se nao tiver uma pressao, uma cobraça... vira bagunça!
--

Att,
Renato Cantarino



Rodrigo Silva de Andrade

unread,
Jun 15, 2012, 8:53:16 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Vira bagunça é se o povo não tem motivação. Só quem precisa de chicote pra trabalhar é masoquista...

2012/6/15 Renato Cantarino <renato.c...@gmail.com>

Marcus Alexandre Silva

unread,
Jun 15, 2012, 8:55:15 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Eu nunca trabalhei fora da panela de pressão....

Renato Cantarino

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Jun 15, 2012, 9:12:12 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
pessoas motivadas 8 horas por dia, 7 dias por semana?
Quando achar pessoas assim me avise.

edmilson hora

unread,
Jun 15, 2012, 9:13:57 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Para mim já é pressão suficiente  ter um prazo para entregar algo, isso é toda a pressão que eu necessito, mais que isso eu alopro.


De: Marcus Alexandre Silva <inf.marcu...@gmail.com>
Para: dotnetar...@googlegroups.com
Enviadas: Sexta-feira, 15 de Junho de 2012 9:55
Assunto: Re: [dotnetarchitects] Como parei de escrever códigos incríveis!
>>>> dotnetarchitects+unsub...@googlegroups.com

>>>> Para mais opções visite o grupo em
>>>> http://groups.google.com/group/dotnetarchitects?hl=pt-br
>>>
>>>
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>> hospedado no Google Groups.
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> https://github.com/juanplopes
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> dotnetarchitects+unsub...@googlegroups.com

> Para mais opções visite o grupo em
> http://groups.google.com/group/dotnetarchitects?hl=pt-br

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Denis Ferrari

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Jun 15, 2012, 9:14:06 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Entrega constante de valor é uma coisa, pressão é outra.

Pressão é trabalhar sob uma prazo maluco que não foi o time quem deu, para evoluir ou manter um código que não sustenta mudanças, com soluções malucas criadas por pessoas que não são técnicas.

Aguentar esse tipo de pressão não é ser herói, é gostar de sofrer e acabar com a sua saúde física e mental. 

Abraços!

Denis Ferrari 
www.heroisdati.com

edmilson hora

unread,
Jun 15, 2012, 9:16:17 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
+1


De: Denis Ferrari <denis....@gmail.com>
Para: dotnetar...@googlegroups.com
Enviadas: Sexta-feira, 15 de Junho de 2012 10:14
Assunto: Re: [dotnetarchitects] Como parei de escrever códigos incríveis!

Rodrigo Silva de Andrade

unread,
Jun 15, 2012, 9:17:00 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Conheço pessoas que estão sempre motivadas 24/7. Mas a questão é que costumam cobrar só das pessoas a motivação. Sendo que as empresas tem papel fundamental nessa questão, mas o máximo que elas fazem é contratar algumas pessoas com chicote e acham estranho quando nada funciona...

2012/6/15 edmilson hora <edmils...@yahoo.com.br>
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Leo D

unread,
Jun 15, 2012, 9:20:27 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Pressão é trabalhar sob uma prazo maluco que não foi o time quem deu, para evoluir ou manter um código que não sustenta mudanças, com soluções malucas criadas por pessoas que não são técnicas.
Aguentar esse tipo de pressão não é ser herói, é gostar de sofrer e acabar com a sua saúde física e mental.
 
 
Hehehe... Boa Denis!
 
Acho que você descreveu o lugar onde eu trabalho hoje!
 
Leo
 
 
---

Renato Cantarino

unread,
Jun 15, 2012, 9:24:35 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
90% das empresas sao assim!


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Att,
Renato Cantarino



Juan Lopes

unread,
Jun 15, 2012, 9:30:07 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Existem empresas onde é possível estar motivado e sem pressão 99% do tempo.

Se você não trabalha numa dessas, a culpa é sua. A carreira é sua, não do mercado. E essa resposta não é (só) para o Cantarino.

Agora, se vocês curtem fazer software ruim porque vivem sob pressão de prazos malucos estipulados por gerentes, a lista de discussão de sado-mazô tem vaga.

2012/6/15 Renato Cantarino <renato.c...@gmail.com>

Felipe Zini

unread,
Jun 15, 2012, 9:30:20 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Denis praticamente falou a realidade, infelizmente de muitas empresas.

Felipe G. Zini

2012/6/15 Renato Cantarino <renato.c...@gmail.com>

Renato Cantarino

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Jun 15, 2012, 9:33:07 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Deve ser culpa minha mesmo!
Ou falta de motivação.
Tenho que rever minha condição!

Rodrigo Magalhães dos Santos

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Jun 15, 2012, 10:59:56 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Juan, ao meu ver você está trabalhando numa empresa que é exceção. Não há vagas suficientes em empresas assim para todos nós.

Denis, com todo o meu respeito, eu considero que quando você repete que "abandonar essas práticas não é sustentável" e continua se recusando a ignorar que há um monte de empresas que nunca as adotaram e continuam lucrativas, você está aderindo à massa de desenvolvedores que continua buscando soluções ideais visando apenas os nossos próprios problemas.

Estamos dentro da boa e velha guerra entre departamento operacional x vendas. Sim, somos o operacional, somos os peões, por mais nobres que nos consideremos devido a termos estudado tanto, e enquanto não começarmos a propor soluções que harmonizem as nossas necessidades com a vontade das empresas de ganhar dinheiro, vamos continuar com essa bagunça generalizada que é a nossa área e nossas reclamações vão continuar soando como mimimi aos ouvidos daqueles que detém os recursos que pagam nossos salários.

Rodrigo Magalhães dos Santos

unread,
Jun 15, 2012, 11:01:10 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
"(...) e continua se recusando a ignorar (...)"

Na verdade eu quis dizer "continua se recusando a aceitar".

Juan Lopes

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Jun 15, 2012, 11:09:33 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Claro que eu trabalho em uma exceção. Estudei tempo demais e me dediquei muito à computação para poder escolher onde quero trabalhar. E é exatamente nesse ponto que é uma escolha do programador. Se você escolhe saber aquilo que somente as empresas ruins valorizam, você só vai trabalhar em empresas ruins.

Sempre há vagas. A empresa que eu trabalho está contratando. Mas é difícil contratar um cara que passou os últimos 10 anos escrevendo arquitetura para CRUD, se dizendo arquiteto sênior, mas não entende qualquer coisa de alta performance, algoritmos distribuídos ou resolveu qualquer desafio de escalabilidade na vida.

Se você quer fazer parte da exceção, tem que agir como tal.

2012/6/15 Rodrigo Magalhães dos Santos <rmagal...@gmail.com>
--
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Mário Meyrelles

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Jun 15, 2012, 11:11:02 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Trabalhar sob pressão é o mesmo que ser forçado a pintar um quadro muito foda para a semana que vem. Não tem como criar coisa decente com prazos apertados determinados por clientes ruins e gerentes ruins. Não atende.

Eu perdi a fé no mercado e acredito que só dá pra ser feliz desenvolvendo software trabalhando para si mesmo, criando uma startup e tendo o prazer de criar algo decente. 


2012/6/15 Rodrigo Magalhães dos Santos <rmagal...@gmail.com>
"(...) e continua se recusando a ignorar (...)"
--

Denis Ferrari

unread,
Jun 15, 2012, 11:55:47 AM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Oi Rodrigo,

Cuidado com julgamentos, você nunca trabalhou comigo e não tem informação suficiente para entender a forma como eu penso.

Cada vez que um profissional assume: O mercado é assim mesmo, o cenário atual ganha força. Nós somos os responsáveis por chegar nessa situação. Assim como também somos responsáveis por mudar esse cenário.

Eu decidi trabalhar de uma forma diferente, escolhendo meus clientes e garantindo a entrega constante de valor produzindo sob os conceitos que julgo corretos. Se um cliente quer a forma tradicional, existe todo um mercado aí para atende-lo. 

O que estou querendo dizer é: Não precisa ser dessa forma, existe uma forma diferente. Cada um que avalie o que quer e corra atrás.

Não ignoro o mercado atual, muito pelo contrário, sempre ajudei o mesmo a melhorar. Só que EU fiz uma escolha de como quero trabalhar. Qualquer um pode fazer isso, é só conseguir lidar com as consequências da sua decisão e garantir a qualidade do seu trabalho.

Abraços!

Denis Ferrari 
www.heroisdati.com



--

Acaz Souza Pereira

unread,
Jun 15, 2012, 12:00:02 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Eu acho que este artigo resume toda nossa cultura de desenvolvimento de software, leitura obrigatória, principalmente para gestores http://www.nczonline.net/blog/2012/06/12/the-care-and-feeding-of-software-engineers-or-why-engineers-are-grumpy/

É fato que muitas empresas não entendem tal situação, mas eu acredito que existem muitas que entendem. Me parece ser uma questão de tempo para essas empresas que não entendem...

Rodrigo Magalhães dos Santos

unread,
Jun 15, 2012, 12:01:52 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Juan, não estou argumentando como desenvolvedor querendo melhorar as coisas para mim mesmo, estou tentando enxergar as coisas como um todo. Por isso, pensar em exceções acaba sendo contraproducente.

Denis, não leve a coisa para o lado pessoal Pelo Amor de Deus, não estou julgando sua capacidade. Se formos caminhar nesse sentido fica impossível argumentar de uma maneira mais prática e direta.

Vocês estão argumentando a partir de uma perspectiva pessoal. Não acho esse tipo de posicionamento ruim, só acho que se formos tentar encontrar soluções para o cenário geral, essa perspectiva acaba não gerando bons resultados.
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Marcus Alexandre Silva

unread,
Jun 15, 2012, 12:15:33 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Vou utilizar esta frase em uma palestra :)
Darei os créditos...

Em 15 de junho de 2012 10:20, Leo D <leon...@gmail.com> escreveu:

Marcus Alexandre Silva

unread,
Jun 15, 2012, 12:16:41 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Pera-la!
Trabalhar sob pressão é uma coisa, usar desta pressão para justificar
a mer(*) que você faz é outra....
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa...

Denis Ferrari

unread,
Jun 15, 2012, 12:23:07 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Rodrigo,

Não é uma opinião pessoal, é uma visão. Cada pessoa ou grupo que escolhe fazer diferente e consegue bons resultados gera evidências de que é possível agregar valor de uma forma que seja boa para todo mundo, não só para o investidor/dono da empresa/gerente.

Abraços!

Denis Ferrari 
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Para postar envie uma mensagem para dotnetar...@googlegroups.com
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Victor Arias

unread,
Jun 15, 2012, 12:24:57 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Nem eu e nem os outros membros da equipe da Lambda3 trabalham sobre pressão, e nem sequer temos gerentes. Mais uma empresa/vagas para lista de exceções.

O Juan esta absolutamente certo em seus comentarios. Não adianta reclamar do trabalho se você se posiciona apenas para empresas mediocres...

Winston Pacheco Junior

unread,
Jun 15, 2012, 1:26:46 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Concordo com Juan, Denis e Arias.
Antes de me mudar para SP não achava possível trabalhar num lugar legal, com pessoas motivadas, desafios legais e salário Justo.
Desde que eu cheguei aqui, ví que as coisas podem ser diferentes, só depende realmente de sua própria postura e conhecimento. Se você só faz CRUD, não quer assumir nenhuma responsabilidade, de fato fica difícil conseguir um lugar legal pra trabalhar.
Para mim é simples assim, se você se porta e só faz trabalho de peão, logo, você é peão. Porque alguém valorizaria uma pessoa assim?


--

Renato Cantarino

unread,
Jun 15, 2012, 1:30:58 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Bem,

sou valorizado em meu ambiente de trabalho e responsável por alguns projetos.
Ganho até acima da media salarial.
O sofrimento esta nos prazos estranho e gestor do contrato pressionando.
--

Att,
Renato Cantarino



Mário Meyrelles

unread,
Jun 15, 2012, 1:34:03 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Como eu faço pra saber que uma determinada empresa é boa ou não? rs

2012/6/15 Victor Arias <aria...@gmail.com>

--

Bruno Gross

unread,
Jun 15, 2012, 1:35:36 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Teste ele...

2012/6/15 Mário Meyrelles <mariome...@gmail.com>



--
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DotNet Br
Compras no Exterior

att.
Bruno Gross
(21) 83422729

Acaz Souza Pereira

unread,
Jun 15, 2012, 1:36:04 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Aquelas empresas que são feitas por engenheiros para engenheiros.

Bruno Gross

unread,
Jun 15, 2012, 1:40:10 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Cara, não é tão "generalizável" assim.

Já trabalhei em empresas assim e o ambiente era uma merda também. Outra o ambiente era ótimo, mas viviam atrasando o salário. Acho que vai mais do pesquisar, questionar, saber o que quer e desenvolver um feeling pra isso.

Eu gosto do ambiente hostil que eu trabalho pois enxergo pressão e desafio como oportunidade de evolução pessoal. Sei lá se vou aturar isso por muito tempo, mas por hora to me amarrando.
 

2012/6/15 Acaz Souza Pereira <acaz...@gmail.com>



--

Mário Meyrelles

unread,
Jun 15, 2012, 1:42:52 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Tá, mas e aí? Digamos, no caso genérico, que eu esteja procurando emprego, digamos, nos EUA ou UK ou na Polônia.

O que quero mostrar é que muitas vezes é uma questão de feeling e sorte conseguir uma empresa com grana, projetos e ambiente decente e que ainda por cima, não exija prazos. Ou seja, não é uma questão de "posicionamento" apenas. É uma questão de mercado mesmo!

Olhando agora na Apinfo, o que será que vamos ver? Empresas pedindo caras foda que manjem de algoritmos e alta perfomance computacional? Empresa pedindo cara com conhecimento de programação pra jogos? Ou mais e mais "recursos dotnet, charp, asp.net, mvc, js, bla bla bla"?

* * * 

Eu já tive a grande sorte de trampar numa empresa com caras fodas e por acaso, engenheiros também. Pena que tudo passa.

2012/6/15 Acaz Souza Pereira <acaz...@gmail.com>
Aquelas empresas que são feitas por engenheiros para engenheiros.

Bruno Gross

unread,
Jun 15, 2012, 1:45:09 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
ApInfo, fuja Bino! É Cilada!

2012/6/15 Mário Meyrelles <mariome...@gmail.com>



--

Mário Meyrelles

unread,
Jun 15, 2012, 1:49:26 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Só lixo mesmo. Mas as duas empresa que eu mais fui feliz achei lá. Precisa ter muita paciência.

Mas esse lance de trabalhar sob pressão, quando não necessariamente o trabalho é criativo, pode ser bem interessante. Agitação, vida, correria, vendas, entregas, propostas, concorrências, projetos grandes para entregar - confesso que é fascinante. Mas é preciso ter energia corporal para aguentar. Eu não sei se aguentaria hoje em dia rs

2012/6/15 Bruno Gross <bruno...@gmail.com>

Juan Lopes

unread,
Jun 15, 2012, 1:55:35 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Em primeiro lugar, você deve parar de procurar empregos em sites. Seja APInfo, Catho, e-frigideira, whatsoever.

Empresa boa é aquela que o cara que você admira trabalha, não a que exporta 2000 mil cabeças de dev por ano para abate em escritórios de cliente. 

Anúncio de vaga bom é aquele que parte de quem está trabalhando na empresa, numa conversa informal, não do RH.

Currículo bom é seu moral na comunidade (quem confia em você), o código público que você escreve, suas opiniões e suas idéias. Não um PDF com uma dúzia de bullet-points.

Comecei a trabalhar onde trabalho conversando com um amigo num pós-Dojo. Acreditei que a empresa era boa porque confiava no cara, porque o conhecia e sabia que as idéias dele eram compatíveis com as minhas. Independente de tecnologia, processo ou etc. Entretanto, se você faz parte do grupo que acha que tudo isso é bobeira, realmente, vai ser difícil encontrar uma empresa legal pra trabalhar.

2012/6/15 Mário Meyrelles <mariome...@gmail.com>

Mário Meyrelles

unread,
Jun 15, 2012, 2:05:26 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
E depois que você sair de onde está? Será que será tão fácil assim achar uma empresa do mesmo nível, aí no RJ e com as mesmas condições? 

Esse é o ponto. Não adianta apenas ser um deus. É preciso que alguém precise de um deus. E no Brasil não vejo tantos lugares precisarem de deidades. 

2012/6/15 Juan Lopes <m...@juanlopes.net>

Juan Lopes

unread,
Jun 15, 2012, 2:11:39 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Conheço diversos lugares onde eu trabalharia se não trabalhasse aqui. Lugares onde amigos meus trabalham. Isso nunca foi problema.

Na verdade, o maior problema pra mim, no começo, foi entender que eu sou programador, e não programador .NET. Depois disso, encontrar emprego fica muito mais fácil.

2012/6/15 Mário Meyrelles <mariome...@gmail.com>

Renato Cantarino

unread,
Jun 15, 2012, 2:13:50 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Sim....
Mas ser generalista nao seria um problema?
Seria verdadeira essa assertiva ? "Quem faz tudo nao faz nada."
Att,
Renato Cantarino



Juan Lopes

unread,
Jun 15, 2012, 2:17:15 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Não disse para ser generalista. Eu sou programador, sou muito bom em desenvolvimento algoritmos para backend de alta performance. Acho que isso é específico o suficiente.

O que quero dizer é que seu conhecimento deve ser independente de tecnologia.

2012/6/15 Renato Cantarino <renato.c...@gmail.com>

Acaz Souza Pereira

unread,
Jun 15, 2012, 2:23:26 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Mas Juan, para escrever um algoritmo de alta performance em alguma linguagem é preciso conhecer a linguagem e seus truques, é preciso conhecer como ela funciona debaixo dos panos. Como ser generalista nesse ponto? Muitos e muitos anos. E pior, as linguagens evoluem, se você não acompanhar, vai ficar pra trás na alta performance. Ou seja, não sei se entendi sua colocação, difícil, muito difícil ser agnóstico em relação a tecnologias e poder saber usar o melhor que elas oferecem.

Acaz Souza Pereira

unread,
Jun 15, 2012, 2:26:09 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Eu acho que hoje em dia, quanto mais generalista você for, melhor é em todos os pontos, opinião minha. Se colocar em única posição pra mim é como usar aqueles tapa visão de burro.

Marcelo Ramos

unread,
Jun 15, 2012, 2:40:19 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
eu tb nao

http://linguamodadoisec.blogspot.com.br/2007/11/sob-e-sobre.html

Em 14 de junho de 2012 23:02, Juan Lopes <m...@juanlopes.net> escreveu:
Eu não trabalho sobre pressão.


2012/6/14 Rodrigo Magalhães dos Santos <rmagal...@gmail.com>
O que você consideraria como "ser sustentável"?

Conheço um punhado de empresas que estão no mercado há mais de 20 anos e que contrariam essa tese. Os programadores estão mantendo código em linguagens proprietárias ou em C# traduzido do Delphi que foi traduzido do Clipper e estão ganhando dinheiro até hoje. Os desenvolvedores sofrem um stress razoável mas, excetuando-se alguns casos raros, aonde é que não se trabalha sob pressão?




On Thursday, June 14, 2012 5:57:27 PM UTC-3, Denis Ferrari wrote:
Desenvolvimento "acelerado" não é sustentável no médio e longo prazo para projetos que serão suportados pelo time de desenvolvimento.

Abraços!

Denis Ferrari 
www.heroisdati.com



Em 13 de junho de 2012 15:52, Leo D <leon...@gmail.com> escreveu:
 
Genial, eu assino embaixo.
 
Penso que é parecido com isso:
 
[]’s
 
---
 
 
 
Sent: Wednesday, June 13, 2012 11:41 AM
Subject: [dotnetarchitects] Como parei de escrever códigos incríveis!
 
Bom dia pessoal,
 
 
Basicamente ele diz que antes ele usava todas as técnicas que conhecemos e que isso não necessariamente garantiria a felicidade de seus clientes, que estavam interessados somente no resultado que eles viam no navegador.... Então ele parou de escrever testes unitários, usar um container, nhibernate, asp.net mvc, e passou a fazer somente testes com um selenium da vida e a programar "mais rápido" (tendo mais "produtividade").
 
 
O que acham?
 
 
att,
 
 
Gerson Afonso Dias
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[]s
Marcelo Ramos

Renato Cantarino

unread,
Jun 15, 2012, 2:45:43 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Marcelo Ramos ,

quer falar mais alguma coisa?
Att,
Renato Cantarino



Mário Meyrelles

unread,
Jun 15, 2012, 2:48:27 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Temos um novo Pasquale aqui?

2012/6/15 Marcelo Ramos <mramos....@gmail.com>

Juan Lopes

unread,
Jun 15, 2012, 2:52:26 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Galera, a discussão está tocando em pontos delicados como gestão de carreira, e está meio inflamada.

Eu escrevi errado Marcelo, você tem razão. Curioso que sequer percebi até você comentar. :P

2012/6/15 Mário Meyrelles <mariome...@gmail.com>

Marcelo Ramos

unread,
Jun 15, 2012, 2:53:58 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Se dica de portugues basico ofende ...

Joao Bosco

unread,
Jun 15, 2012, 2:24:58 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Colocando o posicionamento do Catarino por um outro angulo... (Não é uma crítica, só uma reflexão)

Será que precisamos realmente nos prender a o velho conceito de especialista x generalista?
Estamos na era do conhecimento, onde informação é um dos bens mais abundantes...

Eu particularmente acredito que é possível ser muito bom, em muita coisa! E sendo assim você consegue resolver com excelencia 95% dos casos...
Os outros 5% dos casos, são aqueles em que se precisa de pessoas excepcionais e não de especialistas.

O mercado está cheio de especialistas e nem por isso eles conseguem resolver o problema com excelência.
 
Esse dogma vem da era onde conseguir informação era dificil. Isso não é mais verdade hoje em dia. O mundo encolheu e quase todo conhecimento está a um click de distância...

Em 15 de junho de 2012 15:17, Juan Lopes <m...@juanlopes.net> escreveu:



--
Atenciosamente,

João Bosco Seixas

Inteligência Digital
http://www.joaoseixas.com
@joaoboscoseixas

Rogerio Santos

unread,
Jun 15, 2012, 3:16:14 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Round 1...Fight...!
Roger

Juan Lopes

unread,
Jun 15, 2012, 2:27:11 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Claro que não, Acaz.

É óbvio que conhecer truques de cada linguagem ajuda a escrever algoritmos de alta performance. Mas como sempre disse, mais importante que escovar bits é conhecer os algoritmos corretos. E isso é absolutamente independente de tecnologia. Independente inclusive de existir um computador. Uma boa parte dos algoritmos clássicos foram criados antes sequer de existir uma máquina eletrônica de computar.

Bruno Gross

unread,
Jun 15, 2012, 3:53:06 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Tu ainda tá na Living?

2012/6/15 Juan Lopes <m...@juanlopes.net>



--

Mário Meyrelles

unread,
Jun 15, 2012, 4:01:14 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
A palavra "básico" tem acento. E "português" também. rs

Mas não, não ofende. Qualquer contribuição para aumentar é média é boa.

2012/6/15 Marcelo Ramos <mramos....@gmail.com>

Rodrigo Magalhães dos Santos

unread,
Jun 15, 2012, 4:21:41 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Concordo com você Denis, inclusive logo no meu primeiro post nesta thread dei um exemplo real de como um método pode ser excelente em certas situações e horrível em outras. Não estou dizendo que você está errado em trabalhar dessa forma, só acho que está errado em entender que essa é a única forma sustentável - pode ser a única do ponto de vista do desenvolvedor, mas essa visão "developer-centric" é justamente o que estou tentando evitar. Estou tentando entender as motivações do inimigo pra tentar encontrar soluções equilibradas para todos.

Não vejo qual é a diferença prática entre uma opinião e uma visão pessoal. Há diferenças, mas não entendo que relevância elas têm para esta discussão. Uma convicção pessoal, por mais fundamentada que seja, continuará sendo algo que não se pode extrapolar para casos mais gerais (e, provavelmente, poderá ter até seus fundamentos questionados).

Mas pela evolução da thread já percebi que será impossível discutir sobre qualquer coisa que não gire exclusivamente em torno da pessoa do desenvolvedor.





On Friday, June 15, 2012 1:23:07 PM UTC-3, Denis Ferrari wrote:
Rodrigo,

Não é uma opinião pessoal, é uma visão. Cada pessoa ou grupo que escolhe fazer diferente e consegue bons resultados gera evidências de que é possível agregar valor de uma forma que seja boa para todo mundo, não só para o investidor/dono da empresa/gerente.

Abraços!

Denis Ferrari 
www.heroisdati.com



Em 15 de junho de 2012 13:01, Rodrigo Magalhães dos Santos <rmagal...@gmail.com> escreveu:
Juan, não estou argumentando como desenvolvedor querendo melhorar as coisas para mim mesmo, estou tentando enxergar as coisas como um todo. Por isso, pensar em exceções acaba sendo contraproducente.

Denis, não leve a coisa para o lado pessoal Pelo Amor de Deus, não estou julgando sua capacidade. Se formos caminhar nesse sentido fica impossível argumentar de uma maneira mais prática e direta.

Vocês estão argumentando a partir de uma perspectiva pessoal. Não acho esse tipo de posicionamento ruim, só acho que se formos tentar encontrar soluções para o cenário geral, essa perspectiva acaba não gerando bons resultados.


On Friday, June 15, 2012 12:55:47 PM UTC-3, Denis Ferrari wrote:
Oi Rodrigo,

Cuidado com julgamentos, você nunca trabalhou comigo e não tem informação suficiente para entender a forma como eu penso.

Cada vez que um profissional assume: O mercado é assim mesmo, o cenário atual ganha força. Nós somos os responsáveis por chegar nessa situação. Assim como também somos responsáveis por mudar esse cenário.

Eu decidi trabalhar de uma forma diferente, escolhendo meus clientes e garantindo a entrega constante de valor produzindo sob os conceitos que julgo corretos. Se um cliente quer a forma tradicional, existe todo um mercado aí para atende-lo. 

O que estou querendo dizer é: Não precisa ser dessa forma, existe uma forma diferente. Cada um que avalie o que quer e corra atrás.

Não ignoro o mercado atual, muito pelo contrário, sempre ajudei o mesmo a melhorar. Só que EU fiz uma escolha de como quero trabalhar. Qualquer um pode fazer isso, é só conseguir lidar com as consequências da sua decisão e garantir a qualidade do seu trabalho.

Abraços!

Denis Ferrari 
www.heroisdati.com



Em 15 de junho de 2012 11:59, Rodrigo Magalhães dos Santos <rmagal...@gmail.com> escreveu:
Juan, ao meu ver você está trabalhando numa empresa que é exceção. Não há vagas suficientes em empresas assim para todos nós.

Denis, com todo o meu respeito, eu considero que quando você repete que "abandonar essas práticas não é sustentável" e continua se recusando a ignorar que há um monte de empresas que nunca as adotaram e continuam lucrativas, você está aderindo à massa de desenvolvedores que continua buscando soluções ideais visando apenas os nossos próprios problemas.

Estamos dentro da boa e velha guerra entre departamento operacional x vendas. Sim, somos o operacional, somos os peões, por mais nobres que nos consideremos devido a termos estudado tanto, e enquanto não começarmos a propor soluções que harmonizem as nossas necessidades com a vontade das empresas de ganhar dinheiro, vamos continuar com essa bagunça generalizada que é a nossa área e nossas reclamações vão continuar soando como mimimi aos ouvidos daqueles que detém os recursos que pagam nossos salários.





On Wednesday, June 13, 2012 11:41:02 AM UTC-3, Gerson Dias wrote:
Bom dia pessoal,

O que acham deste post que vi hoje? http://jhovgaard.net/how-i-stopped-writing-awesome-code

Basicamente ele diz que antes ele usava todas as técnicas que conhecemos e que isso não necessariamente garantiria a felicidade de seus clientes, que estavam interessados somente no resultado que eles viam no navegador.... Então ele parou de escrever testes unitários, usar um container, nhibernate, asp.net mvc, e passou a fazer somente testes com um selenium da vida e a programar "mais rápido" (tendo mais "produtividade").


O que acham?


att,


Gerson Afonso Dias

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Rodrigo Magalhães dos Santos

unread,
Jun 15, 2012, 4:22:33 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
A Lambda3 recusa projetos que não a interessam, e se isso faz com que ela tenha mais sucesso, então ela está certíssima em fazê-lo. Mas eu creio que se vocês procurassem encontrar maneiras de tornar o ambiente de outras empresas mais organizados, talvez acabariam até aumentando o mercado de projetos interessantes em que vocês atuam. Mas é só uma opinião minha, e reconheço que os trade-offs talvez não justifiquem o investimento.


On Friday, June 15, 2012 1:24:57 PM UTC-3, Victor Arias wrote:
Nem eu e nem os outros membros da equipe da Lambda3 trabalham sobre pressão, e nem sequer temos gerentes. Mais uma empresa/vagas para lista de exceções.

O Juan esta absolutamente certo em seus comentarios. Não adianta reclamar do trabalho se você se posiciona apenas para empresas mediocres...

On Friday, June 15, 2012 12:01:10 PM UTC-3, Rodrigo Magalhães dos Santos wrote:
"(...) e continua se recusando a ignorar (...)"

Na verdade eu quis dizer "continua se recusando a aceitar".


On Friday, June 15, 2012 11:59:56 AM UTC-3, Rodrigo Magalhães dos Santos wrote:

Giovani Barili

unread,
Jun 15, 2012, 4:32:05 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Voltando ao ponto das empresas e trabalhar sob pressão... eu trabalho como analista em uma empresa e com algum nível de pressão e correria, ainda mais por que também sou suporte nível 3 de um sistema crítico, e por hora não pretendo largar dessa vida.

Acredito que querendo ou não, essas decisões do que é bom ou ruim para em parte são subjetivas. Se algo é certo ou errado, não sei se existem tal afirmação.
Concordo que "boas práticas" são boas para um projeto, no curto, médio e longo prazo, tanto para o cliente e para a prestadora de serviço. Ainda mais se depois do projeto irá haver um contrato de manutenção. Mas também não podemos generalizar ao ponto de dizer que projetos que seguem "boas práticas" nunca darão problemas ou que não irão gerar momentos de stress na manutenção.

Penso que a utilização de uma linguagem, tecnologia, metodologia, padrão entre outros deve ser analisado com as necessidades do cliente, projeto, escopo, a forma que a empresa trabalha e qual será a atuação do próprio cliente no projeto.
Com certeza, existem clientes que estão em busca de prestadores de serviços que garantam prazos em vez de qualidade, mas para um pequena empresa negar um serviço pode ser o significado entre crescer como da ou fechar as portas. Como também existem empresas que procuram além de um bom serviço uma qualidade no produto.

Acredito que só com experiência e vivência em projetos se pode realmente afirmar que em um cenário específico de um projeto o que irá ajudar e o que irá atrapalhar.... E não tomar como via de regras algumas condições do que é bom ou ruim. Cada projeto é um projeto... e nenhum é igual ao outro se não teríamos cartilhas e manuais específicos para cada tipo de projeto e pronto.

Ideias e opiniões de alguém que está começando como eu... mas como diz o Rodrigo... uma opinião minha.

--
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Denis Ferrari

unread,
Jun 15, 2012, 5:00:34 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Oi Rodrigo,

Talvez eu não esteja me fazendo entender. No meu trabalho, eu avalio o lado do cliente constantemente, pois é ele quem me paga e avalia. 

O que estou dizendo: O modelo de desenvolvimento que aplico exige dedicação e validação constante do cliente. Ele tem que estar comprometido, juntamente com o time. Ele tem que entender que existem uma velocidade e que as coisas não acontecem em uma data somente por que ele quer. Deve existir flexibilidade nos dois lados.

Software não é commodity. Se o cliente tem essa visão, muito possivelmente não vou conseguir atende-lo. O problema é que muitos clientes tem essa visão por que é a visão que muitas empresas vendem: 50Hrs de programação por x.

Existe todo um conceito diferente sobre o que é e como construir software, mas o mercado não aplica. Não trabalho como trabalho por que eu quero, mas sim por que é o melhor para todos.

Abraços!

Denis Ferrari 
www.heroisdati.com



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Acaz Souza Pereira

unread,
Jun 15, 2012, 5:29:55 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Voltando ao ponto inicial da thread, eu gostaria de compartilhar um conteúdo que eu gosto muito, que é o blog do James Hague: http://prog21.dadgum.com/archives.html

Acho que os artigos dele mudaram minha visão em relação a software e código a pouco tempo atras. O seu artigo mais recente Your Coding Philosophies are Irrelevant fala exatamente do ponto inicial da thread.

Espero que ajude quem precisa também.

Charles Wellington de Oliveira Fortes

unread,
Jun 15, 2012, 2:27:38 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
"Anúncio de vaga bom é aquele que parte de quem está trabalhando na empresa, numa conversa informal, não do RH. "
+1

Ouvir quem está/esteve na empresa (de preferencia de uma pessoal a qual você da moral e/ou tenha os mesmos valores que você) é a melhor forma.

Linguagem é detalhe, esteja aberto a coisas novas, não julgue sem conhecer e lembre-se que o que hoje é certo amanhã pode ser uma merda.

Todo mundo tem uma área(?) de maior interesse, e por isso acaba se tornando melhor e mais confortável nela, mas isto não te impede de conhecer e atuar em algo mais.



Em 15 de junho de 2012 15:17, Juan Lopes <m...@juanlopes.net> escreveu:

Mário Meyrelles

unread,
Jun 15, 2012, 7:31:15 PM6/15/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Quanto ao fato de trabalhar sob pressão, a situação sempre pode mudar:

Exemplo: eu tive sossego absoluto para desenvolver um sistema de telecom do zero, por 1 ano e 3 meses. Aí, do nada, adoraram e quiseram colocar no ambiente da GVT. Aí eu fui fazer a estabilização do sistema nos laboratórios do cliente que revendeu o produto. Na fase que o produto estava, ele só conseguia processar 3 mil ligações por segundo e o servidor caía sem parar. Aí foi linda a pressão que sofri. Virei noites, sofri, fui trolado, testei n algoritmos para tratar os bits que representavam as ligações. Fiquei horas e horas em profiler, horas revendo código, estressando servidors e os meus chefes pesaram como nunca em mim. E até de forma justificável: estávamos falando de um contrato bom em termos financeiros.

Resultado: depois de uns 4 ou 5 meses de pressão consegui colocar o sistema no ar e ele passou a funcionar suficientemente bem, suportando umas 15 a 17 mil ligações por segundo. Claro que tive alguma sorte, pois dominava o código e ele estava suficientemente pronto para suportar mudanças de vários tipos.

Será que a pressão neste caso da minha vida foi boa? Será que se eu tivesse mais um ano de desenvolvimento conseguiria alcançar uma performance melhor do que a que consegui sob pressão intensa? Será que sempre conseguiremos ser generais que escolhem batalhas? Será que certas situações de pressão não são realmente necessárias para o sucesso do projeto? 



2012/6/15 Giovani Barili <giovanima...@gmail.com>

Giovanni Bassi

unread,
Jun 16, 2012, 1:42:34 AM6/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Rodrigo, a Lambda3 recusa projetos sim, com razoável frequência. Já recusamos projetos muito grandes para o nosso porte, que fariam muita diferença financeiramente caso dessem certo. Sempre que percebemos que não será possível agregar valor ao cliente recusamos o projeto. Isso pode acontecer por diversos motivos, mas em geral é porque o cliente ainda está preso a um modelo que o impede de evoluir. Nós até tentamos trabalhar isso, seria bom pra todo mundo, mas tem empresas que ainda não estão preparadas.
Quanto a encontrar maneiras de tornar o ambiente de outras empresas mais organizados, ou produtivos, ou felizes... nós fazemos isso com frequência. Os funcionários da empresa em geral são muito envolvidos com as comunidades de desenvolvimento, e também fazemos isso com consultoria. Exemplos: dos 7 organizadores do DNAD, 2 eram da Lambda3, que também cuidou de todo o evento administrativamente e o patrocinou. Nós participamos da organização de alguns dos maiores eventos de TI do país, como o AgileBrazil, Ágiles, TDC, entre outros, patrocinamos diversos outros, e palestramos em ainda mais. E quando você assistir uma palestra de alguém da Lambda3 pode ter certeza que boa parte da preparação da palestra foi feita durante o horário de trabalho. E o cara não teve que fazer hora extra por causa disso porque ela é desencorajada e mal vista pelos colegas, que preferem que o cara saia com a namorada, vá a academia, vá pra casa ler um livro, jogar videogame, ver os amigos, sei lá. Oito horas de trabalho por dia é tempo demais, ninguém na empresa trabalha mais que isso (fora casos extremos onde o cara vidra num código e não dorme até terminar - eu mesmo sendo culpado de fazer isso às vezes - mas evitamos). Outro exemplo: estou no Rio semana sim semana não atuando na XP Investimentos, ajudando a empresa com arquitetura de software, práticas de engenharia, e processos ágeis. Estamos ajudando eles a contratar e estamos conseguindo apoios diversos, inclusive para a comunidade de desenvolvimento daquela parte do Rio (esperem alguns anúncios em breve por aqui).
Enfim, a Lambda3 foi criada para ser a empresa que nós gostaríamos de trabalhar. E ela é. Foi legal ver o relato do Victor Arias aqui, porque eu nem sabia que ele tinha vindo falar, mas tomem o que ele disse como um relato de um cara que está satisfeito porque trabalha em uma empresa que permite que ele faça o que gosta.
E pra quem acha que esse tipo de empresa não existe, convido a leitura de um post que escrevi a pouco tempo:
O mundo que você vive é determinado pelas suas percepções.

Quanto à discussão como um todo: 
Usar a ferramenta certa pro trabalho faz todo o sentido. O problema é achar que dá pra cortar qualquer prática mais complexa com base nesse tipo de post, o que é um bruta absurdo em muitos cenários. Houve uma supersimplificação proposital com o objetivo de gerar discussão, e deu certo. O post tem que ser lido entendendo isso.
De fato nesse momento há menos empresas que trabalham certo e são legais de trabalhar do que empresas ao estilo antigo. Por outro lado, há menos bons profissionais também. Não posso dizer que vejo uma abundância absurda de pessoas excepcionalmente boas tecnicamente de onde posso contratar com facilidade, bons profissionais são mais difíceis de encontrar. Então tudo fica meio equilibrado. 

Eu não posso falar por ninguém, só posso falar por mim. Eu estudo muito, constantemente. Quem não o faz fica pra traz. Eu tenho uns 15 anos de mercado, mas eu tenho mais 30 anos pela frente, e pretendo seguir estudando nesses próximos 30 anos. Imagine como olharei para o mercado em 5 ou 10 anos; um mercado que hoje é formado de muitos programadores que não gostam de estudar, que não conhecem o básico para sequer serem chamados de programadores. Cada um sabe como estrutura a própria vida, mas a minha está baseada em estudar muito, me divertir muito, e fazer tudo isso mantendo minha saúde, o que envolve andar muito de bicicleta, escalar, e ter tempo pra familia e amigos. E não dá pra fazer isso se você passa 10 anos em uma empresa fazendo CRUD, é pura perda de tempo, temos que otimizar o pouco tempo que temos.

No fim das contas, eu acho que só quem já viu como funciona uma empresa legal entende um pouco melhor do que se trata. E de SP só não conhece a Lambda3 quem não quer, fazemos dojos por lá direto, happy hours, tem treinamentos.. chance é o que não falta. Essa semana veio uma estudante de mestrado almoçar com a gente pra entender como funcionamos, pra usar no mestrado dela... E olha, não é só a Lambda3, tem um monte de empresas legais por aí, é só procurar.

Enfim, falei demais... espero ter ajudado a jogar um pouco de luz sobre como funcionamos e até onde é possível chegar. Boa sorte a todos e espero sinceramente que os realmente dedicados e apaixonados pela profissão, do DNA e de fora daqui, tenham o sucesso que merecem.

[]s

Giovanni Bassi




2012/6/15 Rodrigo Magalhães dos Santos <rmagal...@gmail.com>
--

Henrique Eduardo

unread,
Jun 16, 2012, 4:10:54 AM6/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Além da L3 quais mais ??

Procuro alguma empresa assim, até aceito trabalhar de graça por algum tempo. Se tiverem indicações estamos a dispocisão. 

Henrique Souza

Em sábado, 16 de junho de 2012, Giovanni Bassi escreveu:
Rodrigo, a Lambda3 recusa projetos sim, com razoável frequência. Já recusamos projetos muito grandes para o nosso porte, que fariam muita diferença financeiramente caso dessem certo. Sempre que percebemos que não será possível agregar valor ao cliente recusamos o projeto. Isso pode acontecer por diversos motivos, mas em geral é porque o cliente ainda está preso a um modelo que o impede de evoluir. Nós até tentamos trabalhar isso, seria bom pra todo mundo, mas tem empresas que ainda não estão preparadas.
Quanto a encontrar maneiras de tornar o ambiente de outras empresas mais organizados, ou produtivos, ou felizes... nós fazemos isso com frequência. Os funcionários da empresa em geral são muito envolvidos com as comunidades de desenvolvimento, e também fazemos isso com consultoria. Exemplos: dos 7 organizadores do DNAD, 2 eram da Lambda3, que também cuidou de todo o evento administrativamente e o patrocinou. Nós participamos da organização de alguns dos maiores eventos de TI do país, como o AgileBrazil, Ágiles, TDC, entre outros, patrocinamos diversos outros, e palestramos em ainda mais. E quando você assistir uma palestra de alguém da Lambda3 pode ter certeza que boa parte da preparação da palestra foi feita durante o horário de trabalho. E o cara não teve que fazer hora extra por causa disso porque ela é desencorajada e mal vista pelos colegas, que preferem que o cara saia com a namorada, vá a academia, vá pra casa ler um livro, jogar videogame, ver os amigos, sei lá. Oito horas de trabalho por dia é tempo demais, ninguém na empresa trabalha mais que isso (fora casos extremos onde o cara vidra num código e não dorme até terminar - eu mesmo sendo culpado de fazer isso às vezes - mas evitamos). Outro exemplo: estou no Rio semana sim semana não atuando na XP Investimentos, ajudando a empresa com arquitetura de software, práticas de engenharia, e processos ágeis. Estamos ajudando eles a contratar e estamos conseguindo apoios diversos, inclusive para a comunidade de desenvolvimento daquela parte do Rio (esperem alguns anúncios em breve por aqui).
Enfim, a Lambda3 foi criada para ser a empresa que nós gostaríamos de trabalhar. E ela é. Foi legal ver o relato do Victor Arias aqui, porque eu nem sabia que ele tinha vindo falar, mas tomem o que ele disse como um relato de um cara que está satisfeito porque trabalha em uma empresa que permite que ele faça o que gosta.
E pra quem acha que esse tipo de empresa não existe, convido a leitura de um post que escrevi a pouco tempo:
O mundo que você vive é determinado pelas suas percepções.

Quanto à discussão como um todo: 
Usar a ferramenta certa pro trabalho faz todo o sentido. O problema é achar que dá pra cortar qualquer prática mais complexa com base nesse tipo de post, o que é um bruta absurdo em muitos cenários. Houve uma supersimplificação proposital com o objetivo de gerar discussão, e deu certo. O post tem que ser lido entendendo isso.
De fato nesse momento há menos empresas que trabalham certo e são legais de trabalhar do que empresas ao estilo antigo. Por outro lado, há menos bons profissionais também. Não posso dizer que vejo uma abundância absurda de pessoas excepcionalmente boas tecnicamente de onde posso contratar com facilidade, bons profissionais são mais difíceis de encontrar. Então tudo fica meio equilibrado. 

Eu não posso falar por ninguém, só posso falar por mim. Eu estudo muito, constantemente. Quem não o faz fica pra traz. Eu tenho uns 15 anos de mercado, mas eu tenho mais 30 anos pela frente, e pretendo seguir estudando nesses próximos 30 anos. Imagine como olharei para o mercado em 5 ou 10 anos; um mercado que hoje é formado de muitos programadores que não gostam de estudar, que não conhecem o básico para sequer serem chamados de programadores. Cada um sabe como estrutura a própria vida, mas a minha está baseada em estudar muito, me divertir muito, e fazer tudo isso mantendo minha saúde, o que envolve andar muito de bicicleta, escalar, e ter tempo pra familia e amigos. E não dá pra fazer isso se você passa 10 anos em uma empresa fazendo CRUD, é pura perda de tempo, temos que otimizar o pouco tempo que temos.

No fim das contas, eu acho que só quem já viu como funciona uma empresa legal entende um pouco melhor do que se trata. E de SP só não conhece a Lambda3 quem não quer, fazemos dojos por lá direto, happy hours, tem treinamentos.. chance é o que não falta. Essa semana veio uma estudante de mestrado almoçar com a gente pra entender como funcionamos, pra usar no mestrado dela... E olha, não é só a Lambda3, tem um monte de empresas legais por aí, é só procurar.

Enfim, falei demais... espero ter ajudado a jogar um pouco de luz sobre como funcionamos e até onde é possível chegar. Boa sorte a todos e espero sinceramente que os realmente dedicados e apaixonados pela profissão, do DNA e de fora daqui, tenham o sucesso que merecem.

[]s

Giovanni Bassi




2012/6/15 Rodrigo Magalhães dos Santos <rmagal...@gmail.com>
A Lambda3 recusa projetos que não a interessam, e se isso faz com que ela tenha mais sucesso, então ela está certíssima em fazê-lo. Mas eu creio que se vocês procurassem encontrar maneiras de tornar o ambiente de outras empresas mais organizados, talvez acabariam até aumentando o mercado de projetos interessantes em que vocês atuam. Mas é só uma opinião minha, e reconheço que os trade-offs talvez não justifiquem o investimento.


On Friday, June 15, 2012 1:24:57 PM UTC-3, Victor Arias wrote:
Nem eu e nem os outros membros da equipe da Lambda3 trabalham sobre pressão, e nem sequer temos gerentes. Mais uma empresa/vagas para lista de exceções.



--
Henrique Souza

Guilherme Froes

unread,
Jun 16, 2012, 8:44:09 AM6/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Estamos sempre contratando em Porto Alegre e agora em Recife.

http://join.thoughtworks.com/ 



Rodrigo Magalhães dos Santos

unread,
Jun 16, 2012, 2:15:07 PM6/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Interessante Giovani. Você iniciou abordou o ponto que eu gostaria: a questão do desenvolvimento dos processos de trabalho das empresas.

Por exemplo, o que podemos fazer para que coisas como excessos de erros de programação deixem de ser considerados simplesmente como falhas de programadores distraídos e passem a ser vistos como consequência de um processo de trabalho desequilibrado? Como podemos induzir a criação de melhorias nas condições de trabalho de profissionais que hoje atuam em uma infinidade de empresas que usam práticas ultrapassadas mas ainda continuam lucrando muito e, por isso, não vêem necessidade alguma de mudar? O que podemos aprender com essas empresas? Será que é o fato de elas estarem há décadas no mercado que as dá essa capacidade de lucrar sem adotarem boas práticas, ou há mais coisas além disso?

Incentivar os desenvolvedores a estudarem e procurarem melhores empregos pode ser um passo, mas um passo minúsculo em direção a essa melhoria mais ampla. Essa transformação, inclusive, vai muito além de uma mudança de atitude dos profissionais de TI apenas.

Reconheço que este grupo talvez não seja o local mais apropriado para esta discussão, que envolve coisas além do desenvolvimento de software. Mas eu imagino que mais pessoas aqui também pensem sobre isso, e acho que temos um papel importante na promoção dessa mudança.

Ressalto mais uma vez que estou falando com uma visão do todo. Estou tentando enxergar o mercado de vários pontos de vista, de todos os stakeholders, e não falando das minhas próprias condições de trabalho.

edmilson hora

unread,
Jun 16, 2012, 8:18:52 PM6/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Entendo que o Generalista tem seu valor, ele "transita" com facilidade entre os diversos prismas de uma determinada situação, contúdo, ele não tem profundidade suficiente em quase nada logo  ele não pode substituir um especialista em determinada situação onde um especialista é exigido.

No Brasil, temos esta cultura de "faz tudo",  nos USA as pessoas geralmente  se especializam em algo.







De: Acaz Souza Pereira <acaz...@gmail.com>
Para: dotnetar...@googlegroups.com
Enviadas: Sexta-feira, 15 de Junho de 2012 15:26
Assunto: Re: [dotnetarchitects] Re: Como parei de escrever códigos incríveis!

Acaz Souza Pereira

unread,
Jun 16, 2012, 8:39:26 PM6/16/12
to dotnetar...@googlegroups.com
É pode ser, há cenários e cenários. Mas eu entendo a generalização como algo que pode potencializar o seu conhecimento especializado.

Marcio Lopes

unread,
Jun 17, 2012, 11:18:41 AM6/17/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Interessante a discussão, e é algo que penso muitas vezes, sobre a complexidade desnecessária 

Marcio Lopes

unread,
Jun 17, 2012, 11:23:45 AM6/17/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Segue um excerto do livro Funcional Programming for Java Developers do Dean Wampler que fala sobre o uso do paradigma funcional como um possível antídoto contra a complexidade que implementações de design patterns podem adicionar à complexidade inerente à implementação do código referente ao Domínio:

"I Have to Work Faster and Faster

Development cycles are going asymptotically to zero length. That sounds crazy, espe- cially if you started professional programming when I did, when projects typically lasted months, even years. However, today there are plenty of Internet sites that deploy new code several times a day and all of us are feeling the pressure to get work done more quickly, without sacrificing quality, of course.

When schedules were longer, it made more sense to model your domain carefully and to implement that domain in code. If you made a mistake, it would take months to correct with a new release. Today, for most projects, understanding the domain pre- cisely is less important than delivering some value quickly. Our understanding of the domain will change rapidly anyway, as we and our customers discover new insights with each deployment. If we misunderstand some aspect of the domain, we can fix those mistakes quickly when we do frequent deployments.

4 | Chapter 1: Why Functional Programming?If careful modeling seems less important, faithfully implementing the object model is even more suspect today than before. While Agile Software Development has greatly improved our quality and our ability to respond to change, we need to rethink ways to keep our code “minimally sufficient” for the requirements today, yet flexible for change. Functional programming helps us do just that.

Functional Programming Is a Return to Simplicity

Finally, building on the previous points, I see functional programming as a reaction against accidental complexity, the kind we add ourselves by our implementation choices, as opposed to the inherent complexity of the problem domain.So, for exam- ple, much of the object-oriented middleware in our applications today is unnecessary and wasteful, in my opinion.

I know that some of these claims are provocative. I’m not trying to convince you to abandon objects altogether or to become an FP zealot. I’m trying to give you a bigger toolbox and a broadened perspective, so you can make more informed design choices and maybe refresh your enthusiasm for the art and science of software development. I hope this short introduction will show you why my thinking changed. Maybe your thinking will change, too."

ElemarJR

unread,
Jun 17, 2012, 2:33:57 PM6/17/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Olá pessoal. Tudo certo?!

Li toda a thread e resolvi dar meus dois cents. Como qualquer coisa ficaria grande demais e filosófica demais, resolvi fazer um post:

edmilson hora

unread,
Jun 17, 2012, 6:41:33 PM6/17/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Hahahahaha!!!  Bruno, Que porra é essa?????


De: Bruno Gross <bruno...@gmail.com>
Para: dotnetar...@googlegroups.com
Enviadas: Sexta-feira, 15 de Junho de 2012 14:35

Assunto: Re: [dotnetarchitects] Re: Como parei de escrever códigos incríveis!

Teste ele...

2012/6/15 Mário Meyrelles <mariome...@gmail.com>
Como eu faço pra saber que uma determinada empresa é boa ou não? rs

2012/6/15 Victor Arias <aria...@gmail.com>
Nem eu e nem os outros membros da equipe da Lambda3 trabalham sobre pressão, e nem sequer temos gerentes. Mais uma empresa/vagas para lista de exceções.

O Juan esta absolutamente certo em seus comentarios. Não adianta reclamar do trabalho se você se posiciona apenas para empresas mediocres...


On Friday, June 15, 2012 12:01:10 PM UTC-3, Rodrigo Magalhães dos Santos wrote:
"(...) e continua se recusando a ignorar (...)"

Na verdade eu quis dizer "continua se recusando a aceitar".


On Friday, June 15, 2012 11:59:56 AM UTC-3, Rodrigo Magalhães dos Santos wrote:
Juan, ao meu ver você está trabalhando numa empresa que é exceção. Não há vagas suficientes em empresas assim para todos nós.

Denis, com todo o meu respeito, eu considero que quando você repete que "abandonar essas práticas não é sustentável" e continua se recusando a ignorar que há um monte de empresas que nunca as adotaram e continuam lucrativas, você está aderindo à massa de desenvolvedores que continua buscando soluções ideais visando apenas os nossos próprios problemas.

Estamos dentro da boa e velha guerra entre departamento operacional x vendas. Sim, somos o operacional, somos os peões, por mais nobres que nos consideremos devido a termos estudado tanto, e enquanto não começarmos a propor soluções que harmonizem as nossas necessidades com a vontade das empresas de ganhar dinheiro, vamos continuar com essa bagunça generalizada que é a nossa área e nossas reclamações vão continuar soando como mimimi aos ouvidos daqueles que detém os recursos que pagam nossos salários.




On Wednesday, June 13, 2012 11:41:02 AM UTC-3, Gerson Dias wrote:
Bom dia pessoal,

O que acham deste post que vi hoje? http://jhovgaard.net/how-i-stopped-writing-awesome-code

Basicamente ele diz que antes ele usava todas as técnicas que conhecemos e que isso não necessariamente garantiria a felicidade de seus clientes, que estavam interessados somente no resultado que eles viam no navegador.... Então ele parou de escrever testes unitários, usar um container, nhibernate, asp.net mvc, e passou a fazer somente testes com um selenium da vida e a programar "mais rápido" (tendo mais "produtividade").


O que acham?


att,


Gerson Afonso Dias
--
Você recebeu esta mensagem porque faz parte do grupo .Net Architects hospedado no Google Groups.
Para postar envie uma mensagem para dotnetar...@googlegroups.com
Para sair do grupo envie uma mensagem para dotnetarchitec...@googlegroups.com
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edmilson hora

unread,
Jun 17, 2012, 7:15:00 PM6/17/12
to dotnetar...@googlegroups.com
OK!  acredito que essa é uma postura acertiva.


De: Denis Ferrari <denis....@gmail.com>
Para: dotnetar...@googlegroups.com
Enviadas: Sexta-feira, 15 de Junho de 2012 12:55

Assunto: Re: [dotnetarchitects] Re: Como parei de escrever códigos incríveis!
Oi Rodrigo,

Cuidado com julgamentos, você nunca trabalhou comigo e não tem informação suficiente para entender a forma como eu penso.

Cada vez que um profissional assume: O mercado é assim mesmo, o cenário atual ganha força. Nós somos os responsáveis por chegar nessa situação. Assim como também somos responsáveis por mudar esse cenário.

Eu decidi trabalhar de uma forma diferente, escolhendo meus clientes e garantindo a entrega constante de valor produzindo sob os conceitos que julgo corretos. Se um cliente quer a forma tradicional, existe todo um mercado aí para atende-lo. 

O que estou querendo dizer é: Não precisa ser dessa forma, existe uma forma diferente. Cada um que avalie o que quer e corra atrás.

Não ignoro o mercado atual, muito pelo contrário, sempre ajudei o mesmo a melhorar. Só que EU fiz uma escolha de como quero trabalhar. Qualquer um pode fazer isso, é só conseguir lidar com as consequências da sua decisão e garantir a qualidade do seu trabalho.

Abraços!

Denis Ferrari 
www.heroisdati.com



Em 15 de junho de 2012 11:59, Rodrigo Magalhães dos Santos <rmagal...@gmail.com> escreveu:
Juan, ao meu ver você está trabalhando numa empresa que é exceção. Não há vagas suficientes em empresas assim para todos nós.

Denis, com todo o meu respeito, eu considero que quando você repete que "abandonar essas práticas não é sustentável" e continua se recusando a ignorar que há um monte de empresas que nunca as adotaram e continuam lucrativas, você está aderindo à massa de desenvolvedores que continua buscando soluções ideais visando apenas os nossos próprios problemas.

Estamos dentro da boa e velha guerra entre departamento operacional x vendas. Sim, somos o operacional, somos os peões, por mais nobres que nos consideremos devido a termos estudado tanto, e enquanto não começarmos a propor soluções que harmonizem as nossas necessidades com a vontade das empresas de ganhar dinheiro, vamos continuar com essa bagunça generalizada que é a nossa área e nossas reclamações vão continuar soando como mimimi aos ouvidos daqueles que detém os recursos que pagam nossos salários.





On Wednesday, June 13, 2012 11:41:02 AM UTC-3, Gerson Dias wrote:
Bom dia pessoal,

O que acham deste post que vi hoje? http://jhovgaard.net/how-i-stopped-writing-awesome-code

Basicamente ele diz que antes ele usava todas as técnicas que conhecemos e que isso não necessariamente garantiria a felicidade de seus clientes, que estavam interessados somente no resultado que eles viam no navegador.... Então ele parou de escrever testes unitários, usar um container, nhibernate, asp.net mvc, e passou a fazer somente testes com um selenium da vida e a programar "mais rápido" (tendo mais "produtividade").


O que acham?


att,


Gerson Afonso Dias
--
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Rodrigo Magalhães dos Santos

unread,
Jun 17, 2012, 9:22:16 PM6/17/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Retorno à Simplicidade. Às vezes sinto que esse é um caminho, especialmente quando vejo pessoas debugando erros intrincados em modernas, pesadas e bonitas interfaces de usuário, enquanto uma leve e velha interface modo-texto já deixaria o usuário satisfeito.

Alexandre Santos Costa

unread,
Jun 18, 2012, 8:09:43 AM6/18/12
to dotnetar...@googlegroups.com

Como já programei  em Clipper lembro o quanto era fácol colocar um CRUD no ar, inclusive tinha  meu próprio sistema  de desenvolvimento orientado a  dados onde  em um arquivo de configuração fazia os mapeamentos e pronto, lá estava a nova tela lendo, gravando, buscando registros.

 

A vantagem nesta época é que este usuário só usava computador na empresa, então aquela tela preta com letras brancas  eratudo que ele conheciade informática, e pra ele aquilo era a oitava maravilha do mundo já que  evitava que ele tivesse de escrever um milhão de relatóiros na mão,  buscar a ficha em um arquivo empoeirado, etc. etc.

 

O problema éque nossos usuários hoje me dia tem smartphones, acessam redes sociais e não se contentam mais se você não entrega a ele uma interface rica.

 

Lá na empresa sempre ouço: quando for desenvolver uma interface pense no facebook, pense na wikipedia, pense no twitter.

 

Quando  comecei a desenvolver para Windows me baseava na interfae do Office,  que era o mais próximo que o usuário conhecia e se sentia confortável em utilizar. Hoje  a nossa referencia sãoas redes sociais.

 

E é lógico que para ter isso  trazemos para a nossa camada de UI mais responsabilidade, mais código. Mas estamos em um momento de transição onde novas ferramentas estão vindo para nos trazer mais produtividade e teremos de adotar nossas “boas práticas” para que não tenhamos de ficar realmente  horas debugando um javascript  vilão.

 

Por ser deficiente visual sou uma das maiores vítimas de  interfaces mal desenhadas, e é por isso que  sempre que vejo essas mudanças me preocupo um pouco, mas ao mesmo tempo me empolgo e empenho em desenvolver e compartilhar estes conhecimentos afim de garantir uma web  mais inclusiva para todos.

--

edmilson hora

unread,
Jun 18, 2012, 9:54:47 AM6/18/12
to dotnetar...@googlegroups.com
concordo plenamente.


De: Alexandre Santos Costa <alexandres...@gmail.com>
Para: dotnetar...@googlegroups.com
Enviadas: Segunda-feira, 18 de Junho de 2012 9:09
Assunto: RES: [dotnetarchitects] Re: Como parei de escrever códigos incríveis!

Rodrigo Magalhães dos Santos

unread,
Jun 18, 2012, 12:11:26 PM6/18/12
to dotnetar...@googlegroups.com
De fato, Magoo. Os próprios usuários algumas vezes demandam esse tipo de interface, e as pressões de marketing acabam contribuindo para isso (normalmente as empresas não querem apenas desenvolver sistemas melhores que os do concorrente, mas que também PAREÇAM melhores).

Ano passado eu comecei a fazer algumas experiências com o objetivo de criar uma pequena linguagem de marcação que permitisse definir interfaces modo-texto e algumas interações simples entre os controles, junto interpretadores para diferentes plataformas. Assim, seria possível escrever uma interface de usuário nessa linguagem e executá-la tanto em ambiente windows desktop, como dentro de uma página web usando um interpretador em javascript, por exemplo.

Mas como era um projetinho sem compromisso e que nunca será usado (nem por mim mesmo, rs..) e tenho precisado estudar outros temas aqui no trabalho, acabei deixando ele de lado.

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ElemarJR

unread,
Jun 18, 2012, 10:15:55 PM6/18/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Para retomar a discussão, de forma saudávei. pergunto (e dou minha resposta) no blog.

Afinal, o que é um código incrível? 

Elemar Jr
@elemarjr


Em quarta-feira, 13 de junho de 2012 11h41min02s UTC-3, Gerson Dias escreveu:

Gerson Dias

unread,
Jun 18, 2012, 10:38:13 PM6/18/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Elemar, aí é que está..... creio que todos nós adoramos códigos com todas estas características que você colocou, e, por muitas vezes, perseguimos ficamos meio pirados e não sabemos quando parar..... isso já aconteceu com você? 

Mas acredito que muitas vezes isto acontece quando pensamos mais com a cabeça de engenheiros ou cientistas que somos. Um pouquinho da cabeça de administrador é importante para que possamos definir o quando parar. Quanto custa deixar o código limpo, bonito, testavel? Este código lindo que eu demorei uma semana pra fazer está se pagando? Claro que quanto maiores são meus conhecimentos e experiência, mais rápido fazemos este tipo de código, mas também o nosso custo é maior.... mesmo agora que sou experiente, aquele código de uma semana que faço em dois dias está se pagando, visto que eu custo mais para a empresa?

Será que até mesmo a dita "qualidade" do meu código não deveria receber um _depende_ de acordo com o objetivo que meu software terá no negócio?


2012/6/18 ElemarJR <elem...@gmail.com>
--
Você recebeu esta mensagem porque faz parte do grupo .Net Architects hospedado no Google Groups.
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elemarjr

unread,
Jun 18, 2012, 10:47:20 PM6/18/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Sua resposta é bem parecida com a minha. Aceito dívidas técnicas de boa. Apenas assumo que, mais cedo ou mais tarde, vou ter que pagar.

Entre custo de desenvolvimento e de manutenção, para mim, manutenção sempre falou mais alto.

:D

BTW

-- 
elemarjr
Sent with Sparrow

Alexandre Santos Costa

unread,
Jun 19, 2012, 10:31:54 AM6/19/12
to dotnetar...@googlegroups.com

Elemar,

 

Concordo contigo.

Vejo o quanto é jogado dinheiro fora lá na empresa tendo de reescrever um monte de coisa pelo único fato que quem escreveu não pensou em quem ia ter de manter aquilo depois.

E temos desgraças de todos os tipos desde herança control-c+control-v, lógica de negócio na interface  e queries adhoc espalhadas pra todo lado até mesmo o alto acoplamento  entre componentes e tecnologias legadas que infelizmente não conseguimos matar.

A última foi a contratação de uma empresa que migrou, usando uma ferramenta, os códigos VB6 para .NET.

Este processo foi implantado como piloto apenas  instalando o código migrado AS IS em produção, mas imagino como vai ser quando  estes componentes precisarem de  evolução/correção.

 

Ao mesmo tempo essa migração  trouxe consigo um framework corporativo que a tempos tentávamos aposentar. Já até pensei em renomeá-lo para Jason ou Freddy Kruger já que ele vive nos meus pesadelos.

 

Abraços

Robson Castilho

unread,
Jun 19, 2012, 10:39:32 PM6/19/12
to .Net Architects
Meus 2 cents:

Código bem escrito sempre se paga....claro que temos que ter bom senso
(que a experiência dá) para pararmos de "florear" o que já está bom.

O problema é usar essa de "entregar", "ser objetivo", "pensar nos
custos" para deixar rabo na aplicação. Também já vi software ser
jogado no lixo porque foi mal feito, foi feito no "extreme go-horse",
ignorando TODO tipo de boa prática existente.

Temos que ter CAPRICHO no que fazemos sim e vejo (espero não estar
enganado :)) esse tipo de zelo e cuidado nos posts do Elemar. Acredito
nessas coisas (ainda).

[]s


On Jun 19, 10:31 am, "Alexandre Santos Costa"
> Sent with Sparrow <http://www.sparrowmailapp.com/?sig>
>
> On Monday, 18 de June de 2012 at 23:38, Gerson Dias wrote:
>
> Elemar, aí é que está..... creio que todos nós adoramos códigos com todas
> estas características que você colocou, e, por muitas vezes, perseguimos
> ficamos meio pirados e não sabemos quando parar..... isso já aconteceu com
> você?
>
> Mas acredito que muitas vezes isto acontece quando pensamos mais com a
> cabeça de engenheiros ou cientistas que somos. Um pouquinho da cabeça de
> administrador é importante para que possamos definir o quando parar. Quanto
> custa deixar o código limpo, bonito, testavel? Este código lindo que eu
> demorei uma semana pra fazer está se pagando? Claro que quanto maiores são
> meus conhecimentos e experiência, mais rápido fazemos este tipo de código,
> mas também o nosso custo é maior.... mesmo agora que sou experiente, aquele
> código de uma semana que faço em dois dias está se pagando, visto que eu
> custo mais para a empresa?
>
> Será que até mesmo a dita "qualidade" do meu código não deveria receber um
> _depende_ de acordo com o objetivo que meu software terá no negócio?
>
> 2012/6/18 ElemarJR <elema...@gmail.com>
>
> Para retomar a discussão, de forma saudávei. pergunto (e dou minha resposta)
> no blog.
>
> Afinal, o que é um código incrível?
>
> http://elemarjr.net/2012/06/18/snippet-afinal-o-que-um-cdigo-incrvel/
>
> Elemar Jr
>
> @elemarjr
>
> Em quarta-feira, 13 de junho de 2012 11h41min02s UTC-3, Gerson Dias
> escreveu:
>
> Bom dia pessoal,
>
> O que acham deste post que vi hoje?http://jhovgaard.net/how-i-stopped-writing-awesome-code
>
> Basicamente ele diz que antes ele usava todas as técnicas que conhecemos e
> que isso não necessariamente garantiria a felicidade de seus clientes, que
> estavam interessados somente no resultado que eles viam no navegador....
> Então ele parou de escrever testes unitários, usar um container, nhibernate,
> asp.net mvc, e passou a fazer somente testes com um selenium da vida e a
> programar "mais rápido" (tendo mais "produtividade").
>
> O que acham?
>
> att,
>
> Gerson Afonso Dias
>
> --
>
> Você recebeu esta mensagem porque faz parte do grupo .Net Architects
> hospedado no Google Groups.
> Para postar envie uma mensagem para dotnetar...@googlegroups.com
> Para sair do grupo envie uma mensagem para
> dotnetarchitec...@googlegroups.com
> <mailto:dotnetarchitects%2Bunsu...@googlegroups.com>
> Para mais opções visite o grupo emhttp://groups.google.com/group/dotnetarchitects?hl=pt-br
>
> --
> Você recebeu esta mensagem porque faz parte do grupo .Net Architects
> hospedado no Google Groups.
> Para postar envie uma mensagem para dotnetar...@googlegroups.com
> Para sair do grupo envie uma mensagem para
> dotnetarchitec...@googlegroups.com
> Para mais opções visite o grupo emhttp://groups.google.com/group/dotnetarchitects?hl=pt-br

Mário Meyrelles

unread,
Jun 20, 2012, 7:13:21 AM6/20/12
to dotnetar...@googlegroups.com
Concordo. Há 2 tipos coisas nessa vida: as que são feitas COM e SEM amor rs.

2012/6/19 Robson Castilho <robsonc...@yahoo.com.br>

Leo D

unread,
Jun 20, 2012, 7:24:13 AM6/20/12
to dotnetar...@googlegroups.com
 
Capricho e amor são palavras bonitas, mas só podem fluir de verdade se houver tempo, prazo adequado, alinhamento e compreensão da gerência.
 
Se uma casa tá pegando fogo e tem alguém em perigo lá dentro, o bombeiro não vai tocar a campainha e aguardar alguém abrir pra dizer “bom dia”. Ele já vai chegar dando uma voadora pra arrombar a porta, porque é o melhor que ele pode fazer no contexto.
 
[]s

Daniel Moreira Yokoyama

unread,
Jun 20, 2012, 8:27:50 AM6/20/12
to dotnetar...@googlegroups.com

Mas se o bombeiro não tiver amor por arrombar portas e enfrentar o medo de entrar em um lugar que corre o risco de desabar a qualquer instante, ele pode acabar colocando vidas em perigo.
Gosto da lição do Steve Jobs:
Se este fosse seu último dia de vida, você faria o que está prestes a fazer? Você está feliz fazendo isso?

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