Conferência
*A cidade de Deus, a cidade dos homens** : pensar a cidade na literatura
medieval*
**Nelly Labère
01/03/2012, às 19:00 horas
Auditório da FAU-UNB
Comentadores: Dra. Maria Filomena Coelho (História-UnB)
Dr. Pedro Paulo Palazzo (Arquitetura e Urbanismo – UnB)
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Inscrições gratuitas no local e data do evento.
Haverá emissão de certificados.
Nelly Labère é professora de língua e literatura medievais na
Universidade Michel
de Montaigne – Bordeaux 3. Ex- aluna da prestigiosa *Ècole Normale
Supérieure* , é doutora em Letras Moderna e Antiga pela Sorbonne, membro da
*École des Hautes Etudes Hispaniques et Ibériques *da Casa de Velazquez
(Madri). Proferiu conferências em diversos países (Brasil, Canadá, Estados
Unidos, China, Finlândia, Inglaterra, Suíça, Espanha, entre outros).
*Realização*
O LabeUrbEUrbe (Laboratório de Estudos da Urbe) da Faculdade de
Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília
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*Resumo da conferência*
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*A cidade de Deus, a cidade dos homens** : **pensar a cidade na literatura
medieval*
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*“ Jusqu'à la fin du XVIe siècle, la ressemblance a joué un rôle bâtisseur
dans le savoir de la culture occidentale [...] **Chercher le sens, c'est
mettre au jour ce qui se ressemble.”*
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*Michel Foucault, Les Mots et les choses***
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*Resumo*
Construir a cidade dos homens: A Idade Média imaginou a cidade como os
possíveis da cidade de Deus. Jerusalém terrestre, paraíso sobre a terra,
cidade de luz, a cidade medieval foi investida de projeções fantasmagóricas
as mais ideais. Campo de representação histórica, a cidade medieval é
também um espaço literário e simbólico para pensar o espaço social e sua
arquitetura. Entre o Paraíso e o Inferno, a cidade medieval convida
questionar, antes de tudo, a utopia humana. Ela é um lugar de poder, tanto
político, religioso, quanto econômico, que instiga refletir sobre o espaço
a partir da congregação dos homens.
Sobre esta terra redonda, desconhecendo ainda as Américas, como se define a
representação ideal da cidade? Quais são as modalidades dessas projeções
sociais e arquitetônicas que fazem da cidade literária uma utopia? Neste
percurso entre o antigo e o novo, a Jerusalém celeste e a Jerusalém
terrestre, a cidade de Deus e a cidade dos homens, elabora-se uma reflexão
sobre o poder das representações.
Imagens de pergaminhos de cidades reais onde são denunciados as
discriminações econômicas, a insegurança e os antagonismos sociais, as
cidades literárias impelem a percorrer o imaginário medieval.
Dido, rainha de Cartago, oferece outra questão entre as dimensões
problemáticas da cidade: poderia ela ser governada por uma mulher? Entre o
mito e a realidade, a cidade na literatura medieval encoraja meditar sobre
a similitude e a diferença no espaço e no tempo. Ela é, simultaneamente, a
mesma e a outra: um alhures tornado seu. **