Skype, o novo Google

0 views
Skip to first unread message

Irapuan Martinez

unread,
May 2, 2005, 1:53:50 AM5/2/05
to ar...@googlegroups.com
http://www.terra.com.br/istoedinheiro/399/ecommerce/skype_fenomeno.htm

>(...) Skype. A companhia se transformou nos últimos tempos em um dos
>maiores fenômenos da rede. A razão é simples. Por meio de um software
>desenvolvido pela empresa, qualquer pessoa dona de uma conexão com a
>internet pode fazer ligações telefônicas sem a necessidade de passar pelos
>cabos das operadoras tradicionais. É tão revolucionário como se o dono de
>um carro completasse o tanque com água da torneira de casa.
>
>(...) Na versão paga, o minuto de ligação custa R$ 0,06 contra a tarifa de
>longa distância da Embratel que chega a cobrar R$ 0,55 pelo mesmo tempo.
>Essa equação garante à empresa 35 milhões de usuários em 210 países. O
>Brasil ocupa a sexta posição com 1,4 milhão de usuários. “Somos uma
>oportunidade, não uma ameaça”, disse à DINHEIRO o empresário sueco Niklas
>Zennström, que fundou a empresa com o amigo dinamarquês Janus Friis.
>“Nosso modelo de negócio está mais próximo do Google do que das velhas
>companhias telefônicas.”
>
>O Skype mexe com o nervo das operadoras. Não pelo programa em si, mas o
>rastilho de pólvora que ele espalha entre os clientes de telefonia em todo
>o mundo. Quem utiliza o software dificilmente retorna ao velho mundo dos
>fios telefônicos. Diante de uma possível queda na receita de voz, as
>operadoras preferem adotar a estratégia da avestruz: enterram a cabeça no
>chão e fingem que o problema é com os outros. Nos Estados Unidos, por
>exemplo, há companhias que tentam bloquear o tráfego das ligações feitas
>pelo Skype, o que irrita os consumidores. A cada dia 160 mil usuários de
>internet copiam o Skype no planeta. “O Napster morreu, mas deixou a
>semente plantada”, diz Eduardo Tude, da consultoria Teleco, especializada
>no mercado de telecomunicações.
>
>(...) Para alguns analistas só o Messenger, o comunicador instantâneo da
>Microsoft, pode conter o avanço do Skype. Na sua última versão, o programa
>adicionou recursos de áudio e vídeo para seus 160 milhões de usuários no
>mundo, sendo 10 milhões no Brasil, mas seus executivos não se mostram
>interessados em entrar nessa briga. “O Skype é um problema para as
>operadoras de telefonia”, afirma Osvaldo Barbosa, diretor no País do MSN,
>a subsidiária da Microsoft. E, nesse caso, Zennstrom e seu sócio estão
>sozinhos. Até agora.

De fato, a Microsoft é grande concorrente não só do Skype, mas de qualquer
software que rode no Windows. Basta aprontar uma versão que copie o que
outros players já dispõem e colocar como item obrigatório no Windows OEM ou
empurrar nas atualizações de segurança.

Pimba, tomam o mercado. Isso prejudica gente boa no mercado. Opera, por
exemplo. E como provavelmente o VoIP irá seguir o mesmo caminho que o
instant mensenging - sem interoperabilidade - daqui a pouco teremos que
fazer como fazemos com o ICQ e correlatos: Ter que adotar 3 ou 4 protocolos
diferentes que no fundo, fazem a mesmíssima coisa.

Imagina ter 3 programas de e-mail diferentes ou 2 browsers aonde cada um
acessa um tipo diferente de site? É assim hoje, com mensagens instantâneas.

João Delgado

unread,
May 2, 2005, 4:34:59 AM5/2/05
to ar...@googlegroups.com
Imagina ter 3 programas de e-mail diferentes ou 2 browsers aonde cada um
acessa um tipo diferente de site? É assim hoje, com mensagens instantâneas.

É mesmo... Quem não usa 2 browsers diferentes para acessar tipos diferentes de sites?...


Irapuan Martinez

unread,
May 2, 2005, 10:07:46 AM5/2/05
to ar...@googlegroups.com
Mas se o fazem, é justamente porque não se estabeleceu um padrão entre os
desenvolvedores. Se o padrão fosse respeitado, o protocolo rodava
independente de marca do client.

Instant messengers passam por isso. Não houve um estabelecimento de padrão,
logo, as redes não são interoperacionais. Aqui no meu client de IM, tenho
que tolerar 3 protocolos simultâneos, que como disse, no fundo, fazem a
mesma porcaria.

Como não há protocolo padrão, acaba-se a concorrência. Os clients não
precisam se aprimorar para conquistar audiência.

Vou temer o dia que o Skype se achar dona do mercado e começara a abusar,
como por exemplo, adicionar publicidade intrusiva (após conquistar o
mercado através da qualidade), sob o pretexto de manter o serviço gratuito.

Sérgio Rodrigues Giraldo

unread,
May 2, 2005, 10:50:59 AM5/2/05
to ar...@googlegroups.com
Sob o pretexto ?!?!?!? Todo serviço na web que torna-se popular uma hora ou outra tem que arranjar
dinheiro para cobrir os custos. Começando do custo mais elementar : banda. Eu não sei como hoje em
dia ainda exista gente que ache que serviços possam manter-se eternamente gratuitos na internet.
(agora, se o seu post deve ter uma acentuação no 'intrusiva', ok)


On 2/5/2005 11:07, Irapuan Martinez wrote :
<snip>

Vou temer o dia que o Skype se achar dona do mercado e começara a
> abusar, como por exemplo, adicionar publicidade intrusiva (após
> conquistar o mercado através da qualidade), sob o pretexto de manter o
> serviço gratuito.

--
Sérgio Rodrigues Giraldo <ser...@imovelweb.com.br> <http://www.imovelweb.com.br>

Irapuan Martinez

unread,
May 2, 2005, 11:33:37 AM5/2/05
to ar...@googlegroups.com
At 11:50 2/5/2005, Sérgio Rodrigues Giraldo wrote:
>Todo serviço na web que torna-se popular uma hora ou outra tem que
>arranjar dinheiro para cobrir os custos. Começando do custo mais elementar
>: banda. Eu não sei como hoje em dia ainda exista gente que ache que
>serviços possam manter-se eternamente gratuitos na internet.

Ontem postei uma nota que disse que o Google faturou US$ 1,2 bilhões apenas
em 2005. Você se sente invadido pelo modelo de publicidade utilizado pelo
Google?

Visibilidade para publicidade não paga a banda e outros custos
operacionais. Dotcom bubble nos demostrou isto. Na hora que a especulação
acabou e o venture capital secou, vinagre.

Criatividade sim. Adsense nos mostrou isto.

Message has been deleted

caue nicolai

unread,
May 3, 2005, 9:27:06 AM5/3/05
to ar...@googlegroups.com
On 5/3/05, André Luiz <alsca...@gmail.com> wrote:
>
> por falar em Adsense olha o caminho que ele esta tomando...agora te

O google não obriga a exibição dos banners convencionais. O "poder"
está na mão do parceiro. Caso eu queira um banner old school, eu
coloco.

> pergunto, porque mudar o modelo de exbição do sistema para aceitar
> banners? algo nao devia estar dando muito certo...

Não? US$ 1,2 bilhão em 3/4 meses não é nada para uma empresa que
oferece serviços gratuitos e tem como principal receita a puclicidade?
Ou eu não entendo mais nada, ou eles estão muito bem! Vide o GMail e
seus mais de 2.1GB (há 1 ano vc não encontrava mais que 20 megas num
e-mail gratuito).

O Google inova e surpreende o mundinho dot com há 5 anos. Não acredito
que isso acontecerá por muito tempo, mas não acabará tão rápido.

[]s
cauê

Irapuan Martinez

unread,
May 3, 2005, 6:02:53 PM5/3/05
to ar...@googlegroups.com
At 10:27 3/5/2005, caue nicolai wrote:
>Não? US$ 1,2 bilhão em 3/4 meses não é nada para uma empresa que
>oferece serviços gratuitos e tem como principal receita a puclicidade?

Não creio o Adsense seja a principal fonte de receita. O Google fatura com
a venda de soluções de busca de informações - hardware, inclusive. E andou
abrindo capital.


>Ou eu não entendo mais nada, ou eles estão muito bem! Vide o GMail e seus
>mais de 2.1GB (há 1 ano vc não encontrava mais que 20 megas num e-mail
>gratuito). O Google inova e surpreende o mundinho dot com há 5 anos. Não
>acredito que isso acontecerá por muito tempo, mas não acabará tão rápido.]

Imagino que o transforma o Google no Google são duas coisas: Foco e
criatividade. Lucro é consequência, não objetivo. Objetivo é fornecer a
busca mais eficiente, o e-mail moderno como o Gmail é e por aí vai.

Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages