[tribuna_da_internet] Resumo 5856

1 view
Skip to first unread message

tribuna_d...@yahoogrupos.com.br

unread,
Feb 10, 2012, 4:41:54 AM2/10/12
to tribuna_d...@yahoogrupos.com.br

Mensagens neste resumo (5 Mensagens)

Mensagens

1.

A greve de fome que a TV não mostra

Enviado por: "MVM<==>News" mvmei...@uol.com.br   mcmeireles

Qui, 9 de Fev de 2012 10:48 am





De: Grupo Beatrice

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A greve de fome que a TV não mostra

07/02/2012


Posted by Ana Helena Tavares - QTMD? under Crítica de mídia


Recomend

Foto: Ana Helena Tavares (01/02/2012)

Por Ronald Sanson Stress Junior(*) para o“Observatório da Imprensa“

Se o cineasta Pedro Rios Leão – hoje ativista –, em greve de fome de fronte à maior central de jornalismo da maior emissora de TV do Brasil, fosse cubano, chinês ou monge tibetano estaria na capa dos jornais de maior circulação do país. Quem sabe se não fosse um brasileiro, em greve de fome por injustiça social e violação de direitos humanos, ele seria chamado de mártir pela “grande mídia†. Seria matéria de destaque nos principais telejornais e provocaria lágrimas de solidariedade nos leitores de teleprompter. Talvez seu ato virasse até poesia na boca de apresentador de reality show e tema de documentários jornalísticos.

Mas não: em se tratando da transparência na mídia brasileira, é muito circo. Falam em futebol direto, no jornal local, depois no noticiário esportivo e ainda mais na edição nacional. Entre uma partida e outra é samba, carnaval, festa e denúncias vazias, para cativo ver. O cidadão incauto e que não busca informação por conta própria fica lá, cativo, no sofá, olhando sombras na parede e achando que aquilo é o mundo real.

Para contrabalançar a amostragem de polêmicas em outros países – eles adoram mostrar como a grama do vizinho é mais verde e ficar fuxicando sobre a vida dele – nos empurram notícias internacionais que pouco ou nada nos interessam. Por exemplo, você se interessa por Mitt Romney? Enquanto isso, o abuso de poder, de autoridade e a corrupção crescem a galope em nosso país, tanto dentro das esferas do poder público – formado por funcionários pagos com o dinheiro do povo – quanto nas grandes corporações – que dependem da economia popular para prosperar.

O ópio midiático

A inversão de valores está fora de controle. Ou nós, do povo, fazemos alguma coisa e nos fazemos ser ouvidos, ou não haverá um futuro para o futuro da raça humana. A gente pode até não viver mais que 80 anos, vai embora, morre, mas nossos filhos, netos, bisnetos vão precisar de um planeta habitável para viver.

Pedro Rios está em greve de fome por ficar indignado com o que foi feito em Pinheirinho que, realmente, para ele e muitos mais brasileiros e brasileiras indignados, foi a gota d’água. É como disse o próprio, a uma mulher que o inquiriu sobre o efeito que ele esperava, dizendo que o sacrifício que ele está fazendo é inócuo no macro-social: “Você sabe uma represa, uma barragem ou um dique? Começa a pingar uma gota, vira um fio d’água, aparecem as rachaduras e sem ninguém esperar se rompe e ninguém segura a inundação.â€

O ativista escolheu este local para sua manifestação não declarando guerra a uma emissora específica, e sim, em nome da transparência em toda produção jornalística de todas elas. Pedro escolheu a central de jornalismo da maior emissora do país porque foi uma afiliada desta mesma emissora que deixou de mostrar fatos, através reportagens pífias, seja por interesse obscuro – como pensa Pedro – ou mesmo, quem sabe, por falta de interesse ou incompetência.

Pedro Rios escolheu fazer seu protesto, pacífico, de fronte à emissora que representa a mídia de massa brasileira. O que esta gigante faz geralmente cai na graça dos telespectadores e acaba sempre sendo imitado, copiado pelas outras. A audiência é mantida cativa porque acredita que aquelas sombras, projetadas na parede de sua caverna, é espelhamento do mundo real. Parte dos cativos chega ao ponto, absurdo, de confundir personagens de ficção com a realidade. Dopados pelo ópio midiático, perseguem personagens de novela nas ruas confundindo-os com os seres fictícios da teledramaturgia.

Confusão de interesses

Outro fator que faz notícias vindas do estrangeiro serem mais isentas, com matérias mais bem contextualizadas e esclarecedoras, creio ser o fato de que a equipe do jornalismo internacional, das principais emissoras de TV aberta do país, é muito superior à nacional. O problema começa nas regiões mais longínquas, nas cidades pequenas, nas afiliadas que retransmitem o sinal das grandes. Estas retransmissoras também são geradoras de conteúdo que, em sua quase totalidade, se trata de conteúdo jornalístico e já começam errando quando faturam bem e pagam péssimos salários aos seus profissionais. Ou você acha que um jornalista de São José dos Campos ganha o mesmo que um do Rio de Janeiro ou de São Paulo? Não bastasse a questão logística e de recursos humanos, as afiliadas das grandes produtoras de conteúdo e geradoras de sinal estão muitas vezes sob o comando de grupos com interesses políticos, quando não nas mãos dos próprios políticos.

Enquanto isso, os responsáveis pelo jornalismo internacional têm profissionais do mais alto gabarito, bem preparados e remunerados, sob um comando muito mais isento e autônomo, apresentando assim, ao grande público, um conteúdo jornalístico de qualidade infinitamente superior. Em termos comerciais, o jornalismo bem feito se vende por si só, não há a necessidade do constante e replicante apelo emocional que acaba infantilizando o telespectador em busca de maior produtividade e retorno financeiro. O jornalismo local parece subestimar o perfil do telespectador mais antenado, conectado.

Enquanto os telejornais locais competem entre si, o jornalismo internacional não encontra concorrência. Todas as emissoras mantém uma mesma linha de atuação no exterior, pois estando em solo estrangeiro encontram a competitividade de gigantes como CNN, BBC, AFP, Telesur, Al Jazira… Há um desequilíbrio. Percebe-se, sem muito esforço, que o telejornalismo nacional, produzido e divulgado em nosso país, ainda faz muita confusão de interesses. Mostra o que eles (editores) acham que é de interesse do público, pensando demasiadamente na parte comercial e de relações com o poder público, pecando e deixando em segundo plano o que é de interesse público.

Interesse do público e interesse público

O conteúdo produzido com base no que se pensa ser de interesse do público é aquele conteúdo empurrado aos telespectadores, usando como referência o que os editores acham que o público gostaria de ver, como, por exemplo, esportes violentos, crimes banais, sexo, crenças tolas e modismos. Este tipo de jornalismo, se é que se pode chamar isso de jornalismo, parece ter como escopo apenas audiência e lucro, naquela velha, perversa e insustentável crença de que existe acumulação eterna. Já o conteúdo produzido com foco no interesse público é aquele que mostra a verdade nua e crua, doa a quem doer. O conteúdo de interesse público, por vezes, pode até abranger fatos que – ao contrário do que ainda teimam em ensinar nos cursos superiores de comunicação, baseados em modelos de gestão ultrapassados – o público supostamente não teria interesse em saber e que poderiam prejudicar a veiculação comercial que faz a TV aberta ser um negócio rentável.

Não sou daqueles radicais que acha que por ser a TV aberta uma concessão pública, eles não têm direito a lucrar com o negócio. Sim, eles têm o direito de lucrar, mas para tudo há limite. Não vejo vantagem alguma em se deixar a audiência na obscuridade do ignorantismo. Parece-me crueldade a exploração comercial dos sentimentos do telespectador. Se venda é emoção e se usam a emoção para vender, isto deveria ser considerado crime de estelionato sentimental.

Vão dizer: “E o cara que está lá em greve de fome, não está apelando para os sentimentos da população?†Sim, realmente está, mas ele não está vendendo nada, não espera retorno financeiro com seu ato, e sim, espera que seja feita justiça. E se disserem: “Ah, mas o cara é louco de fazer isso!†Pode até ser, mas aí um louco está lá fazendo o que os que se dizem sãos não fazem, e por todos nós. Aí é minha vez de perguntar: por que uma pessoa que está em greve de fome há três dias, protestando e fazendo graves denúncias à violação de direitos humanos na desocupação de Pinheirinho, é solenemente ignorada pela “grande mídia†?

Será que o jornalismo brasileiro está virando uma boutique, será que morreu? Alguém viu ou ouviu falar? Cadê aquele jornalismo do tempo anterior à ditadura militar, cadê aquele jornalismo do tempo anterior à ditadura Vargas? Não seria hora de remodelar este jornalismo nascido na queda da Bastilha e adaptá-lo à Era da Informação e do Conhecimento? Jornalismo é notícia pura, é a vida em movimento, é tudo que faltou na cobertura de Pinheirinho e falta na cobertura da greve de fome de Pedro Rios Leão, mas não falta nas coberturas internacionais. Em minha ótica, não há jornalismo de verdade que sobreviva quando se perde a noção de equilíbrio, entre o que é interesse do público e o que é de interesse público.

Não tenho equipamento ou ilha de edição profissional – como as grandes emissoras –, mas, usando uma simples câmera fotográfica digital e um programa de edição de vídeo amador, registrei a noite em que Pedro Rios iniciou sua greve de fome, aquie aqui.

***

*Ronald Sanson Stresser Junior é formado em Rádio e TV e pós-graduado em Mídias Digitais, pela Universidade Estácio de Sá (Rio de Janeiro).

Nota do QTMD? 1: A editora deste site também não tem equipamentos profissionais, muito menos ilha de edição, mas registrou o episódio. Clique aqui.

Nota do QTMD? 2: Pedro já não está mais em frente à Globo. Permaneceu lá por duas semanas. Anteontem, domingo 5 de Fevereiro, ele e todos os que estavam junto foram escorraçados de lá pela guarda municipal do Rio de Janeiro. Leiam o relato que ele postou em seu Facebook: “A guarda municipal gentilmente atendeu a pedidos e chegou para nos remover, depois de puxar cacetete, ameaçar muito nos agredir, resolveram só nos deixar no relento. Se eu fosse preto e fosse da zona norte eles não teriam nem dado oi. Na confusão perdi meu celular e algumas outras coisas. O acampamento ficou desbaratado e os ânimos devastados. No sol, e no pior ponto da greve, eu comecei a passar muito mal. Rendo-me a minha insignificância e não vou derrubar o gigante da porta. Eu fiz a minha despedida (em breve posto), mas não posso mais ocupar aquilo sozinho. Vou me articular de outros lugares. Quanto mais me batem, e quanto mais silêncio oficial, mais puto eu fico.â€

De: http://quemtemmedodademocracia.com/2012/02/07/a-greve-de-fome-que-a-tv-nao-mostra/
2.

Sem diamantes

Enviado por: "Ana Echevenguá" a...@ecoeacao.com.br

Qui, 9 de Fev de 2012 2:03 pm





Sem diamantes

Montserrat Martins, psiquiatra do Juizado Infância e Juventude Porto
Alegre - TJRS

“Diamantes de Sangue” mostra grupos se matando por diamantes e usando
crianças armadas, em Serra Leoa, que parece distante de nós. Em Porto
Alegre, adolescentes e até crianças são recrutados por gangues para se
matarem por bem menos. Enfrentar essa realidade não permite ilusões de que
uma instituição isolada – a FASE ou qualquer outra – possa mudar isso, sem
um projeto mais amplo de transformações sociais. Os “recrutados” são filhos
de bolsões de miséria, aqui ou em Serra Leoa, e seu “resgate” requer que os
benefícios da civilização alcancem suas famílias e comunidades.

Para que serve a FASE então? Tente imaginar a sociedade sem ela. Se
há insuficiências como matérias recentes de mídia apontam, saiba que os
presídios para adultos são infinitamente piores, degradantes ao extremo. Por
outro lado, se não houvesse medida de privação da liberdade para esses
jovens eles estariam soltos nas ruas e mais crimes estariam acontecendo.
“Homicídios em Salvador chegam a 135 durante greve dos PMs”, foi a manchete
do site da Folha de S.Paulo após 8 dias daquele movimento. Há uma analogia
disso com os jovens que, após descumprirem medidas socioeducativas em meio
aberto, revelam que não se afastavam do mundo do crime antes de serem
internados porque achavam que “não dá nada”.

A FASE não tem o poder de magicamente “curar” jovens com problema de
conduta, mas representa um limite necessário, que requer que ela exista.
Pessoas esclarecidas, bem informadas, não podem pregar a ilusão de que a
FASE resolva sozinha um dos mais graves problemas sociais, lhe atribuir essa
responsabilidade seria ingênuo ou pior, hipócrita. O que não significa que
devemos nos acomodar com as limitações da própria instituição, ao contrário,
é dever de toda sociedade se mobilizar para que ela cumpra seu papel
socioeducativo do melhor modo possível. Se há “cura” para os jovens? Sim,
mas é a mesma “cura” que a sociedade como um todo necessita, pois sofrem, em
última instância, da mesma crise de valores.

Jovens que se drogam e traficam, que roubam e matam, fazem parte da
mesma sociedade com graves problemas de corrupção, elitismo, burocratismo,
consumismo predatório e exclusão social. Quer dizer, os “não civilizados”
padecem de males análogos ao da própria “civilização”, que está longe de
cumprir suas promessas (tão longe quanto o comportamento dos seus
representantes políticos em relação ao que esperavam deles os seus
eleitores, na denominada “crise da democracia representativa”).

Não se trata de generalizar que “é culpa da sociedade” e deixar por
isso mesmo, o que seria escapista e hipócrita, tanto quanto cobrar “curas”
de uma instituição isolada na qual depositamos os jovens mais violentos
dentre toda nossa população. As soluções tem de ser pensadas do mais amplo
ao mais específico, o que requer iniciativas pontuais na rede socioeducativa
da qual faz parte a FASE enquanto instituição que media a relação entre
estes jovens e a sociedade.

Sim, é urgente que cursos profissionalizantes sejam ofertados, que as
famílias sejam assistidas e orientadas no manejo com os jovens, poderíamos
listar aqui uma extensa gama de medidas práticas necessárias e urgentes para
possibilitar minimamente uma perspectiva de recuperação destes jovens. O
paradoxo é que, embora todos critiquem, até hoje é difícil para a FASE
conseguir instituições parceiras, mesmo entre Fundações de caráter social,
que se disponham a oferecer oportunidades de aprendizado e prática
profissionalizante para os adolescentes internados. Com o que voltamos ao
tema da hipocrisia, no qual é fácil “malhar” a FASE, muito mais fácil
seguramente que oferecer alternativas concretas para a população que ela
atende.

3.

Ignacio Ramonet vê o xadrez das ameaças ao Irã

Enviado por: "MVMeireles" mvmei...@uol.com.br   mcmeireles

Qui, 9 de Fev de 2012 4:28 pm




De: Grupo Beatrice
De: giovanni sbrocca

Sent: quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Subject: IGNACIO RAMONET VÊ O XADREZ DAS AMEAÇAS AO IRÃ.

Ignacio Ramonet vê o xadrez das ameaças ao Irã
By
admin
– 06/02/2012Posted in: Capa

Parte da V Frota dos EUA, no Oriente Médio: reativada em 1995, reúne dezenas de barcos de guerra e mais de 15 mil combatentes

Governo israelense quer guerra já; Washington reluta. Conflito incendiaria Oriente Médio, atingindo abastecimento do petróleo e economia mundial

Por Ignacio Ramonet | Tradução: Antonio Martins

Será 2012 o ano do fim do mundo? É o que, dizem, vaticina uma lenda maia — que inclusive fixaria a data exata do apocalipse: o 12 de dezembro próximo (12/12/12). Em qualquer caso, em um contexto de recessão econômica e grave crise financeira e social em diversas partes do mundo (especialmente na Europa), não faltarão riscos este ano – que verá, entre outros fatos, eleições decisivas nos Estados Unidos, Rússia, França, México e Venezuela.

Mas o principal perigo geopolítico continuará situado no Golfo Pérsico. Israel e Estados Unidos lançarão o anunciado ataque militar contra as instalações nucleares do Irã? O governo de Teerã reivindica seu direito a dispor de energia nuclear civil. E o presidente Mahmud Ahmadinejad repetiu que o objetivo de seu programa não é militar; que sua finalidade é simplesmente produzir energia de origem nuclear. Também lembra que o Irã assinou e ratificou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), enquanto Israel nunca o fez.

As autoridades israelenses pensam que não se deve esperar mais. Segundo elas, aproxima-se perigosamente o momento em que o regime dos aiatolás disporá da arma atômica; e a partir deste instante, já não se poderá fazer nada. Estará rompido o equilíbrio de forças no Oriente Médio, onde Israel já não gozará de uma supremacia militar incontestável. O governo de Benjamin Netanyahu avalia que, nestas circunstâncias, a própria existência do Estado Judeu estaria ameaçada.

Segundo os estrategistas israelenses, o momento atual é o mais propício para golpear. O Irã está debilitado. Tanto no âmbito econômico – após as sanções impostas desde 2007, pelo Conselho de Segurança da ONU, com base em informes alarmantes da Organização Internacional de Energia Atômica (OIEA) – quanto no contexto geopolítico regional. Seu principal aliado, a Síria, vive insurreição interna e está impossibilitado de prestar-lhe ajuda. A incapacidade de Damasco repercute em outro parceiro iraniano, o Hezbolá libanês, cujas linhas de abastecimento militar desde Teerã deixaram de ser confiáveis.

Por estas razões, Israel deseja que o ataque seja executado o quanto antes. Para preparar o bombardeio, já há, infiltrados no Irã, efetivos das forças especiais. E é muito provável que agentes israelenses tenham concebido os atentados que causaram, nestes últimos dois anos, as mortes de cinco importantes cientistas nucleares iranianos.

Ainda que Washington também acuse Teerã de levar a cabo um programa nuclear clandestino para dotar-se da arma atômica, sua análise sobre a oportunidade do ataque é diferente. Os Estados Unidos estão saindo de duas décadas de guerras nesta região, e o balanço não é animador. O Iraque foi um desastre, e terminou em mãos da maioria xiita, que simpatiza com Teerã. No lodaçal afegão, as forças norte-americanas mostram-se incapazes de vencer o talibã, com quem a diplomacia da Casa Branca resignou-se a negociar, antes de abandonar o país a seu destino.

Estes conflitos custosos debilitaram os Estados Unidos e revelaram aos olhos do mundo os limites de sua potência, assim com o início de seu declínio histórico. Não é hora de novas aventuras. Muito menos num ano eleitoral, em que o presidente Barack Obama não tem certeza de ser reeleito. E quando todos os recursos são mobilizados para combater a crise e reduzir o desemprego.

Além disso, Washington tenta mudar sua imagem no mundo árabe-muçulmano, sobretudo depois das insurreições da “Primavera à rabe†, no ano passado. Antes cúmplice de ditadores – em particular, o tunisiano Ben Ali e o egípcio Mubarak –, deseja agora aparecer como mecenas das novas democracias árabes. Uma agressão militar contra o Irã, sobretudo em colaboração com Israel, arruinaria estes esforços e despertaria o anti-norteamericanismo latente em muitos países.

Especialmente naqueles cujos novos governos, surgidos das revoltas populares, são dirigidos por islamitas moderados.
Uma importante consideração complementar: o ataque contra o Irã teria consequências não apenas militares (não se pode descartar que alguns mísseis iranianos alcancem o território israelense, ou consigam atingir as bases norte-americanas no Kuait, Barain ou Oman) mas, principalmente, econômicas. A resposta mínima do Irã a um bombardeio de suas instalações nucleares consistiria, como seus dirigentes militares não se cansam de alertar, no bloqueio do Estreito de Ormuz. É o funil do Golfo Pérsico, por lá passa um terço do petróleo do mundo, 17 milhões de barris por dia. Sem este abastecimento, os preços do combustível chegariam a níveis insuportáveis, o que impediria reativar a economia mundial e deixar a recessão para trás.

O Estado-maior iraniano afirma que “não há nada mais fácil que fechar este Estreito†. Multiplica as manobras navais na região, para demonstrar que está em condições de cumprir suas ameaças. Washington respondeu que o bloqueio da passagem estratégica de Ormuz seria considerado um “caso de guerra†, e reforçou sua V Frota, que navega pelo Golfo.

É muito improvável que o Irã tome a iniciativa de bloquear a passagem de Ormuz (embora possa tentá-lo, em represália a uma agressão). Em primeiro lugar, porque daria um tiro no pé, já que exporta seu próprio petróleo por esta via, e que os recursos destas exportações lhe são vitais

Em segundo lugar, porque atingiria alguns de seus principais parceiros, que o apoiam em seu conflito com os Estados Unidos. Principalmente a China, cujas importações de petróleo, que chegam a 15% do consumo, procedem do Irã. Sua eventual interrupção paralisaria parte do aparato produtivo.

As tensões estão abertas. As chancelarias do mundo observam, minuto a minuto, uma perigosa escalada que pode desembocar num grande conflito regional. Estariam implicados não apenas Israel, os Estados Unidos e o Irã, mas também três outras potências do Oriente Médio: a Turquia, cujas ambições na região voltaram a ser consideráveis; a Arábia Saudita, que sonha há décadas em ver destruído seu grande rival islâmico xiita; e o Iraque, que poderia romper-se em duas partes: uma xiita e pró-iraniana; outra sunita e pró-ocidental.

Além disso, um bombardeio das instalações nucleares iranianos pode provocar uma nuvem radiativa nefasta para a saúde de todas as populações da área (incluídos os milhares de militares norte-americanos e os habitantes de Israel). Tudo isso conduz a pensar que embora os belicistas ergam a voz com força, o tempo da diplomacia ainda não terminou.
4.

Bashar al-Assad não sairá. Não, pelo menos, agora [7/2/201

Enviado por: "MVMeireles" mvmei...@uol.com.br   mcmeireles

Qui, 9 de Fev de 2012 5:31 pm




From: Vila Vudu

Sent: quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Subject: Bashar al-Assad não sairá. Não, pelo menos, agora [7/2/2012, Robert Fisk, Independent, UK (traduzido)]

Bashar al-Assad não sairá. Não, pelo menos, agora.
7/2/2012, Robert Fisk, The Independent, UK
http://www.independent.co.uk/opinion/commentators/fisk/robert-fisk-from-washington-this-looks-like-syrias-benghazi-moment-but-not-from-here-6612093.html

Bashar al-Assad não sairá. Não, pelo menos, agora. Não, provavelmente, por um longo tempo. Os jornais do Oriente Médio estão cheios de histórias sobre se Assad vive ou não seu “momento Benghazi” – matérias quase invariavelmente enviadas prontas de Washington ou Londres ou Paris – e poucos na região entendem como é possível que o ocidente veja tão mal e entenda tão pouco. É preciso repetir e repetir: o Egito não foi a Tunísia; o Bahrain não foi o Egito; o Iêmen não foi o Bahrain; a Líbia não foi o Iêmen. E a Síria, definitivamente, não é a Líbia.

Não é difícil ver como a oposição joga com o ocidente. A artilharia de imagens horrendas de Homs, pelo Facebook; declarações do ‘Exército Sírio Livre’; a zanga arrogante de La Clinton; e a surpresa indignada por os russos se mostrarem tão cegos ao sofrimento dos sírios – como se os EUA algum dia tivessem tomado conhecimento do sofrimento dos palestinos, quando, arredondando, mais de 1.300 palestinos foram mortos, no massacre pelos israelenses em Gaza – nada disso tem qualquer conexão racional com a realidade em campo, na Síria e no mundo. E por que os russos se preocupariam com Homs? Preocuparam-se com os mortos na Chechenia?

Invertamos a perspectiva. Sim, todos sabemos que o serviço secreto sírio cometeu vários abusos de direitos humanos. No Líbano, por exemplo. Sim, todos sabemos que o governo de Damasco não foi eleito. Sim, todos sabemos que há corrupção. Sim, todos assistimos à humilhação da ONU no fim de semana – embora paire o mais denso mistério sobre por que La Clinton esperava que os russos bateriam calcanhar e continência a ela, depois que a “zona aérea de exclusão” virou “mudança de regime” na Líbia.

Destruir o governo dos alawitas na Síria – os alawitas são xiitas – será como cravar uma espada na alma do Irã xiita.

Consideremos agora o Oriente Médio, visto de uma das janelas do imenso palácio presidencial de onde se descortina toda a área mais antiga de Damasco. É verdade: o Golfo voltou-se contra a Síria. É verdade: a Turquia voltou-se contra a Síria (apesar de a Turquia, generosamente, ter oferecido teto para o exílio de Bashar, no velho império otomano).

Mas observemos o leste. Se volta os olhos para o leste, o que Bashar vê? O leal Irã, ao seu lado. O leal Iraque – hoje, o Iraque é o melhor mais novo amigo do Irã no mundo árabe – que se recusou a impor sanções contra a Síria. E o oeste? A oeste, o leal pequeno Líbano recusou-se a impor sanções. Assim, da fronteira do Afeganistão até o Mediterrâneo, Assad vê uma linha reta de alianças que conseguirá impedir, no mínimo, o colapso econômico do regime.

O problema é que o ocidente foi de tal modo inundado de matérias jornalísticas, ‘análises’, contos, conferências e da conversa-delírio dos think-tanks de sempre sobre o amaldiçoado Irã, o Iraque traidor, a perversa Síria e o assustado Líbano, que é quase impossível limpar o raciocínio, excluir do pensamento todas essas ‘análises’ delirantes, e, afinal, ver que Assad absolutamente não está sozinho. Não se trata de ‘proteger’ Assad, nem de pregar que continue no poder. É que essa é a simples e pura verdade. É fato: Assad não está sozinho nem isolado.

Os turcos, apesar das idas e vindas e ‘declarações’ espalhafatosas à moda Clinton, não montaram o “cordão sanitário” que prometeram montar no norte da Síria. Nem o rei Abdullah II respondeu afirmativamente ao pedido da oposição síria para que montasse outro “cordão sanitário” no sul. Muito estranhamente – e já escrevi sobre isso – só Israel mantém-se em silêncio.

Enquanto a Síria puder comerciar com o Iraque, pode comerciar com o Irã e, claro, pode comerciar com o Líbano. Os xiitas do Irã e a maioria xiita no Iraque e a liderança (embora numericamente minoritária) xiita na Síria e os xiitas (a maior comunidade religiosa do país, mas não majoritária na população) do Líbano, permanecerão ao lado de Assad, embora em alguns casos relutantemente. Acho que é aí que a porca torce o rabo. Gaddafi tinha inimigos com real poder de fogo, que tinham a OTAN. Os inimigos de Assad têm Kalashnikovs e não têm a OTAN.

Assad tem Damasco e Aleppo – e essas cidades fazem toda a diferença. Suas principais unidades militares não desertaram.

Entre os “mocinhos” há também vários “bandidos” – fato que o ocidente esqueceu de ver na Líbia, nem quando os “mocinhos” assassinaram seu comandante militar desertor e torturaram prisioneiros até a morte. Ah, sim, e a Marinha Real britânica conseguiu atracar em Benghazi. Não consegue atracar em Tartous, na Síria, porque, ali, a Marinha Russa atracou antes (e continua atracada).

+++++++++++++++++++++++++++++++++

5.

Aos 32 anos, PT debate alianças municipais; SP e BH são proble

Enviado por: "Luiz G A de Mello Gaia" lgam...@hotmail.com   lgamgaia

Qui, 9 de Fev de 2012 6:35 pm





Aos 32 anos, PT debate alianças municipais; SP e BH são problemas

Aniversário será comemorado nesta sexta (10) em encontro
com foco em estratégias para eleições municipais. Aliança com PSD em São
Paulo, como quer Lula, e chapa própria em Belo Horizonte contra aliado
do PSB, motivo de guerra em Minas, expõem dilemas. Embate estadual com
tucanos em 2014 dita negociações. Com 552 prefeituras, PT deseja avançar
mas sem meta.

Najla Passos e André Barrocal



Brasília - O Partido dos
Trabalhadores (PT) comemora sexta-feira (10) seu aniversário de 32 anos
com um grande encontro de dirigentes, prefeitos e parlamentares no qual
discutirá estratégias para as eleições municipais de outubro. E festeja
diante de um dilema. Abrir-se a coligações inéditas, mais à direita,
para ganhar cidades importantes? Ou restringir as alianças a partidos de
esquerda e da base de apoio à presidenta Dilma Rousseff, reduzindo
chances de vitórias?

No centro da dor de cabeça, estão duas das
maiores cidades do país e capitais de estados de onde os tucanos,
grandes inimigos do PT, arrancam força eleitoral nacional, São Paulo e
Belo Horizonte.

Na primeira, o ex-presidente Lula, patrono da
candidatura do ex-ministro Fernando Haddad, interessa-se por um algum
tipo de acordo com o prefeito Gilberto Kassab, do PSD, para incômodo de
círculos petistas. Em Minas, o drama é repetir ou não a dobradinha com o
prefeito Márcio Lacerda (PSB) em palanque com o PSDB do
senador-presidenciável Aécio Neves, também aliado do atual governante.

Estratégias
serão discutidas no encontro na sexta-feira, mas a política de alianças
será decidida mesmo pelo diretório nacional, que se reunirá na véspera
e, desde o IV Congresso Nacional do partido, em setembro do ano passado,
já está autorizado a patrocinar acordos mais pragmáticos. A resolução
aprovada na época liberava até alianças com o PSD de Kassab.

“O
que está em jogo é o projeto de ter o PT na prefeitura de São Paulo, com
um bom programa de governo que tenha a marca do partido. Se o PSD vier
ajudar neste projeto, não vejo nenhum problema em avalizar a coligação”,
disse à Carta Maior o secretário de Assuntos Institucionais do PT, Geraldo Magela.

A
parceria com Kassab, impopular entre os eleitores e alvo de oposição
sistemática do PT desde 2006, quando assumiu no lugar de José Serra
(PSDB), não será um processo fácil dentro do partido, embora a tendência
seja vingar.

O artífice da candidatura de Haddad acredita que a
vitória do ex-ministro ajudaria a montar um bunker na capital paulista
para ser usado contra o PSDB na eleição estadual de 2014.

Para
Lula, Kassab seria útil nesse objetivo. Funcionaria para Haddad e o PT,
em São Paulo, como o vice que ele, Lula, teve em dois mandatos.
Empresário filiado a um partido mais à direita, José Alencar, morto em
março do ano passado, ajudou a quebrar resistências contra petistas
sobretudo em 2002.

Mas há figuras importantes no PT paulista,
como o presidente nacional do partido, Rui Falcão, e o ex-ministro José
Dirceu, que torcem o nariz para um acordo com o PSD.

Em Belo
Horizonte, a disputa entre correntes de pensamentos diferentes
extrapolou para uma explícita guerra na base do “fogo amigo”, com o
vazamento à imprensa de informações delicadas para o atual ministro do
Desenvolvimento, Fernando Pimentel, sobre consultorias que ele prestou.

Antecessor
de Lacerda e um dos padrinhos da candidatura dele junto com Aécio
Neves, com quem tinha boa relação, Pimentel é visto por setores do PT de
Minas como um obstáculo a uma candidatura própria.

Recentemente,
um grupo mais à esquerda divulgou nota com críticas ao ministro e o
prefeito, que rompeu com o vice do PT, e defendendo abertamente um nome
próprio, pois “o processo que culminou com a vitória do PSB com a
eleição de Márcio Lacerda em 2008 foi um terrível erro tático e
estratégico”.

Segundo Magela, em Belo Horizonte a situação ainda
vai levar um tempo para ser resolvida. “Em função da nossa briga
histórica com Aécio Neves, os municípios mineiros, onde ele tem grande
influência, como Uberlândia, Contagem e Betim, se tornaram referencial
de prioridade”, afirmou.

Independentemente das situações
específicas em São Paulo e Minas, o PT prepara-se para a eleição de
outubro tentando manter a boa performance que acredita ter nas grandes
cidades (hoje comanda sete capitais), onde há maior concentração de
trabalhadores sindicalizados.

Manter as que já tem e conquistar
outras mais será uma prioridade até por causa do impacto no jogo
político nacional. “Capital é irradiadora de políticas públicas,
opiniões e todos os tipos de relações para o interior”, disse Magela.

Depois
de 32 anos, o PT cresceu tem 552 prefeitos, dos quais 400 devem
participar da festa de sexta-feira (10), o maior quórum já registrado em
eventos internos do tipo. A presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente
Lula também devem participar. O partido quer aumentar a quantidade de
prefeituras em 2012, mas sem falar em meta numérica.

Luiz Gastão A. Mello Gaia
Dignidade Sempre
Minas Gerais, não dá para explicar, tem que viver

Atividade nos últimos dias
Visite seu Grupo
Yahoo! Mail

Conecte-se ao mundo

Proteção anti-spam

Muito mais espaço

Yahoo! Barra

Instale grátis

Buscar sites na web

Checar seus e-mails .

Yahoo! Grupos

Crie seu próprio grupo

A melhor forma de comunicação

Precisa responder?

Para responder a uma mensagem no Resumo diário, clique em um dos links "Responder" na mensagem em questão.

Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages