'A pesquisa, que analisou as empresas que integram a carteira da BNDESPar - braço de participações do banco - entre 1995 e 2009, concluiu que no primeiro período analisado, até 2002, as companhias que possuíam a BNDESPar como sócia tinham desempenho, medido pelo Retorno sobre Ativos (ROA, calculado com a divisão do lucro pelo ativo), superior às demais. Mas no período de 2003 a 2009, essa vantagem não se sustentou.
Para o autor Carlos Inoue e seu orientador, professor Sérgio Lazzarini, entre todas as hipóteses testadas para entender o motivo da diferença de resultados nos dois períodos distintos, a única que se sustentou foi a maior maturidade do mercado. "A única hipótese que sobrevive é a de que as empresas em geral passaram a ter mais capacidade de capitalização", diz Lazzarini. "Provavelmente o desenvolvimento do mercado brasileiro reduziu o efeito da presença do banco sobre os resultados das empresas", completa Inoue.'
Solicitado, o autor teve a gentileza de enviar o arquivo de sua dissertação intitulada "Capitalismo de Estado no Brasil: Uma Análise das Participações Minoritárias do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entre 1995 e 2009.", que também está anexada.
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