Novo prazo + cronograma final + trabalho (pra quem ainda precisa)

2 views
Skip to first unread message

Gustavo

unread,
Nov 30, 2009, 5:29:36 PM11/30/09
to Lista ECO Cidadania Global
Seguinte!

01. O prazo mudou: 13 de dezembro, domingão, sem mudança desta vez ;) Últimas reações e trabalhos poderão ser entregues por email, já que o prazo aumentou.

02. Próxima aula (2.dez): Bauman + dúvidas gerais de conteúdo e apoio na reta final nas reações/trabalho (ver abaixo).

Bauman, Zygmunt. Globalização: as conseqüências humanas. RJ: Jorge Zahar Ed., 1999. (Está na xerox)

Depois:
seg 7.dez - Filme "Mera Coincidência", há tanto prometido! (sala da pós, já está marcada, confirmo a sala em breve)

qua 9.dez e seg 14.dez  - Últimas aulas para avaliação conjunta (com cada um, em separado) das reações/trabalhos, para todos que quiserem observações mais detalhadas sobre os textos;

03. Para aqueles que fizerem metade do caminho (3/4 reações), ou pros que pediram trabalho final, sugeri que fizessem um trabalho, como descrito abaixo, a partir da leitura das reações de todos.

Os que vão fazer APENAS trabalho final precisam caprichar, porque será a única forma de avaliação.

PROPOSTA: Fazer um mapeamento de fontes de uma pauta específica. O mapeamento deve ser como uma sugestão para um jornalista (hipotético) trabalhar. Onde buscar informações? Quais são as fontes? Esta sugestão deve ser uma ampla pesquisa a partir de referências quaisquer que os próprios meios de comunicação usam (ex. pesquisadores, governos, ongs etc). Não é uma reportagem, e sim um mapeamento para dar início a uma reportagem. Posso esclarecer melhor na aula, mas é basicamente isso.

Temas atuais, para possível acompanhamento:
A. Irã
B. Honduras
C. Gov. Obama (ou algum aspecto, como a reforma da saúde)
D. Uruguai
E. Cesare Battisti (ou o tema da extradição em geral)
F. Meio ambiente (Reunião de Copenhague se aproxima, http://en.cop15.dk/ )
G. Outra sugestão de tema atual

04. Povo, alguém está com o DVD "O Jardineiro Fiel", cadê?

Um abraço!


--
g...@ufrj.br
@gb_ufrj

Izabella Souza

unread,
Dec 1, 2009, 2:13:11 PM12/1/09
to cidadani...@googlegroups.com
Gustavo,

Três dúvidas sobre o trabalho final: Eu quem devo definir o assunto da pauta, por exemplo: a questão nuclear no Irã, as eleições em Honduras, ou algo assim? Basta listar os sites e fazer um resumo de cada um? E os sites devem ser apenas em português?

Att,

Izabella

2009/11/30 Gustavo <gus...@consciencia.net>

Gustavo (UFRJ)

unread,
Dec 2, 2009, 5:42:57 PM12/2/09
to cidadani...@googlegroups.com
oi Izabella.

Como disse na aula hoje, sim, pode escolher o tema.

Na verdade a idéia não é a partir somente de sites, mas sim de fontes. Mapear quais as possíveis fontes jornalísticas e comentar porque seria interessante investigar a partir delas. Lembrem-se que, para esta proposta de trabalho, é como se vocês fossem editor/a dando todas as fontes possíveis de uma pauta atual para o repórter. Ou seja, é mapear fontes, e não fazer a matéria em si.

Abraços

2009/12/1 Izabella Souza <iba....@gmail.com>



--
g...@ufrj.br
@gb_ufrj

Lidiane Queiroz

unread,
Dec 4, 2009, 4:17:19 PM12/4/09
to cidadani...@googlegroups.com, g...@ufrj.br, lq.li...@gmail.com
Segue mais uma reação - provocada pela palestra da jornalista Lia Brum.

--

O poder de aglutinação das redes: um breve estudo sobre o Flash Mob

A internet proporciona, além de muitas outras coisas, novas maneiras de interação social. Como todo novo saber que surge, cabe à sociedade utilizar essas ferramentas de maneira benéfica. Mas parte (pioneira) da sociedade tem feito mais do que isso: tem sabido agir com criatividade.

Para aqueles que acreditavam que as redes sociais e a internet como um todo destruiriam as relações afetivas e presenciais, certos movimentos/tendências têm provado justamente o contrário. Trata-se do chamado "ativismo virtual".

Por se tratar de um conceito muito novo, acredito que seria dogmático definí-lo e reduzí-lo a determinado conjunto de ações. Por ora, basta dizer que se trata de mais uma maneira de "exercício social" via web.

O "ativismo virtual" tem sido alvo de uma grande polêmica. Uma certa parcela da sociedade acredita que esse tipo de ação constitui-se na verdade em uma "falsa cidadania" e alguns a julgam até mesmo como "falta do que fazer" e "perda de tempo"  uma vez que não possui finalidade prática alguma.

No entanto, respeitando todas as opiniões sobre o fenômeno, é preciso reconhecer o potencial de aglutinação das redes. Obviamente, a internet e suas potencialidades ainda engatinham, mas já é possível destacar ações que atuam no sentido de utilizar a rede como meio de mobilização social - fato louvável, na minha opinião. Exemplo disso é o Flash Mob.

"Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada (...). A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social".

As manifestações promovidas pelo Flash Mob nem sempre são de cunho ideológico ou pretendem resultar em algo prático - disso deriva a grande quantidade de crítica a ele.  Haja vista a manifestação mais famosa:

I Gotta Feeling. (incrível!) O maior Flash Mob do mundo.

Pois sejamos menos críticos. Se existisse a possibilidade de utilizar a rede como meio de mobilização, com fins de protesto ou diversão, que bom! Que as pessoas a utilizem da maneira que mais lhes apetece - desde que seja com fins éticos e legais, é claro!

Atualmente, tem sido feita uma pressão enorme sobre a sociedade para que sejamos mais solidários, mais ecológicos etc. Não nego a importância do convite à cidadania e nesse sentido a internet é um meio em potencial de contato com os problemas mundiais e, pq não, para o início de uma consciência cidadã. Tomemos como exemplo a organização não - governamental internacional Avaaz

No entanto, excluir as possibilidade de utilização dessa rede para fins mais "livres" e descomprometidos e julgar movimentos que, apesar de não terem finalidades definidas a priori,  não prejudicarem ninguém, é um exagero.

Antes de concluir, acredito que um ponto muito relevante deva ser levantado: não há um lider do Flash Mob. Qualquer um pode iniciar uma manifestação. Não seria este então um exemplo de mobilização  mais democrática e menos hierárquica? Ao mesmo tempo, a mobilização pode conquistar resultados muito significativos. Como diria o slogan da MovieMobz, "mobilização é poder".

Assim sendo, o que esperar e como definir o ciberativismo? Esta discussão está longe de ser encerrada.

Referências:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Flash_mob

BRUM, Lia. "O Mundo em Ação: : A proposta do ciberativismo da organização Avaaz.





Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes

Rodrigo Lois

unread,
Dec 5, 2009, 1:01:20 PM12/5/09
to cidadani...@googlegroups.com
E aí Gustavo, tudo bom?

Segue abaixo a minha segunda reação, que tem como tema a palestra da Rita Freire. Sobre a Ciranda Independente. Abraços,

Despertar da consciência

 

Com o advento de tecnologias como a Internet, a sociedade vem desenvolvendo novas formas de se comunicar e se organizar mundialmente. A circulação de informações acontece cada vez mais através de vários indivíduos e instituições independentes, algo que se contrapõe à lógica do mercado, por sua vez representada pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e pelos grandes veículos de comunicação. A Ciranda Internacional de Informação Independente é um exemplo de organização que acredita na comunicação compartilhada. E foi para falar sobre esse trabalho que Rita Freire, coordenadora da Ciranda, compareceu à Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no último dia 21 de setembro. A palestra fez parte da programação da disciplina de Jornalismo Internacional e Cidadania, ministrada pelo professor Gustavo Barreto. Ela explicou como as novas iniciativas midiáticas estimulam o princípio de cidadania global, além de comentar a cobertura que a Ciranda Independente faz das ações do Fórum Social Mundial.

 

As duas iniciativas nasceram juntas, confirmando a ascensão de ações globais de cidadania na última década. O Fórum Social Mundial teve como “marco-zero” um protesto ocorrido em Seattle, em 1999, no qual 50 mil pessoas se posicionaram contra a OMC, e que ficou conhecido como “Batalha de Seattle”.  Foi o despertar da consciência. Se apresentando como um espaço de diálogo e para a elaboração de transformações de caráter social num mundo fortemente dominado pelas corporações, o Fórum acontece anualmente e reúne milhares de pessoas. O evento foi realizado pela primeira vez em 2001, na cidade de Porto Alegre, Brasil, contando com 20 mil participantes, 4.700 delegados de 117 países e 1.870 jornalistas credenciados. Em menos de dez anos, o Fórum cresceu. E muito. Só para se ter uma idéia, na última edição, em Belém, também no Brasil, compareceram cerca de 120 mil participantes. Isso sem mencionar a importância da ocorrência do Fórum Social Mundial em Bombaim, na Índia, em 2005, e em Nairóbi, no Quênia, em 2007.

 

E a Ciranda veio justamente para fazer a cobertura desse evento. Em vez das regras do jornalismo de mercado, ela acredita no potencial das mídias alternativas, ou seja, no exercício de uma comunicação diferente. O norte é a colaboração: uma interação ativa que, pelo compartilhamento e difusão de conteúdos, envolve diversos indivíduos ao redor do globo. “Se a informação não for distribuída, não haverá transformações”, disse Rita Freire.

 

A Ciranda agrupa e exibe a produção textual das edições do Fórum em diversas línguas, no portal www.ciranda.net, utilizando um software livre, ou seja, não corporativo. Não só isso, mas também documentos que exaltem a consciência de cidadania global, como matérias sobre a crise de Honduras e conflitos civis por todo o mundo. O objetivo é que essas ações de comunicação, vinculadas a um esforço de transformação, afetem o planejamento e a execução de políticas públicas.

 

A cada nova edição do Fórum, a Ciranda Internacional da Informação Independente amplia sua cobertura compartilhada, agregando novas mídias alternativas, e ganha maior relevância no mundo. É complementando a idéia do Fórum de que outro mundo é possível é que a Ciranda solidifica sua proposta: “Para que outro mundo seja possível, é preciso reinventar a comunicação”, diz Rita. E é esse o ponto: iniciativas como a Ciranda são vitais para a elaboração de um pensamento diferente do predominante, onde as regras do mercado, diretamente ou indiretamente, provocam pobreza, guerra e destruição, principalmente nos países menos desenvolvidos. Precisamos acordar. E rápido.




Chegou Windows 7. Agora com exibição de redes sem fio. Conheça.

Rodrigo Lois

unread,
Dec 5, 2009, 2:31:27 PM12/5/09
to cidadani...@googlegroups.com
Fala ae Gustavo! Po, essa versão que eu mandei da minha segunda reação é um rascunho. Segue abaixo a "verdadeira". Desculpa pelo erro, é que eu li o nome do arquivo errado.


Despertar da consciência

 

Com o advento de tecnologias como a Internet, a sociedade vem desenvolvendo novas formas de se comunicar e se organizar mundialmente. A circulação de informações acontece cada vez mais através de vários indivíduos e instituições independentes, algo que se contrapõe à lógica do mercado, por sua vez representada pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e pelos grandes veículos de comunicação. A Ciranda Internacional de Informação Independente é um exemplo de organização que acredita na comunicação compartilhada. E foi para falar sobre esse trabalho que Rita Freire, coordenadora da Ciranda, compareceu à Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no último dia 21 de setembro. A palestra fez parte da programação da disciplina de Jornalismo Internacional e Cidadania, ministrada pelo professor Gustavo Barreto. Ela explicou como as novas iniciativas midiáticas estimulam o princípio de cidadania global, além de comentar a cobertura que a Ciranda Independente faz das ações do Fórum Social Mundial.

 

O Fórum teve como “marco-zero” um protesto ocorrido em Seattle, em 1999, no qual 50 mil pessoas se posicionaram contra a OMC, e que ficou conhecido como “Batalha de Seattle”.  Foi o despertar da consciência. Se apresentando como um espaço de diálogo e para a elaboração de transformações de caráter social num mundo fortemente dominado pelas corporações, o evento acontece anualmente e reúne milhares de pessoas. Foi realizado pela primeira vez em 2001, na cidade de Porto Alegre, Brasil, contando com 20 mil participantes, 4.700 delegados de 117 países e 1.870 jornalistas credenciados. Em menos de dez anos, o Fórum cresceu. E muito. Só para se ter uma idéia, na última edição, em Belém, também no Brasil, compareceram cerca de 120 mil participantes. Isso sem mencionar a importância da ocorrência do Fórum Social Mundial em Bombaim, na Índia, em 2005, e em Nairóbi, no Quênia, em 2007.

 

E a Ciranda surgiu na mesma época, justamente para fazer a cobertura desse evento, o que confirmou a ascensão de ações globais de cidadania no final da década de 90. Ao invés das regras do jornalismo de mercado, ela acredita no potencial das mídias alternativas, ou seja, no exercício de uma comunicação diferente. Uma nova forma que, segundo Marta de Araújo Pinheiro, em seu artigo “Redes: um novo projeto político de comunicação”, “amparada pelas idéias de nomadismo e resistência, surge e propõe outra maneira de pensar a função e o sentido públicos da comunicação”. (PINHEIRO, Marta de Araújo. Redes: um novo projeto político de comunicação. IN COGO, Denise; MAIA, João. Comunicação para cidadania. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2006, p.73). Redes nas quais “a proposta é política e estratégica: são sites que propõem fazer da web território de informação contextualizada, organizada em superfície por links e promover uma intelectualidade acessível a todos” (PINHEIRO, Marta de Araújo, p.74).

 

Portanto, o norte aqui é a colaboração: uma interação ativa que, pelo compartilhamento e difusão de conteúdos, envolve diversos indivíduos ao redor do globo. “Se a informação não for distribuída, não haverá transformações”, disse Rita Freire, durante sua palestra. Esse tipo de rede se encaixa no modelo comentado por Marta de Araújo Pinheiro, no qual o importante é o modo como se está conectado, visando descentralização e horizontalidade. Em seu artigo, ela afirma que nesta maneira de se comunicar “ambientes e linguagens independentes e criativas são construídos em rede, tendo como objetivos a divulgação e a circulação das informações, dos saberes e do conhecimento” (PINHEIRO, Marta de Araújo , p.72).

 

A Ciranda agrupa e exibe a produção textual das edições do Fórum em diversas línguas, no portal www.ciranda.net, utilizando um software livre, ou seja, não corporativo. Não só isso, mas também documentos que exaltem a consciência de cidadania global, como matérias sobre a crise de Honduras e conflitos civis por todo o mundo. O objetivo é que essas ações de comunicação, vinculadas a um esforço de transformação, influenciem o planejamento e a execução de políticas públicas. Algo semelhante ao que Marta de Araújo considerava sobre esse tipo de mídia independente da web, que “possui intervenção mais radical que os demais, pois busca a ruptura com o atual paradigma econômico e social não de forma utópica, mas por uma ação e uma ética bem concretas” (PINHEIRO, Marta de Araújo , p.74).

 

A cada nova edição do Fórum, a Ciranda Internacional da Informação Independente amplia sua cobertura compartilhada, agregando novas mídias alternativas, e ganha maior relevância no mundo. É complementando a idéia do Fórum de que outro mundo é possível é que a Ciranda solidifica sua proposta: “Para que outro mundo seja possível, é preciso reinventar a comunicação”, diz Rita Freire. Marta de Araújo encerra seu artigo comentando a necessidade dessas redes no presente e no futuro: “Para atuar nessa nova comunidade global, nem local nem virtual, são também importantes experiências de comunicação, de interatividade e de relações sociais que ultrapassem a informação sob controle, a informação-objeto e a informação-espetáculo e permitam criar uma sociedade global conectada a rede”. Portanto, é esse o ponto: iniciativas como a Ciranda são vitais para a elaboração de uma comunicação e de um pensamento diferente do predominante, onde as regras do mercado, diretamente ou indiretamente, provocam desigualdade, desinformação, pobreza, guerra e destruição, principalmente nos países menos desenvolvidos. Traduzindo: precisamos acordar. E rápido.

 

 

Bibliografia:

PINHEIRO, Marta de Araújo. Redes: um novo projeto político de comunicação. IN COGO, Denise; MAIA, João. Comunicação para cidadania. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2006. 




O Novo Windows 7 funciona como você quer. Clique para conhecer!
Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages