Para quem viu uma notícia de um asteroid chamado pallas, que se chocaria contra a terra neste mês, trata-se de mais um market de guerrilha, agora do Citroen Pallas.
O artigo questiona a criatividade da campanha, mas acho que a questão não é a criatividade da campanha e sim a ética.
Claro que eles tiveram a intenção de enganar a população, que ética há nisso. E os veículos que aceitaram publicar uma campanha disfarçada sabendo que muitos usuários iam ler como uma notícia real, que ética eles têm?
Claro que há resultado neste tipo de campanha, resta saber se o resultado é bom. Qual será a reação de um consumidor ao perceber que foi enganado por uma montadora, por uma agência e por um veículo? Se a montadora mente na camapanha dá pra acreditar no que eles dizem sobre a qualidade do produto? Esse reultado vale a pena em função do resultado positivo que a campanha pode dar ou seria melhor fazer uma campanha que não tivesse a intenção de enganar?
Fico na dúvida se o problema está no publicitário que tem como principal habilidade se vender e persuadir o cliente/anunciante ou no cliente/anunciante que é capaz de qualquer coisa pra vender mais.
O marketing de guerrilha está na moda, e este tipo, que é o de forjar noticias, é o mais fácil. Difícil mesmo é fazer algo inteligente e que se propague de forma viral.
PS: Na verdade eu não considero isso mkt de guerrilha, apesar do título do artigo. Eu acho que isso é um viral meio babaca. Guerrilha pra mim é outra coisa, tipo quando uma operadora de celular distribui bandana na porta de um show que é patrocinado por outra operadora, daí "entra" no show mesmo sem tê-lo patrocinado.
André Carneiro
On 6/11/07, laven...@gmail.com <laven...@gmail.com> wrote:
> O artigo questiona a criatividade da campanha, mas acho que a questão > não é a criatividade da campanha e sim a ética.
> Claro que eles tiveram a intenção de enganar a população, que ética há > nisso. E os veículos que aceitaram publicar uma campanha disfarçada > sabendo que muitos usuários iam ler como uma notícia real, que ética > eles têm?
> Claro que há resultado neste tipo de campanha, resta saber se o > resultado é bom. Qual será a reação de um consumidor ao perceber que > foi enganado por uma montadora, por uma agência e por um veículo? Se a > montadora mente na camapanha dá pra acreditar no que eles dizem sobre > a qualidade do produto? Esse reultado vale a pena em função do > resultado positivo que a campanha pode dar ou seria melhor fazer uma > campanha que não tivesse a intenção de enganar?
> Fico na dúvida se o problema está no publicitário que tem como > principal habilidade se vender e persuadir o cliente/anunciante ou no > cliente/anunciante que é capaz de qualquer coisa pra vender mais.
On 6/11/07, Diogenes (Doc) <d...@sabadonaestrada.com> wrote:
> Usei a palavra programadores muito genericamente, é verdade. > Quis dizer que a logística da coisa foi pensada e no mínimo correlacionada.
Hm, sei não. Quando pesquisei por "Pallas" em tupi, os únicos links da Citroen na primeira página do resultado, era Adsense. Dois, um apontando para Citroen.com.br e outro para Meucitroen.com.br.
Dois sites, mesma empresa? Isto dilui o investimento em divulgação.
No site da Globo.com que é dirigido ao à grande massa e não para pessoas que trabalham com web/comunicação e estão acostumadas a questionar a publicidade (como essa lista) todos os comentários que li são negativos.
On 6/11/07, laven...@gmail.com <laven...@gmail.com> wrote:
> Repercussão negativa.
> No site da Globo.com que é dirigido ao à grande massa e não para > pessoas que trabalham com web/comunicação e estão acostumadas a > questionar a publicidade (como essa lista) todos os comentários que li > são negativos.
Eu espero que seja melhor que a do BB em termos de avaliação de resultados.
Eles se gabam de terem conseguido 3 milhões de acesso ao site num dia, mas esqueceram de falar que foi acesso sem qualidade alguma. Eu mesmo acessei umas 15 vezes durante o dia sem conseguir carregar nem a página principal do meu banco (que na ocasião exibia somente e, para piorar, "Banco do Bruno" no topo). Se eu tivesse conseguido ver meu extrato como pretendia, teria acessado apenas 1 vez. Mas não, o que importa é que "houve 3 milhões de acesso, a campanha foi um sucesso, pouquíssima gente achou que o banco foi invadido". Aham, e eu sou a Pamela Anderson.
André Carneiro
On 6/12/07, Gabriel Campaner <gabrie...@gmail.com> wrote:
> igual a campanha do BB... > é uma merda no merito ético sei la oq... > no geral... > conseguiu oq queria... > meio mundo mais 2 falanado do carro....
> On 6/11/07, laven...@gmail.com <laven...@gmail.com > wrote:
> > Repercussão negativa.
> > No site da Globo.com que é dirigido ao à grande massa e não para > > pessoas que trabalham com web/comunicação e estão acostumadas a > > questionar a publicidade (como essa lista) todos os comentários que li > > são negativos.
Os "pubricitários esperrrtos e antenados" tem q divulgar esses números pra ficarem bem no mercado interno deles e esses jornaizinhos/revistas publi-egos como M&M e derivados e agradar os diretores de mkt das gdes empresas q os contrataram.
É só número, o q não quer dizer se foi bom ou não, o ruim é q no final das contas ficam os números como resultado e não a experiência do usuário em relação a isso, ou seja, uma merda. Pra dizê o q acho, é uma merda fedida esse lance todo de viral, marketing de guerrilha e o escambau pela net.
There is no such thing as bad publicity except your own obituary. Brendan Behan
É de mal gosto, de qualquer forma que se vê, espalharem uma falsa informação trágica como sendo verdadeira.
Mas infelizmente a publicidade é protegida por esta afirmação: Não existe má publicidade. Existe apenas publicidade. Alardear o mal gosto de seus projetos é fazer o jogo deles, é ajudá-los a conquistar o objetivo e incentivará a fazer mais grosserias no futuro.
Assim como os patetad so "The Uncles" estão tomando brindando suas Perrier comemorando o sucesso da campanha e recordando isto até a sua terceira geração, os criadores desta geniealidade, que o Planeta Terra seria açoitado por um enorme meteoro, estão comemorando o sucesso do "viral".
O que me estranha, já que por "viral", sempre entendi envolvido coisas positivas. Os "fatos sobre do Chuck Norris" é um viral. O "All your base are belong to us" é viral. Uma pá de vídeos fora do mean stream no Youtube? Uma cepa de virais. Mas os publicitários se contorciam na mais verde inveja destas "campanhas", aonde ninguém ganhava dinheiro. Então tentam lançar seus virais e fazem isto da forma mais grosseira possível.
A grosseiria é apenas porque eles tem um prazo apertado para divulgar alguma coisa de forma espontânea. Por isto forçam a barra. Veja o caso do The Uncles, com eles plantando uma história falsa na Wikipedia e fazendo jabá em blogs.
A minha expectativa que a coisa ainda vai piorar antes de melhorar. Por mais que as empresas estejam se empenhando em ser relacionada com valores positivos, muito publicitário ainda irá apelar para esta afimação sobre má publicidade.
E contabilizar descontentamento como bom resultado.
o que eu acho pior disso tudo é que os caras não se tocam que a galera não cai tão fácil mais nessa, a parte que "acredita" nisso, já é bem menor que a parte que não acredita, como no caso dos Tiuzinhos para o caso do tal Plalalas.
e pior... acho que o "viral" se consome, a galera descobre que a parada é farsa, no próximo viral descobre mais rápido, e assim por diante, o legal é rir da cara dos publicitários que se dignam de fazer isso, ou seria das empresas que pagam?
On 6/13/07, Irapuan Martinez <irap...@gmail.com> wrote:
> There is no such > thing as bad publicity > except your own obituary. > Brendan Behan
> É de mal gosto, de qualquer forma que se vê, espalharem uma falsa > informação trágica como sendo verdadeira.
> Mas infelizmente a publicidade é protegida por esta afirmação: Não > existe má publicidade. Existe apenas publicidade. Alardear o mal gosto > de seus projetos é fazer o jogo deles, é ajudá-los a conquistar o > objetivo e incentivará a fazer mais grosserias no futuro.
> Assim como os patetad so "The Uncles" estão tomando brindando suas > Perrier comemorando o sucesso da campanha e recordando isto até a sua > terceira geração, os criadores desta geniealidade, que o Planeta Terra > seria açoitado por um enorme meteoro, estão comemorando o sucesso do > "viral".
> O que me estranha, já que por "viral", sempre entendi envolvido coisas > positivas. Os "fatos sobre do Chuck Norris" é um viral. O "All your > base are belong to us" é viral. Uma pá de vídeos fora do mean stream > no Youtube? Uma cepa de virais. Mas os publicitários se contorciam na > mais verde inveja destas "campanhas", aonde ninguém ganhava dinheiro. > Então tentam lançar seus virais e fazem isto da forma mais grosseira > possível.
> A grosseiria é apenas porque eles tem um prazo apertado para divulgar > alguma coisa de forma espontânea. Por isto forçam a barra. Veja o caso > do The Uncles, com eles plantando uma história falsa na Wikipedia e > fazendo jabá em blogs.
> A minha expectativa que a coisa ainda vai piorar antes de melhorar. > Por mais que as empresas estejam se empenhando em ser relacionada com > valores positivos, muito publicitário ainda irá apelar para esta > afimação sobre má publicidade.
> E contabilizar descontentamento como bom resultado.
On 6/14/07, donner. nine <donner.n...@gmail.com> wrote:
> e pior... acho que o "viral" se consome, a galera descobre que a parada é > farsa, no próximo viral descobre mais rápido, e assim por diante, o legal é > rir da cara dos publicitários que se dignam de fazer isso, ou seria das > empresas que pagam?
O bacana do viral é não ter investimento pesado e gerar buzz espontâneo. O prazo é curto e forçam a divulgação, gastando milhões com primeira página do UOL. Onde está o viral nisso tudo?
Desse modo, já vejo uma nova categoria em Cannes: Trófeu Ação Viral Milionária do ano
O termo viral ganha outra conotação sob essa perspectiva. Fazendo o paralelo com sua versão da natureza, talvez o mkt viral vai esgotar as possibilidades, mas ao invés de morrer, ele se cristaliza e serve para estudos no futuro. Depois de caído no esquecimento da população, ele pode encontrar uma fraqueza e voltar a atacar.
André
On 6/14/07, donner. nine <donner.n...@gmail.com> wrote:
> o que eu acho pior disso tudo é que os caras não se tocam que a galera não > cai tão fácil mais nessa, a parte que "acredita" nisso, já é bem menor que a > parte que não acredita, como no caso dos Tiuzinhos para o caso do tal > Plalalas.
> e pior... acho que o "viral" se consome, a galera descobre que a parada é > farsa, no próximo viral descobre mais rápido, e assim por diante, o legal é > rir da cara dos publicitários que se dignam de fazer isso, ou seria das > empresas que pagam?
> On 6/13/07, Irapuan Martinez <irap...@gmail.com> wrote:
> > There is no such > > thing as bad publicity > > except your own obituary. > > Brendan Behan
> > É de mal gosto, de qualquer forma que se vê, espalharem uma falsa > > informação trágica como sendo verdadeira.
> > Mas infelizmente a publicidade é protegida por esta afirmação: Não > > existe má publicidade. Existe apenas publicidade. Alardear o mal gosto > > de seus projetos é fazer o jogo deles, é ajudá-los a conquistar o > > objetivo e incentivará a fazer mais grosserias no futuro.
> > Assim como os patetad so "The Uncles" estão tomando brindando suas > > Perrier comemorando o sucesso da campanha e recordando isto até a sua > > terceira geração, os criadores desta geniealidade, que o Planeta Terra > > seria açoitado por um enorme meteoro, estão comemorando o sucesso do > > "viral".
> > O que me estranha, já que por "viral", sempre entendi envolvido coisas > > positivas. Os "fatos sobre do Chuck Norris" é um viral. O "All your > > base are belong to us" é viral. Uma pá de vídeos fora do mean stream > > no Youtube? Uma cepa de virais. Mas os publicitários se contorciam na > > mais verde inveja destas "campanhas", aonde ninguém ganhava dinheiro. > > Então tentam lançar seus virais e fazem isto da forma mais grosseira > > possível.
> > A grosseiria é apenas porque eles tem um prazo apertado para divulgar > > alguma coisa de forma espontânea. Por isto forçam a barra. Veja o caso > > do The Uncles, com eles plantando uma história falsa na Wikipedia e > > fazendo jabá em blogs.
> > A minha expectativa que a coisa ainda vai piorar antes de melhorar. > > Por mais que as empresas estejam se empenhando em ser relacionada com > > valores positivos, muito publicitário ainda irá apelar para esta > > afimação sobre má publicidade.
> > E contabilizar descontentamento como bom resultado.
> O termo viral ganha outra conotação sob essa perspectiva. Fazendo o > paralelo com sua versão da natureza, talvez o mkt viral vai esgotar as > possibilidades, mas ao invés de morrer, ele se cristaliza e serve para > estudos no futuro. Depois de caído no esquecimento da população, ele pode > encontrar uma fraqueza e voltar a atacar.
> André
> On 6/14/07, donner. nine <donner.n...@gmail.com> wrote:
> > o que eu acho pior disso tudo é que os caras não se tocam que a galera > > não cai tão fácil mais nessa, a parte que "acredita" nisso, já é bem menor > > que a parte que não acredita, como no caso dos Tiuzinhos para o caso do tal > > Plalalas.
> > e pior... acho que o "viral" se consome, a galera descobre que a parada > > é farsa, no próximo viral descobre mais rápido, e assim por diante, o legal > > é rir da cara dos publicitários que se dignam de fazer isso, ou seria das > > empresas que pagam?
> > On 6/13/07, Irapuan Martinez < irap...@gmail.com> wrote:
> > > There is no such > > > thing as bad publicity > > > except your own obituary. > > > Brendan Behan
> > > É de mal gosto, de qualquer forma que se vê, espalharem uma falsa > > > informação trágica como sendo verdadeira.
> > > Mas infelizmente a publicidade é protegida por esta afirmação: Não > > > existe má publicidade. Existe apenas publicidade. Alardear o mal gosto > > > de seus projetos é fazer o jogo deles, é ajudá-los a conquistar o > > > objetivo e incentivará a fazer mais grosserias no futuro.
> > > Assim como os patetad so "The Uncles" estão tomando brindando suas > > > Perrier comemorando o sucesso da campanha e recordando isto até a sua > > > terceira geração, os criadores desta geniealidade, que o Planeta Terra
> > > seria açoitado por um enorme meteoro, estão comemorando o sucesso do > > > "viral".
> > > O que me estranha, já que por "viral", sempre entendi envolvido coisas > > > positivas. Os "fatos sobre do Chuck Norris" é um viral. O "All your > > > base are belong to us" é viral. Uma pá de vídeos fora do mean stream > > > no Youtube? Uma cepa de virais. Mas os publicitários se contorciam na > > > mais verde inveja destas "campanhas", aonde ninguém ganhava dinheiro. > > > Então tentam lançar seus virais e fazem isto da forma mais grosseira > > > possível.
> > > A grosseiria é apenas porque eles tem um prazo apertado para divulgar > > > alguma coisa de forma espontânea. Por isto forçam a barra. Veja o caso
> > > do The Uncles, com eles plantando uma história falsa na Wikipedia e > > > fazendo jabá em blogs.
> > > A minha expectativa que a coisa ainda vai piorar antes de melhorar. > > > Por mais que as empresas estejam se empenhando em ser relacionada com > > > valores positivos, muito publicitário ainda irá apelar para esta > > > afimação sobre má publicidade.
> > > E contabilizar descontentamento como bom resultado.