"THE NEW YORK TIMES"---11/02/2012
Tradução do Inglês: Giovanni G. Vieira
REPASSEM
Comentário do tradutor: Uncle Sam -"Tio Sam"(EUA) esperneia, bufa e se desespera por não poder impor, como fazia em passado recente, sua vontade férrea e discricionária contra países, em particular da América Latina, Ásia e Oriente Médio. Os tempos são outros.O beija-mão fica por conta de governantes subservientes, vassalos e traídores.
A atitude da India em não se submeter aos ditames imperialistas dos Estados Unidos deve servir de exemplo, inclusive para o governo brasileiro, e de outros países.
Ciao,
Giovanni
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A India resiste à pressão norte-americana dizendo que precisa do petróleo iraniano para propulsionar seu crescimento econômico em áreas como Mumbai.
Ranjai Mathai, ministro indiano do Exterior, em visita aos Estados Unidos na semana passada, elogiou os laços crescentes de cooperação e harmonia na relações entre os dois países, apesar dos recentes atritos por causa das sanções contra o Irã, mas disse que seu país não podia abdicar de defender seus interesses.
A determinação da India em continuar comprando petróleo do Irã, à despeito das sanções e crescente pressão dos States e da Europa, frustrou as autoridades de Washington no momento em que o impulso para a frente nas relações Estados Unidos-India desacelerou, com diferenças sobre questões que incluem
a cooperação nuclear civíl, comércio protecionista e venda de armamentos.
A situação agravou-se na semana passada com notícias de que a India se tornara cliente do petróleo do Irã, ao mesmo tempo em que uma autoridade do governo indiano anunciava planos de enviar uma delegação comercial a Teherã.
A India compra cerca de 12 por cento do seu petróleo do Irã, e muitas refinarias do país foram construídas para refinar petróleo iraniano, o que significa que teriam de ser adaptadas, a fim de processar petróleo de outros países.
As novas sanções impostas pelo governo de Barack Obama punem os bancos que fizerem negócios com o Irã. Para contornar a situação, as empresas petrolíferas indianas estão fazendo pagamentos ao Irã através de um banco na Turquia, que caiu fora das restrições americanas.
India e Irã chegaram a um acordo em que empresas indianas pagariam 45 por cento de suas importações em rúpias indianas, evitando assim a necessidade de pagamento em dólares.
Diplomatas indianos também se preocupam com o impacto econômico de uma maior instabilidade no Irã e na regição do Golfo Pérsico, onde seis milhões de indianos lá trabalham, enviando para casa cerca de 40 bilhões de dólares em forma de remessa.
" Washington tem de entender que fazemos parte de uma vizinhança onde o Irã é um fator importante".