Dois publicitários estavam voltando de um festival de publicidade (coisa que eles tipicamente fazem, participar de festivais) quando um vira para o outro e diz:
- Sabia que publicidade espontânea é a melhor e mais barata que existe?
Hoje que fui ler a revista Época da semana passada. Natural, passei por ela diversas vezes e não a vi. Porque havia uma "capa promocional" encobertando a capa da revista. Nela, 4 tiozões, chamados de "The Uncles" anunciavam o revival da banda.
Bandeira #1: Uma banda divulgando numa "capa promocional", um ponto de visibilidade maior que a capa da revista, por isso, caríssima? Novo isso.
Bandeira #2: Não é um meio típico que as gravadoras usam para divulgação. Elas preferem pagar jabaculê nas rádios e programas de auditório. Muito mais barato, rentável e confiável. Eles não iriam investir em mudar time que sempre ganhou.
Bandeira #3: Nunca ouvi falar nestes "The Uncles". Confesso que não sou especialista na jovem guarda, já que no seu auge eu estava cuidando de outros assuntos, como por exemplo, terminando de ser gestado.
Logo, a conclusão: Esta banda foi inventada (Uma coisa nunca feita antes... Depois do Gorillaz, Monkees e Pink Floyd). Na "capa promocional", davam a URL acima. Brinquei de bolão pessoal e apostei que era comercial de remédio para disfunção brochal masculina de meia idade, a julgar os tiozões e o nome do hit, "Será que é pra mim". Pra acrescentar a desconfiança, outros remédios desse gênero tem que apelar para charada, já que a legislação brasileira proíbe o incentivo do seu consumo via publicidade. Só não tive certeza pois as cores não era do levantador de bráulio mais conhecido, já que a capa não usava sua cor azul, praticamente sua marca registrada.
Que nada, era comercial de um carro.
Abri o Google e mandei ver uma busca, "the uncles", pra confimar se a banda era conhecida. Links interessantes, inclusive Wikipedia:
O link acima é cache do Google, a Wikipedia já chutou o conteúdo pra fora. Porquê? Por falta de escrúpulos da dupla de publicitários que queriam criar espontaniedade artificial.
Tentaram esquentar a história da banda, criando uma página na Wikipedia. Há mais excrecência tentando requentar a publicidade:
Um filme parodiando a decadência de atores de uma série famosa cancelada, tinha como site de promoção do longa uma página amadora sobre a fictícia série de ficção. Na época era engraçado. Hoje é piada requentada (como a que eu abro este post, que já contei aqui).
Ponto #1: Diversas vezes já ouvi críticas ao Wikipedia, alegando que tanta liberdade permite entrada de lixo. Wikipedia deu mostra que não funciona bem assim: Detectaram a falcatrua, colocaram a página para eliminação - que consite numa decisão coletiva e aberta a discussão. A página saiu do ar. Inteligência coletiva é isso aí.
Ponto #2: O que deveria ser viral virou contra o feiticeiro: Ao buscar no Google, o link para o site da suposta banda está cercada de resultados revelando a emboscada. Mas aqui cabe questionar: Não existe má publicidade, apenas publicidade?
Criar viral não é problema. O problema é abusar de recursos bacanas, como a Wikipedia, pra sustentar uma campanha publicitária. Isso é medíocre.
P.S.: Vi que o Marketing de Guerrilha também apostou na pílula azul. Mas levantam um ponto novo pra averiguar a questão de virais má forjados: O domínio "theuncles.com.br" pertence a uma agência de publicidade
On 3/25/07, Irapuan Martinez <irap...@gmail.com> wrote:
> Ponto #1: Diversas vezes já ouvi críticas ao Wikipedia, alegando que > tanta liberdade permite entrada de lixo. Wikipedia deu mostra que não > funciona bem assim: Detectaram a falcatrua, colocaram a página para > eliminação - que consite numa decisão coletiva e aberta a discussão. A > página saiu do ar. Inteligência coletiva é isso aí.
Ponto #3: A revista Época, no qual veicula a "capa promocional", é bitolada na Wikipedia. Será que ela noticiará o imbróglio? Pois de um lado, está sua orientação editorial em puxar a sardinha da Wikipedia. Do outro, a publicidade que paga a folha de salário.
Que é a grande questão de publicidade x confiabilidade. Veículos podem ser isentos se não há interesse comercial envolvido. Complica, na mídia tradicional, aonde a publicidade é que a viabiliza. Em idos de "We media", não há este vínculo. Blogs são mais isentos que revistas.
On 3/25/07, Irapuan Martinez <irap...@gmail.com> wrote:
> Veículos podem > ser isentos se não há interesse comercial envolvido. Complica, na > mídia tradicional, aonde a publicidade é que a viabiliza. Em idos de > "We media", não há este vínculo. Blogs são mais isentos que revistas.
É comercial de carro sim. Do Nissan Sentra. Vi o comercial hoje com esta música do "não tem cara de tiozão". De certa forma não podemos negar que foram criativos. Se deu resultado, somente os "tiozaos" na Nissan pra falar...
On 3/25/07, Irapuan Martinez <irap...@gmail.com> wrote:
> On 3/25/07, Irapuan Martinez <irap...@gmail.com> wrote: > > Veículos podem > > ser isentos se não há interesse comercial envolvido. Complica, na > > mídia tradicional, aonde a publicidade é que a viabiliza. Em idos de > > "We media", não há este vínculo. Blogs são mais isentos que revistas.
On 3/25/07, Danival A. Souza <dani...@gmail.com> wrote:
> É comercial de carro sim. Do Nissan Sentra. Vi o comercial hoje com esta > música do "não tem cara de tiozão". De certa forma não podemos negar que > foram criativos. Se deu resultado, somente os "tiozaos" na Nissan pra > falar...
-- Danival A. Souza Administrador de Redes MCP Windows Server 2003 (70-290) MCP Windows XP (70-270)
On 3/25/07, Danival A. Souza <dani...@gmail.com> wrote:
> De certa forma não podemos negar que > foram criativos.
Ou não negar que não foram éticos, requentando a história da banda no Wikipedia, um site que nada tem a ver com publicidade.
No Orkut, já são três comunidades. Se consideravam problemas dos "fakes profiles", agora topamos com fakes communities.
> Se deu resultado, somente os "tiozaos" na Nissan pra > falar...
Ou as assessorias de imprensa. Blue Bus, Web Insiders e Meios e Mensagens irão se derreter em elogios e aprovar os resultados. O mal uso da Wikipedia, faz de conta que não aconteceu.
On 3/25/07, Irapuan Martinez <irap...@gmail.com> wrote:
> On 3/25/07, Danival A. Souza <dani...@gmail.com> wrote: > > De certa forma não podemos negar que > > foram criativos.
> Ou não negar que não foram éticos, requentando a história da banda no > Wikipedia, um site que nada tem a ver com publicidade.
Ética? Fazendo já um esteriótipo de classe, ética e publicidade não combinam (claro, existem excessões). Alcançar o objetivo é o fim, isto justifica os meios utilizados. Lembra do caso da cerveja com o Zeca pagodinho? Para citar só um exemplo.
No Orkut, já são três comunidades. Se consideravam problemas dos
> "fakes profiles", agora topamos com fakes communities.
Criaram até fake de banda. E o nome dos integrantes? joao (john), bingo (ringo), paulo (paul) e jorge (george).
On 3/26/07, Danival A. Souza <dani...@gmail.com> wrote:
> Ética? Fazendo já um esteriótipo de classe, ética e publicidade não combinam > (claro, existem excessões). Alcançar o objetivo é o fim, isto justifica os > meios utilizados.
E se o fim for a pencha de manipulador da Wikipedia? Marketing negativo.
É como o lance da Cicarelli. Houve projeção da modelete? Sem dúvida. Mas a rusga, marcou.
> Lembra do caso da cerveja com o Zeca pagodinho? Para citar > só um exemplo.
Saiu incolúme. Mas um sujeito com fama de boa vida e malandro, há de se observar.
> Criaram até fake de banda. E o nome dos integrantes? joao (john), bingo > (ringo), paulo (paul) e jorge (george).
> On 3/26/07, Danival A. Souza <dani...@gmail.com> wrote: > > Ética? Fazendo já um esteriótipo de classe, ética e publicidade não > combinam > > (claro, existem excessões). Alcançar o objetivo é o fim, isto justifica > os > > meios utilizados.
> E se o fim for a pencha de manipulador da Wikipedia? Marketing negativo.
> É como o lance da Cicarelli. Houve projeção da modelete? Sem dúvida. > Mas a rusga, marcou.
> > Lembra do caso da cerveja com o Zeca pagodinho? Para citar > > só um exemplo.
> Saiu incolúme. Mas um sujeito com fama de boa vida e malandro, há de > se observar.
> > Criaram até fake de banda. E o nome dos integrantes? joao (john), bingo > > (ringo), paulo (paul) e jorge (george).
> On 3/26/07, Irapuan Martinez <irap...@gmail.com> wrote:
> > On 3/26/07, Danival A. Souza <dani...@gmail.com> wrote: > > > Ética? Fazendo já um esteriótipo de classe, ética e publicidade não > > combinam > > > (claro, existem excessões). Alcançar o objetivo é o fim, isto > > justifica os > > > meios utilizados.
> > E se o fim for a pencha de manipulador da Wikipedia? Marketing negativo.
> > É como o lance da Cicarelli. Houve projeção da modelete? Sem dúvida. > > Mas a rusga, marcou.
> > > Lembra do caso da cerveja com o Zeca pagodinho? Para citar > > > só um exemplo.
> > Saiu incolúme. Mas um sujeito com fama de boa vida e malandro, há de > > se observar.
> > > Criaram até fake de banda. E o nome dos integrantes? joao (john), > > bingo > > > (ringo), paulo (paul) e jorge (george).
> Dois publicitários estavam voltando de um festival de publicidade > (coisa que eles tipicamente fazem, participar de festivais) quando um > vira para o outro e diz:
> - Sabia que publicidade espontânea é a melhor e mais barata que existe?
> Hoje que fui ler a revista Época da semana passada. Natural, passei > por ela diversas vezes e não a vi. Porque havia uma "capa promocional" > encobertando a capa da revista. Nela, 4 tiozões, chamados de "The > Uncles" anunciavam o revival da banda.
> Bandeira #1: Uma banda divulgando numa "capa promocional", um ponto de > visibilidade maior que a capa da revista, por isso, caríssima? Novo > isso.
> Bandeira #2: Não é um meio típico que as gravadoras usam para > divulgação. Elas preferem pagar jabaculê nas rádios e programas de > auditório. Muito mais barato, rentável e confiável. Eles não iriam > investir em mudar time que sempre ganhou.
> Bandeira #3: Nunca ouvi falar nestes "The Uncles". Confesso que não > sou especialista na jovem guarda, já que no seu auge eu estava > cuidando de outros assuntos, como por exemplo, terminando de ser > gestado.
> Logo, a conclusão: Esta banda foi inventada (Uma coisa nunca feita > antes... Depois do Gorillaz, Monkees e Pink Floyd). Na "capa > promocional", davam a URL acima. Brinquei de bolão pessoal e apostei > que era comercial de remédio para disfunção brochal masculina de meia > idade, a julgar os tiozões e o nome do hit, "Será que é pra mim". Pra > acrescentar a desconfiança, outros remédios desse gênero tem que > apelar para charada, já que a legislação brasileira proíbe o incentivo > do seu consumo via publicidade. Só não tive certeza pois as cores não > era do levantador de bráulio mais conhecido, já que a capa não usava > sua cor azul, praticamente sua marca registrada.
> Que nada, era comercial de um carro.
> Abri o Google e mandei ver uma busca, "the uncles", pra confimar se a > banda era conhecida. Links interessantes, inclusive Wikipedia:
> O link acima é cache do Google, a Wikipedia já chutou o conteúdo pra > fora. Porquê? Por falta de escrúpulos da dupla de publicitários que > queriam criar espontaniedade artificial.
> Tentaram esquentar a história da banda, criando uma página na > Wikipedia. Há mais excrecência tentando requentar a publicidade:
> Um filme parodiando a decadência de atores de uma série famosa > cancelada, tinha como site de promoção do longa uma página amadora > sobre a fictícia série de ficção. Na época era engraçado. Hoje é piada > requentada (como a que eu abro este post, que já contei aqui).
> Ponto #1: Diversas vezes já ouvi críticas ao Wikipedia, alegando que > tanta liberdade permite entrada de lixo. Wikipedia deu mostra que não > funciona bem assim: Detectaram a falcatrua, colocaram a página para > eliminação - que consite numa decisão coletiva e aberta a discussão. A > página saiu do ar. Inteligência coletiva é isso aí.
> Ponto #2: O que deveria ser viral virou contra o feiticeiro: Ao buscar > no Google, o link para o site da suposta banda está cercada de > resultados revelando a emboscada. Mas aqui cabe questionar: Não existe > má publicidade, apenas publicidade?
> Criar viral não é problema. O problema é abusar de recursos bacanas, > como a Wikipedia, pra sustentar uma campanha publicitária. Isso é > medíocre.
> P.S.: Vi que o Marketing de Guerrilha também apostou na pílula azul. > Mas levantam um ponto novo pra averiguar a questão de virais má > forjados: O domínio "theuncles.com.br" pertence a uma agência de > publicidade
> Posso replicar esse post no meu blog, irapuã? com os devidos créditos, > claro.
> R/M
> On Mar 25, 9:34 pm, "Irapuan Martinez" <irap...@gmail.com> wrote: > > Dois publicitários estavam voltando de um festival de publicidade > > (coisa que eles tipicamente fazem, participar de festivais) quando um > > vira para o outro e diz:
> > - Sabia que publicidade espontânea é a melhor e mais barata que existe?
> > Hoje que fui ler a revista Época da semana passada. Natural, passei > > por ela diversas vezes e não a vi. Porque havia uma "capa promocional" > > encobertando a capa da revista. Nela, 4 tiozões, chamados de "The > > Uncles" anunciavam o revival da banda.
> > Bandeira #1: Uma banda divulgando numa "capa promocional", um ponto de > > visibilidade maior que a capa da revista, por isso, caríssima? Novo > > isso.
> > Bandeira #2: Não é um meio típico que as gravadoras usam para > > divulgação. Elas preferem pagar jabaculê nas rádios e programas de > > auditório. Muito mais barato, rentável e confiável. Eles não iriam > > investir em mudar time que sempre ganhou.
> > Bandeira #3: Nunca ouvi falar nestes "The Uncles". Confesso que não > > sou especialista na jovem guarda, já que no seu auge eu estava > > cuidando de outros assuntos, como por exemplo, terminando de ser > > gestado.
> > Logo, a conclusão: Esta banda foi inventada (Uma coisa nunca feita > > antes... Depois do Gorillaz, Monkees e Pink Floyd). Na "capa > > promocional", davam a URL acima. Brinquei de bolão pessoal e apostei > > que era comercial de remédio para disfunção brochal masculina de meia > > idade, a julgar os tiozões e o nome do hit, "Será que é pra mim". Pra > > acrescentar a desconfiança, outros remédios desse gênero tem que > > apelar para charada, já que a legislação brasileira proíbe o incentivo > > do seu consumo via publicidade. Só não tive certeza pois as cores não > > era do levantador de bráulio mais conhecido, já que a capa não usava > > sua cor azul, praticamente sua marca registrada.
> > Que nada, era comercial de um carro.
> > Abri o Google e mandei ver uma busca, "the uncles", pra confimar se a > > banda era conhecida. Links interessantes, inclusive Wikipedia:
> > O link acima é cache do Google, a Wikipedia já chutou o conteúdo pra > > fora. Porquê? Por falta de escrúpulos da dupla de publicitários que > > queriam criar espontaniedade artificial.
> > Tentaram esquentar a história da banda, criando uma página na > > Wikipedia. Há mais excrecência tentando requentar a publicidade:
> > Um filme parodiando a decadência de atores de uma série famosa > > cancelada, tinha como site de promoção do longa uma página amadora > > sobre a fictícia série de ficção. Na época era engraçado. Hoje é piada > > requentada (como a que eu abro este post, que já contei aqui).
> > Ponto #1: Diversas vezes já ouvi críticas ao Wikipedia, alegando que > > tanta liberdade permite entrada de lixo. Wikipedia deu mostra que não > > funciona bem assim: Detectaram a falcatrua, colocaram a página para > > eliminação - que consite numa decisão coletiva e aberta a discussão. A > > página saiu do ar. Inteligência coletiva é isso aí.
> > Ponto #2: O que deveria ser viral virou contra o feiticeiro: Ao buscar > > no Google, o link para o site da suposta banda está cercada de > > resultados revelando a emboscada. Mas aqui cabe questionar: Não existe > > má publicidade, apenas publicidade?
> > Criar viral não é problema. O problema é abusar de recursos bacanas, > > como a Wikipedia, pra sustentar uma campanha publicitária. Isso é > > medíocre.
> > P.S.: Vi que o Marketing de Guerrilha também apostou na pílula azul. > > Mas levantam um ponto novo pra averiguar a questão de virais má > > forjados: O domínio "theuncles.com.br" pertence a uma agência de > > publicidade
> Vamos fazer um bolão pra ver quanto tempo dura meu post, antes de ser > apagado?
> Aposto dia 26 de março, até as 9h00. Hora que começa expedientes na > agências.
Bom, ainda continua no ar. Neste caso, vale muito a pena alimentar os trols. Postei lá também, pra voltar seu post pro topo e de quebra jogar um pouco de pimenta. Vamos ver a força da comunidade de transformar a publicidade em má publicidade (até sermos censurados).
-- Danival A. Souza Administrador de Redes MCP Windows Server 2003 (70-290) MCP Windows XP (70-270)
Eu não repliquei o conteúdo. Eu linkei para o post original do Irapuã. Se está na web, não vejo necessidade de replicar, basta linkar e, de preferência, acrescentar seus comentários sobre o tema.
> Creio que o conteúdo é livre para ser replicado sem precisar da > autorização do autor, claro com os créditos.
> Em 26/03/07, Romulo Marques <opiums...@gmail.com> escreveu:
> > Posso replicar esse post no meu blog, irapuã? com os devidos créditos, > > claro.
> > R/M
> > On Mar 25, 9:34 pm, "Irapuan Martinez" < irap...@gmail.com> wrote: > > > Dois publicitários estavam voltando de um festival de publicidade > > > (coisa que eles tipicamente fazem, participar de festivais) quando um > > > vira para o outro e diz:
> > > - Sabia que publicidade espontânea é a melhor e mais barata que > > existe?
> > > - Mesmo? Vamos produzir uma artificial então?
> > > Hoje que fui ler a revista Época da semana passada. Natural, passei > > > por ela diversas vezes e não a vi. Porque havia uma "capa promocional" > > > encobertando a capa da revista. Nela, 4 tiozões, chamados de "The > > > Uncles" anunciavam o revival da banda.
> > > Bandeira #1: Uma banda divulgando numa "capa promocional", um ponto de > > > visibilidade maior que a capa da revista, por isso, caríssima? Novo > > > isso.
> > > Bandeira #2: Não é um meio típico que as gravadoras usam para > > > divulgação. Elas preferem pagar jabaculê nas rádios e programas de > > > auditório. Muito mais barato, rentável e confiável. Eles não iriam > > > investir em mudar time que sempre ganhou.
> > > Bandeira #3: Nunca ouvi falar nestes "The Uncles". Confesso que não > > > sou especialista na jovem guarda, já que no seu auge eu estava > > > cuidando de outros assuntos, como por exemplo, terminando de ser > > > gestado.
> > > Logo, a conclusão: Esta banda foi inventada (Uma coisa nunca feita > > > antes... Depois do Gorillaz, Monkees e Pink Floyd). Na "capa > > > promocional", davam a URL acima. Brinquei de bolão pessoal e apostei > > > que era comercial de remédio para disfunção brochal masculina de meia > > > idade, a julgar os tiozões e o nome do hit, "Será que é pra mim". Pra > > > acrescentar a desconfiança, outros remédios desse gênero tem que > > > apelar para charada, já que a legislação brasileira proíbe o incentivo > > > do seu consumo via publicidade. Só não tive certeza pois as cores não > > > era do levantador de bráulio mais conhecido, já que a capa não usava > > > sua cor azul, praticamente sua marca registrada.
> > > Que nada, era comercial de um carro.
> > > Abri o Google e mandei ver uma busca, "the uncles", pra confimar se a > > > banda era conhecida. Links interessantes, inclusive Wikipedia:
> > > O link acima é cache do Google, a Wikipedia já chutou o conteúdo pra > > > fora. Porquê? Por falta de escrúpulos da dupla de publicitários que > > > queriam criar espontaniedade artificial.
> > > Tentaram esquentar a história da banda, criando uma página na > > > Wikipedia. Há mais excrecência tentando requentar a publicidade:
> > > Um filme parodiando a decadência de atores de uma série famosa > > > cancelada, tinha como site de promoção do longa uma página amadora > > > sobre a fictícia série de ficção. Na época era engraçado. Hoje é piada > > > requentada (como a que eu abro este post, que já contei aqui).
> > > Ponto #1: Diversas vezes já ouvi críticas ao Wikipedia, alegando que > > > tanta liberdade permite entrada de lixo. Wikipedia deu mostra que não > > > funciona bem assim: Detectaram a falcatrua, colocaram a página para > > > eliminação - que consite numa decisão coletiva e aberta a discussão. A > > > página saiu do ar. Inteligência coletiva é isso aí.
> > > Ponto #2: O que deveria ser viral virou contra o feiticeiro: Ao buscar
> > > no Google, o link para o site da suposta banda está cercada de > > > resultados revelando a emboscada. Mas aqui cabe questionar: Não existe > > > má publicidade, apenas publicidade?
> > > Criar viral não é problema. O problema é abusar de recursos bacanas, > > > como a Wikipedia, pra sustentar uma campanha publicitária. Isso é > > > medíocre.
> > > P.S.: Vi que o Marketing de Guerrilha também apostou na pílula azul. > > > Mas levantam um ponto novo pra averiguar a questão de virais má > > > forjados: O domínio "theuncles.com.br" pertence a uma agência de > > > publicidade
> Eu não repliquei o conteúdo. Eu linkei para o post original do Irapuã. Se > está na web, não vejo necessidade de replicar, basta linkar e, de > preferência, acrescentar seus comentários sobre o tema.
> > Creio que o conteúdo é livre para ser replicado sem precisar da > > autorização do autor, claro com os créditos.
> > Em 26/03/07, Romulo Marques <opiums...@gmail.com > escreveu:
> > > Posso replicar esse post no meu blog, irapuã? com os devidos créditos,
> > > claro.
> > > R/M
> > > On Mar 25, 9:34 pm, "Irapuan Martinez" < irap...@gmail.com> wrote: > > > > Dois publicitários estavam voltando de um festival de publicidade > > > > (coisa que eles tipicamente fazem, participar de festivais) quando > > > um > > > > vira para o outro e diz:
> > > > - Sabia que publicidade espontânea é a melhor e mais barata que > > > existe?
> > > > Hoje que fui ler a revista Época da semana passada. Natural, passei > > > > por ela diversas vezes e não a vi. Porque havia uma "capa > > > promocional" > > > > encobertando a capa da revista. Nela, 4 tiozões, chamados de "The > > > > Uncles" anunciavam o revival da banda.
> > > > Bandeira #1: Uma banda divulgando numa "capa promocional", um ponto > > > de > > > > visibilidade maior que a capa da revista, por isso, caríssima? Novo > > > > isso.
> > > > Bandeira #2: Não é um meio típico que as gravadoras usam para > > > > divulgação. Elas preferem pagar jabaculê nas rádios e programas de > > > > auditório. Muito mais barato, rentável e confiável. Eles não iriam > > > > investir em mudar time que sempre ganhou.
> > > > Bandeira #3: Nunca ouvi falar nestes "The Uncles". Confesso que não > > > > sou especialista na jovem guarda, já que no seu auge eu estava > > > > cuidando de outros assuntos, como por exemplo, terminando de ser > > > > gestado.
> > > > Logo, a conclusão: Esta banda foi inventada (Uma coisa nunca feita > > > > antes... Depois do Gorillaz, Monkees e Pink Floyd). Na "capa > > > > promocional", davam a URL acima. Brinquei de bolão pessoal e apostei
> > > > que era comercial de remédio para disfunção brochal masculina de > > > meia > > > > idade, a julgar os tiozões e o nome do hit, "Será que é pra mim". > > > Pra > > > > acrescentar a desconfiança, outros remédios desse gênero tem que > > > > apelar para charada, já que a legislação brasileira proíbe o > > > incentivo > > > > do seu consumo via publicidade. Só não tive certeza pois as cores > > > não > > > > era do levantador de bráulio mais conhecido, já que a capa não usava
> > > > sua cor azul, praticamente sua marca registrada.
> > > > Que nada, era comercial de um carro.
> > > > Abri o Google e mandei ver uma busca, "the uncles", pra confimar se > > > a > > > > banda era conhecida. Links interessantes, inclusive Wikipedia:
> > > > Um filme parodiando a decadência de atores de uma série famosa > > > > cancelada, tinha como site de promoção do longa uma página amadora > > > > sobre a fictícia série de ficção. Na época era engraçado. Hoje é > > > piada > > > > requentada (como a que eu abro este post, que já contei aqui).
> > > > Ponto #1: Diversas vezes já ouvi críticas ao Wikipedia, alegando que > > > > tanta liberdade permite entrada de lixo. Wikipedia deu mostra que > > > não > > > > funciona bem assim: Detectaram a falcatrua, colocaram a página para > > > > eliminação - que consite numa decisão coletiva e aberta a discussão. > > > A > > > > página saiu do ar. Inteligência coletiva é isso aí.
> > > > Ponto #2: O que deveria ser viral virou contra o feiticeiro: Ao > > > buscar > > > > no Google, o link para o site da suposta banda está cercada de > > > > resultados revelando a emboscada. Mas aqui cabe questionar: Não > > > existe > > > > má publicidade, apenas publicidade?
> > > > Criar viral não é problema. O problema é abusar de recursos bacanas,
> > > > como a Wikipedia, pra sustentar uma campanha publicitária. Isso é > > > > medíocre.
> > > > P.S.: Vi que o Marketing de Guerrilha também apostou na pílula azul. > > > > Mas levantam um ponto novo pra averiguar a questão de virais má > > > > forjados: O domínio "theuncles.com.br" pertence a uma agência de > > > > publicidade
> Isso mesmo, você fez uma refencia ao material, linkou, ;)
> Descupe o engano
> Em 26/03/07, Walmar Andrade <walmarandr...@gmail.com> escreveu:
> > Eu não repliquei o conteúdo. Eu linkei para o post original do Irapuã. > > Se está na web, não vejo necessidade de replicar, basta linkar e, de > > preferência, acrescentar seus comentários sobre o tema.
> > > > Posso replicar esse post no meu blog, irapuã? com os devidos > > > > créditos, > > > > claro.
> > > > R/M
> > > > On Mar 25, 9:34 pm, "Irapuan Martinez" < irap...@gmail.com> wrote: > > > > > Dois publicitários estavam voltando de um festival de publicidade > > > > > (coisa que eles tipicamente fazem, participar de festivais) quando > > > > um > > > > > vira para o outro e diz:
> > > > > - Sabia que publicidade espontânea é a melhor e mais barata que > > > > existe?
> > > > > Hoje que fui ler a revista Época da semana passada. Natural, > > > > passei > > > > > por ela diversas vezes e não a vi. Porque havia uma "capa > > > > promocional" > > > > > encobertando a capa da revista. Nela, 4 tiozões, chamados de "The > > > > > Uncles" anunciavam o revival da banda.
> > > > > Bandeira #1: Uma banda divulgando numa "capa promocional", um > > > > ponto de > > > > > visibilidade maior que a capa da revista, por isso, caríssima? > > > > Novo > > > > > isso.
> > > > > Bandeira #2: Não é um meio típico que as gravadoras usam para > > > > > divulgação. Elas preferem pagar jabaculê nas rádios e programas de > > > > > auditório. Muito mais barato, rentável e confiável. Eles não iriam
> > > > > investir em mudar time que sempre ganhou.
> > > > > Bandeira #3: Nunca ouvi falar nestes "The Uncles". Confesso que > > > > não > > > > > sou especialista na jovem guarda, já que no seu auge eu estava > > > > > cuidando de outros assuntos, como por exemplo, terminando de ser > > > > > gestado.
> > > > > Logo, a conclusão: Esta banda foi inventada (Uma coisa nunca feita > > > > > antes... Depois do Gorillaz, Monkees e Pink Floyd). Na "capa > > > > > promocional", davam a URL acima. Brinquei de bolão pessoal e > > > > apostei > > > > > que era comercial de remédio para disfunção brochal masculina de > > > > meia > > > > > idade, a julgar os tiozões e o nome do hit, "Será que é pra mim". > > > > Pra > > > > > acrescentar a desconfiança, outros remédios desse gênero tem que > > > > > apelar para charada, já que a legislação brasileira proíbe o > > > > incentivo > > > > > do seu consumo via publicidade. Só não tive certeza pois as cores > > > > não > > > > > era do levantador de bráulio mais conhecido, já que a capa não > > > > usava > > > > > sua cor azul, praticamente sua marca registrada.
> > > > > Que nada, era comercial de um carro.
> > > > > Abri o Google e mandei ver uma busca, "the uncles", pra confimar > > > > se a > > > > > banda era conhecida. Links interessantes, inclusive Wikipedia:
> > > > > O link acima é cache do Google, a Wikipedia já chutou o conteúdo > > > > pra > > > > > fora. Porquê? Por falta de escrúpulos da dupla de publicitários > > > > que > > > > > queriam criar espontaniedade artificial.
> > > > > Tentaram esquentar a história da banda, criando uma página na > > > > > Wikipedia. Há mais excrecência tentando requentar a publicidade:
> > > > > Um filme parodiando a decadência de atores de uma série famosa > > > > > cancelada, tinha como site de promoção do longa uma página amadora
> > > > > sobre a fictícia série de ficção. Na época era engraçado. Hoje é > > > > piada > > > > > requentada (como a que eu abro este post, que já contei aqui).
> > > > > Ponto #1: Diversas vezes já ouvi críticas ao Wikipedia, alegando > > > > que > > > > > tanta liberdade permite entrada de lixo. Wikipedia deu mostra que > > > > não > > > > > funciona bem assim: Detectaram a falcatrua, colocaram a página > > > > para > > > > > eliminação - que consite numa decisão coletiva e aberta a > > > > discussão. A > > > > > página saiu do ar. Inteligência coletiva é isso aí.
> > > > > Ponto #2: O que deveria ser viral virou contra o feiticeiro: Ao > > > > buscar > > > > > no Google, o link para o site da suposta banda está cercada de > > > > > resultados revelando a emboscada. Mas aqui cabe questionar: Não > > > > existe > > > > > má publicidade, apenas publicidade?
> > > > > Criar viral não é problema. O problema é abusar de recursos > > > > bacanas, > > > > > como a Wikipedia, pra sustentar uma campanha publicitária. Isso é > > > > > medíocre.
> > > > > P.S.: Vi que o Marketing de Guerrilha também apostou na pílula > > > > azul. > > > > > Mas levantam um ponto novo pra averiguar a questão de virais má > > > > > forjados: O domínio " theuncles.com.br" pertence a uma agência de > > > > > publicidade
> On 3/26/07, João Vagner Brito de Medeiros <joao.vag...@gmail.com> wrote:
> > Isso mesmo, você fez uma refencia ao material, linkou, ;)
> > Descupe o engano
> > Em 26/03/07, Walmar Andrade <walmarandr...@gmail.com > escreveu:
> > > Eu não repliquei o conteúdo. Eu linkei para o post original do Irapuã. > > > Se está na web, não vejo necessidade de replicar, basta linkar e, de > > > preferência, acrescentar seus comentários sobre o tema.
> > > > > Posso replicar esse post no meu blog, irapuã? com os devidos > > > > > créditos, > > > > > claro.
> > > > > R/M
> > > > > On Mar 25, 9:34 pm, "Irapuan Martinez" < irap...@gmail.com> wrote: > > > > > > Dois publicitários estavam voltando de um festival de > > > > > publicidade > > > > > > (coisa que eles tipicamente fazem, participar de festivais) > > > > > quando um > > > > > > vira para o outro e diz:
> > > > > > - Sabia que publicidade espontânea é a melhor e mais barata que > > > > > existe?
> > > > > > Hoje que fui ler a revista Época da semana passada. Natural, > > > > > passei > > > > > > por ela diversas vezes e não a vi. Porque havia uma "capa > > > > > promocional" > > > > > > encobertando a capa da revista. Nela, 4 tiozões, chamados de > > > > > "The > > > > > > Uncles" anunciavam o revival da banda.
> > > > > > Bandeira #1: Uma banda divulgando numa "capa promocional", um > > > > > ponto de > > > > > > visibilidade maior que a capa da revista, por isso, caríssima? > > > > > Novo > > > > > > isso.
> > > > > > Bandeira #2: Não é um meio típico que as gravadoras usam para > > > > > > divulgação. Elas preferem pagar jabaculê nas rádios e programas > > > > > de > > > > > > auditório. Muito mais barato, rentável e confiável. Eles não > > > > > iriam > > > > > > investir em mudar time que sempre ganhou.
> > > > > > Bandeira #3: Nunca ouvi falar nestes "The Uncles". Confesso que > > > > > não > > > > > > sou especialista na jovem guarda, já que no seu auge eu estava > > > > > > cuidando de outros assuntos, como por exemplo, terminando de ser
> > > > > > gestado.
> > > > > > Logo, a conclusão: Esta banda foi inventada (Uma coisa nunca > > > > > feita > > > > > > antes... Depois do Gorillaz, Monkees e Pink Floyd). Na "capa > > > > > > promocional", davam a URL acima. Brinquei de bolão pessoal e > > > > > apostei > > > > > > que era comercial de remédio para disfunção brochal masculina de > > > > > meia > > > > > > idade, a julgar os tiozões e o nome do hit, "Será que é pra > > > > > mim". Pra > > > > > > acrescentar a desconfiança, outros remédios desse gênero tem que
> > > > > > apelar para charada, já que a legislação brasileira proíbe o > > > > > incentivo > > > > > > do seu consumo via publicidade. Só não tive certeza pois as > > > > > cores não > > > > > > era do levantador de bráulio mais conhecido, já que a capa não > > > > > usava > > > > > > sua cor azul, praticamente sua marca registrada.
> > > > > > Que nada, era comercial de um carro.
> > > > > > Abri o Google e mandei ver uma busca, "the uncles", pra confimar > > > > > se a > > > > > > banda era conhecida. Links interessantes, inclusive Wikipedia:
> > > > > > O link acima é cache do Google, a Wikipedia já chutou o conteúdo > > > > > pra > > > > > > fora. Porquê? Por falta de escrúpulos da dupla de publicitários > > > > > que > > > > > > queriam criar espontaniedade artificial.
> > > > > > Tentaram esquentar a história da banda, criando uma página na > > > > > > Wikipedia. Há mais excrecência tentando requentar a publicidade:
> > > > > > Um filme parodiando a decadência de atores de uma série famosa > > > > > > cancelada, tinha como site de promoção do longa uma página > > > > > amadora > > > > > > sobre a fictícia série de ficção. Na época era engraçado. Hoje é > > > > > piada > > > > > > requentada (como a que eu abro este post, que já contei aqui).
> > > > > > Ponto #1: Diversas vezes já ouvi críticas ao Wikipedia, alegando > > > > > que > > > > > > tanta liberdade permite entrada de lixo. Wikipedia deu mostra > > > > > que não > > > > > > funciona bem assim: Detectaram a falcatrua, colocaram a página > > > > > para > > > > > > eliminação - que consite numa decisão coletiva e aberta a > > > > > discussão. A > > > > > > página saiu do ar. Inteligência coletiva é isso aí.
> > > > > > Ponto #2: O que deveria ser viral virou contra o feiticeiro: Ao > > > > > buscar > > > > > > no Google, o link para o site da suposta banda está cercada de > > > > > > resultados revelando a emboscada. Mas aqui cabe questionar: Não > > > > > existe > > > > > > má publicidade, apenas publicidade?
> > > > > > Criar viral não é problema. O problema é abusar de recursos > > > > > bacanas, > > > > > > como a Wikipedia, pra sustentar uma campanha publicitária. Isso > > > > > é > > > > > > medíocre.
> > > > > > P.S.: Vi que o Marketing de Guerrilha também apostou na pílula > > > > > azul. > > > > > > Mas levantam um ponto novo pra averiguar a questão de virais má > > > > > > forjados: O domínio " theuncles.com.br" pertence a uma agência > > > > > de > > > > > > publicidade
> On 3/26/07, donner. nine <donner.n...@gmail.com> wrote:
> > alguém sabe de qual agência q é ?
> > On 3/26/07, João Vagner Brito de Medeiros <joao.vag...@gmail.com> wrote:
> > > Isso mesmo, você fez uma refencia ao material, linkou, ;)
> > > Descupe o engano
> > > Em 26/03/07, Walmar Andrade <walmarandr...@gmail.com > escreveu:
> > > > Eu não repliquei o conteúdo. Eu linkei para o post original do Irapuã. > > > > Se está na web, não vejo necessidade de replicar, basta linkar e, de > > > > preferência, acrescentar seus comentários sobre o tema.
> > > > > > Posso replicar esse post no meu blog, irapuã? com os devidos > > > > > > créditos, > > > > > > claro.
> > > > > > R/M
> > > > > > On Mar 25, 9:34 pm, "Irapuan Martinez" < irap...@gmail.com> wrote: > > > > > > > Dois publicitários estavam voltando de um festival de > > > > > > publicidade > > > > > > > (coisa que eles tipicamente fazem, participar de festivais) > > > > > > quando um > > > > > > > vira para o outro e diz:
> > > > > > > - Sabia que publicidade espontânea é a melhor e mais barata que > > > > > > existe?
> > > > > > > Hoje que fui ler a revista Época da semana passada. Natural, > > > > > > passei > > > > > > > por ela diversas vezes e não a vi. Porque havia uma "capa > > > > > > promocional" > > > > > > > encobertando a capa da revista. Nela, 4 tiozões, chamados de > > > > > > "The > > > > > > > Uncles" anunciavam o revival da banda.
> > > > > > > Bandeira #1: Uma banda divulgando numa "capa promocional", um > > > > > > ponto de > > > > > > > visibilidade maior que a capa da revista, por isso, caríssima? > > > > > > Novo > > > > > > > isso.
> > > > > > > Bandeira #2: Não é um meio típico que as gravadoras usam para > > > > > > > divulgação. Elas preferem pagar jabaculê nas rádios e programas > > > > > > de > > > > > > > auditório. Muito mais barato, rentável e confiável. Eles não > > > > > > iriam > > > > > > > investir em mudar time que sempre ganhou.
> > > > > > > Bandeira #3: Nunca ouvi falar nestes "The Uncles". Confesso que > > > > > > não > > > > > > > sou especialista na jovem guarda, já que no seu auge eu estava > > > > > > > cuidando de outros assuntos, como por exemplo, terminando de ser
> > > > > > > gestado.
> > > > > > > Logo, a conclusão: Esta banda foi inventada (Uma coisa nunca > > > > > > feita > > > > > > > antes... Depois do Gorillaz, Monkees e Pink Floyd). Na "capa > > > > > > > promocional", davam a URL acima. Brinquei de bolão pessoal e > > > > > > apostei > > > > > > > que era comercial de remédio para disfunção brochal masculina de > > > > > > meia > > > > > > > idade, a julgar os tiozões e o nome do hit, "Será que é pra > > > > > > mim". Pra > > > > > > > acrescentar a desconfiança, outros remédios desse gênero tem que
> > > > > > > apelar para charada, já que a legislação brasileira proíbe o > > > > > > incentivo > > > > > > > do seu consumo via publicidade. Só não tive certeza pois as > > > > > > cores não > > > > > > > era do levantador de bráulio mais conhecido, já que a capa não > > > > > > usava > > > > > > > sua cor azul, praticamente sua marca registrada.
> > > > > > > Que nada, era comercial de um carro.
> > > > > > > Abri o Google e mandei ver uma busca, "the uncles", pra confimar > > > > > > se a > > > > > > > banda era conhecida. Links interessantes, inclusive Wikipedia:
> > > > > > > O link acima é cache do Google, a Wikipedia já chutou o conteúdo > > > > > > pra > > > > > > > fora. Porquê? Por falta de escrúpulos da dupla de publicitários > > > > > > que > > > > > > > queriam criar espontaniedade artificial.
> > > > > > > Tentaram esquentar a história da banda, criando uma página na > > > > > > > Wikipedia. Há mais excrecência tentando requentar a publicidade:
> > > > > > > Um filme parodiando a decadência de atores de uma série famosa > > > > > > > cancelada, tinha como site de promoção do longa uma página > > > > > > amadora > > > > > > > sobre a fictícia série de ficção. Na época era engraçado. Hoje é > > > > > > piada > > > > > > > requentada (como a que eu abro este post, que já contei aqui).
> > > > > > > Ponto #1: Diversas vezes já ouvi críticas ao Wikipedia, alegando > > > > > > que > > > > > > > tanta liberdade permite entrada de lixo. Wikipedia deu mostra > > > > > > que não > > > > > > > funciona bem assim: Detectaram a falcatrua, colocaram a página > > > > > > para > > > > > > > eliminação - que consite numa decisão coletiva e aberta a > > > > > > discussão. A > > > > > > > página saiu do ar. Inteligência coletiva é isso aí.
> > > > > > > Ponto #2: O que deveria ser viral virou contra o feiticeiro: Ao > > > > > > buscar > > > > > > > no Google, o link para o site da suposta banda está cercada de > > > > > > > resultados revelando a emboscada. Mas aqui cabe questionar: Não > > > > > > existe > > > > > > > má publicidade, apenas publicidade?
> > > > > > > Criar viral não é problema. O problema é abusar de recursos > > > > > > bacanas, > > > > > > > como a Wikipedia, pra sustentar uma campanha publicitária. Isso > > > > > > é > > > > > > > medíocre.
> > > > > > > P.S.: Vi que o Marketing de Guerrilha também apostou na pílula > > > > > > azul. > > > > > > > Mas levantam um ponto novo pra averiguar a questão de virais má > > > > > > > forjados: O domínio " theuncles.com.br" pertence a uma agência > > > > > > de > > > > > > > publicidade
Pelo q eu soube é a TBWA quem fez a campanha. A Tribo Interactive deve ter feito o hotsite e por isso registrou o domínio. Mas tirando o apelo pela veracidade da informação e a zueira no Wikipedia pelo q andei vendo a propaganda agradou mto o "público alvo" e chamou bastante atenção pro carro. Acho q era essa a proposta.
On 3/27/07, Vinícius Vidal <vbvdes...@gmail.com> wrote:
> pelo q andei vendo a propaganda agradou mto o "público alvo" e chamou > bastante atenção pro carro. Acho q era essa a proposta.
A agência comprou duas semans de "capas promocionais" de um semanário. A partir daí, imagina o montate de dinheiro investido em exposição do produto.
Como não chamar a atenção?
Assim, se tivessem publicado ao invés de uma banda "nota de R$ 3,00" tivessem publicado um "ligue os pontos" formando o shape do carro, daria no mesmíssimo lugar.
Superestimam essa história de criatividade da publicidade. Quiseram fazer um viral na internet, fizeram porcamente, mas mantiveram o investimento em mídia tradicional. Assim fica impossível dizer a penetração on line da campanha.
Daria certo se com um investimento mínimo, consequissem uma divulgação viral. Fizeram o que estão habituados a fazer, gastar o dinheio do cliente em exposição travestido de conceito de campanha, e diriam que o uso da internet foi crucial...
> On 3/27/07, Vinícius Vidal <vbvdes...@gmail.com> wrote: > > pelo q andei vendo a propaganda agradou mto o "público alvo" e chamou > > bastante atenção pro carro. Acho q era essa a proposta.
> A agência comprou duas semans de "capas promocionais" de um semanário. > A partir daí, imagina o montate de dinheiro investido em exposição do > produto.
> Como não chamar a atenção?
> Assim, se tivessem publicado ao invés de uma banda "nota de R$ 3,00" > tivessem publicado um "ligue os pontos" formando o shape do carro, > daria no mesmíssimo lugar.
> Superestimam essa história de criatividade da publicidade. Quiseram > fazer um viral na internet, fizeram porcamente, mas mantiveram o > investimento em mídia tradicional. Assim fica impossível dizer a > penetração on line da campanha.
> Daria certo se com um investimento mínimo, consequissem uma divulgação > viral. Fizeram o que estão habituados a fazer, gastar o dinheio do > cliente em exposição travestido de conceito de campanha, e diriam que > o uso da internet foi crucial...