O Branding e as Mídias Sociais

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Fabrício Gomes

não lida,
6 de nov. de 2009, 13:10:0806/11/2009
para branding...@googlegroups.com
Boa tarde Pessoal,

Estive pensando a algum tempo do papel do mercado cada vez mais crescente das mídias sociais e colaborativas e a forma como ela influência a área de branding, visto que hoje a marca é também construida pelos seus  consumidores ( hoje as marcas apesar de propriedades não estão sobre o controle total de seus donos). Afinal acredito que hoje não podemos mais pensar em construir uma grande marca se a colaboração das pessoas que tem afinidade com a mesma.

Eu gostaria dos comentarios de vocês a respeito do assunto.

Seria possível hoje pensar grandes marcas sem pensar em como o público influencia essas marcas?


Abraço a todos

Fabrício Gomes

Marcelo

não lida,
7 de nov. de 2009, 05:29:3107/11/2009
para branding...@googlegroups.com
Olá Fabricio

eu li umas três vezes o seu tópico, pois na nossa área de humanas e sociais, tudo depende da variável mais incostante do mundo, o tal do consumidor, criatura muitas vezes abjeta, muitas vezes adorável, e que tem o poder de definir o sucesso ou o fracasso de uma empresa.
A empresa só cresce tendo consumidores, e tudo que fazemos, justamente é para despertar o desejo do consumidor pela nossa marca, ao invés da concorrência.
Pensando sobre o assunto, com certeza absoluta nóssó conseguimos pensar em marca pensando no consumidor, pois ele é a razão de ser da empresa, mesmo o mais desprezível dos consumidores, hehehehehe.
Quando criamos a marca, a lançamos no mercado com a certeza (e desejo) que ela caia no gosto do consumidor, para que ele a fortaleça e faça a famosa "boca a boca" para toda sua rede de contatos (ou network, se achar mais chique), firmando a confiança do consumidor em nossa marca.
Infelizmente não vemos um trabalho amplo de pesquisa do comportamento do consumidor, se compararmos com pesquisa eleitoral, por exemplo. Temos muito campo a explorar, mas direcionamos a pesquisa (quando a fizemos) quase que exlucivamente ao produto/marca que vamoa lançar/lançamos, no lugar de pesquisar realmente quais são os desejos do consumidor, para depois, e somente depois, desenvolvermos o produto, criarmos a marca e lançarmos no mercado.

MMoro

2009/11/6 Fabrício Gomes <fgf...@gmail.com>



--
Atenciosamente

Marcelo Moro
Coordenador do Núcleo Biotecnológico
UNOESC - Campus Videira
(49) 3533-4463
Nucl...@unoescvda.edu.br
Nucl...@gmail.com

"A administração lida com pessoas, seus valores, seu crescimento e desenvolvimento, estrutura social, a comunidade e até com preocupações espirituais. "
Peter Drucker

MUITO IMPORTANTE:
Não revele a ninguém o e-mail de seus contatos. Use sempre "BCC" ou "CCO" (cópia oculta) ao invés de "PARA".
Retire os e-mails de seus amigos antes de repassar uma mensagem. Dificulte a disseminação de vírus e spam ."

Cristiane Rocha Thiel

não lida,
8 de nov. de 2009, 17:19:3908/11/2009
para branding...@googlegroups.com

Olá pessoal,

Eu trabalho na área de Comunicação e Marketing, desde o ano 2000 com ações na internet.

As Redes Sociais são muito populares pois permitem as pessoas que se expressem, mostrem a todos seus gostos,
interesses, opiniões, estilos de vida... Em muitos casos é uma forma de conferir "status".

Além de permitir em muitos momentos o voyerismo e o julgamento anônimo ou através de fakes.

Isso tudo permitiu também a manifestação a favor ou contra as Marcas.

São inúmeros os cases.

Porém o mais importante é que as Redes Sociais deram as Marcas a maravilhosa oportunidade de ouvir seus clientes.

Muitas Marcas tem entrado nessas Redes com o intuito de "falar", "comunicar", "explicar", "promover"...

Pouquíssimas estão de fato "ouvindo"...
Sem ouvir, continuarão errando ou no mínimo ficarão paradas no tempo,
enquanto seus concorrentes inovam e passam a frente!


Cristiane Rocha Thiel

cristianerocha.com.br

twitter.com/cristianerocha





2009/11/7 Marcelo <moro...@gmail.com>

Luiz Silveira

não lida,
9 de nov. de 2009, 06:48:4709/11/2009
para branding...@googlegroups.com
Fabricio,

Bom dia. Não vou dizer que é simples, mas é simples, basta olhar para você mesmo:

1. O que você realmente acha de si mesmo? Muito inteligente? Muito bonito? Amigo? Bom marido? Bom com os outros? Respeitador das crenças e atos dos outros? 

2. O que você realmente gosta? De verdade. Cavalos correndo pela praia? Comer macarrão com bastante pimenta? Enfiar a mão dentro do saco de feijão? Cozinhar em panela de cobre? Você se emociona quando ouve um coral? Pense nisso de verdade, aqueles prazeres secretos que vc nunca compartilha. 

3. O que sua namorada/esposa pensa realmente de vc? Que você é amável e companheiro, mas as vezes cabeça dura? 

4. E aquela sua ex-namorada de 1996 que você largou para ir estudar nos EUA? O que ela acha de você? Querido e companheiro? 

5. Daí pergunte a sua mãe o que ela acha de você. "Meu filhinho que faz tudo certo, é o mais inteligente do trabalho dele, sucesso certo"?

6. E ao seu avô, que pode dizer algo como: "O Fábio (avô sempre erra nome)? Ele é piloto de avião eu acho". 

7. Depois pergunte para as pessoas que trabalham com você, tanto chefe como funcionários e você vai ter um "Esse guri tem futuro, pena que é meio cabeça dura e não faz tudo que eu mando" e "Cara, ele se acha! Fica mandando a gente fazer as coisas que a gente já sabe que tem que fazer".

8. Pergunte aos seus amigos. Uns te acham bastante amigo, outros te respeitam como profissional, outros te tem como ídolo, outros vão dizer "vixe, como a gente já bebeu juntos!".


Pergunte a todos que te cercam o que eles acham de você, e você terá as mais diferentes respostas, todas associdadas a relação pessoal que você tem com cada um, e as condições com que você interage com cada um. 

E o que isso tem a ver com o assunto? Isso é web 2.0, isso é o que as redes sociais fazem: dão voz às mais diversas opiniões das mais diversas pessoas a respeito de uma marca. Vai ter gente que ama porque é cool, outros porque é barato, outros pq o pai tinha um igual. Já gente que acha caro, que acha brega, que não quer ser igual ao pai. 

É bem o que você falou: não existe mais comunicação vinda de apenas um lado. A marca não é mais o que eu digo que é, ela é o que as pessoas acham que ela é. Seja verdade, seja mentira, seja certo ou errado, mas a coisa é assim. As marcas são o que as pessoas querem que elas sejam, no máximo você pode tentar estimular a tomada de um caminho, mas não quer dizer que vai ser assim. 

Espero ter ajudado,
Luiz




 
2009/11/6 Fabrício Gomes <fgf...@gmail.com>
Boa tarde Pessoal,

Estive pensando a algum tempo do papel do mercado cada vez mais crescente das mídias sociais e colaborativas e a forma como ela influência a área de branding, visto que hoje a marca é também construida pelos seus  consumidores ( hoje as marcas apesar de propriedades não estão sobre o controle total de seus donos). Afinal acredito que hoje não podemos mais pensar em construir uma grande marca se a colaboração das pessoas que tem afinidade com a mesma.

Eu gostaria dos comentarios de vocês a respeito do assunto.

Seria possível hoje pensar grandes marcas sem pensar em como o público influencia essas marcas?


Abraço a todos

Fabrício Gomes





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