Para Paul Gelb, vice-presidente e fundador da área de mobile da Razorfish, smartphones e tablets serão a primeira mídia verdadeiramente de massa, capaz de gerar um alcance sem precedentes aos anunciantes.
"O mobile é uma plataforma extremamente funcional e flexível. Se você não encontrou um caminho no mobile para atingir seus objetivos, não é porque ele não existe, é apenas porque você ainda não o encontrou", diz ele.
Na entrevista abaixo, exclusiva para EXAME.com, Gelb comenta aspectos do cenário mobile mundial e explica por que dentro de 10 anos smartphones e tablets serão responsáveis pela maior fatia do bolo publicitário, ultrapassando até mesmo TV e internet.
EXAME.com – Como foi o início da Razorfish em projetos para mobile?
Paul Gelb - Começamos organicamente. Temos projetos para mobile há mais de cinco anos, mas a prática e os serviços foram formalizados há cerca de quatro. Há muitas pessoas apaixonadas por mobile na empresa, e incentivamos uma cultura de empreendedorismo e inovação. Começamos a área mobile à noite, trabalhando após o expediente. Reservamos uma sala de conferência em cinco ou seis pessoas para pensar sobre o caminho do mobile e como poderíamos ajudar nossos clientes.
EXAME.com - Como é o cenário de mobile marketing hoje, comparado ao de cinco anos atrás?
Gelb – É radicalmente diferente do que era há cinco anos. Os dispositivos mudaram completamente. Hoje, grandes mudanças acontecem a cada três ou seis meses. Nos últimos anos, vimos algo inédito: a tecnologia mudando rapidamente e sendo adotada quase em tempo real pelos consumidores. Antes, uma grande inovação era usada por consumidores apenas anos depois de ser criada. De repente, todas as gigantes de tecnologia como Google, Apple e Microsoft passaram a ter o futuro definido pela forma como lidam com a mobilidade. Essa indústria se divide entre antes e depois do iPhone.
EXAME.com - Como os dispositivos móveis desafiam a criatividade?
Gelb - O primeiro desafio diz respeito à riqueza de funcionalidades dos dispositivos - câmeras, interfaces sensíveis ao toque... Apesar de se poder criar uma infinidade de coisas, ainda existem questões computacionais, e mesmo dificuldades para se entender a tecnologia que entrega tudo isso. Outro desafio é que hoje podemos impactar consumidores em locais e momentos antes impensáveis. Isso nos fornece novas oportunidades e situações de marketing que vão além do ponto de contato que tínhamos pelo computador, pela televisão ou pelo rádio. Mobile é a tecnologia mais funcional da história. Não falamos apenas de entregar um vídeo ou uma imagem que represente a sua marca. Falamos em, de fato, gerar experiências aos usuários.
EXAME.com - Você diz que em até 10 anos os investimentos publicitários em mobile irão ultrapassar a Internet e a TV...
Gelb – Eu diria que isso certamente acontecerá nos Estados Unidos, e é bem provável que aconteça globalmente. (....)
Navegar assistindo TV está de fato se tornando uma prática comum - vide os trending topics no Twitter que mudam ao sabor da programação de TV. Mas isso acontece eventualmente quando se deseja saber alguma coisa sobre alguma coisa vista (sim, pode ser sobre um produto anunciado, mas mais provavelmente, será uma pesquisa na Wikipedia, IMDB ou numa "Lostpedia" relacionada ao que se está assistindo - ou no caso de TV aberta, aonde se passa a programação mais estúpida da TV, é pra "xingar muito no Twitter").EXAME.com – Há alguma tendência determinante nesse processo?
Gelb - Há uma tendência muito forte no comportamento do consumidor: acessar conteúdos mobile em frente à TV. Isso acontece enquanto vemos a televisão crescer de forma rasa e estar à beira de um pequeno declínio. Esses consumidores não estão necessariamente buscando conteúdos relacionados a um programa de TV, mas trafegando por uma série de conteúdos e experiências. O uso de smartphones acontece particularmente durante os intervalos comerciais, inclusive com um aumento de tráfego nesses momentos e também após os programas. Não é apenas a atenção do consumidor que está no telefone. Há cliques, informações e métricas que mostram que o usuário estava realmente prestando atenção no conteúdo fornecido via celular.
"VOCÊS SÃO A MELHOR CIDADE QUE EU JÁ APRESENTEI MEU ROCK´N´ROLL".(...) EXAME.com – Esta é a primeira vez que você vem ao Brasil. O que encontrou de interessante?
Gelb – Temos visto enormes exemplos da criação de energia e oportunidade vindos do Brasil e impactando um mercado global. As finanças no Brasil fazem sentido, o custo dos dispositivos móveis diminuiu e eles se tornaram disponíveis de forma mais regular para grande parte da população. Culturalmente, penso que o Brasil é capaz de incentivar uma cultura de inovação para uma larga parcela da população, que pode até mesmo “pular” a tradicional web e começar a experiência digital com dispositivos móveis nas mãos, o que fornece uma oportunidade rica de entender como a mobilidade e seu potencial. (...)
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De jeito algum o mobile vai passar TV no Brasil em menos de 10 anos.Só a TV absorve mais de 60% de toda a publicidade por aqui. Nos EUA é diferente, lá TV não é tão relevante. Até acho que internet já passou ou está quase empatando com a TV por lá. Em outros lugares, a internet já passou os jornais.
E como todossabemos, um gringo oba oba faz sucesso pra carajo!
Nem vou ler esse jornal. Pelo celular entao. Nem pensar.
Sao tao mobiles q nem pensaram em resumir nada neh?