Robert Zoellick deixará comando do Banco Mundial em 30 de junho/12 -&- Brasil encoraja emergentes a disputar lugar no Banco Mundial -
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15/02/2012 -
Robert Zoellick deixará comando do Banco Mundial em 30 de junho/12
O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, anunciou nesta quarta-feira (15/2) que deixará suas funções em 30 de junho/12 - data em que termina seu mandato de cinco anos.
"É tempo para mim de passar para outra coisa e tomar uma nova direção", afirmou Zoellick em comunicado. "Estou honrado por ter liderado esta instituição mundial com tanta pessoas excepcionais", completou.
Segundo a imprensa internacional, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, a secretária de Estado, Hillary Clinton, ou o ex-conselheiro econômico da administração Barack Obama seriam possíveis candidatos à sucessão.
Zoellick assumiu essa função em julho de 2007, sucedendo Paul Wolfowitz, que se demitiu em função de um escândalo.
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15/02/2012 -
Saída de Zoellick do Banco Mundial abre espaço a ambições dos países emergentes
Robert Zoellick é presidente do Banco Mundial desde 2007
A liderança de Robert Zoellick à frente do Banco Mundial está a chegar ao fim. O norte-americano anunciou hoje que vai retirar-se quando terminar o mandato, a 30 de Junho, abrindo a corrida à liderança a um cargo há 66 anos ocupado por um norte-americano, mas que os países emergentes ambicionam – sobretudo depois de a direção do FMI estar de novo nas mãos de um europeu.
É ainda cedo para avaliar se a saída do economista republicano ao fim de cinco anos de mandato dará verdadeiramente lugar a uma nova direção. O fim do ciclo Zoellick abre, para já, espaço a que a corrida à presidência possa contar com um candidato de um país emergente.
Zoellick, de 58 anos, foi indicado para o Banco Mundial pela Adminstração George W. Bush, onde fora secretário de Estado-adjunto entre 2005 e 2006. “É tempo de me dedicar a outra coisa e de apoiar uma nova liderança”, afirmou num comunicado de despedida.
Desde a fundação do Banco Mundial (1944) e do Fundo Monetário Internacional (1945), a Europa e os Estados Unidos têm conservado a direção das duas instituições, através de um acordo não escrito que garante a presidência do Banco Mundial a um norte-americano e a direcção do FMI a um responsável europeu. Foi assim ininterruptamente desde 1946, o primeiro ano da liderança de cada uma das instituições. Robert Zoellick é o 11.º líder do Banco Mundial, que teve sempre homens como presidentes.
Quando, no ano passado, a então ministra francesa das Finanças Christine Lagarde entrou na corrida à direcção-geral do FMI, para a qual viria a ser eleita em Junho, o apoio dos Estados Unidos foi determinante.
Declarado no próprio dia da eleição de Lagarde, assegurou para a Europa um lugar que sempre foi europeu (e que foi dado como praticamente garantido para Lagarde desde o início da corrida de 2011), deixando para trás as ambições dos países emergentes, representadas na corrida pelo governador do Banco do México, Agustin Carstens.
No Banco Mundial, a saída de Robert Zoellick abre, também, uma janela de oportunidade a um candidato de um país emergente, lembra o Financial Times, embora dos Estados Unidos não haja qualquer sinal de que Washington queira deixar cair a presidência para um responsável de um país emergente.
O ministro da Fazenda do Brasil, país que apoiou Lagarde para a direcção do FMI, veio, entretanto, em defesa de uma candidatura em nome da diversidade. Observando que o líder do Banco Mundial não deve ter necessariamente sempre a mesma nacionalidade, Guido Mantega sublinhou, citado pela AFP, que os países emergentes devem ter “as mesmas possibilidades de chegar à direcção destes organismos internacionais”.
A Casa Branca nada disse sobre a futura liderança do Banco Mundial. O porta-voz de Obama para a imprensa, Jay Carney, fez hoje saber que não há informações sobre “possíveis sucessores” e limitou-se a transmitir aos jornalistas que o Presidente norte-americano aprecia o trabalho de Robert Zoellick.
A imprensa norte-americana rapidamente começou a especular sobre quem será o candidato à sucessão (nomes que a Casa Branca não pronunciou): a secretária de Estado Hillary Clinton, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e Larry Summers, que ocupou este cargo entre 1999 e 2001, durante a presidência de Bill Clinton.
Lagarde reagiu ao anúncio da saída de Zoellick afirmando que o Banco Mundial se pode orgulhar do trabalho do seu atual líder e deixando uma nota sobre a futura liderança: “Esperamos manter uma estreita relação de trabalho com o banco quando for escolhido o sucessor”.
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15 de fevereiro de 2012
Brasil encoraja emergentes a disputar lugar no Banco Mundial
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira que a decisão de Robert Zoellick de não renovar seu mandato como presidente do Banco Mundial (Bird) deve encorajar os países emergentes a apresentar um candidato para disputar esse cargo.
"Haverá um conflito de interesses, porque no passado os países emergentes tinham muito pouca presença e as nações avançadas dividiam todos os organismos internacionais e reservavam o Bird para os Estados Unidos", declarou Mantega em entrevista coletiva depois que Zoellick anunciou hoje que no próximo dia 30 de junho abandonará seu cargo.
Mantega afirmou que hoje a realidade econômica mundial "é outra" e assegurou que os países emergentes agora "pleiteiam mudar essas regras", pois "não há razão para que o presidente do Bird tenha uma nacionalidade específica", embora o principal acionista dessa entidade seja os EUA.
"Vamos trabalhar para que isso não ocorra", declarou em alusão à possível eleição de outro americano para o cargo, e apontou que o objetivo do Brasil é que "algum representante dos países emergentes esteja nas mesmas condições de pleitear um cargo nesses organismos".
De:
http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201202151912_EFE_80861787
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